O presidente da Camarbra, Federico Servideo, disse que pelo perfil dos dois presidentes, a relação pode ter mais peso do que o bloco.

São Paulo – A relação comercial entre Brasil e Argentina está sendo colocada na balança, mas pode ganhar força mesmo com um Mercosul mais fraco.

A avaliação foi dada por Federico Servideo, sócio da PwC Brasil e presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira (Camarbra), durante jantar em comemoração à relação binacional nesta terça-feira (6) em São Paulo.

O futuro superministro da economia do governo Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, causou alarme em Buenos Aires ao declarar que o Mercosul é restritivo e que “o Brasil ficou prisioneiro de alianças ideológicas e isso é ruim para a economia.”

Mas para Servideo, as declarações fazem sentido: ele diz que os dois países ideologizaram muito o Mercosul e não firmaram uma agenda mais convergente para o bloco.

“É um bom momento para se discutir o fortalecimento dessa relação bilateral na velocidade que os países precisam. É necessário que se pense em uma integração produtiva maior, principalmente, entre setores fundamentais para os dois países. Hoje, as duas economias são muito fechadas, não existe essa integração, por isso, faz sentido pensarmos numa relação comercial mais adulta”, afirmou.

Servideo diz que no caso da Argentina, o comércio bilateral tem que ser repensado, mas que pelo perfil dos dois presidentes a relação pode ter mais peso do que o Mercosul.

“A Argentina tem que torcer para o Brasil sair da recessão, para o Brasil dar certo. O inverso não é verdadeiro”. Isso porque boa parte das exportações argentinas tem como o destino o mercado brasileiro.

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