12 de agosto de 2019

Publicação: Valor Economico

GM e Volk deixarão de produzir veículos híbridos nos EUA

Por Dow Jones Newswires

DETROIT - As fabricantes de automóveis General Motors e a Volkswagen disseram nesta segunda-feira não ver futuro para veículos híbridos.

As duas companhias irão transferir investimento para carros totalmente elétricos e abandonar a fabricação de híbridos.

Os híbridos, que poupam combustível ao combinar um motor a gasolina com um motor elétrico, devem ser apenas uma solução provisória antes de serem aplicados novos requisitos de emissões, particularmente na China e na Europa.

A perspectiva da GM e da VW contrasta com a estratégia de outras montadoras, como a Toyota e a Ford, que estão trabalhando em carros totalmente elétricos, mas também estão expandindo a oferta de híbridos no mercado americano.

12 de agosto de 2019

Publicação: Valor Economico

Autozone cresce no Brasil com a abertura de 30 lojas

Por Ana Paula Machado | De São Paulo

A rede varejista de autopeças Autozone está acelerando a expansão no Brasil. A empresa americana, que chegou ao país em 2012, deverá abrir mais 30 lojas de 2019 a 2020, dentre elas megalojas que funcionarão como centro de distribuição. A meta é, segundo o presidente para o Brasil, Mauricio Braz, ter uma rede de 60 lojas ao fim do próximo ano. Em 2018, a empresa operava no país 29 unidades.

"O Brasil é o terceiro país em que a companhia atua. Ao todo são 6 mil lojas, 5,4 mil somente nos Estados Unidos e o restante dividido entre o México e o mercado brasileiro", disse ao Valor, Braz, acrescentando que até o fim deste ano a Autozone terá em operação 40 unidades.

Segundo o executivo, para cada empreendimento a companhia investe US$ 1,5 milhão somente com a construção e formação de estoque. A compra do terreno não entra nessa conta, de acordo com Braz. "O investimento é todo da matriz. Ainda não temos musculatura financeira para fazer esses aportes. Não trabalhamos com sistema de franquias."

As lojas, segundo o executivo, seguem os mesmos padrões dos Estados Unidos, que é o de "farmácia", onde o cliente tem autonomia na hora de comprar o produto. "As lojas são dividias em duas áreas: uma de self service e outra que precisa de ajuda de consultores. Como em farmácias. No nosso caso, itens mais específicos, que demandam de uma consultoria mais especializada, ficam mais ao fundo da loja."

Cada estabelecimento é construído em média com 2 mil metros quadrados, sendo 700 metros quadrados para a loja e o restante para o estacionamento. "Já temos parceira com outros supermercados e inauguramos uma loja no estacionamento. Estamos negociando com uma rede de farmácias para abrir uma operação."

A Autozone tem, em média, para venda 22 mil itens em cada loja, entre acessórios e autopeças. Para abastecer toda a operação a empresa mantém um centro de distribuição de peças em Paulínia, no interior de São Paulo. Hoje, segundo o executivo, o estoque administrado pode abastecer cinco lojas. "Negociamos diretamente com os fornecedores de peças e acessórios. Somos os nossos distribuidores."

Braz contou ainda que o plano das mega lojas, chamadas de hub nos Estados Unidos, terão produtos de giro menor e a estratégia é operar perto de empreendimentos menores e ser centros de distribuição. "Nos EUA, nessas lojas há itens como motores, por exemplo. O CD de Paulínia operará com produtos com maior giro", disse Braz.

A estratégia da Autozone é se fortalecer no Estado de São Paulo, que segundo ele, detém 33% da frota brasileira. "Depois, podemos pensar em outros mercados." A companhia, no entanto, vai na contramão de um dos seus grandes concorrentes, a Fortbras, do fundo de investimentos Advent. A Fortbras reúne 12 empresas regionais e, recentemente comprou a mineira BHZ. Braz explica que o crescimento da Autozone será orgânico e não por meio de aquisições.

No Brasil, a Autozone emprega 500 funcionários e com a expansão deve contratar mais 300 pessoas. O faturamento mundial em 2017 foi de US$ 11,2 bilhões.

09 de agosto de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Vendas da BMW crescerão 10% no Brasil em 2019

Parte da alta virá da divisão M, cujos esportivos podem bater recorde no País, com mais de 800 carros

REDAÇÃO AB

A BMW pretende crescer 10% e fechar 2019 com cerca de 12,5 mil carros vendidos no Brasil. Em 2018 ela foi a segunda marca premium no País, atrás da Mercedes-Benz, mas este ano ocupa a segunda colocação. Parte dessa alta virá de sua linha M (Motorsport), de alto desempenho.

“Esperamos vender mais de 800 carros da divisão M e bater nosso recorde no Brasil, que foi de 802 unidades em 2015”, afirma o diretor comercial, Roberto Carvalho.

O executivo concedeu entrevista a Automotive Business durante M Festival, evento criado para consumidores e concessionários BMW com números impressionantes, como a expectativa de 3 mil visitantes ao Autódromo de Interlagos nos dias 10 e 11 de agosto, 26 carros BMW M andando na pista, 1,1 mil test drives, 21,5 mil quilômetros percorridos e 400 pneus “torrados” no circuito de 4,3 mil metros.

A fase é favorável. Além da liderança no segmento de luxo, a empresa investiu R$ 132 milhões em sua fábrica de Araquari (SC), onde está produzindo cinco modelos: os SUVs X1, X3, X4, X5 e a nova Série 3, que entrou em linha na quinta-feira, 8.

“A qualidade obtida nos primeiros carros montados nos permitiu antecipar o cronograma”, afirma o presidente do BMW Group Brasil, Aksel Krieger.

No entanto, não há planos de curto prazo para voltar a produzir modelos com a marca Mini nem de exportar veículos a partir de Santa Catarina.

A rede de automóveis BMW tem hoje 48 pontos de venda no Brasil. “O mercado está se recuperando e este número de lojas é adequado para o momento atual”, afirma Carvalho. Para 2020, no entanto, haverá duas novas concessionárias, uma em Chapecó (SC) e outra em Passo Fundo (RS).

MINI FECHARÁ 2019 COM CERCA DE 1,7 MIL CARROS

De janeiro a julho, a marca Mini, também pertencente ao Grupo BMW, registrou no Brasil a venda de 898 automóveis, crescendo 4% sobre o mesmo período do ano passado. “Mas é preciso destacar que o mercado premium caiu 4,8% neste mesmo período”, recorda o diretor de vendas e marketing para a Mini no Brasil, Rodrigo Novello.

“Até o fim do ano queremos ao menos empatar com 2018, quando vendemos 1,7 mil carros.” O executivo lembra também que os resultados de 2018 foram impulsionados pela renovação dos hatches de três e cinco portas e do Mini Cabrio (conversível).

Novello afirma que a demanda atual no Brasil é equilibrada, ou seja, não se concentra nem nos modelos de entrada nem nos mais caros. Os preços atuais da Mini no Brasil vão de R$ 122.990 a R$ 219.990.

VENDA DE MOTOS BMW CRESCE QUASE 40%

Enquanto o mercado de motos anotou alta de 16,3% de janeiro a julho sobre iguais meses do ano passado, as vendas da BMW no segmento de duas rodas cresceram 37,8% com a ajuda de renovações de linha e lançamentos. Foram 5,5 mil motocicletas emplacadas no período.

Somente a G 310 GS teve 1,5 mil unidades licenciadas. A empresa ocupa a quinta posição no ranking das marcas mais vendidas. Está à frente de Kawasaki, Harley-Davidson e Suzuki.

09 de agosto de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Caoa Chery tem recorde de vendas em julho

Montadora emplaca 1,79 mil unidades, 12% a mais do que em julho

REDAÇÃO AB

As vendas da Caoa Chery atingiram novo recorde de vendas mensais em julho, quando a marca emplacou 1,79 mil unidades, um aumento de 11,8% sobre o volume registrado em junho, quando as vendas fecharam em 1,6 mil veículos. O total de vendas em julho também foram mais que o dobro dos emplacamentos registrados em mesmo mês do ano passado, quando o volume foi de 727 licenciamentos.

O modelo mais vendido foi o Tiggo 5X, com 644 unidades entregues no mês passado. O Tiggo 2 é o segundo mais vendido, com 490 unidades, seguido pelo Tiggo7, que teve 317 modelos vendidos. O Arrizo 5 teve 245 veículos emplacados.

“Nossos modelos trazem hoje um alto nível de tecnologia, design atraente e um conjunto de itens que atendem as necessidades do nosso cliente. Isso, aliado ao aprimoramento constante dos nossos serviços de venda e pós-venda tem colocado a Caoa Chery como uma das marcas que mais tem se destacado no mercado nacional”, comenta o executivo.

Com este desempenho a marca alcançou 0,77% de participação no mercado nacional em julho.

09 de agosto de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Volvo Cars tem novo recorde de vendas no Brasil

Em sete meses, emplacamentos superam as 4,1 mil unidades; para o ano, marca projeta mais de 8 mil

REDAÇÃO AB

A Volvo Cars registrou um novo recorde de vendas no Brasil ao emplacar mais de 4,1 mil veículos entre janeiro e julho, representando um aumento de 27,9% sobre volume de igual período do ano passado. Com isso, a empresa espera entregar mais de 8 mil veículos vendidos este ano, configurando mais um recorde e superando o do ano passado, quando foram licenciados 6,8 mil carros da marca no Brasil.

Entre janeiro e julho, o modelo mais vendido pela marca foi o XC60, com mais de 1,8 mil unidades emplacadas no período, alta de 17,5% no comparativo anual. Todos os três modelos mais vendidos da marca – XC60, XC90 e XC40 – são SUVs.

O portfólio da Volvo no Brasil ganhará mais uma opção em setembro, com a chegada do sedã esportivo S60, que já está em pré-venda no País.

09 de agosto de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Cummins apura faturamento recorde no 1º semestre

E lucro cresce 53% no período ao atingir US$ 1,3 bilhão

REDAÇÃO AB

A Cummins registrou faturamento de US$ 12,2 bilhões no primeiro semestre, resultado recorde para o período, de acordo com balanço financeiro divulgado ao mercado. O valor é 4,4% maior do que o apurado em iguais meses do ano passado. Ao mesmo tempo, a empresa viu o lucro subir 50%, para US$ 1,33 bilhão.

O resultado positivo foi impulsionado graças a um novo recorde de vendas na América do Norte, considerando apenas o segundo trimestre, cuja alta foi de 7%, com alta demanda em quase todos os segmentos. Por outro lado, as receitas internacionais caíram 6%, principalmente devido à menor demanda de caminhões na China, Europa, Brasil e Índia, também quando se refere ao segundo trimestre.

“Alcançamos receita, EBITDA e fluxo de caixa operacional recorde no primeiro semestre de 2019, ampliando nosso histórico de desempenho positivo. Embora esperemos ver uma moderação na demanda no segundo semestre do ano, nossa solidez financeira permitirá gerar lucros fortes, continuar a investir no crescimento futuro e retornar o caixa para acionistas”, afirma em nota o chairman e CEO, Tom Linebarger.

Após consolidar o resultado, a Cummins espera agora que a receita de 2019 seja estável, perspectiva motivada pela redução da demanda de caminhões nos mercados internacionais, em parte devendo ser compensada pela demanda de peças na América do Norte e pelo impacto do dólar mais forte. A empresa manteve sua projeção de EBITDA para o ano, na faixa de 16,25% a 16,75%.

09 de agosto de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Produção de motos avança 6,3% até julho

Renovação de frota e maior oferta de crédito impulsionam o setor

REDAÇÃO AB

A produção nacional de motos cresceu 6,3% na comparação anual do acumulado de janeiro a julho, ao totalizar 628,8 mil unidades, de acordo com dados divulgados na sexta-feira, 9, pela Abraciclo, associação das fabricantes. Em julho, o ritmo das linhas de montagem também foi maior e chegou a 91,7 mil unidades, alta de 34,6% sobre junho.

A alta da produção reflete o aumento das vendas, que avançaram 16,3% no acumulado do ano, com mais de 620 mil motocicletas emplacadas no período. Em julho, foram vendidas 3.915 unidades em cada um dos 23 dias úteis do mês, a melhor média diária para o mês desde 2015. Apesar disso, a média diária de julho ficou 7,1% abaixo da média de junho, quando foram licenciadas 4.212 unidades em 19 dias úteis.

Segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, os números mostram uma contínua recuperação do setor de duas rodas, impulsionada pela renovação de frota e pela maior oferta de crédito.

“Isso impacta diretamente a cadeia produtiva. Hoje cerca de 70% das vendas de motocicletas são financiadas via CDC (crédito direto ao consumidor) e pelo consórcio. Aliado a isso, a motocicleta é uma alternativa viável de transporte para a maioria dos consumidores, graças ao menor custo de manutenção e ao baixo consumo de combustível.”

Por outro lado, o setor registrou queda de 50% das exportações entre janeiro e julho ao embarcar pouco mais de 23,1 mil motocicletas, ainda afetado pela crise da Argentina, que demanda volumes menores. Do total de motocicletas exportadas pelo Brasil este ano, 48,6% foram destinadas ao mercado argentino, seguido pelos Estados Unidos (18%) e Colômbia (12,3%).

12 de Agosto de 2019

Publicação: Logweb - Notícias

Novo ônibus Volkswagen desembarca no México

Logo após expandir seu portfólio de transporte de cargas, desta vez o lançamento é para a linha de ônibus: o Volksbus 8.160 desembarca como o menor chassi VW no México. Com fábrica na cidade de Querétaro, a Volkswagen Caminhões e Ônibus tem no país um de seus principais mercados internacionais e o novo micro-ônibus tem configuração ideal para as ruas estreitas que predominam nas suas principais cidades.

Com 7,6 metros de comprimento, o modelo tem capacidade para até 25 lugares em configuração urbana. É equipado com o motor Cummins ISF de 3,8 litros e 162 cv, com tecnologia Euro 5 e quatro cilindros. Este Volksbus se destaca com um raio de giro menor que 8 metros, o que proporciona ângulos de entrada e saída apropriados para a operação urbana no México.

O lançamento d o Volksbus 8.160 OD no México se deu recentemente, durante a Convenção Nacional da Confederação Nacional de Transporte Urbano e Suburbano da República Mexicana, também conhecida como Conturmex.

Lado a lado com este micro VW, a montadora apresentou o o Volksbus 14.190 SCD, desenvolvido exclusivamente para o país com configuração específica para sua realidade de operação. Desempenho, conforto, robustez e segurança são os principais atributos deste produto que se tornou o favorito das transportadoras mexicanas.

“Para nós, é importante estarmos presentes na Conturmex, um evento que reúne mais de 400 operadoras e no qual contribuímos para a melhoria do transporte público no país. Nos dá a oportunidade de fazer parte d esse constante aprimoramento com produtos que são ideais para o setor", comenta Miguel Vallejo, diretor comercial da Volkswagen Caminhões e Ônibus no México.

11 de Agosto de 2019

Publicação: Estadão Economia e Negócios

'Autotechs' trazem o mercado automotivo para o celular

Na era de mudanças profundas na mobilidade urbana, ganham força no Brasil as startups com soluções para o mundo automotivo. Elas oferecem tecnologias disruptivas para variados serviços que passam pelo compartilhamento de carros, facilidades na compra e venda de usados e de autopeças, desburocratização na locação, ajuda para encontrar vagas em garagens e local para caminhoneiros pernoitarem, novas formas de contrato de seguro, consórcio e até reciclagem de carros.

Estudo feito pela Liga Ventures, aceleradora especializada em gerar negócios entre startups e grandes empresas, mostra que no início de 2018 havia no País 193 autotechs, nome dado às empresas novatas que atuam em serviços ligados ao setor automobilístico. Hoje deve existir mais, mas ainda não há novo levantamento.

O sócio-diretor da Liga, Rogério Tamassia, diz que, na época do estudo, no fim de 2017, foi analisado um banco de dados com mais de 5 mil startups de todos os segmentos, número agora projetado em 13 mil. No caso das autotechs, diz ele, "a nova cultura de mobilidade vai mudar tudo, inclusive a forma de produzir o veículo, o design, a autonomia e a durabilidade".

Responsável pela área automotiva da consultoria KPMG, Ricardo Bacellar diz que o "negócio da mobilidade é um jogo novo, um tabuleiro vazio e todo mundo está querendo se posicionar, principalmente as outsiders" - empresas de fora dos muros das montadoras, mas inseridas no universo tecnológico.

Em pesquisa feita pela KPMG e a editora Autodata com mil consumidores de todo o País, ao serem questionados sobre como prefeririam utilizar um serviço de mobilidade, 56,67% optaram pelas empresas de tecnologia, 25,8% por operadoras tradicionais e 17,53% pelas montadoras.

Com a crescente demanda por serviços de mobilidade, há espaço para ofertas de produtos inovadores, de baixo custo e que preencham lacunas e nichos que o mercado ainda não dispunha. "Se não assistimos televisão como antigamente, não usamos banco como antigamente, não nos deslocamos pela cidade como antigamente, precisamos também questionar outras relações de negócios ainda engessadas", ressalta Ricardo Bernardes, presidente da Onsurance. A startup oferece seguro por minuto de uso do carro.

Michele D'ippolito percebeu que muitas garagens ficam ociosas no período em que o proprietário está trabalhando fora de casa ou em fins de semana, quando viaja. "Há um ativo enorme à disposição", diz o criador da Unpark, que conecta quem precisa estacionar à vagas com melhor custo-benefício.

Peça reciclada recebe selo e é reaproveitada

A Renova Ecopeças destruiu 10,4 mil carros nos últimos seis anos e 85% das peças retiradas tinham condições de uso e voltaram ao mercado legalmente. Itens como portas, peças plásticas e vidros foram reciclados e viraram matéria-prima.

"Praticamente só 5% de um carro é descartado", afirma David Pereira, gerente da startup criada em 2013 "para dar destinação correta aos veículos com perda total".

A empresa pertence à Porto Seguro, que fica com parte das peças recuperadas. Elas são usadas no conserto de veículos cujos donos optaram por uma categoria de apólice de "seguro popular", mais barato, oferecido pela seguradora.

"Quando há perda total, damos baixa no veículo no Detran e informamos quais peças podem ser reaproveitas", explica Pereira. O Detran envia um código para ser anexado à peça, uma espécie de selo de garantia de procedência. A partir daí, ela pode ser usada no conserto dos carros segurados pela Porto, assim como ser vendida para oficinas mecânicas e consumidores em geral por meio do site da Ecopeças.

Os galpões para desmonte dos carros instalados em vários Estados também são certificados pelo Detran. Segundo Pereira, atualmente no Brasil apenas 1,5% dos veículos retirados de circulação são reciclados, "o que mostra que há um mercado enorme a ser explorado." A startup emprega atualmente 40 funcionários diretos.

Dono escolhe ativar o seguro

A Onsurance opera com seguro de veículos por minuto desde abril de 2018. Tem atraído principalmente quem não participava do mercado por considerar os preços das seguradoras convencionais elevados ou por não usarem o carro com frequência, às vezes só aos fins de semana.

"Pesquisas mostram que, em média, os motoristas ficam 4,5 horas na rua com o carro e no restante do dia eles ficam em garagens", diz Ricardo Bernardes, sócio da empresa.

Um seguro na Onsurance por esse período custa de 50% a 80% menos que um convencional, afirma Bernardes. O carro do segurado recebe um dispositivo que é ligado para acionar o seguro e desligado quando o motorista não precisa mais da proteção.

O equipamento também faz rastreamento e traça um perfil comportamental do motorista, que é transmitido a uma central. "Se ele, por exemplo, respeita o limite de velocidade e não usa o celular ao dirigir, ganha pontos e o preço do seguro diminui."

O segurado paga R$ 39,90 ao mês pelos serviços do dispositivo e mais os minutos de uso da proteção por meio de créditos adquiridos via celular.

Os sócios da empresa começaram a expandir o negócio para empresas e acabam de fechar contrato para seguro por demanda de uma frota de 40 mil veículos. No próximo ano a Onsurance iniciará operações nos Estados Unidos, onde a startup é registrada.

Site reúne mais de 11 milhões de peças

No mercado há seis anos, o Canal da Peça reúne banco de dados com 11,3 milhões de componentes para veículos, máquinas agrícolas e industriais disponíveis nos estoques de mais de 400 revendas de todo o País.

Vinicius Dias, um dos fundadores da startup, explica que os consumidores ou donos de oficinas podem encontrar peças com maior rapidez e melhor preço em relação a lojas convencionais. Prazos de entrega são de no máximo sete dias, mas ele trabalha para reduzir para cinco dias.

"Indicamos onde há disponibilidade da peça e o preço e o negócio é fechado entre as partes", diz. A ideia é facilitar a busca, concentrada em uma única ferramenta e poupar o cliente de ter de abrir vários sites ou visitar diversas lojas, trabalho que muitas vezes leva dias para ser feito. O Canal da Peça monitora todo o processo de compra até que a encomenda seja entregue ao cliente. Se os prazos estabelecidos no momento da compra não forem cumpridos, a loja é descredenciada do site.

A startup com 120 funcionários recebeu até agora R$ 35 milhões em aportes e este ano deve gerar receita de cerca de R$ 20 milhões, o triplo de 2018.

O Canal da Peça também abriga 35 grandes fabricantes de peças que utilizam a plataforma para direcionar os consumidores às suas redes de distribuição. "Queremos chegar a 50 indústrias cadastradas até o fim do ano", afirma Dias. A startup fica com parte do valor das peças vendidas.

Unpark quer ser o 'AIRBNB' das garagens

Compartilhar vagas ociosas é a proposta da Unpark, que conecta quem tem garagens desocupadas com quem precisa de local para deixar o automóvel. A plataforma tem atualmente 125 mil vagas cadastradas, oferecidas em casas, apartamentos, terrenos e até estacionamentos.

Os locais disponíveis são mostrados na tela do celular do usuário, por geolocalização, assim como o valor. O interessado faz a reserva e, ao chegar ao local, passa por um processo de "check-in" online e, ao sair, faz o "check-out" e o valor do tempo de estacionamento é descontado do cartão de crédito

O serviço é oferecido para pessoas físicas e jurídicas e tem seguro embutido. Segundo Michele D'ippolito, sócio da Unpark, a economia varia de 20% a 50% em relação à média dos valores praticados nas redondezas do local da garagem.

O foco da startup "é a resignificação de espaços urbanos ociosos", afirma D'ippolito.

"No caso das vagas residenciais, é uma forma de gerar renda extra", diz. Para vagas de empresas, ele cita o exemplo de um centro comercial em Osasco que tem estacionamento com 1,4 mil vagas e muitas estão ociosas. "Fechamos contrato para disponibilizar 400 vagas no aplicativo."

A Unpark fica com parte do valor da locação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

10 de Agosto de 2019 (07:18)

Publicação: Fator Brasil - Automotivo

Indústria de Motocicletas produz mais de 91 mil unidades em julho, diz Abraciclo

Número comprova a recuperação do setor, que mantém crescimento desde o segundo semestre do ano passado.

A indústria de motocicletas mantém o seu ritmo de crescimento. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), em julho foram produzidas no Polo Industrial de Manaus (PIM) 91.713 motocicletas, representando alta de 34,6% na comparação com o mês anterior (68.121 unidades).

Na comparação com julho de 2018, a produção caiu 4,8% (96.338 unidades). Esse desempenho não alterou a curva ascendente das fabricantes do PIM. De janeiro a julho, foram produzidas 628.818 unidades, volume 6,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (591.753 unidades).

Na avaliação de Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, a recuperação do setor continua a ser impulsionada pela renovação da frota e, principalmente, pela maior oferta de crédito. Isso impacta diretamente a cadeia produtiva. Hoje cerca de 70% das vendas de motocicletas são financiadas via CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e pelo Consórcio, afirma. Aliado a isso, a motocicleta é uma alternativa viável de transporte para a maioria dos consumidores, graças ao menor custo de manutenção e ao baixo consumo de combustível , explica.

Vendas no atacado " Em julho, as vendas no atacado somaram 87.240 unidades, aumento de 21% na comparação com junho (72.121 unidades) e queda 1,7% no mesmo período do ano passado (88.754).

No acumulado do ano, as fábricas repassaram para as concessionárias 616.133 motocicletas, o que corresponde a um crescimento de 14,1% ante as 539.945 registradas no mesmo período de 2018.

Emplacamentos " Segundo levantamento do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) analisado pela Abraciclo, em julho houve emplacamento de 90.048 motocicletas, correspondendo a um aumento de 18,1% na comparação com o mesmo mês de 2018 (76.226 unidades) e de 12,5% em relação a junho (80.023 motocicletas).

Ainda segundo dados do Renavam, nos sete primeiros meses de 2019 foram emplacadas 620.082 motocicletas, volume 16,3% superior às 532.955 unidades licenciadas no mesmo período do ano passado.

Com 23 dias úteis, a média diária de vendas de julho foi de 3.915 unidades. Segundo dados analisados pela Abraciclo, é o melhor resultado para o mês desde 2015 (4.684 unidades/dia). Esse desempenho foi 13% superior ao registrado no mesmo mês de 2018 (3.465 unidades/dia, com 22 dias úteis) e 7,1% menor ao alcançado em junho deste ano (4.212 unidades/dia, com 19 dias úteis).

Exportações " Em julho foram embarcadas 2.788 unidades para o exterior. De acordo com dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat, que registra os volumes de embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, a Argentina é o maior parceiro comercial, com 1.318 e 45,2% de participação no total exportado. Na sequência, estão os Estados Unidos (880 e 30,2%) e a Col'mbia (358 e 12,3%).

No acumulado do ano, as exportações somaram 23.180 unidades, o que representa queda de 49,9% em relação ao mesmo período de 2018 (46.258 motocicletas). Ainda de acordo com dados do Comex Stat, de janeiro a julho foram embarcadas 11.632 motocicletas (48,6% de participação) para Argentina. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar (4.313 e 18%), seguidos pela Col'mbia (2.953 e 12,3%).

Desempenho por categoria no atacado " Em julho, a Street foi a categoria de motocicleta mais vendida no Brasil, com 45.009 unidades (51,6% de participação). Na sequência ficaram a Trail (18.228 e 20,9%), Motoneta (11.115 e 12,7%) Scooter (7.595 e 8,7%) e Naked (1.997 e 2,3%).

As posições foram mantidas no ranking que mostra o desempenho de vendas nos sete primeiros meses de 2019: Street (310.258 e 50,4%), Trail (120.798 e 19,6%); Motoneta (91.526 e 14,9%), Scooter (53.485 e 8,7%); e Naked (14.610 e 2,4%).

09 de Agosto de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Venda direta: exagero ou nova realidade?

São Paulo - Apesar do discurso contrário dos concessionários, que procuram ao menos frear o avanço das vendas diretas no mercado brasileiro, a tendência é a de que a participação, na casa dos 45%, alcançada nos últimos meses se mantenha daqui para frente.

AutoData

conversou com executivos, analistas e pessoas ligadas à indústria e ao varejo para tentar medir o impacto nos negócios das montadoras e da rede e a opinião majoritária é que, sim, estamos no meio de uma mudança no modelo de negócio e as vendas diretas não devem recuar muito. Mas ainda há espaço para todos.

Até julho as vendas diretas cresceram 21% na comparação com os sete primeiros meses de 2018, chegando a 668 mil automóveis e comerciais leves. O varejo cresceu, no período, 3,5%, para 813,1 mil unidades. São consideradas vendas diretas, porém, aquelas em que a nota fiscal sai com o CNPJ da montadora - entram, aí, vendas a taxistas e PcDs, por exemplo, que são feitas dentro de uma concessionária.

Ainda não há dados concretos sobre vendas PcDs, mas estima-se que representem de 10% a 15% do mercado de automóveis e comerciais leves. O índice justifica a atenção das empresas que, na maior parte das vezes, busca oferecer versão especial para o público, com transmissão automática e preço inferior a R$ 70 mil, condição necessária para fazer valer os descontos tributários.

O que incomoda mesmo os concessionários é o avanço das locadoras. São elas que fazem encomendas grandes e conseguem generosos descontos nesses lotes, que contribuem para o bom funcionamento das fábricas. A encrenca é que esses modelos retornam ao mercado de seis meses a um ano depois, como seminovos. A Localiza, por exemplo, comercializou 33,1 mil seminovos no segundo trimestre, volume 40% superior ao mesmo período de 2018. A receita da companhia com a revenda de veículos foi superior a conquistada com o aluguel, em tese o seu principal negócio.

Mas, para as montadoras, o negócio compensa. Carlos Zarlenga, presidente da General Motors América do Sul, disse, sobre o desempenho do Chevrolet Onix, modelo mais vendido no mercado brasileiro tanto no varejo quanto nas vendas diretas - até julho foram 59 mil 354 unidades que saíram com a nota com o CNPJ da fabricante, 48,5% a mais do que no mesmo período do ano passado: "É um modelo que tem forte aderência às demandas das empresas frotistas".

Segundo o executivo a venda direta é uma realidade e precisa ser vista como oportunidade de negócios no mercado de veículos: "Ainda que o veículo seja vendido pela montadora ele passa pela concessionária, onde podem ser aplicados modelos de negócios que aumentem a rentabilidade do negócio".

Mauro Correia, presidente do Grupo Caoa - que administra, além da fabricação de veículos Hyundai e Caoa Chery, redes Ford, Hyundai, Subaru e Caoa Chery - concorda que é preciso evoluir o modelo de negócio atual praticado pelo varejo de veículos, mas acredita que o processo já acontece de forma gradual: "A maioria dos grupos concessionários iniciaram processo de digitalização, por exemplo. De qualquer forma, é fundamental que haja isonomia na relação comercial rede-montadora".

Charlie Gilchrist, chairman da NADA, associação das concessionárias dos Estados Unidos, contou que no mercado da América do Norte existe "forte diálogo" da rede com fabricantes, e que o avanço dos serviços nos pontos de venda rumo ao universo da digitalização e oferta sob demanda é um futuro inevitável.

09 de Agosto de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Produção de motocicletas cresce 6% até julho

São Paulo - A produção de motocicletas cresceu 6,3% até julho na comparação com igual período de 2018, com 628 mil 818 unidades, segundo os dados divulgados pela Abraciclo, entidade que representa os fabricantes, na sexta-feira, 9. Em julho foram produzidas 91 mil 713 motocicletas no PIM, Polo Industrial de Manaus, expansão de 34,6% ante julho do ano passado e retração de 4,8% com relação a junho.

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, disse que a alta do setor foi impulsionada pela renovação de frota e pela maior oferta de crédito: "Isso gera impacto direto na cadeia produtiva. Hoje cerca de 70% das vendas de motocicletas são financiadas via CDC, crédito direto ao consumidor, e pelo consórcio".

As vendas no varejo somaram 620 mil 62 motocicletas até julho, volume 16,3% maior do que o registrado no mesmo período de 2018. Em julho houve aumento de 18,1% nos emplacamentos na mesma base de comparação, com 90 mil 48 unidades, e, com relação a junho, o crescimento foi de 12,5%.

Com 23 dias úteis a média diária de vendas de julho ficou em 3 mil 915 unidades, o melhor resultado para o mês desde 2015 e superando em 13% a média de julho do ano passado.

Foi a maior demanda do mercado interno que sustentou o crescimento da produção, porque no acumulado do ano os embarques para o Exterior estão em queda. Foram exportadas 23 mil 180 motocicletas até julho, queda de 49,9% com relação ao mesmo período de 2018. De acordo com a Abraciclo a crise econômica na Argentina é a principal causa da retração, porque o país é o principal parceiro comercial do setor e representa quase 50% das exportações.

09 de Agosto de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

PPG completa 45 anos aqui e projeta crescimento de 10%

São Paulo - No ano em que comemora 45 anos de sua operação no Brasil a PPG, fornecedora de tintas para o setor automotivo, acredita em expansão de 10% nas vendas para as montadoras. Até julho, segundo o diretor automotivo OEM para a América Latina, Rafael Torezan, as vendas para o setor avançaram 6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

"Acompanhamos os números projetados pela Anfavea, até porque o nosso desempenho nesse setor costuma ser próximo ao da produção de veículos. Se a expectativa da Anfavea for atingida o setor registrará alta de 9%, enquanto nós poderemos crescer um pouco mais, chegando a 10%."

A partir de 2020, porém, Torrezan acredita em redução no ritmo de crescimento, com uma expansão alta e sustentável. Para ele esse cenário é mais importante do que uma alta grande.

A PPG atende a quase as todas as montadoras, com grande relevância para BMW, FCA, Hyundai, Mercedes-Benz, Nissan, Renault, Toyota e Volkswagen. A linha 2020 da picape Fiat Toro e do Jeep Renegade, assim como a do Toyota Yaris, nas versões hatch e sedã, são alguns dos modelos pintados com as tintas automotivas PPG.

"Também atuamos em outros segmentos, como o agrícola, em que atendemos a AGCO, a CNH e a John Deere. No ramo de implementos nós fornecemos para a Randon, maior empresa desse setor e nossa parceira há alguns anos."

A grande carteira de clientes tornou o setor automotivo o principal braço de negócios da companhia na América do Sul, representando em torno de 50% do faturamento anual. Sobre projetos futuros Torrezan disse que a companhia está buscando novos contratos no mercado, mas por questões internas não pode revelar com quais empresas as negociações estão sendo realizadas.

Mesmo com expectativa de expansão para 2019 Torrezan ressaltou que a queda nas exportações causada pela crise na Argentina afetará os números da PPG: "Não exportamos nossas tintas: nós fornecemos para as montadoras que pintam e exportam os veículos. Mas com a grande queda no volume exportado para a Argentina nós sentiremos alguns reflexos, porque a produção poderia ser maior".

A maior parte das tintas vendidas no Brasil são produzidas na fábrica de Sumaré, SP, onde a companhia possui um laboratório de desenvolvimento para dar suporte aos clientes. Em alguns projetos a PPG desenvolve cores específicas para o mercado nacional e região, dependendo da estratégia de cada montadora e, em outros casos, só segue a fórmula usada no Exterior para iniciar a produção de uma nova cor: "Só importamos as tintas que serão usadas em carros de nicho, com baixo volume".

Sustentabilidade

- Para o diretor a busca por novos contratos e inovações deve caminhar junto com a parte sustentável, área a que a companhia dedicou grandes esforços nos últimos anos para aumentar o fornecimento e a produtividade de tintas à base de água, sem o uso de solvente:

"Atualmente mais de 90% das tintas que fornecemos para o setor automotivo são à base de água, mas é preciso recordar o trabalho que as montadoras também fizeram para modernizar suas áreas de pintura para abandonar as tintas a base de solvente".

09 de Agosto de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Onix representa mais da metade das vendas da líder do mercado brasileiro.

São Paulo - Caso o Chevrolet Onix fosse uma marca que concorresse no mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves estaria, até julho, em uma hipotética quarta posição do ranking, atrás apenas de Chevrolet, Volkswagen e Fiat. Suas 136 mil 974 unidades comercializadas no período representam mais da metade das vendas da General Motors, líder com 262 mil 558 emplacamentos.

O volume de Onix licenciados supera o da Renault, quarta do ranking com 131 mil 502 unidades, da Toyota, quinta com 123 mil 113 emplacamentos, e da Ford, que caiu para a sexta posição com 122 mil 111 unidades comercializadas. A Ford já enxerga no retrovisor a Hyundai, sétima do ranking com 117 mil 814 modelos licenciados de janeiro a julho - e que, no mês que vem, lança a nova geração do HB20, o segundo carro mais vendido do mercado brasileiro.

Ainda no campo da hipótese, sem o Onix a Chevrolet estaria na quarta posição do ranking. Superaria, ainda, a Renault, mas ficaria atrás da Volkswagen, da Fiat e do Onix.

As três primeiras do ranking respondem por 46,6% de todo o volume de automóveis e comerciais leves vendidos no mercado brasileiro de janeiro a julho. Apesar de a Anfavea destacar em sua última entrevista coletiva à imprensa a alta concorrência no mercado local, com diversas marcas competindo em vendas, os emplacamentos ainda estão muito concentrados nas três marcas tradicionais.

09 de Agosto de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Grupo Voges tem falência decretada

Caxias do Sul, RS -- Em processo de recuperação desde 2013 o Grupo Voges teve a sua falência decretada na quinta-feira, 8, pelo juiz da 3ª Vara Cível de Caxias do Sul, RS, Clóvis Moacyr Mattana Ramos. A decisão antecipa-se à nova assembleia de credores que estava programada para ocorrer até 15 de outubro.

Conforme a sentença, passados seis anos de tramitação do processo "absolutamente nada de positivo ocorreu". Ao contrário, cita o juiz, houve crescimento nas dívidas, fraudes e mais vítimas, sem que o grupo apresentasse plano efetivo de recuperação. Uma das empresas do grupo amanheceu fechada na sexta-feira, 9: a Metalcorte Fundição, que tinha a maior parte de seus negócios dedicados à indústria automotiva. Ainda cabe recurso à decisão do juiz.

Atendendo ao pedido feito pelo Ministério Público, acompanhado pelo administrador judicial Nélson Sperotto, o juiz ressalta na sentença que não existe solução plausível para o problema do grupo.

“É preciso que o Judiciário se convença de que, no presente caso, nunca será realizada uma assembleia geral de credores séria e respeitável, porque são conflitantes os interesses em jogo com o fato de o Grupo Voges estar quebrado e ao mesmo tempo ser `uma máquina de fazer dinheiro'. Quebrada e rentável. Quebrado para o Fisco e para os trabalhadores, rentável para Osvaldo Voges [proprietário do grupo] e para alguns credores. Rentável é modo de dizer, porque não existe a menor possibilidade de recuperação das empresas. O passivo é estratosférico, as fraudes vêm se avolumando e há informações de que será interrompido o fornecimento de energia elétrica da Metalcorte Fundição por falta de pagamento e de que os trabalhadores não estão recebendo seus salários;"

De acordo com a advogada do escritório do administrador judicial do grupo, Daiane Branchini, o decreto de falência foi a melhor alternativa, pois, após seis anos de tramitação do processo de recuperação, sem a definição de um plano de pagamento exequível e sem a contenção do passivo, não há mais condições para esperar: “Some-se a isso o fato de a Metalcorte ter que desocupar, imediatamente, o antigo prédio da Metalúrgica Abramo Eberle [que pertence à Prefeitura], sem que tenha lugar para ir e recursos para construir uma nova sede".

Embora reconheça que a decisão não era a esperada o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região, Assis Melo, entende ser a decretação da falência a única alternativa que restava. Também atende às expectativas dos ex-trabalhadores, em torno de 2,5 mil, que há anos lutam para receber suas verbas rescisórias. Em assembleia realizada em fevereiro os trabalhadores aprovaram proposta de decretação da falência.

“Ninguém fica contente com o fechamento de uma empresa", disse Assis Melo. "Ainda mais em tempos de recessão, em que lutamos para fomentar a abertura de novos postos de trabalho. Mas creio que não existia outra opção, dadas às dificuldades que foram surgindo ao longo deste percurso."

09 de Agosto de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Lexus registra vendas maiores na América Latina

São Paulo - A Lexus vendeu 10% mais carros no primeiro semestre na comparação com igual período no ano passado. Os licenciamentos da divisão de luxo da Toyota, até junho, chegaram a 360 mil 45 unidades no mundo. Segundo a empresa houve aumento da demanda pelos modelos ES 300h e UX 250h na China.

Segundo comunicado, houve mais vendas na América do Norte, chegando a 148 mil 521 unidades, crescimento de 1%. Na América Latina, 1,3 mil unidades, alta de 16%. No Brasil foram vendidas 457 Lexus no primeiro semestre, volume que representou 35% das vendas totais no mercado latino-americano.

09 de Agosto de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Hyundai oferece descontos para peças trocadas em revisões

São Paulo - A Hyundai lançou a campanha Desconto de Manutenção, que oferecerá vouchers de desconto nas peças trocadas durante as revisões programadas nas concessionárias para os proprietários dos modelos HB20 e Creta.

Para participar os clientes devem se cadastrar no programa de fidelidade Hyundai Sempre pelo site ou pelo aplicativo e emitir o voucher. Os descontos começam a valer na terceira revisão, de 5% no valor das peças, 7,5% na quarta revisão e, na quinta, o preço dos itens fica 10% menor. A promoção é válida até dezembro.

09 de Agosto de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Nissan usa drones para contagem de veículos em Resende

São Paulo - A Nissan já utiliza drones para a contagem do inventário de veículos produzidos na fábrica de Resende, RJ. De acordo com a empresa o uso do equipamento em dois pátios da unidade reduziu o tempo empregado na atividade e aumentou o nível de confiança da operação com dados mais precisos.

O sistema, instalado pela Ernst Young, identifica os veículos em imagens capturadas pelos drones e, por meio de sobreposição de fotos, faz a contagem das unidades em estoque. Antes, a contagem era manual exigia muitas checagens para reduzir a margem de erro.

09 de Agosto de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

América do Norte sustenta operação da Cummins no trimestre

São Paulo - A Cummins apresentou na sexta-feira, 9, seu balanço referente ao segundo trimestre. Por meio de comunicado a companhia informou que a receita global obtida no período foi de US$ 6,2 bilhões, o que significa crescimento de 1% ante igual período em 2018. A empresa creditou o resultado ao aumento na produção de caminhões na América do Norte e à demanda aquecida por geradores de energia na região.

As vendas do segundo trimestre, naquele mercado, aumentaram em 7% sobre o volume vendido no segundo trimestre do ano passado. A empresa não informou o volume vendido por unidade de negócio no balanço. Sobre as vendas nos demais mercados a empresa informou que houve recuo de 6% na comparação com o resultado comercial registrado em 2018.

O que derrubou as vendas da Cummins no resto do mundo foi a menor demanda por caminhões na China, Europa, Brasil e Índia, segundo o balanço divulgado.

O Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, no segundo trimestre, foi de US$ 1,1 bilhão -- no ano passado, no mesmo período, foi de US$ 897 milhões. O lucro líquido somou US$ 675 milhões, e era de US$ 545 milhões no segundo trimestre de 2018.

A projeção da empresa para a ano é de estabilidade no quadro, ou seja, redução da demanda de caminhões nos mercados internacionais, mercado estadunidense aquecido e dólar valorizado. A empresa espera um Ebitda na faixa de 16,25%.

09 de Agosto de 2019 (09:00)

Publicação: Abril - Revista Exame.COM

Volanty, que paga acima da concessionário por carro usado, recebe R$ 70 mi

O SoftBank, conglomerado japonês de telecomunicações e dono do maior fundo de investimentos em startups do mundo, olhou para mais uma oportunidade no mercado brasileiro: mediar a compra e venda de carros seminovos e usados.

A Volanty, um marketplace carioca criado há pouco mais de dois anos pelos empreendedores Antonio Avellar e Maurício Feldman para aproveitar o mercado de 12 milhões de carros usados e seminovos no país, anunciou um aporte série B de 70 milhões de reais.

Além do Latin America Fund, fundo de cinco bilhões de reais do SoftBank voltado para startups da América Latina, completa o investimento o fundo KaszeK Ventures, criado por ex-executivos da gigante e também marketplace Mercado Livre.

Com os recursos, a Volanty espera multiplicar ao menos dez vezes a quantidade de carros comprados/vendidos por sua plataforma na comparação anual. Em 2018, foram mais de 500 automóveis.

Investimento e estratégia

O primeiro objetivo para os novos 70 milhões de reais é ampliar a equipe da Volanty. O negócio tem 100 funcionários e espera dobrar a equipe nos próximos 12 meses.

Algumas contratações serão em marketing, para fortalecer a marca Volanty no mercado. Outras irão para a operação, expandindo os centros de atendimento da startup para além de São Paulo e Rio de Janeiro e chegando a “outras capitais brasileiras", segundo Feldman. Os 14 centros de inspeção deverão chegar a 30 até o final de 2019. Cada centro medeia em média 30 carros por mês, após três meses de amadurecimento.

Por fim, mais talentos serão contratados para tecnologia. A startup espera refinar seu algoritmo de precificação, calculando um preço mais preciso com ainda mais variáveis. Também investirá mais na visualização 3D dos automóveis pelo site, por meio de realidade virtual — alguns carros dentro da Volanty já permitem essa visita em três dimensões. Em terceiro lugar, a Volanty pensa em trazer tecnologias de países como China.

A Guazi, espécie de Volanty chinesa e bilionária, investe pesado em inteligência artificial. A plataforma também é investida pelo SoftBank, que realizou um aporte de 1,5 bilhão de dólares na Guazi. “Apostamos na troca de conhecimento, experiência e tecnologia com as investidas da KaszeK e do SoftBank para acelerar nossa curva de aprendizado. Esse foi o pitch que eles nos fizeram. Visitaremos a Guazi em breve, com a ponte do SoftBank", afirma Feldman.

O cheque de 70 milhões de reais está abaixo do que o Latin America Fund costuma investir — o fundo aportou um bilhão de dólares na colombiana do delivery Rappi; 361 milhões de dólares na startup de logística Loggi; 300 milhões na plataforma de academias Gympass; e 200 milhões na fintech de crédito com garantia Creditas.

A diferença acontece porque todas as investidas anteriormente são startups de estágio avançado. O aporte na Volanty marca a primeira vez que o SoftBank faz um investimento em uma startup brasileira ainda em estágio inicial em vias de tração. “Ter investido na gente em um série B mostra quanto acreditam na equipe, no mercado e em nós e na KaszeK como parceiros ideais", afirma Feldman.

O movimento para séries de investimento mais iniciantes já havia sido sugerido pelo SoftBank. “Se apreciamos o empreendedor, a startup e o modelo de negócios, não temos problemas de investir cedo", afirmou anteriormente a EXAME Marcelo Claure, líder do Latin America Fund. “Talvez participemos desde os primeiros estágios de investimento em algumas startups, levando-a até sua possível transformação em empresa pública."

08 de Agosto de 2019 (18:06)

Publicação: Portal Nacional Segs - Notícias

Alta no setor automotivo reforça importância do investimento em marketing digital e CRM para concessionárias

1º Lead Force Summit Experience reuniu grandes especialistas e empresários do setor, em encontro realizado em São Paulo

Há cinco anos chegou no Brasil um serviço que revolucionou a mobilidade urbana: o Uber. De lá para cá, o aplicativo ganhou mais de 22 milhões de usuários e se tornou a maior plataforma de transporte individual do mundo, atualmente operando em mais de 100 cidades brasileiras. Entre 2014 e 2017, atingido pelo fenômeno da uberização e pela forte crise econômica e política do país, o setor automotivo apresentou as maiores quedas já registradas: cerca de 40% na redução de venda de automóveis. Em contrapartida, no ano passado registrou um crescimento de 15,1%, o maior dos últimos 11 anos, segundo o IBGE.

O momento de ascensão deste mercado pode ser explicado por diversos fatores, que incluem a melhora nas condições de financiamento, refletida na redução das taxas de juros e no aumento do volume de crédito para aquisição de veículos. Juntamente com o avanço da tecnologia, o investimento em soluções digitais para vendas automotivas tem se tornado cada vez mais essencial. Foi com esse objetivo que a Lead Force - agência focada em marketing e estratégia digital para concessionárias - realizou um encontro gratuito de líderes de CRM e marketing digital automotivo: O 1º Lead Force Summit Experience, que aconteceu ontem, 5 de agosto, em São Paulo.

Estiveram presentes cerca de 120 profissionais do mercado de concessionárias que assistiram as 4 palestras e mais o painel. Os temas foram: marketing, neurobusiness, data-driven, big data, comportamento de compra e tendências gerais do setor de automóveis. Mais de 70% do processo de compra é feito antes do contato com o vendedor. As concessionárias não podem ignorar esse tipo de mudança. No Summit Experience conseguimos reunir grandes especialistas para mostrar como o CRM e o marketing digital podem ajudar as empresas do segmento a se relacionarem com o mercado e gerarem uma demanda realmente qualificada para vendas, contou o CEO da Lead Force/Syonet, Aurélio Martins.

O tema do encontro não se limitou em falar de inovação e tecnologia. A palestra Neurociência aplicada às vendas, por exemplo, realizada pelo vendedor, especialista em neuromarketing e professor no MBA da Infinity Neurobusiness, Sandro Eduardo, abordou um novo campo de estudos dedicado apenas a estudar o cérebro do consumidor. Trata-se de uma técnica baseada no que existe de mais moderno no estudo do cérebro para entender como o ser humano pensa, decide e sente. A neurociência te ensina a vender ao subconsciente, diretamente ao cérebro. Não é lavagem cerebral e sim ser direto e efetivo na hora da persuasão, explicou Sandro. Focar em mensagens visuais, cuidar do ambiente do negócio, ser atento a linguagens corporais e saber ler o cliente, são exemplos de técnicas importantes a serem contempladas nas ações de marketing.

Outra das palestras mais esperadas foi Mindset para aumentar taxas de conversão, ministrada pelo fundador da Webmotors, CEO da DOOR International Brasil e da Leadworks For Sale, Danton Veloso. O especialista mostrou aos participantes que não é somente investimentos em tecnologia, softwares e mídia digital que resultam em uma taxa de conversão apropriada. Muitas empresas olham para isso como uma métrica a ser utilizada como termômetro para entender a real eficiência do marketing digital aplicado. Porém, não entendem que conversão de leads vai além da tecnologia. É importante que o empreendedor tenha sensibilidade e saiba se abrir para uma mentalidade positiva e novos paradigmas, dentro deste contexto de transformação digital, explicou Danton.

O 1° Summit Experience foi importante iniciativa da Lead Force, que está atenta às inovações do mercado em que atua, proporcionando conteúdo de qualidade e abrindo as perspectivas do mercado. Para o empreendedor, entender mais sobre como soluções e ideias inovadoras podem integrar as estratégias do negócio pode fazer toda a diferença nas vendas, finaliza o Martins.

Sobre a Lead Force

A Lead Force é uma plataforma convergente multicanal de marketing e estratégia digital automotivo que mais gera e converte leads no Brasil. É uma ferramenta on-line que otimiza e facilita a criação e distribuição do conteúdo por você mesmo, sem ter que ficar esperando e dependendo de agência. Alteração de preço, ofertas, modelos, serviços, agendar e postar nas redes sociais e tudo o que você precisar você mesmo pode fazer sem ter que solicitar à agência ou a um programador. Mais informações em www.leadforce.com.br

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