18 de Outubro de 2018 (11:27)

Publicação: Agência CMA - Notícias

BTG reitera recomendação de compra e aponta cenário favorável

São Paulo, 18 de outubro de 2018 - O banco BTG Pactual reitera a recomendação de compra para os papéis da Klabin com preço-alvo de 27, apostando em cenário favorável para a companhia no futuro, entre eles um ambiente de negócios melhor, que ajudará a diminuir a alavancagem e a melhora do mercado doméstico para a venda de papel.

Segundo a instituição, a empresa pode alcançar a dívida líquida por ebitda de 3 vezes ao final do ano, de 4 vezes atualmente, diante do nosso ciclo econômico, principalmente para a venda de celulose e kraftliner atingindo margens históricas, além do novo clico de investimentos da Klabin de US$ 2 bilhões.

Em relação a desalavancagem, o banco disse que durante reunião com a diretoria da empresa nos Estados Unidos, os executivos mencionaram que a desalavancagem está programada para acelerar no segundo semestre dado fluxo de caixa substanciais. "A gerência enfatizou que, mesmo em um ciclo de investimento, a alavancagem deve permanecer sob controle e muito menor do que os ciclos de investimento anteriores" O BTG explica que o novo ciclo de investimento pode levar a discussão de novos projetos e ampliar a capacidade de produção da kraftliner.

Para o terceiro trimestre do ano, a instituição projeta um ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,2 bilhão, uma alta de 59% na comparação anual, impactado por eventos pontuais e pouco impactado pelos efeitos persistentes da greve dos caminhoneiros. Leandro Tavares / Agência CMA (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) [ KLBN11 KLBN3 KLBN4 ]

17 de Outubro de 2018 (19:50)

Publicação: Agência CMA - Notícias

Termina o prazo de retirada p/ acionistas contrários à fusão/Suzano

São Paulo, 17 de outubro de 2018 - Terminou ontem, 16, o prazo de retirada para os acionistas da Fibria que que se abstiveram ou não votaram favoravelmente à fusão com a Suzano Papel e Celulose, na assembleia realizada no dia 13 de setembro. Em comunicado, a empresa disse que que durante o prazo para o exercício, nenhum acionista exerceu o direito de retirada.

17 de Outubro de 2018

Publicação: DCI - Notícias

Melhoramentos irá investir R$ 55 milhões

A Melhoramentos irá investir R$ 55 milhões na expansão da capacidade produtiva de sua fábrica de fibras de celulose. Segundo a empresa, a demanda crescente no Brasil por papel motivou a decisão.

O mercado de papel e celulose cresce mundialmente. Há um aumento da demanda por papel tissue [para uso higiênico], além do apelo ambiental para substituir outros materiais, como o plástico, afirma o diretor superintendente da Melhoramentos, Sérgio Sesiki. Atualmente, a fábrica, localizada em Camanducaia (MG), tem capacidade produtiva de 70 mil toneladas por ano. Com a expansão, a planta passará a produzir 90 mil toneladas. A previsão é de que a obra seja concluída no ano que vem, conta o executivo.

A empresa possui três florestas em Caieiras (SP), Bragança Paulista (SP) e Camanducaia para o cultivo e fornecimento de madeira de pinus e de eucalipto. Fabricamos fibras celulósicas que são utilizadas na composição do papel cartão. Nossos clientes são fabricantes de embalagens, tissue e papéis especiais, explica Sesiki.

Ele afirma que a Melhoramentos é líder na produção de fibra de celulose TGW destinada para as fabricantes de papel cartão. A Klabin também produz, mas não vende, faz uso próprio, assinala. Toda nossa produção é voltada para o mercado doméstico. É um segmento que tem nos trazido rentabilidade. Temos números extraordinários.

O maior acesso ao consumo e à urbanização em países emergentes, especialmente a China, vem alterando hábitos e aumentando a demanda por papel no mundo. No Brasil, a Suzano tem apostado no tissue no Norte e Nordeste, pelo potencial dessas regiões. Além disso, pressões ambientais pela redução do uso de plástico em produtos como embalagens, canudos e recipientes descartáveis têm aberto espaço ao papel como alternativa.

Esse movimento tem impulsionado a produção de celulose no Brasil e favorece a consolidação do mercado. Em março, as duas maiores produtoras de celulose do País, Fibria e Suzano, anunciaram um acordo de fusão. Quando concretizado, o negócio resultará na maior produtora de celulose do mundo, somando capacidade para produzir 11 milhões de toneladas de celulose por ano. Nesta semana, a negociação foi aprovado pelo Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Em entrevista recente ao DCI, a então presidente-executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Elizabeth de Carvalhaes, contou que nos últimos dez anos houve um aumento do consumo em países do Leste Europeu, Ásia e América Latina. Só a China trouxe 800 milhões de pessoas para os centros urbanos. Esse movimento impactou o consumo. Há uma demanda por papéis de embalagem e produtos de higiene crescendo.

De acordo com Sesiki, a Melhoramentos também está investindo em pesquisa para produzir nanocelulose, material desenvolvido a partir de fibras de celulose considerado de alto potencial pela indústria. Realizamos testes nas Universidades de Viçosa [MG], Maine [EUA] e Toronto [Canadá], para conhecer a viabilidade financeira do produto. Outras grandes empresas do setor de celulose têm feito iniciativas parecidas.

Mercado editorial

Além das áreas de fibra e florestal, a Melhoramento tem divisões de negócios editoriais e imobiliários. Conforme o presidente do Conselho da Melhoramentos, Alfredo Weiszflog, o mercado editorial caiu como um todo. A demanda do setor público está parada. O mercado também sofre com a inadimplência das duas maiores redes de livrarias do País.

17 de Outubro de 2018

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Suzano é eleita pela Forbes uma das melhores empregadoras do mundo

A Suzano Papel e Celulose está entre as melhores companhias empregadoras do mundo, segundo o ranking Global 2000: World's Best Employers, publicado pela revista de negócios Forbes.

A Suzano aparece na 25ª posição dentre as 500 empresas mais bem avaliadas, à frente de outras seis empresas brasileiras que figuram no ranking e na melhor posição entre empresas da América Latina.

A classificação foi desenvolvida pela Forbes em parceria com a Statista, portal de estatísticas, pesquisa de mercado e inteligência de negócios.

No total, foram consideradas mais de 430 mil recomendações para compor o resultado final. Foram analisados critérios de condições de trabalho, imagem e diversidade.

Colaboradores ao redor do mundo atribuíram notas aos seus empregadores e responderam se recomendariam as companhias nas quais trabalham para amigos e familiares, e também quais companhias admiravam.

“A Suzano tem um compromisso com todos os seus stakeholders, mas em particular com os colaboradores, que ajudam a empresa a ser melhor a cada dia. Por isso, é gratificante estarmos no ranking da Forbes ao lado de empresas de todo o mundo", afirma Walter Schalka, Presidente da Suzano Papel e Celulose.

A lista de melhores empregadoras teve como base a Global 2000, que faz uma classificação geral das duas mil maiores empresas do mundo - a Suzano é uma das 18 empresas brasileiras presentes.

Em outro ranking proveniente da Global 2000, o Best Regarded Companies, a Suzano também é a companhia brasileira melhor ranqueada.

Na 104ª posição, a empresa foi reconhecida por sua confiabilidade, conduta social, desempenho de seu produto e/ou serviço, além da visão da companhia como empregadora.

17 de Outubro de 2018

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Suzano sobe após superintendência do Cade aprovar fusão com Fibria, que opera estável

As ações da Suzano Papel e Celulose e da Fibria Celulose tinham variações tímidas nesta segunda-feira, no primeiro pregão após a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovar sem restrições a fusão das duas companhias, que criou a maior produtora de celulose do mundo.

Por volta das 11:30, os papéis da Suzano tinham alta de 0,77 por cento, a 41,87 reais, enquanto Fibria operava com variação positiva de 0,11 por cento, a 72,50 reais.

No mesmo horário, o Ibovespa subia 1 por cento.

No ano, Suzano acumula alta de mais de 120 por cento e Fibria, de mais de 50 por cento.

Em comunicado no final da quinta-feira, a Suzano ressaltou que a “consumação da referida operação está ainda sujeita ao cumprimento de outras condições precedentes usuais para este tipo de operação".

De acordo com a Fibria, em comunicado separado, o processo ainda está sujeito a eventual recurso de terceiros ou avocação, pelo Tribunal do Cade, pelo prazo de 15 (quinze) dias a contar da publicação no Diário Oficial da União.

“Não havendo recurso de terceiros ou avocação do processo dentro de tal prazo, a Operação será considerada formalmente aprovada pelo Cade", disse a empresa.

Ainda segundo a Fibria, a operação também aguarda a aprovação pela autoridade da concorrência na Europa.

Conforme ambas as empresas, “até a data da consumação da operação, as companhias não sofrerão qualquer alteração na condução de seus negócios, e permanecerão operando de forma independente".

“A aprovação do Cade da fusão (da Suzano) com a Fibria, em conjunto com forte dinâmica de resultados deve ajudar a dar sustentação ao papel (da Suzano)", escreveu a equipe de estratégia e análise da XP Investimentos em nota a clientes, reiterando a recomendação de `compra' para os papéis da Suzano, com preço-alvo de 70 reais.

Os acionistas da Suzano e da Fibria aprovaram a operação em meados de setembro em assembleias gerais extraordinárias.

A proposta, anunciada em março, envolve a incorporação de ações da Fibria pela Suzano.

Fonte: UOL

15 de Outubro de 2018

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Celulose a partir do melaço da cana é aprovada

Nos procedimentos cirúrgicos em que é necessária a extração da unha, é indispensável recobrir o leito ungueal exposto, por ter uma pele muito fina, sensível e vulnerável.

No entanto, em muitos casos, os altos custos do material até então indicado para a intervenção torna a opção inviável.

Foi pensando em alternativas de curativo após a avulsão da unha que Marcia Helena de Oliveira pesquisou e apresentou, neste ano, ao Programa de Pós-Graduação em Cirurgia da UFPE, a tese “Curativo de celulose bacteriana aplicado sobre leito ungueal após exérese parcial ou total da lâmina ungueal".

Na pesquisa, orientada pelo professor José Lamartine de Andrade Aguiar e coorientada pela professora Flávia Cristina Morone Pinto, do Departamento de Cirurgia da Universidade, a autora avaliou o uso da Celulose Bacteriana (CB) como curativo capaz de produzir uma cobertura ao leito parcial ou totalmente exposto.

“O biopolímero é uma celulose sintetizada a partir da fermentação bacteriana no melaço de cana-de-açúcar. Portanto, como curativos biológicos produzidos à base de polímeros, tem a capacidade de envolver naturalmente o tecido lesado, promovendo a cicatrização e o controle de infecção", afirma a pesquisadora.

Para a pesquisa, 26 pacientes foram atendidos e acompanhados no ambulatório de unha da Clínica Dermatológica do Hospital das Clínicas da UFPE, durante 180 dias.

Os candidatos à avulsão ungueal foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: um grupo controle, com 11 pessoas usando gaze vaselinada; e o segundo foi o grupo experimental, em que foi empregado o curativo de CB em 15 pacientes.

De acordo com a tese, o grupo que usou o curativo da celulose bacteriana foi o que apresentou os melhores resultados, como menor intensidade de dor, resolução temporal mais precoce e a melhor aparência do leito ungueal em reepitelização.

Com base nos resultados apresentados, a pesquisadora concluiu que o curativo de celulose bacteriana é uma alternativa promissora para cicatrização do leito ungueal.

“O CB foi utilizado em forma de película multiperfurada, tendo como vantagem a autoadesividade e a possibilidade de várias lavagens diárias sem a necessidade de troca da bandagem", pontua.

Com o experimento aprovado, o resultado concreto da pesquisa foi o desenvolvimento de uma unha cirúrgica de biopolímero de cana-de-açúcar, com o propósito de produzir uma cobertura para o leito ungueal exposto após exérese da unha.

A unha cirúrgica de biopolímero foi desenvolvida pela Polisa Biopolímeros para Saúde, startup incubada na UFRPE, e testada no Hospital das Clínicas da UFPE.

Ainda segundo o estudo, além de apresentar baixa toxidade, baixo custo de produção, alto poder de integração com os diferentes tecidos e biocompatibilidade, o curativo de celulose bacteriana por ser produzido a partir de matéria-prima de fonte renovável e biodegradável, produz menor impacto ambiental, sem agredir o meio ambiente, garantindo o desenvolvimento sustentável, possibilitando a manutenção dos recursos naturais e, consequentemente, beneficiando as futuras gerações.

HISTÓRICO | Durante a evolução humana, a unidade ungueal, mais comumente conhecida como a unha, sofreu modificações para se adaptar às condições ambientais, tornando-se fundamental para o desempenho das mãos e dos pés, deixando de ser uma estrutura do tipo garra e adquirindo uma estrutura mais refinada.

Surgiram importantes novas funções como proteção da ponta do dedo contra impactos, auxílio ao segurar pequenos objetos, colaboração com a sensibilidade fina de toque e vibração, tendo atualmente importante papel na saúde e estética das mãos e pés.

Da redação

15 de Outubro de 2018

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Suzano pede autorização da Comissão Europeia para negócio com Fibria

A Comissão Europeia informou nesta quinta-feira, 11, ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que a brasileira Suzano Papel e Celulose entrou com um pedido de autorização para fechar sua fusão com a Fibria no Brasil.

O protocolo foi encaminhado na terça-feira, 9, à instituição que tem sede em Bruxelas e o prazo final para que dê o seu parecer sobre o caso é 15 de novembro.

A Suzano já recebeu autorização de autoridades concorrenciais de outros países, como Estados Unidos, China e Turquia. No Brasil, o caso ainda aguarda decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), depois que a aprovação do negócio ocorreu em uma assembleia realizada no mês passado.

O negócio foi anunciado há sete meses.

A Comissão Europeia forneceu ao Broadcast o documento que descreve caso a ser analisado: “Descrição da concentração. Esta notificação refere-se à proposta de aquisição do controle exclusivo da Fibria Celulose S.A.(Fibria) pela Suzano Papel e Celulose (Suzano, em conjunto com a Fibria e associadas). As `partes' são empresas de capital aberto registradas no Brasil, com todas as suas respectivas instalações de produção baseadas no Brasil. A Suzano é uma produtora de celulose e papel verticalmente integrada no Brasil. Seu portfólio de produtos inclui papel para imprimir e escrever revestido e não revestido, cartão, papel de seda e celulose. A Fibria é uma produtora brasileira de celulose.".

Fonte: Istoé

08 de Outubro de 2018 (17:35)

Publicação: Agência CMA - Notícias

PAPEL E CELULOSE: Suzano e Klabin se beneficiam com câmbio mais alto

São Paulo, 8 de outubro de 2018 - O banco Bradesco BBI prevê que a Suzano e a Klabin devem sofrer mais com a valorização do real ante ao dólar, esperada para o período pós-eleitoral. De acordo com a instituição, a Suzano e a Klabin atualmente refletem a moeda brasileira acima de R$ 3. No entanto, a perspectiva em relação aos fundamentos dos ativos das empresas são sólidos, e o momento atual do câmbio, acima de R$ 3,70, é atraente ao investimento. Wilian Miron / Agência CMA[ FIBR3 KLBN11 KLBN3 KLBN4 SUZB3 SUZB5 SUZB6 ]

06 de Outubro de 2018

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Suzano Papel e Celulose inicia operação do novo CDL Goiânia

A Suzano Papel e Celulose inaugurou, no último dia 24, seu novo Centro de Distribuição no município de Goiânia. A estrutura está localizada na Rodovia BR-153 - km 5,5, no Jardim Guanabara.

O novo Centro de Distribuição Local (CDL) proporcionará melhoria no nível de serviço prestado a partir da adoção de um sistema de logística mais rápido e eficiente, com maiores estoques dos produtos da Suzano e de terceiros e uma localização mais estratégica para atender os clientes.

A capacidade de estoque do novo CDL será de 900 toneladas, valor quase três vezes maior do que as 350 toneladas do espaço anterior.

O novo condomínio logístico também conta com portaria 24 horas e restaurante.

Esse projeto faz parte do Programa Suzano Mais que consiste, entre outros aspectos, no investimento em centros de distribuição locais.

A rede de abastecimento do Suzano Mais é composta por 20 centros de distribuição, incluindo a unidade de Goiânia.

São ao todo 16 CDLs e quatro Centros de Distribuição Regional (CDRs), unidades equipadas com máquinas próprias que proporcionam maior flexibilidade de oferta de papéis sob demanda aos clientes, além de distribuição direta a partir das 4 unidades produtoras de papel e papelcartão da empresa.

Da redação

03 de Outubro de 2018

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Produção brasileira de celulose cresce 18,2% em agosto, diz Ibá

A produção brasileira de celulose cresceu 18,2 por cento em agosto sobre o mesmo período do ano passado, para 1,788 milhão de toneladas, de acordo com dados preliminares divulgados pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) nesta sexta-feira.

As exportações da matéria-prima aumentaram em 2,5 por cento no período, para 1,141 milhão de toneladas, enquanto o consumo aparente subiu 59,1 por cento, para 665 mil toneladas, disse a entidade representativa do setor.

No acumulado do ano até agosto, o Brasil produziu 14,03 milhões de toneladas de celulose, alta de 10,2 por cento na comparação anual, de acordo com o levantamento.

Os embarques internacionais cresceram 11,1 por cento na mesma base, para 9,888 milhões de toneladas.

Já produção de papel aumentou 2,2 por cento em agosto, para 926 mil toneladas, elevando o total produzido nos oito primeiros meses de 2018 para 6,899 milhões de toneladas, queda de 0,2 por cento ano a ano.

As vendas domésticas de papel somaram 485 mil toneladas no mês passado, superando em 2,1 por cento o volume comercializado em agosto de 2017, enquanto as exportações caíram 3,5 por cento, para 167 mil toneladas.

Entre janeiro e agosto, foram vendidas 3,58 milhões de toneladas de papel ao mercado interno, alta de 1,4 por cento sobre o mesmo intervalo de 2017.

Os embarques, no entanto, caíram 7,6 por cento ante os oito primeiros meses do ano passado, para 1,307 milhão de toneladas.

No caso dos painéis de madeira, as vendas domésticas em agosto subiram 13,6 por cento ano a ano, e as exportações cresceram 11,2 por cento nessa comparação.

No acumulado do ano, houve alta de 4,8 por cento nas vendas domésticas e de 3,7 por cento nos embarques externos.

Fonte: Terra

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17 de outubro de 2018

Publicação: Valor Econômico

Incorporação de ações volta a entrar na mira da CVM.

A fusão de Suzano Papel e Celulose e Fibria, um negócio superior a R$ 80 bilhões selado no mês passado, trouxe de volta uma velha assombração dos investidores do mercado brasileiro: a incorporação de companhia ou de ações, colocando de volta essas operações no radar da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Apesar do sinal verde, a preocupação do regulador é com os riscos de um eventual abuso do uso da estrutura de ações resgatáveis - o modelito da vez no "fast fashion" das operações criadas por banqueiros e advogados.

Tanto é que a operação de Suzano e Fibria abriu caminho para o anúncio no início desta semana pela Gol de que pretende incorporar sua controlada Smiles, também usando uma combinação que inclui ações resgatáveis - papéis que, por definição prévia, serão recomprados com dinheiro. As condições detalhadas da operação ainda serão definidas, mas o que se sabe é que os acionistas da Smiles receberão parte em ações da Gol que serão mantidas e parte em resgatáveis, ou seja, que serão adquiridas pela empresa e canceladas.

"A realização de uma incorporação seguida de um resgate de ações é legal, mas estamos avaliando se, a depender das circunstâncias, ela não seria abusiva. Estamos atentos e vamos continuar a estudar o assunto", contou ao Valor Pablo Renteria, diretor da CVM.

A união de Fibria e Suzano foi a sexta vez, em dez anos, que o arranjo combinado foi adotado por companhias abertas para uma operação de fusão (veja quadro abaixo). Mas, pela primeira vez, o assunto foi debatido na CVM. Foi também o primeiro caso em que a empresa incorporada tinha acionistas majoritários, donos de mais de 50% do capital votante. Nos demais, havia um acionista relevante, mas não controlador.

O colegiado da órgão regulador do mercado, a mais alta instância da CVM, considerou a estrutura legal e válida ao avaliar a transação no setor de celulose.

Agora, a Gol quer estrear o uso de ações resgatáveis na incorporação de uma companhia controlada. A CVM já se posicionou afirmando que vai estudar a operação. Será a primeira deste tipo a ser avaliada pela autarquia.

Incorporação é a forma pela qual uma companhia se combina com outra, juntando os acionistas de ambas numa só. Muitas vezes é uma alternativa usada pelas empresas à aquisição pura e simples do controle de outra ou das ações que não possui em uma controlada.

A CVM já criou um arcabouço de pareceres e decisões precedentes para lidar com os outros modelos que não caíam no gosto do mercado, e agora se debruça sobre esse novo arranjo.

O incômodo do mercado com a incorporação - todas elas - deriva do fato de a adesão ser obrigatória para os minoritários quando existe um controlador. Trata-se de uma transação que não é voluntária: uma vez aprovada em assembleia, é mandatória. Trocando em miúdos, o controlador decide e o minoritário obedece, concordando ou não com as condições.

O incômodo do mercado com a incorporação - todas elas - deriva do fato de a adesão ser obrigatória para os minoritários quando existe um controlador. Trata-se de uma transação que não é voluntária: uma vez aprovada em assembleia, é mandatória. Trocando em miúdos, o controlador decide e o minoritário obedece, concordando ou não com as condições.

O medo dos investidores com a moda da vez é que a incorporação seja feita como forma de imposição de preço, e não de escolha. O entendimento é que o uso de ações resgatáveis, na prática, desvia o caráter da incorporação e cria uma venda obrigatória por um preço escolhido pelo dono da companhia.

Recorrentemente, nas queixas à CVM, o mercado compara as operações de aquisição de controle e oferta pública de aquisição de ações (OPA) com a incorporação. A grande diferença entre elas é que as ofertas públicas de aquisição de ações - motivadas por compra de controle ou apenas com o objetivo de saída do mercado - são voluntárias, enquanto as incorporações podem ser mandatórias quando existe um sócio ou grupo majoritário que garanta sua aprovação.

Luciana Dias, ex-diretora da CVM, que concedeu parecer à Fibria, ressaltou que nos principais mercados desenvolvidos também existem estruturas que permitem a prevalência da maioria sobre a minoria para forçar um negócio, o chamado "squeeze out" no jargão financeiro. "Esse é um direito da maioria, ou do controlador, quando existe essa figura. Desde que não haja expropriação de direitos da minoria ou outros abusos, não há problema jurídico", disse.

O grande desafio na comparação do Brasil com outros mercados, principalmente com o americano e o inglês, é a predominância aqui de empresas com um controlador definido. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, na maioria das vezes, as companhias não têm dono. As transações são, portanto, fruto de uma negociação entre partes independentes.

Carlos Mello, advogado societário do Lefosse e especialista em fusões e aquisições, não vê restrição pela jurisprudência atual para uma incorporação ser realizada com ações resgatáveis. "O modelo é legal, já está claro." Mas, diante do potencial de discussão, ele avalia que poderia ser bom a CVM colocar parâmetros. Na visão do especialista, isso poderia agregar segurança para todos, controladores e investidores de mercado.

Mesmo sendo enfático quanto à legalidade da estrutura, o diretor da CVM Pablo Renteria deixou a porta aberta para se debater o modelo brasileiro já em seu voto sobre Fibria. "Evidentemente, pode-se discutir o acerto dessa opção legislativa e examinar seus efeitos sobre o desenvolvimento do mercado acionário pátrio", escreveu ele. "A lei brasileira confere amplo alcance ao instituto [do resgate]", ressaltou em outro trecho. Dentro do colegiado, houve uma divergência sobre o caso Fibria, a do diretor Gustavo Borba, que renunciou ao cargo pouco depois.

A incorporação é cada vez mais um caminho sugerido pelos negociadores que estruturam fusões e aquisições. A era das megacorporações, na avaliação de especialistas, faz o valor das transações ser cada vez mais "impagável" para compras tradicionais em dinheiro.

Depois da operação de Suzano e Fibria, Gol anuncia intenção de incorporar Smiles com ação resgatável

"Era compreensível o questionamento na época das incorporações de ações preferenciais de controladas, embora elas não tivessem o mesmo direito das ações ordinárias. Mas, no atual ambiente, em que predominam as companhias com uma só espécie de ações e o tratamento de controlador e minoritário é o mesmo, não há injustiça", afirmou Marcelo Trindade, ex - presidente da CVM, que elaborou parecer sobre Fibria e Suzano. "É natural que diminuam as aquisições em dinheiro e aumentem as incorporações."

Para as companhias, há vantagens na incorporação, em especial tributárias, que vão além da discussão de ser mandatória para o mercado. Além disso, o tempo de execução é muito mais curto que o de uma oferta pública. As ofertas dependem de registro na CVM, enquanto as incorporações, apenas de assembleia de acionistas.

Bruno Amaral, sócio do BTG Pactual da área de fusões e aquisições, explica que o uso de incorporações tende a aumentar para transações entre companhias abertas, em especial entre empresas com um só tipo de ação. Mas, segundo ele, quando existe um controlador ou grandes acionistas de referência, é comum que seja usado um modelo que permita também o pagamento em dinheiro, mesmo que não seja integral. "Quando tem controlador ou fundador envolvido, é natural esperar que queiram monetizar o patrimônio, ao menos em parte, quando decidem dar um passo como vender ou combinar a empresa."

Mauro Cunha, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), afirmou que o uso de ações resgatáveis é muito relevante e que o tema será estudado em profundidade, para que se inicie um debate com os demais participantes do mercado. "Tem associado que classificou como o assunto mais preocupante do mercado no momento."

Para Cunha, talvez a CVM tenha, nesse caso, que simplesmente arbitrar limites, como fez com as ofertas voluntárias de aquisição por controladores, 20 anos atrás.

Há quase 20 anos, as incorporações no Brasil são vilanizadas pelos investidores. A primeira transação marcante foi a combinação de Brahma e Antarctica, em 1999, que deu origem à AmBev - atualmente uma das três maiores empresas da B3, avaliada em R$ 290 bilhões. Desde então, de tempos em tempos, a polêmica com essa estrutura retorna, vestida com a moda própria de cada temporada.

Após a combinação das cervejeiras, o pós-privatização da Telebras promoveu um boom de incorporações de ações preferenciais e de ofertas voluntárias. Na época, essas operações eram chamadas de "fechamentos brancos de capital". O modelo se espalhou, com maior ou menor agressividade. Tornou-se etapa quase obrigatória que, após uma aquisição de controle com prêmio elevado, viesse uma incorporação de preferenciais em busca de sinergias - o que, na prática, também garantia um preço médio de investimento mais baixo que só o do controle.

Tal problema com as incorporações de controladas só foi mitigado após a CVM emitir os pareceres 34 e 35, de 2006 e 2008. Para coibir abusos, o regulador deu a receita de um passo a passo que considerava adequado para adoção desse modelo sem conflito de interesses.

Agora, as ações resgatáveis trazem uma nova discussão para as antigas incorporações e um desafio ao regulador, que enfrentará um aumento no volume de trabalho enquanto as queixas de investidores se multiplicarem sobre o tema.

16 de outubro de 2018

Publicação: Valor Econômico, p. B-4

Voith Paper vê com otimismo cenário para 2019 no Brasil.

Uma das maiores fornecedoras de equipamentos e soluções para a indústria papeleira global, a Voith Paper está otimista quanto ao cenário pós-eleitoral no Brasil. A avaliação é que, após a definição do novo presidente da República, empresas do setor que adiaram investimentos por causa da incerteza política voltarão a seus projetos e devem retomar planos de modernização e expansão, encorajadas também pela perspectiva de crescimento econômico.

Para o presidente da divisão Paper do grupo alemão na América do Sul, Hjalmar Fugmann, tanto o nome de Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas de intenção de voto, quanto o do petista Fernando Haddad já estão "precificados". Assim, em um cenário que considera expansão do Produto Interno Bruto (PIB) e demanda em alta de papéis no mercado externo, falta apenas a certeza sobre quem será o futuro presidente para que novos projetos sejam anunciados

"O mercado procura informação para trazer o futuro a valor presente e tomar decisões. Cada candidato traz uma perspectiva diferente. Acredito que a simples definição já deve ser suficiente", disse o executivo ao Valor. Diante disso, e do forte desempenho dos mercados internacionais de papéis para embalagens, a expectativa para o ano fiscal 2018/2019, que começou em 1º de outubro, é positiva. Projetos de novas máquinas de papel voltados à exportação e modernização de equipamentos, para fazer frente ao aumento de custos nos últimos anos - os preços da celulose subiram cerca de 40% somente em 2017 e o dólar valorizado elevou os gastos em real com a matéria-prima -, podem impulsionar os negócios na região, acrescentou Fugmann. "Quando conversamos com os clientes, vemos o desejo de investir em 2019".

Nos dois últimos exercícios, o desenvolvimento de projetos e fornecimento de máquinas para mercados no exterior tiveram participação relevante nos negócios da Voith Paper no Brasil. No mercado doméstico, que reduziu o ritmo de investimentos na esteira da crise econômica e da nova onda de consolidação da indústria, uma das poucas exceções foram as duas máquinas de papel para fins sanitários (tissue) da Suzano Papel e Celulose, construídas pela empresa alemã.

Por outro lado, a melhora das economias europeia e americana elevou a demanda por papel - sobretudo de embalagens e tissue - nesses mercados, a indústria voltou a investir e a operação brasileira participou de mais projetos no exterior. No ano passado, a receita líquida da Voith Paper no Brasil cresceu 16,4%, para R$ 532 milhões, segundo anuário da revista Exame. Hoje, em carteira, a empresa tem pedidos de máquinas que serão instaladas nos Estados Unidos e México e é responsável pelo maior cilindro secador do mundo, encomendado por uma papeleira na Alemanha.

Globalmente, o último ano fiscal foi "excepcional" para a Voith Paper, conta o executivo. O grupo alemão, que deve divulgar os resultados do ano fiscal nas próximas semanas, encerrou o período com recorde de vendas de novas máquinas e colocou em risco a posição de liderança da Valmet, sua principal concorrente no segmento de papel, em novas máquinas. No ano fiscal 2016/2017, as vendas do grupo Voith, que completou 150 anos, totalizaram 4,3 bilhões de euros, enquanto as ordens cresceram 6%, a 4,4 bilhões de euros.

Há dois anos no grupo, Fugmann assumiu há pouco mais de um ano a presidência da Paper na América do Sul com a intenção declarada de cacifar a empresa como parceria tecnológica de seus clientes, com foco em inovação. Para tanto, incorporou ao portfólio soluções da indústria 4.0, uma delas já instalada em um cliente brasileiro - a primeira experiência na indústria de papel na América do Sul e uma das primeiras no mundo -, e passou a estimular uma nova abordagem, aproximando a empresa de startups e da área de pesquisa e desenvolvimento das próprias papeleiras. "O setor tem interesse em ser pioneiro e estamos olhando o que o cliente dos nossos clientes querem para conseguir atendê-los", afirmou.

Uma mostra das novas soluções da Voith, incluindo realidade virtual, estará disponível no congresso da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), em São Paulo, na semana que vem.

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