A Argentina, tradicionalmente a maior exportadora mundial de ração animal feita a partir da soja, optará por quadruplicar as remessas das sementes oleaginosas em grãos para o exterior na próxima safra, segundo um economista da Bolsa de Cereais de Buenos Aires

O principal destino? A China, a maior consumidora, que trava uma guerra comercial com os EUA, concorrente da Argentina na venda de soja

A produção da oleaginosa na próxima safra subirá de 35,1 milhões de toneladas, após a seca que devastou a safra deste ano, para 53 milhões, disse Esteban Copati, chefe de estimativas agrícolas da bolsa, na quarta-feira, em apresentação. As exportações podem subir de 3,5 milhões para 15,4 milhões de toneladas e o processo de esmagamento que produz o farelo e o óleo de soja subiria apenas 3,1 por cento, para 36,6 milhões de toneladas, disse o economista da bolsa de cereais, Agustín Tejeda, nos bastidores do evento, em Buenos Aires.

Uma mudança realizada pelo presidente Mauricio Macri na estrutura tributária da Argentina diminui o apelo da exportação de farelo e óleo de soja e aumenta a atratividade das remessas de grãos. A China, que busca estimular seu setor de processamento e atender à crescente demanda por carne suína, está à procura de novas fontes de soja depois que começou a evitar a oferta dos EUA.

A Argentina já organizou vários embarques de soja para a China, uma raridade nesta época do ano, já que a colheita terminou há quase três meses, disse Tejeda.

"É um sinal do que há pela frente", disse.

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