16 de Maio de 2019 (10:17)

Publicação: Portal Fator Brasil - Agronegócios

Brasil e China devem tratar de certificados de produtos florestais em reunião do BRICS

Bloco vai se reunir em novembro no Brasil. Representantes do setor e autoridades dos dois países devem negociar uniformização de certificados fitossanitários.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) reuniu-se no dia 15 de maio (quarta-feira), em Pequim, com empresários chineses e brasileiros do setor de florestas plantadas e celulose. No encontro, os representantes da China solicitaram a uniformização dos certificados fitossanitários para o comércio dos produtos.

Tereza Cristina sugeriu aos chineses, maiores importadores mundiais de celulose, que as conversas sobre o tema ocorram durante reunião do BRICS " grupo formado por Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul ", que será realizada no Brasil, em novembro deste ano.

A ministra destacou alto uso de tecnologia no setor, que tem crescido dentro da economia brasileira, e a busca por ampliar os negócios com a China. É um setor que teve um desenvolvimento pujante nos últimos anos, extremamente organizado. Eu me orgulho muito de ser de um estado que resolveu parte dos seus problemas quando trouxe essa atividade florestal como uma das principais, o Mato Grosso do Sul, disse.

Atualmente, o Brasil tem 10 milhões de hectares de árvores plantadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Área que corresponde a 1% do território nacional, mas é responsável por 91% de toda a madeira para fins industriais. Desse total, 5,8 milhões de hectares têm algum tipo de certificação florestal, com indicadores reconhecidos internacionalmente que garantem sustentabilidade dos produtos, conforme dados do ministério.

As florestas plantadas estão localizadas principalmente em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul, em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

De acordo com o diretor Jurídico e de Relações Institucionais da Suzano, Pablo Machado, as exportações do setor chegam a US$ 12,5 bilhões. A China, conforme o executivo, respondeu por 42,7% das vendas no ano passado e 40%, em 2017. Brasil é um parceiro confiável e tem capacidade de ofertar mais celulose à China. Gostaríamos de continuar e ampliar em longo prazo essas parcerias. Suzano lidera o segmento de celulose de eucalipto no Brasil.

Em 2017, o setor respondeu por 5% das exportações brasileiras e 10% das exportações do agronegócio. A produção florestal ocupa o quarto lugar, ficando atrás apenas da soja, das carnes e do setor sucroalcooleiro.

Já José Carlos da Fonseca Junior, diretor de Relações Institucionais da Ibá, prop's que áreas degradadas no Brasil sejam usadas para florestas plantadas, o que renderia mais de US$ 6 bilhões de investimentos nos próximos anos. Brasil pode expandir as capacidades e suprir as necessidades crescentes da China. Segundo os produtores, o país lidera o ranking global de produtividade florestal, com uma média de 35,7 m/ha/ano para o plantio de eucalipto e 30,5 m/ha/ano para pinus, o que representa quase duas vezes mais a produtividade dos países do Hemisfério Norte.

No ano passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas " PlantarFlorestas, que prevê aumentar em dois milhões de hectares a área de cultivos comerciais até 2030.

Sinochem " Tereza Cristina reuniu-se também com o Frank Ning, CEO da ChemChina e da Sinochem, empresas chinesas que atuam nos setores de agroquímicos e energia. Na reunião, Ning disse que com a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China os chineses "cada vez mais terão de diversificar a busca por alimentos e comprar mais do Brasil.

Tereza Cristina vem ressaltando que a disputa pode ser uma oportunidade para os exportadores brasileiros aumentarem a participação no mercado chinês, maior importador de soja e carnes.

A ministra destacou que, no último dia 11 em Niigata (Japão), os Líderes de Agricultura do Hemisfério Ocidental assumiram o compromisso de trabalhar em conjunto em defesa da segurança alimentar global e do comércio agrícola, com base em princípios científicos e de análises de risco, o que pode estimular as relações com os chineses. Tema abordado na apresentação do CEO da Companhia das Cooperativas Agrícolas do Brasil (CCAB), Jones Yasuda, que destacou o papel do Brasil na nutrição e segurança alimentar global nas próximas décadas.

Ning informou ainda que as empresas do grupo são sustentáveis e não haverá problemas para o fornecimento de produtos aos clientes, incluindo os produtores brasileiros.

O deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira (MDB-RS), que integra a comitiva, tratou da importância de o Congresso Nacional concluir a votação da proposta que altera a legislação sobre agroquímicos. Os parlamentares da comitiva acompanharam as duas reuniões desta quarta-feira.

16 de Maio de 2019

Publicação: Estadão Economia e Negócios

Impasse na reforma trava investimentos

À espera do desfecho das discussões sobre a reforma da Previdência, muitas empresas projetaram a melhora da economia e a retomada da expansão de seus negócios neste ano. "O governo criou uma expectativa no mercado, que ainda não foi concretizada", diz Istvan Kasnar, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ebape).

Segundo Kasnar, as indústrias ainda sofrem impacto dos erros da política econômica dos últimos anos e podem ter de rever projeções em função do que ainda está "na promessa". "Ao considerar a reforma da Previdência uma bala de prata para a recuperação da economia, o governo esquece que tem toda uma agenda maior de reformas que devem ser colocadas em prática", diz ele, referindo-se ao déficit das contas públicas.

O ambiente de incerteza não contribui para que as empresas se animem a tirar investimentos do papel, segundo Roberto Padovani, economista-chefe do Banco Votorantim. Na dúvida, muitas companhias estão jogando para 2020 os projetos previstos para este ano.

Vale e Petrobrás. O sentimento de espera se reflete no levantamento feito pela Economática, que aponta queda de 5,7% dos lucros das companhias abertas no primeiro trimestre. A pesquisa desconsidera os resultados de Vale, Petrobrás, Oi e bancos.

No caso da operadora, os dados trimestrais não são comparáveis porque a empresa enxugou seus resultados no ano passado, incluindo a dívida no plano de recuperação judicial, inflando os resultados. Os bancos, por sua vez, ficaram de fora por não representar o setor produtivo. Já Vale e Petrobrás distorcem os resultados do conjunto em função do tamanho das duas companhias.

A Petrobrás registrou lucro líquido de R$ 4 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 42% sobre o mesmo período de 2018. Se a petroleira fizesse parte do levantamento, os ganhos das empresas brasileiras teriam recuado 14,7% entre janeiro e março.

A Vale, além de ter sido excluída do levantamento em função do porte frente às outras companhias, teve o resultado afetado pela tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais. O rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em 25 de janeiro, resultou em 238 mortos até o momento. Diante dos altos custos para tentar minimizar os efeitos da tragédia, a mineradora registrou prejuízo de R$ 6,4 bilhões, ante um lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no mesmo período do ano passado.

A crise da mineradora, no entanto, em função da menor oferta do minério de ferro no mercado global, acabou impulsionando os preços do insumo e a própria Vale tem sido agora beneficiada pelo movimento.

Outros setores. Enquanto a maior parte dos negócios foi afetada pela crise da economia doméstica, outros melhoraram a rentabilidade, como energia elétrica, eletroeletrônicos e locação de veículos.

O dólar valorizado garantiu o resultado de parte das empresas exportadoras - como as de agronegócio. Mas nem as exportadoras estão imunes a "solavancos": as companhias de papel e celulose, por exemplo, foram afetadas nos primeiros meses do ano pelo preço baixo da commodity no mercado internacional. O setor fechou o primeiro trimestre com prejuízo acumulado de mais de R$ 1,4 bilhão.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

15 de Maio de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Suzano diz que fundamentos de mercado de celulose não mudaram, mas não divulga estimativas para 2019

A Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, afirmou nesta sexta-feira que os fundamentos do mercado da commodity usada na produção de papel mantêm características de demanda maior que a procura no médio a longo prazos, apesar do estoque de produto da empresa ter triplicado no início do ano, obrigando o grupo a reduzir a produção em 2019.

A ação da companhia foi destaque negativo do Ibovespa, caindo 8,72%, na maior perda de desde junho de 2018. A companhia, que neste ano incorporou a Fibria, tinha no ano passado estoques de 1 milhão de toneladas, mas esse volume subiu para 3 milhões de toneladas no início deste ano.

O presidente da Suzano, Walter Schalka, disse a analistas e jornalistas que o foco da empresa é reduzir a produção e o estoque e “maximizar os ativos biológicos no longo prazo".

O executivo afirmou que a demanda na China por papéis sanitários está normal, mas a procura por papel de imprimir e escrever não, e que o problema está no meio da cadeia e não no consumo final, por causa da guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos contra o país asiático.

Schalka afirmou que a demanda nos Estados Unidos está acima da média, mas não citou números. Questionado se a Suzano poderia deslocar parte de suas exportações para o país, Schalka rejeitou a ideia, afirmando que a companhia não está buscando ganhos de curto prazo, mas em garantir seus clientes no longo prazo.

Durante a apresentação, executivos da Suzano comentaram que a empresa viu melhoria nas condições de mercado na China em março e que o volume de vendas da empresa para o país ficou perto de níveis normais.

Apesar do relativo otimismo, com executivos citando que o mercado global de celulose terá um quadro de demanda maior que a oferta pelos próximos dois anos e meio a três anos, não foram divulgadas projeções sobre preços da commodity ou mesmo sobre para quanto irá cair o estoque da empresa.

Os executivos comentaram apenas que o inventário de celulose no final do ano cairá abaixo dos níveis atuais.

O corte de produção da Suzano para 2019 foi de até 12 por cento, para entre 9 milhões e 9,4 milhões de toneladas. Apesar disso, executivos da companhia afirmaram que, por ora, o plano de investimento de 6,4 bilhões de reais neste ano, dos quais 1,4 bilhão para compra de terras e florestas, está mantido.

15 de Maio de 2019

Publicação: Estadão Economia e Negócios

Produção de celulose cai 7,1% no 1º tri no comparativo anual, diz Ibá

As produção de celulose do Brasil (em volume) recuou 7,1% no primeiro trimestre de 2019, somando 4,9 milhões de toneladas, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 15, pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). Somente no mês de março a produção caiu 0,6% em relação ao informado um ano antes, para 1,736 milhão de toneladas. Entre janeiro e março, as exportações do insumo diminuíram 2,4% em relação ao reportado um ano antes, somando 3,8 milhões de toneladas vendidas. No mês de março foi apurada queda de 13,3% na exportações, para 1,204 milhão de toneladas.

O consumo aparente de celulose caiu 15,7% no comparativo entre mesmos trimestres, para 1,162 milhão de toneladas. Em março, entretanto, registrou um salto de 61,5% no comparativo anual, para 599 mil toneladas.

Já a produção de papel ficou estável em 2,6 milhões de toneladas, apontando leve queda de 0,6% no comparativo entre mesmos trimestres. As exportações de papel (em volume), por sua vez, recuaram 2,2% no primeiro trimestre, para 500 mil toneladas. No mercado doméstico, as vendas de papel caíram 1,1% em relação aos primeiros três meses do ano passado, totalizando 1,3 milhão de toneladas.

Na direção oposta, as vendas de painéis de madeira (em volume) no mercado doméstico cresceram 1,1% no primeiro trimestre no comparativo anual, para 1,6 milhão de metros cúbicos. As exportações desse insumo, que tem a América Latina como principal destino, registraram retração de 4,5% na mesma base de comparação, para 294 mil metros cúbicos.

Balança Comercial

As exportações de produtos florestais somaram US$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 2,3% frente ao mesmo período do anterior. Em valores, entre janeiro e março deste ano as exportações de celulose cresceram 3,3%, as de papel recuaram 0,4% e as painéis de madeira diminuíram 9,6%.

Como resultado a balança comercial do setor fechou o trimestre com um saldo positivo de US$ 2,496 bilhões, 2,8% acima do alcançado um ano antes.

A representatividade da balança do setor foi de 5,2% do total das exportações brasileiras. As exportações de celulose para a China - o mais importante destino do setor de celulose brasileiro - diminuíram 1,5% no comparativo entre mesmos trimestres, para US$ 856 milhões (FOB).

15 de Maio de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Mais de um quarto de toda a celulose de fibra curta exportada pelo Brasil em 2019 saiu de MS

No primeiro quadrimestre de 2019, o Brasil exportou 5,145 milhões de toneladas de celulose de fibra curta. Desse total, 28,07%, mais de um quarto, o equivalente a 1,444 milhão de toneladas, foi produzida em Mato Grosso do Sul. Segundo dados do Ministério da Economia, o estado é o maior exportador em volume do produto no país.

Em receita, entretanto, é ultrapassado pelo Rio Grande do Sul, que com embarque de 1,037 milhão de toneladas, 28,2% menos, faturou US$ 701,204 milhões, 0,65%, a mais que os US$ 696,713 milhões obtidos pelas empresas sul-mato-grossenses.

Além de liderar as vendas no mercado internacional, Mato Grosso do Sul também registrou um crescimento superior a média do país na exportação da celulose de fibra curtam, tanto na receita quanto no volume, na comparação do acumulado de janeiro a abril de 2019 com o mesmo intervalo de tempo de 2018.

O Brasil contabilizou incremento de 10,36% no faturamento, de US$ 2,603 bilhões para US$ 2,873 bilhões, e de 2,54% na quantidade, de 5,017 milhões de toneladas para 5,145 milhões de toneladas.

Já Mato Grosso do Sul registrou aumento de 10,91% no volume embarcado, de 1,302 milhão de toneladas para 1,444 milhão de toneladas e de 24,33% na receita, que aumentou em US$ 136,379 milhões, passando, na mesma comparação, de US$ 560,334 milhões para US$ 696,713 milhões.

O produto foi embarcado pelas empresas do estado neste primeiro quadrimestre do ano para 29 destinos, entre países da Ásia, América do Norte, Europa, América do Sul, Oriente Médio, África e Oceania.

O grande comprador da celulose “Made in MS", assim como principal parceiro comercial do próprio estado, é a China. O país asiático adquiriu nestes quatro meses de 2019, 841,486 mil toneladas do produto, o equivalente a 58,25% de toda a exportação de Mato Grosso do Sul, o que resultou em um faturamento de US$ 393,772 milhões, 56,51% do total.

A celulose também liderou o ranking de receita com exportações de Mato Grosso do Sul. Sozinha, respondeu no acumulado de janeiro a abril, por 42,65% de todo o faturamento do estado com as vendas internacionais, que chegou a US$ 1,633 bilhão.

O que é a celulose de fibra curta?

A celulose de fibra curta é produzida a partir do eucalipto, álamo, bétula e acácia. Tem fibras mais curtas e geralmente é mais adequada para fabricar papéis de imprimir e escrever revestidos e não revestidos, lenços de papel e papéis sanitários e papel cartão de embalagem.

A celulose de fibra curta é produzida em Mato Grosso do Sul pelas duas plantas instaladas em Três Lagoas, no leste do estado, a da Suzano e a da Eldorado.

14 de Maio de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Suzano alcança R$ 1,8 bilhão em geração de caixa operacional no primeiro trimestre

A Suzano, empresa resultante da fusão entre Suzano Papel e Celulose e Fibria, divulga hoje (9) os resultados do primeiro trimestre de 2019. Durante o período, marcado pela conclusão da fusão das duas companhias em 14 de janeiro, a geração de caixa operacional somou R$ 1,8 bilhão, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos e depreciação) atingiu R$ 2,8 bilhões. O resultado alcançado demonstra a forte capacidade de geração de caixa da companhia mesmo em um ambiente de mercado mais desafiador.

A Suzano terminou o primeiro trimestre com receita líquida de R$ 5,7 bilhões, suportada por um bom desempenho de preços e margens tanto no negócio de celulose quanto no segmento de papel. As vendas de celulose totalizaram 1,7 milhão de toneladas, impactadas pela estratégia comercial da empresa de redução da volatilidade de preços, ficando abaixo do patamar registrado no primeiro trimestre de 2018, quando considerados dados pro-forma combinados de Suzano Papel e Celulose e Fibria naquele período.

“Nossa competitividade estrutural no mercado global e nossa saúde financeira são determinantes para mantermos resultados resilientes frente à atípica conjuntura de negócios que vivenciamos no primeiro trimestre, um movimento iniciado ao final de 2018 no mercado asiático", explica Walter Schalka, Presidente da Suzano. “Nosso objetivo é gerar mais valor no longo prazo e para isso temos sido consistentes em nossa estratégia comercial, de forma a contribuirmos para uma menor volatilidade de preços no mercado", complementa o executivo.

O resultado líquido do período foi de prejuízo de R$ 1,2 bilhão, em decorrência sobretudo dos impactos contábeis, sem efeito caixa, da aquisição da Fibria, e do efeito no resultado financeiro provocado pela desvalorização do real frente ao dólar no decorrer do trimestre.

A companhia também divulgou hoje a previsão de produção de celulose para o ano, entre 9 milhões e 9,4 milhões de toneladas de celulose. A medida visa a gestão dos estoques da companhia, neste momento acima dos patamares normais, e a continuidade do pleno atendimento à demanda global. No primeiro trimestre de 2019, foram realizadas paradas programadas em cinco fábricas e a produção atingiu 2,2 milhões de toneladas de celulose. Já a produção de papéis foi de 292 mil toneladas.

Investimentos

A Suzano investiu R$ 1,4 bilhão no trimestre. A maior parte dos recursos, R$ 980 milhões, foi destinada a iniciativas de manutenção florestal e industrial. A Suzano também desembolsou R$ 280 milhões em terras e ativos florestais, R$ 90 milhões nos projetos de expansão de sua estrutura portuária e R$ 80 milhões em outros projetos de ampliação e modernização. Para o ano, a companhia prevê investir R$ 6,4 bilhões até dezembro.

10 de Maio de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Empregados da Cenibra tornam-se especialistas em celulose e papel

Na última sexta-feira (3/5), em Ipatinga, foi realizada solenidade de formatura dos empregados da CENIBRA que fizeram o curso de Especialização em Celulose e Papel. Após a colação de grau, foi oferecido um jantar de confraternização que contou com a presença dos formandos e convidados, além de lideranças da Empresa. Na oportunidade o aluno Felipe Guerra Carneiro, analista Florestal da Coordenação de Pesquisa e Desenvolvimento Florestal, foi homenageado como aluno destaque.

Por meio da Pós-graduação Lato Sensu em Tecnologia de Celulose e Papel, a CENIBRA consolida a responsabilidade com o processo de aprendizagem e educação corporativa. Em parceria com a ABTCP (Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel) e UFV (Universidade Federal de Viçosa) a Empresa disponibilizou o curso no formato in company - nas dependências da CENIBRA, para 30 empregados dos processos: industrial, florestal e comercial. Durante a solenidade, o Diretor Industrial e Técnico, Júlio César Tôrres Ribeiro ressaltou a importância do curso para o desenvolvimento profissional de cada um e para a evolução da empresa.

Após dois anos de estudo, no último semestre de 2018, os alunos concluíram as aulas, que contaram com a participação de professores altamente qualificados (mestres, doutores e pós-doutores) tanto por parte da UFV quanto dos empregados CENIBRA que atuaram como professores.

“O diferencial da CENIBRA são as pessoas e o respectivo potencial de transformação. Desta forma, a empresa busca a melhoria contínua e investe no desenvolvimento de seus empregados" avalia o Diretor-presidente Naohiro Doi.

14 de maio de 19

Publicação: Valor Economico

Desafios para extrair valor dos negócios existentes com inovações

Por Ivo Ribeiro | Valor

SÃO PAULO - O grupo Votorantim iniciou o ano com um novo perfil — financeiro e de visão estratégica — buscando atuar como uma holding investidora, com visão de longo prazo. A companhia da família Ermírio de Moraes, que completou seu centenário de fundação em 2018, saiu do controle de dois grandes negócios no país, celulose e aço, apostou alto em energias renováveis, voltou ao lucro e baixou a alavancagem financeira para menos de 2 vezes ante o resultado operacional (Ebitda). Daqui para a frente, o objetivo é ter um portfólio de ativos equilibrado entre países de moeda forte e emergentes.

Com receita líquida de R$ 31,9 bilhões ao fim do ano passado, o grupo mantém sete negócios no portfólio — cimento e concreto, mineração e metalurgia de zinco e cobre, produção de alumínio, geração e comercialização de energia, suco de laranja, aço longo na Argentina e Colômbia e financeiro (banco Votorantim).

Enquanto avalia novos investimentos ou compra de ativos, no Brasil e no exterior, a Votorantim tem plano de extrair das empresas existentes o máximo de valor embutido nas suas operações. Um caminho para isso é a inovação, afirma João Miranda, presidente da holding Votorantim S.A. (VSA). “O redesenho de cada negócio, para garantir a sua sobrevivência, virá da iniciativa de cada companhia e de cada um dos seus líderes”.

Os primeiros passos para provocar transformações nas empresas, diz Miranda, são de 2014, com o processo de descentralização de decisões. As empresas passaram a ganhar mais autonomia, e gerenciar os riscos, e também a ser regidas por conselhos administrativos próprios, encorpados com profissionais independentes.

Desde lá, informa, o grupo promoveu dois eventos para discutir, com público interno e convidados externos, cultura de alta performance e tecnologias emergentes (novos padrões de consumo e de comportamento). A grande pergunta é como isso poderia afetar os negócios de cada empresa da companhia. O terceiro evento começou ontem, e vai até hoje, com foco no redesenho dos negócio de cada empresa. Ou se seja, como cada uma pode se reinventar e gerar valor nos ativos que opera hoje. “Será que o que fazemos hoje, da forma que fazemos, terá cliente daqui a dez anos”, diz Miranda.

Atualmente, diz, a Votorantim Cimentos, carro-chefe do grupo em faturamento, não faz só cimento nas suas fábricas. Além de concreto, que junta areia, cimento e brita, faz também a argamassa que será usada em casas e edifícios. Da mesma mina de calcário, retira mineral específico para corretivo de solo na agricultura. Já é a líder de mercado nesse segmento e quer crescer mais. Tem a plataforma digital na ponta de vendas (varejo da construção).

Assim por diante. A CBA, de alumínio; Nexa Resources, de zinco, cobre e outros metais; Votorantim Energia, de geração eólica, solar e hidráulica; Banco Votorantim e Citrosuco, que produz suco de laranja. Todas trabalham inovações em produtos e serviços. Num futuro não muito distante, a Citrosuco poderá oferecer um hambúrguer de laranja.

A transformação, diz o executivo, vira de um processo gradativo. “Os metais, como cobre, zinco e alumínio ainda terão aplicações por longo tempo, mas em cada negócio há muitos nichos de mercados e temos de buscar muitos deles”, afirma Miranda, acrescentando que a Votorantim tem muito a avançar na indústria 4.0, digitalização e computação cognitiva — de processos industriais até a relação com o cliente.

No plano de expansão, num horizonte de dez anos, há o desejo da uma diversificação maior do portfólio. A família controladora está numa fase de transição da quarta para a quinta geração.

O grupo vai avaliar também, em países de economia desenvolvida, investir em energia renovável — “estão, tecnologicamente, cinco anos a nossa frente” — e até em projetos de real estate (“cenário mais estável”). “Os EUA, onde estamos em cimento, tem a pujança do mercado de capitais. Vale estar lá”, diz Miranda. No Brasil, o foco está definido: energia renovável, mercado imobiliário e ativos selecionados na área de infraestrutura.

13 de maio de 19

Publicação: Valor Economico

Com piora da celulose, Suzano e Klabin são destaque negativo na Bolsa

Por Stella Fontes | Valor

SÃO PAULO - As ações ordinárias da Suzano e as units de Klabin apareciam nesta tarde entre as maiores baixas do Ibovespa, em um dia negativo para o mercado acionário local, diante da piora das expectativas para os preços e demanda de celulose no curtíssimo prazo.

Além disso, a elevação da tensão comercial entre China e Estados Unidos afeta diretamente os negócios dos produtores de celulose, que têm no país asiático seu maior comprador no mundo.

Nesta tarde, os papéis de Suzano caíam 5,48%, para R$ 38,10 cada, enquanto as units de Klabin tinham baixa de 3,54%, a R$ 15,82.

O ambiente mais ácido para a matéria-prima prevalece inclusive sobre a valorização do dólar ante o real, que é positiva para os exportadores.

Na semana passada, o Bradesco BBI reduziu as estimativas para os preços da celulose de fibra curta em 2019 e 2020 para US$ 675 e US$ 740 por tonelada, respectivamente.

A Suzano, por sua vez, informou que seus estoques ao fim do primeiro trimestre estavam em 3 milhões de toneladas, o dobro do nível apurado em setembro (considerando a soma dos volumes pré-fusão entre Fibria e Suzano).

10 de maio de 19

Publicação: Valor Economico

Produção da Suzano será menor no ano

Por Stella Fontes | De São Paulo

Analistas e investidores já esperavam que a Suzano pudesse adotar iniciativas, do lado da produção, para reduzir o nível de seus estoques de celulose, que dobraram em relação ao relação ao verificado há seis meses, e reduzir a volatilidade dos preços. Mas ainda não se tinha ideia da dimensão que essas medidas poderiam alcançar.

Ontem, a companhia ajudou o mercado em seus cálculos. Em fato relevante, informou que a produção de celulose de mercado - aquela que é vendida a terceiros - se situará entre 9 milhões e 9,4 milhões de toneladas neste ano, menos que as 10,3 milhões de toneladas de 2018 e que as 11 milhões de toneladas de capacidade após a fusão com a Fibria. O anúncio agradou e as ações da empresa lideraram as altas do Ibovespa, com ganho de 6,98%, para R$ 44,16 cada.

Diante do intervalo fornecido, o Itaú BBA calcula que a produção da companhia deve ficar entre 1,2 milhão e 1,6 milhão de toneladas abaixo do que era estimado pelo mercado, que já desconsiderava 200 mil toneladas da antiga Fibria em Aracruz (ES), em linha com o que aconteceu no ano passado.

Em entrevista ao Valor, o presidente da Suzano, Walter Schalka, reconheceu que os estoques estão acima dos níveis adequados e isso motivou o anúncio da previsão de produção para este ano, que embute queda. "O volume de produção anunciado e os estoques são absolutamente suficientes para atender aos clientes", afirmou.

Já houve redução no primeiro trimestre, com a ocorrência de seis paradas para manutenção. Há mais paradas programadas para os próximos trimestres, com exceção do quarto trimestre, o que naturalmente diminui os volumes produzidos. Além disso, explicou o executivo, a companhia vai reduzir o ritmo em algumas fábricas, a partir da análise do custo caixa de produção e das localidades onde a companhia pretende poupar florestas e, com isso, aumentar o ativo biológico. A Suzano não informou quais unidades foram escolhidas a partir da avaliação desses critérios.

De acordo com Schalka, a companhia entende que não houve mudança estrutural do mercado de celulose e, a partir do momento em que houver reequilíbrio, os preços podem se ajustar. "Mas não estamos analisando sob essa ótica e sim sob a ótica do atendimento ao mercado e da redução de estoques", ressaltou. No primeiro trimestre, a estratégia comercial de privilegiar o consumo de inventários e não ceder às pressões por descontos resultou em preço líquido médio de US$ 711 por tonelada, acima da média de mercado, e em Ebitda ajustado por tonelada de celulose de R$ 1,48 mil, alta de 10% na comparação anual.

Embora o foco não esteja nas cotações, a produção a menor da Suzano, que corresponde a praticamente uma fábrica, deve se refletir em um maior equilíbrio entre oferta e demanda. "O anúncio representa um claro sinal de racionalidade no mercado, que poderá se traduzir em apoio mais forte aos preços da celulose e em menor volatilidade no curto prazo", escreveu a clientes o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA.

De janeiro a março, a produção de celulose da Suzano totalizou 2,17 milhões de toneladas, queda de 13,4% na comparação anual. As vendas, por sua vez, recuaram quase 30%, para 1,73 milhão de toneladas. Em papel, a companhia produziu 292 mil toneladas, mesmo volume registrado um ano antes, e vendeu 274 mil toneladas, baixa de 3,5%.

A receita líquida trimestral da companhia caiu 15% na mesma comparação, para R$ 5,7 bilhões, por causa do menor volume de vendas de celulose. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caiu 18%, para R$ 2,76 bilhões, com margem de 48% - frente a 50% um ano antes.

Além da piora operacional, o reconhecimento do preço pago pela Fibria em seus ativos (Purchase Price Allocation) contribuiu para o prejuízo líquido de R$ 1,23 bilhão no trimestre, revertendo lucro de R$ 1,43 bilhão um ano antes, já considerada a fusão. O impacto do PPA no resultado final foi de cerca de R$ 1 bilhão. O resultado financeiro negativo em R$ 1,94 bilhão, na esteira do impacto da variação cambial sobre a dívida em moeda estrangeira e sobre derivativos, também pesou.

Siga nossas Redes Sociais

Receba nossas Notícias