05 de novembro de 2019

Publicação: Valor Econômico

Irani busca retomar planos de expansão com “re-IPO”

Intenção é capitalizar a empresa, sem abrir mão do controle, e prepará-la para um novo ciclo econômico no país

Por Stella Fontes — De São Paulo

Pela terceira vez desde 2012, a Celulose Irani vai tentar levantar recursos por meio da venda de novas ações na bolsa brasileira para viabilizar seu plano de expansão. Depois de um longo jejum de projetos, que passou inclusive por uma possível venda da produtora de embalagens de papelão ondulado pela sua controladora, a gaúcha Habitasul, a intenção é capitalizar a empresa, sem abrir mão do controle, e prepará-la para um novo ciclo econômico no país, apurou o Valor.

A Irani confirmou no início da semana que está avaliando alternativas de captação de recursos, após o Valor ter informado que a companhia prepara um “re-IPO”, já que seus papéis hoje têm baixa liquidez, de até R$ 600 milhões. Segundo fontes de mercado, a avaliação é a de que o momento é oportuno para operações dessa natureza e, internamente, a companhia fez os ajustes financeiros necessários para comportar nova expansão. Na gaveta, há projetos que demandam mais de R$ 800 milhões em investimentos.

Concorrentes da companhia no setor de embalagens de papel e de papelão ondulado já começaram a se movimentar, diante da perspectiva de crescimento da demanda nos próximos anos. A Klabin, líder de mercado, comprou a antiga fábrica da Heineken em Horizonte, no Ceará, e vai converter caixas na nova unidade, mediante investimento inicial R$ 48 milhões. Expansões futuras não estão descartadas. A americana WestRock inaugurou em outubro, em Porto Feliz, no interior de São Paulo, a sua maior fábrica de embalagens de papelão ondulado no mundo para atender à demanda crescente na região Sudeste, resultado de aportes de cerca de US$ 125 milhões.

A Irani já levantou quase R$ 600 milhões em 2019 com a venda de ativos e emissão de dívida e usou os recursos para reforçar sua estrutura de capital. Segundo uma fonte, o controlador deve aproveitar a transação, para a qual foram contratados BTG Pactual, Credit Suisse e XP Investimentos, e vender parte de sua fatia de quase 90%. Mas a operação pode esbarrar no montante pretendido, que supera o valor de mercado da companhia, hoje em torno de R$ 514 milhões.

A alavancagem financeira da companhia segue elevada, acima de 4 vezes, pela relação entre dívida líquida e Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização na sigla em inglês), em setembro, mas o cronograma de amortizações foi estendido e agora 77% dos compromissos vencem no longo prazo. Com endividamento líquido de R$ 771,6 milhões e caixa de R$ 80,7 milhões no fim do terceiro trimestre, a Irani acumulou receita líquida de R$ 665,8 milhões em nove meses, alta de 13,2%, e lucro líquido de R$ 12 milhões, queda de 71%.

Após o fracasso na tentativa de venda no ano passado, a Irani deu início a um processo de ajuste financeiro que passou pela venda de R$ 92 milhões em terras e florestas e oferta de R$ 505 milhões em debêntures, liderada pelo Brasil Plural. A empresa pode levantar ainda R$ 42 milhões com a venda da antiga fábrica de papelão da Vila Maria, na capital paulista, que deve encerrar a etapa de desinvestimentos.

A primeira tentativa de financiar o plano de crescimento e dar mais liquidez aos papéis em circulação foi encerrada em agosto de 2012, quando a Irani desistiu de uma oferta pública primária e secundária de units, compostas por uma ação ordinária e quatro preferenciais, com listagem no nível 2 da B3. A deterioração do mercado de capitais doméstico e internacional influenciou a decisão à época.

Em 2016, o conselho de administração chegou a aprovar uma oferta pública primária também de units, que não seguiu em frente. Um ano depois, pressionada por compromissos com vencimento no curto e médio prazos, a companhia chegou a um acordo com credores, entre os quais os bancos Santander, Rabobank e Itaú BBA, e alongou 75% de seu endividamento.

Na sequência, o grupo da família Druck mandatou o BTG para encontrar um possível comprador para seu negócio de embalagens de papelão. A chinesa Nine Dragons foi apontada como uma das interessadas no ativo, mas, em março deste ano, acabou anunciando um memorando de entendimentos com a Maharashtra Industrial Development Corporation (MDIC) para investir US$ 640 milhões em uma fábrica na Índia.

Não houve nova incursão no mercado até que, em julho deste ano, a Irani concluiu a emissão de debêntures e usou os recursos para pagar determinadas dívidas e recompor o caixa. Em setembro, levantou outros R$ 53 milhões com a venda de 10,3 mil hectares em imóveis rurais no Rio Grande do Sul e mais R$ 39 milhões com a venda de 767 mil metros cúbicos de madeira em pé no mesmo Estado para a chilena CMPC Celulose Riograndense. Além disso, reconheceu um crédito relativo a PIS e Cofins de R$ 143 milhões, após decisão favorável da Justiça quanto à exclusão do ICMS da base de cálculo dos tributos.

A companhia tem na gaveta ao menos dois grandes projetos de expansão, que levaram à assinatura de protocolos de intenções com os governos de Santa Catarina e Minas Gerais e vão exigir investimento elevado. Em Santa Luiza (MG), a ideia era aplicar R$ 220 milhões na modernização da máquina de papel 7, com ampliação da capacidade produtiva de 60 mil toneladas para 86,4 mil toneladas anuais. A Irani também pretendia instalar nova fábrica de papelão ondulado, que poderá produzir 60 mil toneladas por ano. Em Vargem Bonita (SC), principal unidade fabril da Irani, o investimento estimado estava em cerca de R$ 600 milhões. O projeto prevê a ampliação da capacidade produtiva de papel em 135 mil toneladas por ano e a da fábrica de embalagens de papelão ondulado em 24 mil toneladas por ano.

29 de novembro de 2019

Publicação: Valor Econômico

Eldorado pré-paga R$ 1,25 bi ao FI-FGTS

Recursos foram tomados no fim de 2012 pela fabricante de celulose, inaugurada no último trimestre do mesmo ano

Por Stella Fontes e Ivo Ribeiro — De São Paulo

A Eldorado Brasil, produtora de celulose controlada pela J&F Investimentos, pagou antecipadamente anteontem um empréstimo de R$ 1,25 bilhão tomado com o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS). A operação, do fim de 2012, foi citada na delação premiada do empresário Joesley Batista e era motivo de ressalva dos auditores independentes ao balanço da companhia.

Com R$ 1,83 bilhão em caixa ao fim de setembro, entre depósitos e aplicações financeiras, a Eldorado usou boa parte desses recursos para liquidar o compromisso, liberando as garantias prestadas pela J&F. Agora, planeja emitir até US$ 1 bilhão em bônus no mercado externo e até R$ 500 milhões em debêntures para pré-pagar outras dívidas relacionadas ao projeto da fábrica de Três Lagoas (MS), incluindo os cerca de R$ 2 bilhões remanescentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Por meio da emissão de debêntures, integralmente subscritas pelo FI-FGTS, a Eldorado levantou inicialmente R$ 940 milhões como parte do financiamento da unidade fabril. Os títulos tinham vencimento em dezembro de 2027 e pagavam IPCA mais 7,41% ao ano.

Na delação premiada de 2017, cuja potencial rescisão está em vias de ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Joesley Batista admitiu que o grupo pagou propina para obter esse empréstimo. Pagamentos irregulares para liberação de recursos do fundo foram alvo de diferentes operações da Polícia Federal, que chegaram a envolver buscas na própria Eldorado.

Até o balanço do terceiro trimestre deste ano, o auditor independente, atualmente a BDO, observava a necessidade de a Eldorado reconhecer algumas dívidas, entre as quais a com o FI-FGTS, no passivo circulante e não no não-circulante por causa do descumprimento da cláusula contratual relativa ao limite de endividamento. A produtora de celulose conseguiu negociar o perdão com algumas instituições financeiras, mas até agora não havia alcançado um acordo com a Caixa, que é a administradora do FI-FGTS.

A Eldorado já liquidou também todos os compromissos financeiros com agências de crédito à exportação (ECAs, na sigla em inglês), no valor de R$ 850 milhões. Em setembro, tinha dívida líquida de R$ 6,19 bilhões, com alta de 2% em três meses.

05 de Dezembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Com condições macro melhorando, BB Investimentos tem visão mais otimista sobre Klabin

O BB Investimentos segue confiante com a tese de investimento da Klabin (KLBN11). Após participar do Klabin Day na última sexta-feira (22), em que ouviu detalhes sobre os avanços do Projeto Puma II e as expectativas para a companhia para 2020, o banco concluiu que os direcionadores de mercado para os negócios da companhia devem se fortalecer no próximo ano ao passo que a economia doméstica melhora.

“Com a percepção do mercado melhorando, os pedidos da empresa parecem responder. De acordo com a administração, as vendas de caixas de papelão ondulado bateram recorde em outubro, e novembro deve repetir o feito", avaliou a analista Gabriela E. Cortez. “Para o médio e longo prazo, mantemos a visão mais otimista".

Fluxo de Caixa Livre

O Fluxo de Caixa Livre (FLC) da Klabin deve ficar negativo nos próximos três anos, estima o BB Investimentos. O principal motivo está nos avanços do projeto Puma II.

“Entretanto, dado que o financiamento para o projeto já foi levantado e, mesmo que nosso modelo conte com preços de celulose para 2020 em US$ 455/tonelada, o que deve limitar a expansão de geração de caixa para o negócio de celulose, acreditamos que a empresa seja capaz de honrar seus compromissos e manter sua política de dividendos de 20% do Ebitda", complementou o banco.

O projeto está adiantado, com 9,5% do primeiro estágio concluído. O prazo médio da dívida da companhia ficou em 95 meses.

No início do ano, a empresa conseguiu levantar R$ 1 bilhão em debêntures e mais US$ 1 bilhão em bonds (Green Bonds). Somado a isso, US$ 800 milhões vieram de IDB Invest e IFC, US$ 245 milhões de ECA Finnvera e R$ 3 bi do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Posteriormente, a Klabin anunciou a liquidação antecipada do empréstimo levantado com o BNDES em 2014 para o Puma I no valor de R$ 2,4 bilhões.

Celulose

Na visão do BB, o segmento de celulose pode apresentar sinais de retomada com “(i) a melhora no consumo de tissue e produtos de embalagem, o que compensaria a queda em papéis de Impressão e Escrita (IE) e outros segmentos, (ii) a restrição do uso de papéis recicláveis na China e (iii) o avanço do e-commerce em economias desenvolvidas e em desenvolvimento".

Sobre embalagens e papel ondulado, Cortez ressalta que o consumo brasileiro per capita ainda é baixo (aproximadamente 18kg) quando comparado a outras economias, o que daria espaço para futuras oportunidades de crescimento.

O BB traz recomendação outperform para as ações da Klabin, com preço-alvo para o fim de 2020 de R$ 22 e potencial de valorização de 24%.

Fonte: Money Times

04 de Dezembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Floresta 4.0: mercado aberto e ávido por tecnologia

A Indústria 4.0 é uma realidade que nos últimos tempos vem movimentando esforços, tecnologias, profissionais e cifras volumosas. Neste contexto, nenhum setor fica de fora. Não é só dentro das fábricas que a Indústria 4.0 acontece, ela é também uma tendência em curso no campo, nas plantações e florestas.

“Em 10 anos, a projeção é de que este curso esteja ainda mais acentuado: 15% das empresas já deverão ter adotado práticas de indústria 4.0, também segundo dados da ABII", afirma Paulo Renato Jotz, diretor de Marketing da Creare Sistemas, companhia especializada em soluções para gestão de frotas e telemetria, que conta com tecnologias para o mercado de Floresta 4.0.

O próprio termo Floresta 4.0 é um desdobramento da Indústria 4.0, que se caracteriza pela utilização de tecnologias digitais nos processos florestais para aprimorar a gestão, produtividade e segurança das operações. Tais tecnologias podem trazer uma evolução sem precedentes ao segmento florestal.

Um estudo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) mostra que o número de empresas do segmento que têm, desde 2018, aderido à inserção destes investimentos em suas estratégias de negócio, cresceu substancialmente, em projetos que abrangem da silvicultura à logística, passando, é claro, pela etapa industrial.

“Para atender a estes planejamentos, é importante contar com soluções que favoreçam a gestão do trabalho ao longo de toda a cadeia logística. O processo “transporte", por exemplo, é de alto custo, mas vital para a indústria florestal 4.0, já que compreende levar os materiais da floresta até as fábricas e destas até os clientes. Ter controle e gestão sobre o processo de transporte e logística é fundamental", comenta Jotz.

Soluções tecnológicas da Creare Sistemas estão em plena operação em grandes clientes do setor florestal, como Suzano, CMPC e Cenibra. Tratam-se de ferramentas para automatizar os processos logísticos, tornando-os mais produtivos e seguros.

Além disso, conta com conhecimento e expertise da empresa na área florestal, o que permite customizar soluções de acordo com as necessidades de cada cliente. Uma das soluções é o AgroLOG Celulose, que propicia a automação e otimização do processo logístico de transporte de madeira. “Em um único ambiente, a solução reúne recursos de monitoramento, gerenciamento, automação e controle remoto das operações de suprimento de madeira, desde o plantio até a entrega na indústria", afirma o executivo.

O sistema permite analisar informações em tempo real através de dashboards no Centro de Controle de Operações, mostrando as Frentes de Carregamento, status operacional das gruas, caminhões em fila, veículos retornando carregados e se deslocando vazios, apresentando em mapas digitais a localização dos veículos e máquinas, inclusive registrando os tempos envolvidos em cada atividade para a elaboração de relatórios gerenciais.

Complementa a solução, uma série de funcionalidades relacionadas à segurança no transporte. O sistema monitora as velocidades, as freadas, os locais de parada, a jornada de trabalho e tempos de descanso e de alimentação, controle de rotas e até o monitoramento da fadiga e distração do motorista com o uso de câmera com inteligência artificial.

“Para a Creare Sistemas, a Indústria 4.0 e seu desdobramento em Floresta 4.0 já é uma realidade. Ter ferramentas de controle da logística de movimentação de madeira é um passo importante para aumentar a segurança e eficiência das empresas do setor florestal", destaca o diretor.

04 de Dezembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Celulose Irani diz que avalia possível oferta subsequente de ações

A Celulose Irani disse hoje em comunicado que avalia alternativas de captação de recursos, dentre as quais uma oferta subsequente de ações, para fortalecer sua estrutura de capital e financiar investimentos.

O comunicado foi divulgado após publicação de reportagem do Valor sobre a preparação da oferta pela companhia. A companhia vai buscar pelo menos R$ 600 milhões na transação, considerada um “re-IPO", dada a baixa liquidez dos papéis atualmente.

Foram contratados para a operação BTG Pactual, Credit Suisse e XP Investimento, segundo duas fontes.

04 de Dezembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Rejeição ao plástico cria `avenida' de novos negócios para a indústria de papel

O crescimento do consumo de papel e papelão pela China, e pelo comércio eletrônico, estão levando a indústria da celulose, e do papel, a se reerguerem. A motivação seria a busca pelo consumo consciente, com a substituição de produtos de plástico pelos de papel. Assim como ficou enfatizado nos últimos meses com a substituição dos canudos de plástico, pelos de papel.

Além dos canudos, outros produtos de plástico foram descartados. Como por exemplo (pratos, copos, talheres, canudos e mexedores de bebidas, conhecidos como single-use plastics) têm sido trocados por versões biodegradáveis. Empresas como Suzano e Klabin conseguiram antever o movimento, investiram em materiais sustentáveis, e os resultados estão sendo favoráveis.

Para Daniel Sasson, em entrevista ao jornal Estadão, o analista de papel e celulose do Itaú BBA, disse que essa é uma tendência clara que tem ganhado força, principalmente a partir de algumas atitudes práticas de governos e entidades. “Vejo esse movimento avançado com mais força na Europa, onde já tem legislação para banir o uso de itens de plástico como canudos e talheres até 2021. É uma pressão global que agora está se convertendo em ações concretas, mas veremos o impacto disso de forma mais gradual para as empresas do setor", diz.

Canudos de plástico foram banidos no Rio

Os canudinhos de plástico foram banidos de bares, restaurantes e quiosques do Rio. A Câmara Municipal aprovou em junho, em segunda discussão, o projeto de lei, de autoria do vereador Jairinho (MDB). Contudo, o projeto obriga estabelecimentos comerciais a usar canudos de papel biodegradável. Os que forem recicláveis, de forma individual, também serão permitidos.

Fonte: EuQueroInvestir

03 de Dezembro de 2019 (20:02)

Publicação: Abril - Revista Exame.COM

Burger King dispensa embalagem do combo King Jr. no Brasil

São Paulo - A partir deste mês de dezembro, a rede de fast food Burger King vai começar a retirar as caixas de papelão do combo King Jr., voltado para crianças. A empresa não revelou quanto irá economizar com a medida, mas ressaltou que a iniciativa tem como objetivo reduzir o consumo de 119 toneladas de papelão por ano e não está relacionada a corte de custos. “O maior objetivo não é o ganho financeiro e, sim, o compromisso com a sustentabilidade“, afirma o diretor de vendas e marketing da empresa no Brasil, Ariel Grunkraut.

Como os outros produtos da empresa, os sanduíches passarão a ser servidos diretamente na bandeja ou em sacos de papel (no caso do drive-thru), nas mais de 800 lojas da rede no país. O Brasil é o primeiro a dispensar a embalagem de papelão.

“Esperamos que os demais países adotem (a iniciativa) em breve também", diz Grunkraut. A empresa continuará oferecendo os brindes junto com o King Jr. e o preço do combo continuará igual (atualmente, custa R$ 19,90; o brinquedo pode ser comprado separadamente por R$ 14,90).

Entre outras medidas relacionadas à sustentabilidade, o Burger King recentemente implementou um programa de reciclagem de óleo e de reutilização de água nos prédios próprios.

A companhia também trocou os canudos de plástico pelos biodegradáveis e de papel e substituiu o copo de isopor do drive-thru pelo de polipapel, reduzindo o consumo de mais de 80 toneladas de isopor anualmente.

03 de Dezembro de 2019 (12:34)

Publicação: Money Times - Notícias

Suzano recua após S&P colocar perspectiva do rating para negativa

Na tarde desta terça- feira, as ações da Suzano (SUZB3) são negociadas em queda, com o mercado reagindo à notícia de que teve sua perspectiva de rating alterada de estável para negativa pela S&P Global Ratings.

Com isso, por volta das 14h05, os papéis perdiam 0,59% a R$ 38,56.

No caso da S&P, o rating BBB- foi mantido, com a mudança refletindo expectativa de que a companhia apresentará métricas de crédito mais fracas do que o esperado para 2019 e 2020.

De acordo com a agência de classificação de risco, há pelo menos uma em três chances de que a Suzano seja rebaixada nos próximos dois anos.

No mês passado, a Suzano foi rebaixada pelos analistas do UBS Group de um rating “neutro" para um “sell". Vários outros analistas de pesquisa de ações também pesaram no ativo.

O Goldman Sachs Group reduziu as ações da Suzano de uma classificação de “compra" para uma classificação “neutra" em um relatório divulgado em 20 de setembro.

Já o Citigroup cortou a recomendação da Suzano de uma classificação de “compra" para uma classificação “neutra" em um relatório do meio do ano. Finalmente, a ValuEngine atualizou as ações da Suzano de uma classificação de “venda" para uma classificação de “espera" em um relatório divulgado em outubro.

03 de Dezembro de 2019 (10:55)

Publicação: Agência CMA - Notícias

Preço da celulose teve queda e está próximo de um piso-XP

São Paulo, 3 de dezembro de 2019 - A XP Investimentos disse que o preço dacelulose de fibra curta na China teve queda esta semana e que, apesar da visibilidade permanecer baixa, o preço está próximo de um piso, com suporte do movimento em desestocagem da Suzano. Em relatório, a corretora afirma que o preço no país asiático alcançou US$ 457,3 por toneladas, uma queda de US$ 1 por toneladas. Diante disso, a XP mantém recomendação de compra para a Suzano e preço-alvo de R$ 40 por ação, enquanto para Klabin a recomendação é neutro e preço-alvo de R$ 19 por ação.

03 de Dezembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Preços da celulose só devem acompanhar o aumento da demanda em 2020

Os embarques mensais de celulose cresceram 6,6% em outubro na comparação ano a ano, para 4,210 milhões de toneladas, conforme dados do Conselho de Produtos de Celulose e Papel (PPPC, na sigla em inglês) compilados por analistas em relatórios enviados a clientes nesta terça-feira.

Os embarques de fibra curta avançaram 7,3%, para 1,976 milhão de toneladas, e os de fibra longa cresceram 6%, para 2,096 milhões de toneladas.

No que diz respeito às regiões, os embarques para a China subiram 32,9%, enquanto para a Europa recuaram 4,1% e para a América do Norte caíram 8,9% em outubro ante outubro de 2018. No caso da fibra curta, houve alta de 47% nos embarques para a China, com quedas de 1% para Europa e 22% para América do Norte.

O movimento corrobora com comentários das produtoras Suzano ( SUZB3) e Klabin (KLBN11), que citaram recentemente aumento de demanda na China, apesar de níveis de estoques ainda elevados.

Segundo os dados do PPPC citados pelos analistas, os estoques globais de celulose fibra curta ficaram em 50 dias no mês passado, uma queda de 2 dias em relação a setembro, conforme dados sem ajuste sazonal, mas alta de 6 dias sobre o verificado um ano antes. Os estoques de celulose de fibra longa também recuaram, para 33 dias em outubro ante 35 no mês anterior. Ante outubro de 2018 eles ficaram estáveis.

“As estatísticas de outubro indicam que as coisas continuam a avançar na direção certa", avaliou Caio Ribeiro, do Credit Suisse, destacando mais desestocagem realizada neste mês e as remessas de fibra curta movendo-se firmemente em território positivo.

Ele afirmou, contudo, ainda acreditar que será necessário muito mais em termos de redução de estoque para começar a dar um impulso favorável aos preços da fibra curta.

“Os estoques na indústria continuam inchados, a demanda europeia de celulose continua em declínio, a capacidade não utilizada na indústria ainda é um excesso e as paralisações de capacidade foram bastante tímidas até agora."

Nesse contexto, ele estima os preços de fibra curta na China relativamente estáveis nos próximos meses, com uma recuperação gradual a partir do segundo trimestre de 2020.

Na mesma linha, a equipe do BTG Pactual considerou que os dados continuam representando uma perspectiva melhorada para os produtores de celulose, apoiando a visão da casa de que os preços chegaram ao piso, de uma estratégia bem-sucedida de desestocagem da Suzano e tendências saudáveis da demanda na China.

“Ficamos satisfeitos ao ver que os estoques de fibra curta continuam caindo, agora com 50 dias. Parece cada vez mais provável que a `normalização dos estoques' seja concluída em meses, não em anos, o que consideramos otimista."

Leornardo Correia e equipe, do BTG, avaliam que tal cenário dará aos fornecedores de celulose a oportunidade de elevar os preços já no primeiro trimestre do próximo ano.

Analistas do Bradesco BBI também destacaram positivamente os números, em particular o crescimento nos embarques para a China de fibra curta. “No entanto, continuamos cautelosos e vemos espaço limitado para os preços da celulose se recuperarem no curto prazo", afirmam Thiago Lofiego e Isabella Vasconcelos.

Para eles, os preços devem permanecer estáveis nos níveis atuais, em 450 e 460 dólares por tonelada para a fibra curta na China, até que os estoques atinjam níveis mais normalizados, entre primeiro e segundo trimestre de 2020. A partir daí, avaliam os analistas, os preços da commodity devem se recuperar gradualmente, dadas as várias oscilações do lado da oferta e expectativa de uma recuperação modesta da demanda.

“Prevemos celulose de fibra curta (China) em 567/500/550 dólares por tonelada em 2019/20/21", afirmaram.

Por volta de 15:30, os papéis da Suzano subiam quase 1%, a 39,37 reais, enquanto as units da Klabin caíam 0,7%, a 17,34 reais. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 1,6%. No mês, Suzano acumula alta de cerca de 17% e Klabin contabiliza ganho ao redor de 11%.

Fonte: Money Times

03 de Dezembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Voith conclui aquisição da BTG com sucesso

Depois de obtidas todas as devidas aprovações regulatórias, Voith conclui aquisição da BTG em 1º de dezembro de 2019. Sediada na Suíça, a BTG oferece um portfólio de soluções personalizadas, otimizadas e de alto valor para uma variedade de aplicações, e especialmente para o setor papeleiro.

“A aquisição do BTG é um importante passo estratégico para a Voith. Com a BTG e seu portfólio altamente complementar aos nossos próprios produtos e serviços, fortalecemos nossa posição de fornecedores completos", afirma Andreas Endters, CEO da Voith Paper.

O contrato de aquisição foi assinado em 19 de setembro entre a Voith e a Spectris plc (antiga controladora da BTG) por um valor total bruto de 319 milhões de euros em dinheiro. A BTG continuará operando como um empreendimento independente sob sua já consagrada marca. Dessa forma, os clientes da Voith e da BTG continuarão adquirindo os produtos das empresas por seus respectivos canais de vendas existentes, como de costume.

A BTG é uma fornecedora de soluções principalmente voltadas a fabricantes de embalagens, papéis gráficos e tissue. Seu portfolio inclui leitos e barras dosadoras para prensas de filme, lâminas aplicadoras de alto desempenho em cerâmica e cermet (cerâmica e metal), além de sensores e instrumentos de laboratório para o controle de processos do setor de papel e celulose. Além disso, a BTG também é uma parceira decisiva na transformação digital do setor de papel e celulose, graças às suas competências nas áreas de análise de dados, automação e software.

“Estamos muito animados com a aquisição da BTG pela Voith. Juntos, ofereceremos excelentes oportunidades de agregar mais valor aos nossos clientes, incluindo tecnologias integradas, além das soluções de Papermaking 4.0 e da IIoT. Estamos ansiosos por juntar nossas forças com a Voith. Isso também trará mais oportunidades de desenvolvimento aos nossos funcionários", afirma Rob Crossman, presidente da BTG.

03 de Dezembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Valmet entrega tecnologias importantes para a nova fábrica de celulose da Bracell

A Valmet fornecerá tecnologias importantes para o projeto da nova linha de produção da fábrica de celulose da Bracell em Lençóis Paulista, no estado de São Paulo. O projeto inclui a maior planta de evaporação do mundo e uma planta de licor branco na qual os fornos de cal serão alimentados com biogás proveniente da gaseificação de biomassa.

Essas tecnologias foram incluídas nos pedidos recebidos pela Valmet para o terceiro trimestre de 2019. O valor do contrato não será divulgado. No entanto, um projeto deste porte e escopo normalmente é avaliado em cerca de 200 a 250 milhões de euros.

Em maio de 2019, a Bracell anunciou seus planos para a expansão da fábrica de celulose em Lençóis Paulista, São Paulo (antiga Lwarcell), para aumentar a sua capacidade de produção atual de 250.000 ton/ano, com um adicional de 1.250.000 ton/ano, para alcançar 1,5 milhões de ton/ano. A previsão para finalizar o projeto é no final de 2021.

“A nova unidade de São Paulo, em Lençóis Paulistas, contará com a melhor tecnologia disponível com uma linha flexível destinada, principalmente, para produzir celulose solúvel. Esse projeto é o maior investimento privado no estado de São Paulo nos últimos 20 anos e gera oportunidades de emprego para toda a região", conta Carlos Pastrana, diretor de projetos da Bracell.

“Nossa tecnologia inclui uma série de inovações e é projetada para operar com flexibilidade e alta eficiência energética. O projeto terá impacto significante na geração de empregos, tanto para engenharia como para produção, no Brasil e nos países nórdicos", comenta Bertel Karlstedty, presidente da divisão de Celulose e Energia da Valmet.

Valmet entrega tecnologias importantes para a nova fábrica de celulose da Bracell

O escopo da Valmet inclui uma planta de evaporação com um super-concentrador de licor. A planta possui a tecnologia TUBEL da Valmet que proporcionará alto índice de disponibilidade e facilidade de lavagem em operação. A evaporação é projetada para alta eficiência energética com recuperação de energia a partir de licor negro fraco.

A planta de licor branco é parte essencial no processo de recuperação química da fábrica. Neste projeto, estão incluídos uma planta completa de licor branco com caustificação e dois fornos de cal. Além disso, a Valmet fornecerá duas plantas de gaseificação de biomassa, com dois secadores de madeira. Os dois fornos de cal serão abastecidos com biogás, eliminando a necessidade de combustíveis fósseis.

A planta de licor branco é projetada para produzir licor de alta qualidade para o cozimento com menor custo operacional, através de combustíveis renováveis e baixo consumo de energia.

A Valmet também vai entregar um sistema de tratamento de gases não condensáveis (NCG) para controlar e minimizar os odores emergentes dos processos de recuperação química nestas duas plantas.

“A Valmet tem vasta experiência no fornecimento de fornos de cal que não utilizam combustíveis fósseis, alimentados com serragem, resíduos florestais e madeira. O uso de biogás é uma solução sustentável e econômica para grandes fábricas. Nossa solução funciona perfeitamente, desde a secagem de biomassa, gaseificação e queima no forno de cal, incluindo os controles, tratamentos e eliminação de eventuais poluentes gasosos. Nossa tecnologia de evaporação é líder em eficiência energética e foi projetada para uma vida útil longa e de alta disponibilidade", diz Fernando Scucuglia, diretor de Celulose e Energia na Valmet América do Sul.

02 de Dezembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Klabin reduz emissão de Gases do Efeito Estufa e recebe Selo Clima Paraná

A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, teve suas quatro unidades no Paraná reconhecidas, este mês, pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, em Curitiba, com o Selo Clima Paraná, que destaca as empresas que quantificam suas emissões de Gases de Efeito Estufa. Rio Negro, Paranaguá, Monte Alegre e Puma receberam a certificação, sendo que as duas primeiras foram contempladas com o Selo Clima Paraná Ouro e as demais com o Selo Clima Paraná Ouro Plus, por apresentarem além da quantificação e da verificação por terceira parte, a redução de suas emissões superior a 0,5% em relação ao ano anterior.

“O reconhecimento com o Selo Ouro reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, pautado por nosso compromisso ambiental. Este ano ainda fomos contemplados com a categoria Ouro Plus para Monte Alegre e Puma, reforçando o forte trabalho realizado pela empresa para redução do consumo de óleo combustível, priorizando a biomassa (combustíveis renováveis) para geração de energia, estando em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Seguiremos atuando para conter, cada vez mais, a emissão de gases e contribuir positivamente para a agenda de Mudanças Climáticas", destacou o gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Klabin, Júlio Cesar Batista Nogueira.

O modelo de gestão ambiental, que contribui para a melhoria operacional e de processos e a ampliação da presença de fontes renováveis na matriz energética da Klabin, reflete-se em importantes resultados nessa área, como a redução na emissão de Gases de Efeito Estufa. Atualmente, a companhia mantém uma matriz energética proveniente 89,1% de fonte renovável, gerada a partir de produtos de origem florestal. Segundo os dados de 2018, foram emitidas 6,1 milhões de toneladas de CO2 equivalente, enquanto mas as nossas áreas florestais removeram 11,2 milhões de toneladas de CO2 equivalente, resultando em um saldo positivo de 5,1 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Isso significa que a sua base florestal remove mais dióxido de carbônico da atmosfera do que é emitido em todas as suas unidades industriais.

Desde 2003, a Klabin S.A reduziu em 61% as emissões de Gases de Efeito Estufa para cada tonelada de produto produzido.

02 de Dezembro de 2019

Publicação: Agência Estado Conjuntura e Finanças

ABPO: venda de papelão ondulado cresce 2,66% em outubro ante outubro/2018

Por Matheus Piovesana

São Paulo, 02/12/2019 - As vendas de papelão ondulado utilizados em embalagens - caixas, acessórios e chapas - totalizaram 334.027 toneladas em outubro, o que representa alta de 2,66% ante igual período do ano anterior, de acordo com dados consolidados divulgados pela Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO). De acordo com nota da associação, o volume é o recorde da série histórica, iniciada em 2005. Na comparação com setembro, a alta registrada foi de 10,17%.

Em nota, a associação aponta que os meses de outubro de 2018 e de 2019 tiveram o mesmo número de dias úteis, e que houve alta de 2,7% na produção de papelão por dia útil no período. Em relação a setembro, a alta registrada foi de 1,70%.

Considerando dados dessazonalizados, em outubro a expedição de papelão ondulado no país cresceu 1% na comparação anual, para 307.864 toneladas. De acordo com a ABPO, este é o maior resultado desde agosto do ano passado. As vendas por dia útil ajustadas foram de 11.841 toneladas por dia. No acumulado do ano até outubro, as vendas registram expansão de 0,80%, para 2.994.004 toneladas.

02 de Dezembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Nova máquina de papéis especiais da Koehler Paper conta com tecnologias e soluções digitais da Voith

A nova linha de produção de papéis especiais monolúcidos da Papierfabrik August Koehler SE entrou em operação no final de outubro de 2019. A um valor total de 300 milhões de euros, este é o maior investimento da história da Koehler em uma única linha de produção. A linha de produção 8 foi instalada na unidade de Kehl da empresa em um prazo de apenas dois anos e meio, e consiste de uma unidade de preparação de massa Blueline, parte úmida, máquina de papel XcelLine, coater off-line e enroladeira VariPlus. O fabricante do papel contará ainda com a solução de manutenção OnCare.Asset e o sistema de monitoramento de condições OnCare.Health da Voith. A Koehler e a Voith reuniram seus amplos conhecimentos tecnológicos para fazer desta uma das máquinas de papéis especiais mais eficientes do mundo.

Produção eficiente e em larga escala de papéis para embalagens flexíveis

Projetada para produzir cerca de 100 mil toneladas por ano, a linha de produção 8 fabrica uma ampla gama de papéis convencionais ou com superfícies funcionais voltadas à produção de embalagens flexíveis. Com 150 metros de comprimento e uma largura de tela de 5.000 mm, a velocidade nominal da máquina é de 1.500 m/min. Seu principal componente é o maior cilindro Yankee do mundo, com um diâmetro de mais de 7.300 milímetros, que proporciona uma suavidade única ao papel - uma característica essencial para o seu posterior processamento. O inovador rolo Nipcorect Fullflex é usado como prensa contra o cilindro Yankee e garante uma distribuição homogênea da carga linear ao longo de toda a sua largura.

O revestimento de múltiplas camadas que diferenciará os papéis premium será aplicado pelo coater off-line SM 8, que foi equipado com o DynaLayer (a nova tecnologia de revestimento por cortina da Voith) e Secadores MCB, que promovem uma secagem suave, sem contato e de elevada eficiência térmica. A última etapa necessária para garantir a suavidade dos papeis especiais será realizado por meio de um conceito de calandragem inovador.

“O conceito escolhido para a máquina de papel combina a mais recente tecnologia da Voith em caixas de entrada e seções de formação e prensa de modo a garantir perfis transversais otimizados, excelente orientação das fibras, máxima capacidade de desaguamento e alta eficiência," afirma Thorsten Heidt, gerente de vendas sênior da Voith Paper.

Transformação digital com Manutenção 4.0 e monitoramento de condições

Com a solução OnCare.Asset, todas as informações relevantes à manutenção da máquina são disponibilizadas em tempo real em um sistema central desde o comissionamento da máquina. Para otimizar ainda mais suas atividades de manutenção, a Koehler também utilizará o OnCare.Health. Esse sistema de monitoramento de condições processa os dados de vários parâmetros de processo em tempo real, gerando mensagens automaticamente no sistema de gestão de ativos assim que qualquer valor exceder o seu limite de alarme pré-definido. Com essa tecnologia, a fábrica se beneficiará de uma significativa redução tanto nos tempos de paradas não programadas como nos custos de manutenção no longo prazo.

Parceria duradoura baseada em confiança e conhecimento tecnológico

“Esta nova máquina da Koehler fabrica papéis voltados à produção de embalagens flexíveis. Com isso, estamos dando início a um novo capítulo na história da Koehler", afirma Kai Furler, CEO do Grupo Koehler. “Com este projeto, a Koehler e a Voith dão mais um passo em sua cooperação de longo prazo e de muito sucesso." Como parte da parceria focada no desenvolvimento de novos tipos de papel para a Koehler, a Voith realizou um série de testes na coater piloto de P&D no Centro de Tecnologia da Voith Paper, em Heidenheim. As especificações tecnológicas dos novos tipos de papel foram pesquisadas e então implementadas nessa nova linha de produção.

Além disso, a Voith e a Koehler assinaram contratos de longo prazo para o fornecimento de vestimentas, revestimentos de rolos, peças de desgaste e serviços. Por fim, programas de parceria voltados à otimização tecnológica garantirão uma qualidade continuamente alta do papel. Isso é mais uma evidência da confiança que o cliente deposita na Voith - além de uma confirmação do sucesso da empresa como fornecedora completa para o setor papeleiro.

29 de Novembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Com condições macro melhorando, BB Investimentos tem visão mais otimista sobre Klabin

O BB Investimentos segue confiante com a tese de investimento da Klabin (KLBN11). Após participar do Klabin Day na última sexta-feira (22), em que ouviu detalhes sobre os avanços do Projeto Puma II e as expectativas para a companhia para 2020, o banco concluiu que os direcionadores de mercado para os negócios da companhia devem se fortalecer no próximo ano ao passo que a economia doméstica melhora.

“Com a percepção do mercado melhorando, os pedidos da empresa parecem responder. De acordo com a administração, as vendas de caixas de papelão ondulado bateram recorde em outubro, e novembro deve repetir o feito", avaliou a analista Gabriela E. Cortez. “Para o médio e longo prazo, mantemos a visão mais otimista".

Fluxo de Caixa Livre

O Fluxo de Caixa Livre (FLC) da Klabin deve ficar negativo nos próximos três anos, estima o BB Investimentos. O principal motivo está nos avanços do projeto Puma II.

“Entretanto, dado que o financiamento para o projeto já foi levantado e, mesmo que nosso modelo conte com preços de celulose para 2020 em US$ 455/tonelada, o que deve limitar a expansão de geração de caixa para o negócio de celulose, acreditamos que a empresa seja capaz de honrar seus compromissos e manter sua política de dividendos de 20% do Ebitda", complementou o banco.

O projeto está adiantado, com 9,5% do primeiro estágio concluído. O prazo médio da dívida da companhia ficou em 95 meses.

No início do ano, a empresa conseguiu levantar R$ 1 bilhão em debêntures e mais US$ 1 bilhão em bonds (Green Bonds). Somado a isso, US$ 800 milhões vieram de IDB Invest e IFC, US$ 245 milhões de ECA Finnvera e R$ 3 bi do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Posteriormente, a Klabin anunciou a liquidação antecipada do empréstimo levantado com o BNDES em 2014 para o Puma I no valor de R$ 2,4 bilhões.

Celulose

Na visão do BB, o segmento de celulose pode apresentar sinais de retomada com “(i) a melhora no consumo de tissue e produtos de embalagem, o que compensaria a queda em papéis de Impressão e Escrita (IE) e outros segmentos, (ii) a restrição do uso de papéis recicláveis na China e (iii) o avanço do e-commerce em economias desenvolvidas e em desenvolvimento".

Sobre embalagens e papel ondulado, Cortez ressalta que o consumo brasileiro per capita ainda é baixo (aproximadamente 18kg) quando comparado a outras economias, o que daria espaço para futuras oportunidades de crescimento.

O BB traz recomendação outperform para as ações da Klabin, com preço-alvo para o fim de 2020 de R$ 22 e potencial de valorização de 24%.

Fonte: Money Times

29 de Novembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Exportação de árvores nativas pode ser autorizada

Alvo crônico da extração ilegal de madeira, o Brasil pode passar a ser exportador de troncos de árvores nativas da Amazônia, vendendo madeira in natura, ou seja, sem nenhum tipo de beneficiamento, para outros países. Esse tipo de atividade, hoje, é ilegal. O governo, no entanto, conforme apurou O Estado de S. Paulo, estuda a possibilidade de abrir espaço para esse tipo de exportação, depois de ser provocado sobre o assunto por empresários do setor.

As regras ambientais atuais estabelecem que o único tipo de madeira que o Brasil pode exportar em sua forma natural, ou seja, logo após o seu corte, são as chamadas “madeiras exóticas", como o eucalipto e o pinus. Para isso, os produtores precisam apenas de autorizações estaduais. No caso, porém, das árvores nativas, ou seja, espécies naturais da floresta, a exportação de troncos é proibida.

A legislação ambiental exige que essa madeira, depois de ser legalmente cortada, deve ser beneficiada no Brasil, para então ser vendida a outros países como um produto. O que se pretende, com alterações na regulamentação do setor, é liberar a exportação desses troncos. Essa abertura seria algo inédito na legislação ambiental.

A liberação das exportações, apurou o Estadão, é bem avaliada pela diretoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) já foi questionado sobre o assunto por representantes do Fórum Nacional de Base Florestal, uma organização formada por 24 instituições do setor madeireiro, além do deputado do PSL no Mato Grosso Xuxu Dal Molin. A reportagem entrou em contato com o fórum e o deputado, mas não obteve resposta até 21 horas de ontem. O ministro do MMA, Ricardo Salles, foi questionado sobre a proposta e quais seriam seus benefícios para o País. O ministro também não respondeu ao pedido de esclarecimento.

O mercado brasileiro de madeira é, historicamente, marcado pela ilegalidade. Não há números precisos sobre a dimensão das atividades criminosas no setor, mas estima-se que até 90% das madeiras que vão para fora do País são fruto de extração irregular. O ipê, chamado de o novo “ouro da floresta", é a madeira mais cobiçada.

Dentro daquilo que o Brasil consegue rastrear como operações legais no comércio de madeira, os dados apontam que 90% das derrubadas abastecem o mercado nacional, enquanto os demais 10% seguem para o exterior. Os Estados Unidos compram mais da metade do que o Brasil exporta atualmente, seguidos dos países europeus. Se a proposta vingar, a ideia do Ibama é liberar a extração apenas de árvores nativas que estejam dentro dos chamados “planos de manejo", ou seja, áreas de reservas florestais que o governo, teoricamente, protege, fiscaliza e autoriza para a extração de cada metro cúbico. Na prática, a situação está longe de ser controlada.

Números

Reportagem do Estadão mostrou que a devastação das florestas protegidas do governo federal - justamente aquelas onde o desmatamento não poderia ocorrer - cresceu 84% entre agosto de 2018 e julho de 2019.

A explosão do desmatamento dentro das unidades de conservação tem uma razão objetiva: é dentro dessas áreas que ainda se encontra a maior parte das árvores mais nobres, como o ipê. Essa realidade se repete nas reservas estaduais e nas terras indígenas, que hoje são mais visadas pelo crime organizado que atua dentro da floresta.

Na última semana, conforme revelou reportagem do jornal O Globo, o Ibama flexibilizou as normas de fiscalização e multa a compradores de madeira ilegal que tenha sido comercializada com base em documentos de origem florestal (DOFs) fraudados. Basicamente, ficou definido que compradores de DOFs fraudulentos não poderão ser multados pelo Ibama, a menos que haja indícios de que tinham conhecimento prévio de que esses documentos eram falsos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

28 de Novembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Bracell utilizará gás natural em fábrica de celulose solúvel de Lençóis Paulista (SP)

A Bracell, uma das maiores produtoras de celulose no mundo, assinou contrato com a GasBrasiliano para utilização do gás natural em sua planta em expansão no município de Lençóis Paulista (SP) . A indústria investirá R$ 7 bilhões para elevar sua produção das atuais 250 mil toneladas de celulose solúvel para 1,5 milhão de toneladas.

“A Bracell é resultado da combinação da Bahia Specialty Cellulose (BSC), de Camaçari (BA), e da Lwarcel Celulose, de Lençóis Paulista. A indústria utilizará o gás natural como insumo energético nos fornos de cal para produzir, prioritariamente, celulose solúvel e contará com o que há de melhor em tecnologia, tendo como principal inovação o conceito de biorrefinaria", comenta Marcelo Mancuso, Gerente de Mercado Industrial da GasBrasiliano.

28 de Novembro de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Porto de Santos busca implantar maior corredor de celulose em todo o mundo

A direção do Porto de Santos trabalha para implantar no litoral paulista o maior corredor de movimentação de celulose em todo o mundo, disse o presidente Casemiro Tércio Carvalho durante manifestação no primeiro dia do Congresso de Regulação Portuária, organizado pela OAB Santos neste dia 21 de novembro. Ocupando o principal cargo do porto santista, ele disse aos presentes ser possível viabilizar uma estrutura que movimente 12 milhões de toneladas da carga por ano.

O objetivo de ampliar as operações de celulose é um dos diferenciais da nova gestão, à frente do Porto de Santos desde fevereiro. Prova disso são o arrendamento do STS 14A, via Programa de Parcerias de Investimento (PPI), para movimentação desta carga, o interesse declarado da fabricante Eldorado Brasil em transferir operações para o litoral paulista, a inclusão da celulose no rol de cargas a serem atendidas pela área provisoriamente concedida à Santos Brasil no Saboó e o projeto da gigante DP World para receber as cargas dos grandes produtores nacionais.

Casemiro Tércio rebateu críticas e ressaltou que o índice de empregabilidade nas operações de celulose é, segundo sua equipe, cerca de 20% maior do que na movimentação de contêineres. Ele ainda reforçou que, há muitos anos, aponta a tendência de que terminais portuários serão administrados por donos de navios ou da carga. “No mundo inteiro os armadores estão comprando os terminais", argumentou, citando a Copersucar operando estrutura em Santos e tradings à frente de terminais graneleiros. Parte dos embarques envolvendo celulose atraídas para Santos está sendo disputada junto ao comercial do Porto de Paranaguá, no litoral paranaense.

Áudio

Lucas Rênio, presidente da Comissão de Direito Portuário da OAB/Santos, enviou um recado ao público do Portogente e reforçou a importância de eventos para compartilhar informações vitais e colaborar para a eficiência do setor portuário.

Fonte: Porto Gente

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