Conjuntura do Agronegócio

1. Índice de preços da FAO continua em alta

O índice de preços de alimentos da FAO, a agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, subiu pelo quinto mês consecutivo em maio. Puxado por queijos e milho, cujas ofertas são prejudicadas por problemas climáticos em suas respectivas regiões produtoras, o indicador alcançou 172,4 pontos, 1,2% mais que em abril. Em relação a maio de 2018, houve queda de 1,9%.

O sub índice do grupo dos lácteos registrou alta de 5,2% em maio na comparação a abril, a maior alta mensal em cinco anos. "A elevação se deve principalmente aos preços dos queijos, diante de uma demanda global elevada e de uma oferta justa proveniente da Oceania, onde o clima seco reforçou o declínio sazonal da produção", informa relatório divulgado pela FAO.

O indicador específico dos cereais teve alta de 1,4%, causada pela valorização do milho. O cereal não foi semeado na data correta nos Estados Unidos devido a chuvas constantes e inundações nos campos, o que vai reduzir a oferta no país e já eleva as cotações internacionais. Os preços do trigo caíram em maio e os do arroz se mantiveram estáveis pelo terceiro mês consecutivo.

Já o índice específico do açúcar registrou variação negativa de 3,2% em maio na comparação com o mês anterior. A retração foi provocada pela maior oferta na Índia, que minimizou a queda anual de 17% na produção no Brasil. O indicador dos óleos vegetais, por sua vez, recuou 1,1%, devido aos menores preços do óleo de palma. Soja, canola e girassol registraram altas modestas.

Também de acordo com os dados da FAO, o sub índice de carnes teve alta marginal em maio, com as compras de produtos suínos crescendo na Ásia devido ao surto de peste suína africana, principalmente na China. As cotações da carne bovina caíram um pouco, em consequência do aumento na oferta global.

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Fonte: Valor Econômico

2. Produtor encara cenário de incertezas

Não é dos mais animadores o cenário traçado pelos economistas do Itaú BBA para os produtores brasileiros de grãos na próxima temporada (2019/20). Se, por um lado, a produção tende a aumentar, por outro a perspectiva de menor crescimento da economia mundial e o ainda turbulento cenário político doméstico deverão enfraquecer a demanda.

Mesmo o alento para os preços nas bolsas americanas proporcionado pelas chuvas nos Estados Unidos não deve prevalecer. É o que alerta Pedro Fernandes, diretor de agronegócio do Itaú BBA. E nesse cenário mais sombrio, a situação está pior para a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro.

São muitas as dúvidas que pairam no ar. Entram na equação: guerra comercial entre Washington e Pequim, a peste suína na China, o câmbio e o frete rodoviário.

"Estamos partindo de um balanço bastante folgado. Mesmo com um choque da produção americana, temos estoques bastante amplos", disse Fernandes durante evento ontem em São Paulo.

Conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os estoques finais globais deste ciclo 2018/19 deverão ficar em 113 milhões de toneladas. Para 2019/20, a previsão inicial é de produção de 356 milhões de toneladas. "Precisaria haver uma queda da produção de 35 milhões de toneladas para mudar estruturalmente os preços", afirmou Guilherme Bellotti, analista sênior de agronegócio do banco.

Na ponta do consumo, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial de 3,3% em 2019 e 3,4% em 2020 alimenta apreensões. "A dúvida aqui é quanto a China vai crescer. Essa previsão pode ser revisada para baixo. A guerra comercial pode levar o crescimento do PIB mundial para 3% ou um pouco menos", avaliou Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco.

Outra problema no mercado de grãos é a peste suína africana na China, que deve reduzir o plantel no país em até 35%. "A peste reduz bastante a necessidade chinesa de soja", lembrou Fernandes. De acordo com os cálculos do Itaú BBA, as importações da oleaginosa por Pequim devem cair em 13 milhões de toneladas em 2019 em relação a 2018.

Também são grandes os riscos domésticos. A aprovação da Reforma da Previdência poderá valorizar o real ante o dólar e, mesmo com uma taxa Selic em queda, a tendência, avalia Barbosa, economista do Itaú Unibanco, é de que o dólar fique em R$ 3,80 no fim deste ano. "O problema é o produtor formar custos a R$ 4 e vender a colheita a R$ 3,80", disse.

E mesmo que os produtores tentem no momento aproveitar eventuais picos de preços ou o dólar, a situação não muda para 2019/20. "Há falta de liquidez para travamento de preços para a safra futura. As tradings estão receosas com o frete e com a volatilidade do câmbio. Diminuiu a possibilidade de precificação interessante de safras futuras", lembrou Fernandes.

A disputa comercial entre China e Estados Unidos até pode ser vista como uma luz no fim do túnel, mas o diretor do Itaú BBA atenta para o fato de a dependência de um único mercado ser perigosa. "A capacidade que a China tem de mexer com expectativas e preços é gigante e a gente não pode negligenciar isso. No ano passado, apenas a sinalização chinesa de um acordo com os EUA na reunião do G-20 reduziu prêmios no Brasil", afirmou.

No caso do algodão, a situação também não é animadora. O Brasil chegou à segunda posição no ranking mundial dos maiores exportadores, atrás dos EUA, mas o lucro dos cotonicultores deve diminuir. Mesmo com os problemas climáticos nos EUA. Bellotti acredita que a produção americana 2019/20 deverá crescer. "Veremos as menores áreas abandonadas de plantio nos últimos anos nos EUA", afirmou.

No Brasil, o analista do Itaú BBA acredita que a produção deverá se manter em 2019/20 nos mesmos patamares da safra corrente. "Há novos entrantes e investimentos grandes foram feitos, então dificilmente veremos redução de área", afirmou.

O aumento de produção de algodão nos Estados Unidos e a tendência de manutenção no Brasil - os dois maiores exportadores globais da pluma - levará a um aumento de oferta. O USDA calcula 27,3 milhões de toneladas no mundo, aumento de 5,8% em relação a 2018/19. O estoque final do ciclo 2019/20 deverá ficar em 16,5 milhões de toneladas.

"E o USDA está otimista em relação ao consumo. Há dúvidas em relação à China e as importações da Turquia caíram bastante". O USDA projeta 26,9 milhões de toneladas de consumo de algodão em pluma em 2019/20.

O alento para os grandes produtores do Cerrado deverá ser o milho. A janela climática de plantio do cereal na safra 2019/20 está se fechando nos EUA e a tendência é redução de área e piora na qualidade. "Dificilmente a produção americana passará incólume", reforçou Bellotti. No Brasil, por outro lado, a produção de milho deverá crescer, com plantio de milho safrinha dentro da janela climática ideal em 2018/19. "O mundo estava com bastante milho, mas agora tende a precisar mais do cereal do Brasil", afirmou Bellotti.

"O milho vai dar muito mais notícia nos próximos meses do que a soja. Também tem o aumento da produção de aves, com a febre suína na China, então a demanda deve subir", disse Fernandes.

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Fonte: Valor Econômico

3. Bolsonaro vai à Argentina sem expectativa de fechar acordos relevantes

O presidente Jair Bolsonaro desembarca nesta quinta-feira (6) em Buenos Aires com uma ampla agenda, porém sem a expectativa de que algum acordo significativo seja fechado durante a visita ao país vizinho.

Há a expectativa em relação aos protestos programados contra o presidente brasileiro, que vem dando polêmicas declarações sobre o processo eleitoral no país vizinho, alertando contra um possível retorno de Cristina Kirchner, rival do presidente Mauricio Macri, ao poder. Sindicatos, organizações de defesa dos direitos das mulheres e grupos LGBT já anunciaram uma manifestação para a Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, enquanto Bolsonaro estiver reunido com Macri.

Bolsonaro levará consigo sete ministros (Defesa, Relações Exteriores, Economia, Agricultura, MME, Ciência e Tecnologia, Gabinete de Segurança Institucional). E, segundo fontes do governo, os países negociam uma declaração conjunta e a assinatura de um memorando de intenções nas áreas de defesa, bioenergia e mineração.

Os presidentes também devem discutir temas regionais, como a situação da Venezuela, Mercosul e negociações do bloco sul-americano com a União Europeia por um tratado de livre-comércio. Porém, tampouco deverá sair alguma resolução importante nesse encontro bilateral, uma vez que isso envolve outros países membros, como o Uruguai e o Paraguai.

Abertura comercial

Diplomatas de Brasil e Argentina negociavam uma declaração conjunta de intenções sobre defesa. A intenção é iniciar um processo de cooperação e integração produtiva de empresas dos dois países nesse setor. Também devem conversar sobre a possibilidade de o governo argentino comprar algumas unidades do avião militar KC-390, fabricado pela Embraer. A Argentina transferirá em julho a presidência temporária do Mercosul para o Brasil. Os dois governos estão afinados quanto à ideia de facilitar o comércio dentro do bloco, promover uma revisão da Tarifa Externa Comum (TEC) e derrubar barreiras.

O governo brasileiro entende que há uma sensibilidade por parte da administração de Macri quanto à importância de derrubar medidas protecionistas em diversos setores. Porém, há em Brasília a consciência de que essas mudanças não ocorrerão “da noite para o dia” e “que são questões delicadas que têm de ser tratadas com alguma prudência”, segundo fontes.

“Nosso desejo de abertura comercial interna encontra reflexo do lado argentino também”, disse uma fonte do governo brasileiro.

O Itamaraty ainda não fez um cálculo sobre em que medida uma eventual vitória do kirchnerismo na eleição presidencial de outubro pode minar esse processo de abertura comercial. A orientação em Brasília é continuar trabalhando com a premissa de que o próximo governo argentino terá a mesma orientação comercial da atual administração.

A surpresa de Cristina

O governo brasileiro foi pego de surpresa com o anúncio feito em maio pela ex-presidente Cristina Kirchner de que será vice na chapa de Alberto Fernández. Nos últimos meses, Bolsonaro vinha dizendo que uma vitória de Cristina e seu retorno ao poder era uma ameaça para a região, que poderia ganhar “uma outra Venezuela”.

Os diplomatas do Itamaraty não conseguem prever se Bolsonaro dará outras declarações como essa sobre a política interna, durante sua visita ao país vizinho — algo que, apesar de pouco convencional para um chefe de Estado, não causaria surpresa no caso do presidente brasileiro.

Segundo fontes, não há regras nem tampouco um manual para o que um chefe de Estado pode ou não declarar.

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Fonte: Valor Econômico

Insumos

4. Vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias caíram no país em maio

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias somaram 3.087 unidades em maio, com quedas de 0,7% em relação a abril e de 5,8% na comparação com maio de 2018. Os dados foram divulgados na manhã de hoje pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

As retrações já eram esperadas, uma vez que as principais linhas de crédito oficiais para a aquisição de tratores, colheitadeiras e colhedoras de cana, entre outros equipamentos, estão praticamente esgotadas depois da forte demanda observada nos primeiros dez meses do Plano Safra 2018/19 (julho de 2018 a abril de 2019).

Conforme a Anfavea, de janeiro a maio as vendas domésticas somaram 15.488 unidades, 3,7% mais que no mesmo período do ano passado.

Ainda prejudicadas pela fraca demanda na Argentina, as exportações de máquinas agrícolas e rodoviárias atingiram 1.213 unidades em maio, 3,6% menos que em abril mas quantidade 15% superior a de maio do ano passado. Apesar desse incremento na comparação anual, o patamar continua baixo. De janeiro a maio as exportações alcançaram 5.115 unidades, 0,8% mais que em igual intervalo do ano passado.

Já de olho na renovação dos financiamentos no próximo Plano Safra (2019/20), que deverá entrar em vigor em 1º de julho, a produção de máquinas agrícolas e rodoviária no país chegou a 5.442 unidades em maio, com aumentos de 23,2% em relação a abril e de 18,6% na comparação com maio de 2018. Nos primeiros cinco meses do ano foram 20.676 unidades, queda de 4,2%.

Sempre conforme a Anfavea, o número de empregos no segmento ficou em 19.759 no mês passado, ante 10.016 no mesmo mês de 2018.

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Fonte: Valor Econômico

5. Liminar garante créditos de ICMS sobre insumos agropecuários isentos

Uma indústria de produtos para nutrição animal obteve, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), liminar para a manutenção de créditos de ICMS sobre insumos agropecuários isentos. A decisão, do desembargador Marcos Pimentel Tamassia , da 1ª Câmara de Direito Público, afasta a aplicação do Decreto nº 64.213, editado recentemente pelo governo paulista.

A norma revogou o direito a créditos nas operações com insumos agropecuários isentos do ICMS. A lista de insumos, que consta do artigo 41 do Anexo I do Regulamento do ICMS de São Paulo, inclui herbicidas, vacinas, rações animais e medicamentos, entre outros produtos usados pelo setor. Para advogados, o decreto é ilegal e inconstitucional.

Com a revogação do direito, a Secretaria da Fazenda e Planejamento estima para o ano um impacto positivo de R$ 211,5 milhões na arrecadação. O decreto, segundo advogados, traz aumento da carga tributária para o setor, que antes utilizava os créditos dessas operações para quitar débitos do imposto estadual.

A empresa entrou na Justiça com mandado de segurança com a alegação de que a revogação do benefício constitui aumento da carga tributária, de um dia para o outro, em violação ao princípio da anterioridade e ao princípio da não surpresa, bem como ao princípio da legalidade tributária, que impõe que a criação e a majoração de tributo somente sejam feitas por meio de lei.

Ao analisar o caso, o desembargador Marcos Pimentel Tamassia levou em consideração decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no RE nº 1053254. O entendimento dos ministros foi o de que “não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais”.

A liminar do TJ-SP é do dia 3 de junho. De acordo com os advogados da empresa de nutrição animal, Pedro Moreira e Felipe Ribeiro, do CM Advogados, a decisão é um relevante precedente a ser utilizado pelos demais contribuintes onerados pelo decreto.

Segundo Moreira “é irretocável do ponto de vista jurídico, garantindo os direitos fundamentais do contribuinte e evitando uma oneração repentina e inesperada no custo de sua produção”. Ribeiro acrescenta que a liminar “garante a segurança jurídica e a previsibilidade tributária necessárias para os negócios no Brasil”.

Por nota, a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE) informou que ainda não foi intimada da decisão do TJ-SP. Mas que “caso venha a ser intimada/citada, estudará as medidas judiciais cabíveis para resguardar o interesse público envolvido no caso.”

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Fonte: Valor Econômico

6. Plano Safra é adiado e Congresso tem três semanas para destravar recursos

O governo não vai mais anunciar o Plano Safra 2019/20 no dia 12, como havia agendado. Como o Congresso Nacional não votou o projeto de lei que libera um crédito extra no Orçamento deste ano para pagamento de subsídios e benefícios sociais como Previdência e Bolsa Família ("regra de ouro"), o planejamento do governo ficou comprometido.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, afirmou ao Valor que ainda não há uma nova data para o anúncio, que só será definida após a aprovação definitiva do PLN 4 pelo Legislativo. Caso o Congresso aprove na próxima terça-feira o projeto, a previsão é que o Plano Safra seja lançado uma semana depois.

A previsão era de que o projeto fosse aprovado na quarta-feira passada tanto pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) como em sessão conjunta do Congresso Nacional. No entanto, a oposição pediu vistas na comissão e tornou incerta a aprovação do PLN 4 a tempo para que a ministra Tereza Cristina pudesse lançar o Plano Safra no dia 12.

O governo ainda não trabalha com o pior cenário, que é ter que lançar o plano somente após o dia 1º de julho, quando o novo plano entrará em vigor. Em tese, o Congresso terá mais três semanas para votar o PL antes dessa data - porém, há o feriado de Corpus Christi pela frente.

No caso do Plano Safra, esta é a primeira vez que o tradicional pacote de crédito a juros controlados pelo governo depende de uma autorização do Congresso para ser lançado, dizem técnicos do Ministério da Agricultura. Está em jogo o orçamento para gastos de equalização das taxas de juros do Plano Safra (subsídios), que a Agricultura quer manter em torno de R$ 10 bilhões, como na atual temporada 2018/19.

De qualquer forma, uma fonte da equipe econômica explicou que, na pior das hipóteses - caso o Congresso demore mais ainda para aprovar o PLN 4 -, uma alternativa seria lançar só parte do Plano Safra, já que nem todo o volume de crédito com recursos controlados é subsidiado. No entanto, alerta a fonte, seria um "plano capenga".

"O ideal seria que os produtores dependessem menos do Plano Safra, que ele representasse 20% ou 15% [do funding], à medida que outras fontes de recursos cresçam", diz Eduardo Sampaio.

Enquanto o próximo Plano Safra não é lançado, o volume de desembolsos de crédito rural junto aos bancos cresceu 5,2%, para R$ 158,2 bilhões, no acumulado do ciclo 2018/19 (de julho a maio), que se encerra dia 30. O aumento chegou a ser de 25% na primeira metade da temporada em meio a um forte ritmo das contratações. À espera da nova safra, contudo, é natural que a procura diminua.

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Fonte: Valor Econômico

Proteína Animal

7. Cooperativa paulista Agrindus ganha prêmio social da Fundação Mapfre

A cooperativa paulista Agrindus foi escolhida a “Melhor Iniciativa Agropecuária nos Prêmios Sociais da Fundación Mapfre”, instituição sem fins lucrativos mantida pela seguradora espanhola. O prêmio é voltado a projetos no campo que se destacam “por serem inovadores e transformadores nos sistemas de produção e comercialização de seus produtos”.

Segundo a fundação, a cooperativa de Descalvado, cujo foco é a produção de leite, competiu com projetos de diversos países e receberá a premiação das mãos da Rainha Sofia da Espanha em cerimônia que será realizada em Madrid no dia 12.

A fundação informou que a Agrindus venceu a disputa com seu projeto de produção do leite A2A2, iniciado em 2018. “O produto é ordenhado de vacas holandesas (tipo A2), que fornecem leite tipo A com a proteína beta-caseína A2, em vez da beta-caseína A1 — responsável por causar desconfortos em pessoas com algum grau de intolerância”, explicou.

O resultado, informou, é uma bebida mais leve e de fácil digestão, evitando sintomas como náuseas ou dores abdominais. A cooperativa ainda oferece derivados lácteos, como uma linha de iogurtes.

A iniciativa também se destacou por ser sustentável dos pontos de vista trabalhista, social, de bem-estar animal e de logística de distribuição, que é online.

“Prezamos, em primeiro lugar, pela saúde dos animais e bem-estar de todos que estão à nossa volta, especialmente dos nossos profissionais. É primordial que o ciclo seja virtuoso e, por isso, para nós é tão essencial fazer produtos locais por famílias locais, respeitando todo o ecossistema”, diz Roberto Jank, presidente da Agrindus, em comunicado divulgado pela fundação.

“A Agrindus é uma empresa familiar administrada, neste momento, por três gerações unidas pelo propósito de tornar o nosso mundo um lugar melhor. É por isso que tê-los entre os vencedores mundiais é uma profunda satisfação", afirma, no mesmo comunicado, o CEO da Mapfre Brasil, Fernando Pérez-Serrabona.

Notícia na ítnegra

Fonte: Valor Econômico

8. Molina busca capital para fusão com BRF

O empresário Marcos Molina, principal acionista e presidente do conselho de administração da Marfrig, iniciou nesta semana conversas com potenciais interessados em algumas unidades da companhia, apurou o Valor. Em meio às negociações com a BRF, mirando uma fusão que criaria a quarta maior empresas de carnes do mundo, com faturamento da ordem de R$ 80 bilhões por ano, Molina estaria em busca de R$ 2 bilhões com as vendas de ativos.

Paralelamente, afirmam fontes consultadas pela reportagem, Molina também estaria em busca de uma linha de crédito para comprar mais ações após a criação da nova companhia e fortalecer sua posição acionária individual no resultado da fusão. Pelos termos atuais, ele terá 5,5%.

"Molina está no modo 'tudo ao mesmo tempo agora'. Ele quer assegurar que não terá obstáculos, de sua parte, para a fusão e que, na empresa resultante, terá posição relevante", descreveu uma fonte próxima à operação.

Quatro fontes afirmaram que Molina já ofereceu um ativo no Uruguai ao grupo chinês Fosun e tratou, em reunião preliminar, sobre a venda de plantas em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com dois grupos brasileiros. Um desses grupos seria a JBS. Nem Molina nem a Marfrig comentaram a informação. Procurada, a JBS não se manifestou, mas uma fonte ligada à companhia negou a informação. A Fosun não respondeu.

Segundo as fontes que chamaram a atenção para as conversas iniciadas por Molina, os recursos obtidos com a venda de ativos serviriam para compor o pagamento da "put" (opção de venda de ações) que os acionistas da americana National Beef tem com a Marfrig, sua controladora.

Uma das pessoas com conhecimento do assunto afirmou que Molina teria se comprometido com a BRF a solucionar a questão financeira da "put". Essas fontes dizem que a "put" pode ser exercida em caso de troca de controle da Marfrig - e, como na empresa resultante da fusão, a BRF terá a maior parte da composição de capital, configuraria essa mudança.

Esse capital seria uma garantia extra, uma vez que a companhia acredita que a cláusula será negociada e que os acionistas minoritários da National Beef terão interesse em ficar na nova companhia. "O Marcos diz que a 'put' não será disparada, porque ninguém vai assumir mais de 50% da Marfrig, e está confiante de que os sócios na National Beef vão gostar da fusão", disse um interlocutor do empresário.

A Marfrig anunciou a aquisição de 51% da National Beef em abril do ano passado, por cerca de US$ 1 bilhão. Com o negócio, tornou-se a segunda maior empresa de carne bovina do mundo, atrás da JBS e superando a também americana Tyson Foods. A "put" teria um valor semelhante, da ordem de US$ 1 bilhão, segundo uma fonte.

Também com esse propósito de garantia extra, o empresário teve conversas com bancos para obter uma linha de crédito no modelo stand by (que não necessariamente será utilizada), apurou o Valor. A conversa de Molina com bancos como Bradesco e J.P. Morgan , entre outros, tratam da linha stand by e de outra linha, que seria pessoal para Molina. O J.P. Morgan é também o assessor da Marfrig na fusão.

Os bancos não comentam informações sobre potenciais ou atuais clientes e, nesse caso, fontes próximas a Molina são taxativas: o empresário não procurou os bancos com essa intenção, ainda que vários deles tenham batido à sua porta.

Uma das fontes diz que o ideal, para o empresário, seria já ter mais ações da Marfrig, aproveitando o desconto de seu múltiplo em relação ao da BRF e de potencial múltiplo da nova companhia. Mas seria mais difícil obter crédito na situação atual, e mais fácil obter na consolidação da nova companhia.

"Fazer esse movimento antes da fusão sair seria simplesmente aumentar sua exposição à Marfrig, não faria sentido", complementa a fonte. Além disso, o empresário não poderia fazer esse movimento de aumento de participação na Marfrig com a negociação em andamento - o que descarta esse possibilidade.

Molina quer chegar a uma participação da ordem de 10% da nova empresa para ter uma posição confortável de influência no negócio, afirmaram duas pessoas que participam do processo.

Desde o anúncio das empresas sobre assinatura de memorando de entendimentos para potencial fusão, na quinta-feira passada, as ações da BRF caíram 5,5% e as ações da Marfrig caíram 2,8%.

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Fonte: Valor Econômico

9. Marfrig encerra atividades da unidade de Paranaíba (MS)

A Marfrig Global Foods encerrou as atividades da unidade de Paranaíba (MS). Em nota, a companhia afirmou que trata-se de uma "decisão estratégica", e que a empresa "cumpre rigorosamente todas as normas vigentes e mantém compromisso com a excelência operacional".

A unidade havia sido reaberta em 2017. O frigorífico não informou a capacidade de abates ou o número de funcionários do local.No momento, a Marfrig está em discussões com a BRF para uma possível fusão. Foi assinado um memorando de entendimentos válido por 90 dias, com possível extensão por mais 30 dias.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

Agroenergia

10. Câmbio leva Biosev a prejuízo no trimestre

O dólar voltou a ser um problema para os resultados da Biosev. Com um câmbio mais apreciado no 4º trimestre da safra 2018/19 (encerrado em março), a sucroalcooleira controlada da Louis Dreyfus Company (LDC) teve prejuízo de R$ 306,5 milhões no período.

Com isso, a Biosev encerrou mais uma temporada com um prejuízo líquido bilionário. Na safra 2018/19, a perda foi de R$ 1,2 bilhão - o oitavo resultado negativo consecutivo da companhia. Na safra anterior, o prejuízo foi maior, de R$ 1,3 bilhão.

A variação cambial foi determinante para o prejuízo do trimestre. Com a alta do dólar, que terminou o período 17% acima da cotação de um ano antes, o câmbio teve impacto contábil negativo de R$ 402,9 milhões. Sem isso, as despesas financeiras líquidas teriam sido menores (R$ 59,3 milhões). Na safra, a variação cambial pesou no balanço em mais de R$ 1 bilhão.

O desempenho operacional, por sua vez, foi afetado no trimestre pela piora do mercado de açúcar e pela inesperada queda dos preços do etanol no início do ano. "Esperávamos recuperação de preços em janeiro e fevereiro, mas só aconteceu em março", diz Juan José Blanchard, CEO da Biosev. Ele ressaltou, porém, que a companhia tem flexibilidade de alterar seu mix de produção quando mudanças no mercado ocorrem.

A menor necessidade de cumprir contratos de exportação de outras commodities também diminuiu o faturamento do trimestre. A receita líquida do trimestre caiu 35%, a R$ 1,3 bilhão, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cedeu 30%, a R$ 333,8 milhões.

No total da safra 2018/19, a receita líquida (excluindo a contabilidade de hedge) caiu 13%, para R$ 6,3 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 30%, para R$ 306,9 milhões. O desempenho foi afetado não apenas pela situação no mercado de açúcar como pela menor moagem de cana. Blanchard, porém, destacou que a Biosev continua seguindo seu plano de eficiência operacional e reduziu despesas, o que permitiu um Ebitda maior por unidade de produto mesmo com uma safra menor. A companhia processou 29,2 milhões de toneladas de cana na temporada, queda de 10%.

A Biosev encerrou a safra 2018/19 com uma dívida líquida R$ 1,3 bilhão maior do que um ano antes, totalizando R$ 4,6 bilhões. A alavancagem saiu de 2,1 vezes no fim da safra anterior para 3 vezes no fim da passada.

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Fonte: Valor Econômico

11. Ex-presidente da Atvos (então Odebrecht Agro) vai à Justiça cobrar dívida de R$ 28 milhões

Um executivo que integrou a cúpula da Odebrecht por mais de uma década decidiu recorrer à Justiça para cobrar do grupo uma dívida superior a R$ 28 milhões, no momento em que o conglomerado enfrenta a mais grave crise financeira de sua história.

Ex-presidente da petroquímica Braskem e da produtora de etanol Atvos, José Carlos Grubisich trabalhou para a Odebrecht de 2001 a 2012 e fez parte do pequeno grupo de executivos de confiança com direito a ações da Odebrecht Investimentos, a holding que controla as empresas do conglomerado.

O valor cobrado corresponde às duas últimas parcelas de um acerto que ele fez ao se desligar do grupo, quando vendeu suas ações aos controladores e aceitou que o pagamento fosse feito em seis parcelas anuais, no valor total de R$ 86 milhões. As ações de Grubisich representavam 0,5% do capital da holding.

De acordo com o relato feito por seus advogados à Justiça, o executivo não recebeu as prestações que deveriam ter sido pagas em 2016 e 2017 e discutiu o problema com dirigentes do conglomerado diversas vezes nos últimos anos, sem sucesso.

Em março do ano passado, Grubisich cobrou diretamente o patriarca da família que controla o grupo empresarial, Emílio Odebrecht, por email. Em resposta, Emílio disse que outros executivos tinham problemas semelhantes e tudo seria resolvido logo.

"Estamos com uma meta de solucionar e implementar todas as pendências junto aos nossos companheiros e ex-companheiros, principalmente, no que trata de rescisões, PLR [Participação nos Lucros e Resultados] etc., entre maio e junho [de 2018]", escreveu Emílio.

Segundo Grubisich, nada mais aconteceu desde então. Em abril deste ano, seus advogados enviaram à Odebrecht notificações por email, carta e telegrama, cobrando explicações e requisitando informações sobre as finanças da holding do grupo.

O executivo continuou sem resposta e protocolou uma ação na Justiça de São Paulo no dia 3 de maio, para que a Odebrecht seja obrigada a fornecer as informações que pediu. A mensagem que recebeu de Emílio e outros documentos foram anexados à ação.

Procurada pela Folha, a empresa não quis se manifestar sobre as alegações de Grubisich. "A Odebrecht não comenta assuntos relacionados a ex-integrantes", disse sua assessoria, por meio de nota. Grubisich não quis dar entrevista.

Conforme o acerto feito pelo executivo ao sair da Odebrecht, os pagamentos referentes às suas ações só seriam feitos se houvesse recursos em um fundo de liquidez criado pelos controladores do grupo para dar segurança a acionistas minoritários como ele.

Grubisich pediu à Odebrecht informações detalhadas sobre a situação financeira da holding, aportes feitos pelos controladores nesse fundo desde 2012 e despesas realizadas com o dinheiro, para saber se cumpriram as obrigações com os acionistas.

Os advogados do executivo dizem na ação que tomarão providências contra os controladores da holding se os aportes não tiverem sido feitos, ou se os recursos do fundo tiverem sido desviados para fins não previstos pelo acordo de acionistas da empresa.

Grubisich decidiu ir à Justiça em um momento delicado para a Odebrecht, em que o endividamento crescente das empresas do grupo tem alimentado pressões de bancos insatisfeitos com suas garantias.

A holding estuda a possibilidade de pedir recuperação judicial, em busca de proteção para negociar com os credores.

"Por conta do bom relacionamento do autor com o grupo Odebrecht, ele manteve a paciência necessária, aguardando que a ré fosse cumprir, de boa-fé, sua obrigação", diz a petição do executivo, assinada pelos advogados Walfrido Warde e José Luiz Bayeux Neto, ao justificar a decisão de recorrer à Justiça agora.

Grubisich trabalhou para a Odebrecht numa fase de acelerada expansão e saiu dois anos antes da deflagração da Operação Lava Jato, que expôs o grupo como centro de um gigantesco esquema de corrupção e o empurrou para a grave crise financeira atual.

O executivo liderou a consolidação dos ativos da Odebrecht no setor petroquímico e várias aquisições feitas após a formação da Braskem, e esteve à frente da produção de etanol nos anos em que o negócio ainda parecia promissor para a Odebrecht. A Atvos pediu recuperação judicial na semana passada.

Grubisich se desligou do grupo para presidir a Eldorado, indústria de celulose da família Batista, controladora da JBS, maior processadora de carnes do mundo. Ele deixou a Eldorado em 2017, quando os Batistas decidiram vendê-la à Paper Excellence.

O executivo tinha 1,96% das ações da Eldorado, vendeu sua parte ao grupo estrangeiro e embolsou cerca de R$ 150 milhões. Hoje, aos 62, ele investe em fazendas de gado e tenta atrair investidores para um fundo com foco em biotecnologia e no agronegócio.

Executivos da Odebrecht que se tornaram delatores quando a empresa resolveu colaborar com a Lava Jato sugeriram em depoimentos que Grubisich sabia da prática de corrupção no grupo, mas ele não foi alvo de nenhuma ação na Justiça por causa disso.

Chamado pela empresa a cooperar com as investigações em 2016, o executivo disse que não cometera nenhum crime e por isso não participaria do acordo com a Lava Jato, que envolveu 78 executivos, incluindo Emílio e seu filho, Marcelo Odebrecht.

No ano passado, o Ministério Público Federal acusou Grubisich de ter participado da negociação de propinas que o empresário Joesley Batista diz ter pago a políticos e ex-funcionários da Caixa Econômica Federal em troca de financiamentos obtidos pela Eldorado. Na época, o executivo negou as acusações.

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Fonte: Folha de S. Paulo/NovaCana

12. Raízen diversifica portfólio e inaugura primeira planta de energia solar

Raízen inaugurou na última terça-feira (4/6) sua primeira planta de energia solar, com capacidade de 1,3 megawatt. Instalada em sua unidade em Piracicaba (SP), o empreendimento deverá fornecer eletricidade a 18 postos de combustível Shell e outros parceiros da empresa, como transportadoras. Segundo Antônio Simões, diretor de energia da Raízen, um dos principais objetivos da empresa é diversificar as soluções do portfolio da empresa. “Boa parte do mundo e o Brasil caminham para a utilização cada vez maior de fontes de energia alternativas”, diz Simões. “Pretendemos aprender mais com o projeto piloto lançado hoje de energia solar”.

Foram instaladas 3.800 placas de energia solar em uma área de 40 mil metros quadrados ao lado da usina da Raízen em Piracicaba. A empresa, uma joint-venture da anglo-holandesa Shell e da Cosan, produz e comercializa etanol. Também gera biomassa a partir da cana de açúcar. A Raízen tem projetos de dar início à produção de energia a partir de linhaça a partir de 2020.

O modelo de consumo de energia solar produzida pela energia funciona de uma maneira um pouco diferente da convencional. Foram fechados contratos de aluguel com as empresas que se interessaram pela aquisição da energia. Cada uma delas poderá utilizar uma parte do ativo gerado. Segundo Simões, os clientes deverão ter uma redução de custo de até 10% por ano com energia.

Hoje, a Raízen possui 26 unidades de produção de açúcar, etanol e bioenergia. São gerados cerca de 2,5 bilhões de litros de etanol e 4,2 milhões toneladas de açúcar por meio da moagem de 73 milhões de toneladas de cana-de-açúcar realizadas por ano.

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Fonte: Revista Globo Rural

Grãos e Grandes Culturas

13. Atraso no plantio de milho nos EUA pode dar suporte a preço interno, avalia Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) avalia que o clima excessivamente úmido que atrasa o plantio da safra nos Estados Unidos poderá dar suporte aos preços do milho no mercado interno. "Com a expectativa de quebra da safra norte-americana, as exportações do grão brasileiro tendem a subir. Os números indicam que mais de 25 milhões de toneladas do grão já foram comercializados antecipadamente", disse a entidade, em nota.

O gerente de produtos agropecuários da Conab, Thomé Guth, disse, em palestra na 5ª Feira de Avicultura e Suinocultura Capixaba (Favesu), em Venda Nova do Imigrante (ES), que os produtores devem aproveitar o melhor momento para garantir o cereal e minimizar o impacto nos custos.

Em relação à soja, Guth avalia que as perspectivas para exportação são incertas. "Isso porque, embora a guerra comercial entre China e Estados Unidos ainda provoque forte demanda na produção brasileira, o país asiático enfrenta problemas com a peste suína africana, que registra diminuição no plantel e, consequentemente, a demanda pelo grão."

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Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

14. Arrozeiros querem acordo do Mercosul para abrir União Europeia

De acordo com informação da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), representantes da entidade estiveram nesta semana em Brasília para reunião no Ministério da Economia.Segundo o vice-presidente e presidente eleito da entidade, Alexandre Velho, um dos assuntos mais importantes envolve o Mercosul.

“Esse assunto está na pauta e existe um volume inicialmente de 150 mil toneladas de arroz incluído no acordo, e nós solicitamos que este volume seja de pelo menos 600 mil toneladas para que tenhamos condição de aumentar o volume exportado e abrir novos mercados com a União Europeia”, disse Alexandre Velho.

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Fonte: Canal Rural

15. México não pretende taxar milho dos EUA

O México não pretende incluir o milho em sua lista de produtos norte-americanos que podem ser afetados por tarifas de retaliação, segundo um relatório da Agência Reuters. No início desta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu aplicar uma primeira rodada de tarifas sobre todas as importações mexicanas na semana que vem, caso o presidente do México, Manual Lopez Obrador, não diminua o fluxo de imigrantes do México para os Estados Unidos.

Autoridades de ambos os lados se reuniram em 5 de junho para tentar chegar a um acordo que impediria uma guerra comercial entre os países vizinhos. O México é o principal mercado para o milho norte-americano, importando milhões de toneladas por ano, principalmente as importações de milho amarelo que utiliza para alimentar sua crescente indústria pecuária.

Ele então, tem olhado cada vez mais para o Brasil como fonte de milho, e um analista do setor disse à Reuters que importadores de milho recentemente encomendaram uma remessa de 35.000 toneladas do Brasil, o segundo maior produtor de milho do mundo atrás dos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USA), os norte-americanos exportaram US$ 19 bilhões em produtos agrícolas para o México em 2018.

Além de ser o principal mercado para o milho norte-americano, o México é o maior comprador de arroz dos EUA e também um grande comprador de soja e trigo. Os agricultores dos EUA já estão se recuperando da guerra comercial de quase um ano com a China, maior importadora mundial de soja, que impôs uma tarifa de 25% sobre a soja dos EUA em retaliação à decisão dos Estados Unidos de impor tarifas sobre alumínio e aço, entre outros. produtos.

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Fonte: Agrolink

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