Conjuntura do Agronegócio

1. Bolsonaro diz que quer manter relações comerciais com Irã

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, 7, que o Brasil pretende manter as relações comerciais com o Irã e afirmou que repudia o terrorismo. “Nós repudiamos o terrorismo em qualquer lugar do mundo e ponto final. Temos comércio com o Irã e vamos continuar esse comércio”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada.

Na semana passada, o governo brasileiro manifestou seu apoio “à luta contra o flagelo do terrorismo”. A nota do Ministério das Relações Exteriores foi divulgada um dia após a ação ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter matado Qassem Soleimani, principal general iraniano e considerado por muitos analistas como o segundo homem mais poderoso do governo iraniano. O ataque ocorreu nas proximidades do Aeroporto de Bagdá, capital do Iraque. O Itamaraty, entretanto, não comentou a morte do general iraniano, mas condenou o ataque à embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, ocorrido dias antes.

Nesta semana, o Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou os representantes diplomáticos brasileiros a comparecerem à chancelaria iraniana para explicar o teor da nota. A convocação foi atendida pela encarregada de Negócios do Brasil em Teerã, Maria Cristina Lopes.

Bolsonaro também disse nesta terça-feira que vai conversar com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sobre a possibilidade de pedir uma reunião com os diplomatas iranianos no Brasil. Para o presidente, o governo tem que ter a capacidade de se antecipar a problemas.

No final da manhã, Bolsonaro esteve reunido com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e com os comandantes das Forças Armadas, no Ministério da Defesa. Em conversa rápida com jornalistas depois da reunião, Azevedo disse que a pauta do encontro foi aberta e que conversaram sobre a conjuntura internacional, regional e nacional, mas não especificou o que foi tratado sobre as relações com o Irã.

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Fonte: Agência Brasil/Canal Rural

2. Estudo mostra que exportações do agronegócio já são taxadas

Tem sido cogitada a volta da taxação das exportações do agronegócio. No entanto, estudos realizados por pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que as exportações do agronegócio já vêm sendo taxadas fortemente. Trata-se da taxação cambial.

Segundo cálculos do Cepea, de 2000 a 2019, os preços em dólares dos produtos exportados pelo agronegócio cresceram 53%, mas, quando internalizados pela taxa real de câmbio, diminuíram 25%. Mesmo assim, o volume exportado foi multiplicado por 4,54.

Nesse cenário, o Faturamento do País com as Exportações do Agronegócio (FPEA) passou de R$ 151 bilhões em 2000 para R$ 704 bilhões em 2019 (até setembro), enquanto o Faturamento do Agronegócio com essas Exportações (FAE) passou de R$ 151 bilhões para R$ 386 bilhões. Cálculos do Cepea mostram que, logo, as Perdas Cambiais do Agronegócio com Exportações (PCAE) somaram R$ 4,3 trilhões em valores de setembro de 2019.

Trata-se de um imposto de 44% sobre o faturamento das exportações do agronegócio. A taxação cambial subiu de 4% em 2004 a 63% em 2011, ficando em 45% atualmente. Isso só tem sido possível porque a produtividade do agronegócio reduz custos.

Pesquisadores do Cepea destacam que o ponto focal desta análise não é, de forma alguma, que o agronegócio pleiteia uma “política cambial” que desvalorize o câmbio real, mas, sim, que não se crie uma taxação fiscal que aumente a carga substancial de taxação cambial que já recai sobre o setor. Como opera em concorrência, o agronegócio produz no limite em que custos médios e marginais e preços se aproximam num equilíbrio delicado proporcionado pela produtividade crescente derivada dos investimentos públicos e privados em inovações e, portanto, em tecnologia aplicada no campo brasileiro.

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Fonte: Cepea/Notícias Agrícolas

3. Setor agropecuário goiano exporta mais de cinco bilhões de dólares, em 2019

Dados divulgados pelo sistema Comex Stat do Ministério da Economia na segunda-feira, 6 de janeiro, referentes à balança comercial do mês de dezembro de 2019, mostram que houve superávit de U$ 319.777.176,00, sendo US$ 574.627.978,00 exportados e US$ 254.850.802,00 em importações. No acumulado de janeiro a dezembro, o superávit foi de U$ 3.459.269.399,00, sendo US$ 7.043.547.265,00 em exportações e US$ 3.584.277.866,00 em importações. Nesse acumulado, a participação do agro foi de 76% das exportações totais, representando US$ 5.352.940.629,00.

No acumulado de janeiro a dezembro, em comparação a 2018, em toneladas líquidas, os destaques ficam por conta do milho, com aumento de 186% (total exportado de US$ 808.180.366,00); álcool etílico, com aumento de 112,6% (total exportado de US$ 32.166.483,00); e o setor de lácteos, com aumento de 68% (total exportado de US$ 888.542,00). O milho também aumentou sua participação nas exportações goianas, de 3,9% em 2018 para 11,5,% em 2019.

Para o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, os dados superavitários e a boa participação do agro na balança reforçam como o setor cresceu ao longo do ano, conseguindo se manter forte e, ainda, diversificando a sua pauta. “Goiás tem se destacado nacionalmente quanto às exportações e o agro tem dado sua contribuição com volumes significativos exportados, que se traduzem em mais força para a economia do Estado. Temos a certeza de que 2020 não será diferente e vamos continuar trabalhando, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, para avançarmos ainda mais nesses resultados”, salientou.

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Fonte: Seapa/GO/Notícias Agrícolas

Insumos

4. Tarpon eleva participação na Kepler Weber para 25,08%

A gaúcha Kepler Weber, uma das maiores fabricantes de equipamentos para armazenagem de grãos do país, informou na sexta-feira, em comunicado ao mercado, que a gestora de recursos Tarpon elevou de 24,57% para 25,08% a participação em seu capital.

Embora as ações da Kepler Weber tenham praticamente dobrado de valor depois da mudança de composição que marcou a redução de 17,47 para 0,09% da fatia da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e o ganho de relevância da Tarpon em seu grupo de acionistas, a empresa ainda enfrenta desafios para melhorar seus resultados, o que poderá acontecer com as boas perspectivas para a produção brasileira de grãos nesta safra 2019/20.

No terceiro trimestre do ano passado, a empresa registrou receita líquida de R$ 149,5 milhões, 10% menos que em igual intervalo de 2018. Mesmo assim, nos nove primeiros meses de 2019 a receita chegou a R$ 404,1 milhões, um aumento de 5,7% ante o mesmo período do ano anterior.

No terceiro trimestre, a Kapler Weber teve lucro líquido de R$ 15,9 milhões, quase quatro vezes maior que um ano antes. De janeiro a setembro, contudo, houve queda de 4,1%, para R$ 16,5 milhões.

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Fonte: Valor Econômico

5. Pesquisas ficam mais caras, e preços aumentam

Mais eficientes, os agrotóxicos vendidos no Brasil estão também mais caros. E, em boa medida, a alta de preços é resultado do maior custo para o desenvolvimento de novos produtos, segundo os fabricantes.

Sergi Vizoso, vice-presidente sênior da divisão de Soluções para Agricultura da alemã Basf na América Latina, lembra que o custo para o desenvolvimento de novas moléculas mais do que dobrou nos últimos 20 anos, de € 120 milhões, em média, para € 250 milhões, o que obrigou as empresas a repassarem parte da conta aos produtores.

“As exigências das autoridades aumentaram, as pesquisas demandam mais estudos e o registro desses produtos leva tempo”, argumenta o executivo. O modelo do negócio contempla a queda de uma patente em 20 anos e, nesse período, “a indústria tem que se retroalimentar, porque a pesquisa é o que move a inovação”, diz ele.

Como outras concorrentes do segmento, a Basf investe quase 15% do seu faturamento anual em pesquisa e desenvolvimento - em 2019, foram cerca de € 900 milhões. Segundo Vizoso, o objetivo é manter no portfólio pelo menos um terço de produtos novos, lançados a menos de cinco anos.

“Se antes o agricultor focava muito no preço do produto, hoje se atem mais ao custo total da solução. Ele olha uma combinação de produtos, às vezes misturados, às vezes sequenciais e, por isso é tão difícil avaliar um produto isoladamente”.

André Savino, diretor de marketing da Syngenta, companhia de origem suíça controlada pela chinesa ChemChina, afirma que a empresa está preocupada com a sustentabilidade, mas também com o preço. Assim, busca lançar produtos com bom custo-benefício.

“Na hora da conta é preciso considerar mais do que o preço em si. Um remédio para dor de cabeça que proporciona mais tempo de controle pode sair mais barato do que aquele que vai exigir mais doses”.

Com o uso de tecnologias digitais, a expectativa também é que o número de aplicações de agrotóxicos diminua, barateando seu custo total para o produtor, que hoje gira em torno de 15% a 30% dos gastos dentro da porteira, a depender da cultura. “O digital, por si só, já vai reduzir custos, ao direcionar as aplicações dentro das propriedades e indicar os alvos”, diz Savino.

Além disso, afirma, um manejo consciente, que inclui a rotação de princípios ativos, é fundamental para o controle de preço. “Quanto melhor utilizada a tecnologia for, mais longeva ela será, diminuindo a necessidade de registro de novos produtos mais eficientes e mais caros”, afirmou. A Syngenta investe cerca de 10% de seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento.

Para Gerhard Bohne, presidente da divisão agrícola da alemã Bayer no Brasil, os investimentos no segmento de defensivos não podem parar, e a concorrência dos genéricos, “que têm cada vez com mais qualidade”, incentiva empresas com foco no desenvolvimento de moléculas a continuarem inovando. Segundo ele, o setor de traits (biotecnologias) é outra frente que cresce e concorre mesmo com os defensivos, ao embutir tecnologias de proteção a pragas em sementes.

Ano a ano, a Bayer aloca em torno de 11% da sua receita em pesquisa, o equivalente a € 2,4 bilhões de euros. O montante permite que cerca de dois terços da vitrine da companhia seja composta de produtos com patente e um terço de genéricos - um deles o glifosato, o defensivo mais vendido do mundo, sob a marca Roundup Ready.

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Fonte: Valor Econômico

6. Investimentos puxam contratação de crédito

Produtores contrataram R$ 108,45 bilhões em crédito rural no país nos primeiros seis meses do Plano Safra 2019/20 (julho a dezembro do ano passado), quase metade de todo o dinheiro disponível nos bancos para financiar a atividade agropecuária na atual temporada. O montante foi 7% superior ao do mesmo período do ciclo passado.

Alimentadas com mais recursos a juros livres e participação mais forte de bancos privados, as linhas voltadas a investimentos e industrialização tiveram as altas mais expressivas no período - 18,9% e 72,4%, respectivamente. Mas, apesar do avanço geral, houve queda nos desembolsos em linhas importantes de investimentos, como o Moderfrota (28%). Nas operações de comercialização, o recuo foi de 20%. Os financiamentos de custeio alcançaram R$ 61,3 bilhões, aumento de quase 5% em relação aos primeiros seis meses da temporada 2018/19. Desses, quase R$ 9 bilhões foram para a agricultura familiar.

Liderados pelo Banco do Brasil, os bancos públicos mantiveram o patamar de desembolsos e responderam por R$ 56 bilhões dos R$ 108 bilhões liberados de julho a dezembro de 2019. Garantiram, assim, a dianteira nesse mercado, com fatia de 51,7%. Mas nos seis primeiros meses do ciclo 2018/19, a parcela foi maior, de 54%. No caso do BB, onde as contratações foram R$ 400 milhões menores no período, a participação caiu de 44% para 40%.

Parte do espaço foi ocupado pelos bancos privados. O valor acessado nessas instituições cresceu 13%, para R$ 31 bilhões, e a participação conjunta dessas instituições no mercado passou a ser de 28%. Nesse rol, o destaque dos primeiros seis meses da safra foi o Bradesco, cujos desembolsos cresceram quase 19%, para R$ 8,2 bilhões, ou 7,5% do total.

Cooperativas de crédito aumentaram as liberações em 12% e as sociedades de crédito, em 19%, e o protagonismo do setor privado como um todo se reflete nas origens dos recursos usados para custear a safra. A participação das fontes não controladas foi de 22,7% para 24,2% de julho a dezembro do ano passado. Já a fatia dos recursos com juros controlados caiu de 77,2% para 75,7%.

Os recursos obrigatórios - provenientes dos depósitos à vista -, que não são equalizados, ainda foram a principal fonte de financiamentos, com mais de R$ 30,3 bilhões, seguidos pela poupança rural (cujos empréstimos são equalizados), com R$ 29 bilhões.

Mas o maior avanço na primeira metade da safra 2019/20 foi registrado no acesso aos financiamentos com recursos livres: 12,5%. As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) se mantiveram em alta e se consolidaram como a terceira maior fonte de empréstimos, com R$ 15,2 bilhões.

A estratégia anunciada pelo Ministério da Agricultura para privilegiar pequenos e médios produtores funcionou na primeira metade da safra. O acesso ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura) aumentou quase 18%, para R$ 17,8 bilhões. No Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor), os resultados foram ainda melhores: crescimento de 37,6%, para R$ 15,6 bilhões.

Segundo os dados do Banco Central, mais de 53% dos R$ 53,4 bilhões destinados para investimentos na temporada 2019/20 já foram contratados. A demanda está tão forte que o Tesouro autorizou o remanejamento de recursos equalizáveis para linhas que já davam sinais de esgotamento nos primeiros meses da safra, conforme informou o Valor. O Banco do Brasil vai operar algumas delas com recursos próprios, mas com prazos e juros iguais aos subvencionados.

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Fonte: Valor Econômico

Proteína Animal

7. Exportações brasileira de carne suína bateram recorde em 2019

Estimuladas sobretudo pela aquecida demanda da China, as exportações de carne suína do Brasil registraram forte crescimento em dezembro e bateram um novo recorde histórico em 2019.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques somaram 76 mil toneladas em dezembro, 35,1% mais que no mesmo mês de 2018, e chegaram a 750,3 mil toneladas em 2019, um crescimento de 16,2% ante o ano anterior.

Em virtude da epidemia de peste suína africana que já reduziu de forma expressiva seu plantel de porcos, a China importou do Brasil 248,8 mil toneladas no ano passado, 61% mais que em 2018 e maior volume entre todos os destinos. O Vietnã, que também enfrenta problemas com a peste, comprou 13,5 mil toneladas, um aumento de 82,6% na mesma comparação.

Conforme a entidade, com a receita de US$ 183,6 milhões de dezembro o valor total dos embarques brasileiros de carne suína atingiu US$ 1,6 bilhão no ano passado, 31,9% mais que em 2018.

“A crise sanitária na Ásia reconfigurou o comércio internacional de proteína animal. A China, que foi a maior afetada, ampliou sua capacidade de importação de carne suína brasileira com a habilitação de novas plantas em novembro de 2019. Esse é um dos fatores que devem favorecer o aumento das vendas brasileiras em 2020”, afirma Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA, em comunicado.

Conforme a entidade, na América do Sul o Uruguai foi o principal mercado para as exportações do Brasil, com 40,48 mil toneladas em 2019, volume 12,8% maior que o de 2018. No Leste Europeu, o destaque foi a Rússia, que importou 35,28 mil toneladas.

Notícia na ítnegra

Fonte: Valor Econômico

8. Exportações de carne bovina bateram recorde em 2019

As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde no ano passado, confirmou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), em nota. Em 2019, a receita com os embarques de carne atingiu US$ 7,59 bilhões, aumento de 15,5%.

Em volume, as exportações somaram 1,87 milhões de toneladas, crescimento de 12,4%, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Abiec.

A China, que sofre com uma epidemia de peste suína africana, foi a principal responsável pelo resultados das exportações no ano passado. O país asiático é maior comprador do produto. No período, os chineses representaram 26,7% do total (494 mil toneladas). O faturamento das exportações à China cresceu 80%, a US$ 2,67 bilhões.

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Fonte: Valor Econômico

9. Cooperativas elevam oferta de carne de frango no RS

Duas cooperativas gaúchas, a Dália Alimentos e a Languiru, vão acionar neste início de 2020 novas linhas de produção de carne de frango. A partir de investimentos de R$ 260 milhões, os projetos vão aumentar em 9,5% a capacidade instalada da indústria de aves no Rio Grande do Sul, que hoje é de 2,9 milhões de abates por dia, segundo a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

O início das novas operações acontece num momento de otimismo no segmento de carnes, provocado pelos aumentos de demanda e preços derivados do crescimento das importações de proteínas animais pela China, que encara uma epidemia de peste suína africana que reduziu seu plantel de porcos.

Quando começaram a investir nas novas linhas, no início do ano passado, as cooperativas ainda não tinham a dimensão do impacto que a crise chinesa teria no mercado. A Dália, que até agora se concentrava na produção de carne suína e lácteos, decidiu diversificar para oferecer mais uma opção de renda a seus 3,1 mil associados e apostava na recuperação da economia brasileira para colher bons resultados.

Já a Languiru, que está há quatro anos em processo de habilitação para exportar à China, precisava de mais capacidade para absorver a oferta de animais dos produtores. Depois de atirarem no que viram e acertarem no que não viram, as duas festejam a conjuntura favorável.

Conforme o diretor-executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, as expansões no segmento devem-se à tendência de aumento global do consumo de frango nos últimos anos, reforçada mais recentemente pelo crescimento da demanda chinesa e pela disparada dos preços da carne bovina no Brasil.

O Rio Grande do Sul é o terceiro maior Estado produtor de aves do país, atrás de Paraná e Santa Catarina, e fechou 2019 com pouco menos de 833 milhões de animais abatidos, quase 5% acima de 2018, segundo a associação. Para 2020, a Asgav projeta novo avanço, de 4% a 5%, em linha com a previsão da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para todo o país.

“Iniciamos o investimento antes da peste suína, mas acabamos acertando em cheio”, diz o presidente da Languiru, Dirceu Bayer, em relação ao prazo da duplicação da capacidade, de 110 mil para 220 mil aves por dia, que será concluída em março depois de um aporte de R$ 60 milhões no frigorífico localizado em Westfália, município a 10 quilômetros da sede da cooperativa, em Teutônia.

“Só precisamos agregar alguns equipamentos, principalmente um novo túnel de congelamento”, explica. No início, a unidade vai operar num ritmo de 145 mil abates diários. O pico da produção deverá ser alcançado num período de três ou quatro anos, prevê Bayer. O projeto foi financiado pelo Banco do Brasil.

Conforme o dirigente, enquanto a Languiru espera ser habilitada pelas autoridades sanitárias chinesas, continuará exportando para Oriente Médio, Leste Europeu, América Central e África, principalmente. Com 6 mil associados, a cooperativa registrou receita bruta de cerca de R$ 1,5 bilhão no ano passado, ante R$ 1,3 bilhão em 2018, e deverá chegar a R$ 1,8 bilhão em 2020 com a ajuda da expansão da linha de aves. A ampliação do frigorífico em Westfália também levará à contratação de 120 pessoas, que se somarão aos 3 mil funcionários atuais.

O projeto da Dália exigiu um investimento maior, de R$ 200 milhões, pois partiu do zero e incluiu a construção de um frigorífico com capacidade para 165 mil abates diários em três turnos, uma fábrica de farinha de origem animal e uma indústria de rações em Arroio do Meio, a 23 quilômetros da matriz, em Encantado.

Também foram implantados um incubatório, uma granja de matrizes e condomínios para a produção dos frangos de corte em vários municípios da região. A cooperativa arcou com 55% do total investido, e o restante correspondeu aos aportes dos associados na granja de matrizes e nos condomínios para criação das aves.

Financiado pelo Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e pelo banco cooperativo Sicredi, o projeto começou a ser planejado em 2016, em plena crise econômica no país, para estimular uma nova atividade compatível com tamanho médio das propriedades dos associados (entre 10 e 12 hectares de área total), lembra o presidente Carlos Alberto de Figueiredo Freitas. “Agora, a peste suína na China fez com que o mercado ficasse muito melhor. Foi sorte”.

O novo frigorífico começará a operar este ano e deverá chegar à metade de 2020 com 55 mil abates diários em um turno de trabalho - mas o volume deverá crescer junto com a capacidade de fornecimento de aves pelos produtores.

A estimativa inicial, conforme Freitas, é implantar o segundo turno em quatro anos e o terceiro, em mais seis anos. De 60% a 70% da produção tende a ficar no mercado interno, enquanto as vendas externas de carne de frango deverão seguir inicialmente o mesmo caminho dos produtos suínos, que já são exportados pela cooperativa para mais de 20 países, incluindo Hong Kong, Taiwan, África do Sul e Uruguai.

Sem contar as 350 pessoas que serão contratadas para o início das operações das novas unidades, a Dália tem 2,4 mil funcionários e faturou R$ 1,3 bilhão em 2019, 18% a mais do que no ano passado. Para 2020, com a ajuda da nova linha, a previsão é chegar a R$ 1,5 bilhão.

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Fonte: Valor Econômico

Agroenergia

10. ANP publica metas preliminares das distribuidoras para o RenovaBio em 2020

No último 20 de dezembro, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou as metas preliminares de redução de emissão de gases do efeito estufa que as distribuidoras devem cumprir dentro do programa RenovaBio em 2020. Para o cálculo, os números consideraram o período de janeiro a outubro de 2019, conforme estabelecido no art. 4º da Resolução ANP nº 791, de 2019.

Mas as metas ainda não são definitivas; estas serão publicadas mais adiante, até 31 de março. A quantidade preliminar de CBios a serem adquiridos, 28,7 milhões, foi calculada com base na meta compulsória anual definida pela Resolução CNPE Nº 15, de 2019, para o ano de 2020.

Individualmente, as metas foram estabelecidas com base nos dados de movimentação de combustíveis fósseis informados no Sistema de Informações de Movimentações de Produtos (SIMP), nos termos da Resolução ANP nº 729, de 2018, considerando o período determinado.

A lista elenca 134 distribuidoras de biocombustíveis, sendo que a que possui a maior meta é a Petrobras, já que detém 27,41% do mercado. Assim, a empresa deverá adquirir 7,86 milhões de CBios em 2020, o que correspondeu a 53,69 milhões de toneladas de carbono equivalente mitigadas.

Em seguida, o grupo Ipiranga possui a meta de 5,70 milhões de CBios. A empresa abarca 19,87% do mercado de distribuição de biocombustíveis. Já a Raízen distribuidora deverá cumprir com a aquisição de 5,13 milhões de CBios, graças à sua participação de 17,89%. E a Alesat, com a aquisição de 970,6 mil créditos.

A distribuidora com menor meta é a Jacar, devendo adquirir apenas 2 CBios.

Apesar destas definições preliminares, ainda não se sabe como os ativos serão comercializados, uma vez que a parte de escrituração e a subsequente comercialização ainda não foram definidas e divulgadas.

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Fonte: NovaCana

11. Grupo de investidores anuncia construção de usina de etanol de milho avaliada em quase meio bilhão

Um grupo de investidores anunciou o investimento de quase R$ 500 milhões na região de Cerejeiras na segunda metade deste ano de 2020. O investimento será na construção de uma usina de etanol no município de Cerejeiras.

Com um investimento estimado em R$ 425 milhões, a indústria será projetada para processar 1.500 toneladas de milho por dia, sendo 525 toneladas do cereal ao ano.

A indústria fabricará etanol, farelo e óleo, tudo tendo o milho como matéria-prima.

Segundo estimativas dos investidores da indústria, existem cerca de 120 mil hectares de milho na região de Cerejeiras. No início, a indústria vai processar apenas um quarto desta área, ou seja, cerca de 40 mil hectares de milho ao ano.

O diretor do grupo de investidores, Eduardo Garcia, afirmou, em nota ao FOLHA DO SUL ON LINE, que a indústria vai trazer benefício para a região de Cerejeiras, o maior polo de produção de milho em Rondônia. “Vamos gerar cerca de 1.500 empregos diretos durante a obra e cerca de 200 quando a empresa estiver funcionando, além de fomentar a criação de mil empregos indiretos”, disse o diretor.

A obra começará a ser construída em abril deste ano. O terreno para a obra já foi adquirido em Cerejeiras. A usina terá investimento à vista, sem financiamentos bancários.

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Fonte: Folha do Sul/NovaCana

12. Fornecedores viram usineiros com R$ 100 milhões e Ener Sugar abre em abril

A Ener Sugar terá a programação do mix definida até o fim de fevereiro. Até lá, seus acionistas, fornecedores que virarão usineiros, seguem acelerando as obras de restauração da unidade, orçada em R$ 100 milhões, à espera de uma melhor clareza dos preços do açúcar e do etanol.

Mas já estão negociando 250 mil toneladas de cana com os produtores.

A Ener Sugar é a antiga Usina Pau D’Alho, em Ibirarema, na região de Assis (SP), massa falida adquirida por Sylvio Ribeiro do Valle e pelos irmãos Finotti, Dorival e Dirceu. Eles não recorreram a bancos e estão despejando recursos próprios, além de uma parte que virá de investidores, que deverão ser anunciados proximamente. A diretoria executiva ainda vai ser anunciada igualmente.

Ribeiro do Valle prefere não detalhar a composição acionária, “até porque ela é complexa, entre três empresas (dos sócios), envolvendo a indústria (a usina) e a parte agrícola (dos três, mais os 3 mil hectares alienados dos antigos proprietários), além os investidores”.

“Pra valer”

Money Times adiantou antes um pouco dessa história que começou em 2017. Desde então, aparadas as arestas com alguns credores, “agora é para valer e nossa data-alvo de início de moagem é 2 de abril”, afirma o também presidente da Associação dos Fornecedores e Plantadores de Cana da Média Sorocabana (Assocana). Dez equipes de empreiteiros estão na unidade.

A caldeira é que demanda maior esforço e recursos na sua modernização.

A mais nova usina que vai entrar em funcionamento no Brasil, portanto, começará junto com a abertura oficial da safra 20/21 do Centro-Sul, e moerá 1 milhão de toneladas no primeiro ano, das 2,2 milhões de capacidade instalada.

A configuração da Ener Sugar é para 900 toneladas/dia de açúcar e 600 m3 de etanol/dia. E Sylvio Ribeiro do Valle e os sócios vão esperar até final de fevereiro para a decisão de qual chave será mais acionada, em um novo ciclo que ainda se mostra com tendência mais alcooleiro e de preços achatados do açúcar.

Cogeração

A cogeração de energia elétrica independe do mix. Bagaço é um só. São 33 MW/hora de capacidade e as instalações estão em boas condições. Os contratos de exportação para o sistema elétrico já foram renegociados com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

À parte os mil empregos diretos e indiretos que vão ser gerados, Ribeiro do Valle explica que a cana que vão precisar de terceiros será paga acima do Consecana – colegiado que define os preços em ATR (total de açúcares recuperáveis) e sempre contestado pelos produtores diante da pressão das usinas.

Ele e os irmão Finotti possuem 3 mil hectares de cana, estão plantando mais 1,2 mil (nas terras alienadas), vão entrar com 750 mil/t de cana na 1ª safra e as 250 mil/t que virão do mercado local serão, portanto, dos associados da Assocana.

A Raízen, joint-venture entre a Cosan (CSAN3) e a Shell, e a Cocal, de Paraguaçu Paulista, e a Raízen e a Água Bonita, de Tarumã, terão agora um pequeno concorrente novo pela cana da região.

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Fonte: Valor Econômico

Grãos e Grandes Culturas

13. China não elevará cotas para importar milho, trigo e arroz com tarifas menores

A China não elevará sua cota anual de importação com tarifas reduzidas, de 1%, para compras de milho, trigo e arroz a fim de acomodar um volume maior de aquisições de produtos agrícolas americanos, informou a agência Reuters.

Segundo a agência, Han Jun, vice-ministro de agricultura do país, expressou o desejo da China de proteger seus agricultores num cenário de pressão pelo aumento, da ordem de bilhões de dólares, da compra de produtos agrícolas americanos para acalmar os ânimos da guerra comercial entre Washington e Pequim. Ele lembrou que as importações de grãos pela China têm ficado bem abaixo dos níveis da cota nos últimos anos.

As cotas anuais da China são de 9,64 milhões de toneladas de trigo, 7,2 milhões de toneladas de milho e 5,32 milhões de toneladas de arroz.

A soja, que não é coberta pelas cotas de grãos, representava mais da metade dascompras agrícolas chinesas vindas dos EUA antes da guerra comercial.

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Fonte: Valor Econômico

14. Margarita Louis-Dreyfus mostra sua força

Margarita Louis-Dreyfus pagou US$ 825 milhões a membros da família por uma participação na companhia de agronegócios que carrega seu sobrenome. Um documento da empresa também mostra que a herdeira, nascida na Rússia, tomou emprestado US$ 1 bilhão no Credit Suisse para financiar a compra e usou sua participação de controle na multinacional como garantia no empréstimo.

A Louis Dreyfus Holding BV (LDHBV) é a controladora da Louis Dreyfus Company (LDC), uma das maiores tradings de produtos agrícolas e gêneros alimentícios do mundo. O contrato de penhor de ações, que foi revelado no balanço anual da Akira - o fundo de investimentos da família de Margarita Louis-Dreyfus, registrado na Holanda -, significa que o Credit Suisse poderá, em tese, assumir o controle da LDC se Margarita não pagar ou refinanciar o empréstimo.

“Por volta de 25 de janeiro de 2019, a companhia tomou emprestado US$ 1,03 bilhão do Crédit Suisse (Suíça)”, informou a Akira. “Em antecipação ao empréstimos desses recursos, a LDC prometeu transferir todas as suas ações na LDHBV para o Credit Suisse”.

Margarita Louis-Dreyfus assumiu o controle da LDC em 2009, após a morte de seu marido, Robert-Louis Dreyfus, e desde então aumentou gradualmente seu controle na companhia. Após anos de intensa disputa jurídica, ela finalmente acertou a compra das participações dos membros restantes da família em dezembro de 2018, e adquiriu uma fatia de 16,6% por US$ 825 milhões.

Margarita Louis-Dreyfus nunca revelou como a aquisição foi financiada, mas rebateu acusações de que vinha pressionando sua empresa por resultados melhores para cumprir com o serviço de empréstimos. Sua participação na LDHBV está agora em 96%. “Temos um plano de pagamento [do empréstimo] muito sólido que, de maneira alguma, prejudica os negócios”, afirmou ela ao Financial Times em 2018.

Na prestação de contas anual, a Akira disse que recebeu um dividendo de US$ 241,3 milhões da LDHBV em março de 2019. Também mostrou um empréstimo de US$ 440 milhões - também contraído junto ao Credit Suisse - com vencimento em novembro de 2019, mas não informou se ele foi pago ou refinanciado.

As notícias do contrato de penhor de ações e dos dividendos vem depois de um ano difícil para a LDC, que recentemente lançou um programa de corte de custos em resposta a condições de mercado difíceis.

As incertezas criadas pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, a propagação da peste suína africana na China e em outros países da Ásia e o clima cada vez mais errático tornou a vida muito difícil para a LDC e seus pares, grupo que inclui as americanas Archer Daniels Midland (ADM), Bunge e Cargill.

No primeiro semestre do ano passado, a LDC informou que obteve lucro operacional de US$ 73 milhões, menos que os US$ 91 milhões registrados no mesmo período de 2018. Na ocasião, seu presidente-executivo, Ian McIntosh, disse que as coisas não iriam melhorar no curto prazo.

No mês passado, a companhia anunciou novas mudanças na cúpula administrativa, e Patrick Treuer, um confidente de Margarita Louis-Dreyfus, foi nomeado diretor financeiro. Os detalhes da operação foram anunciados em primeira-mão pela Bloomberg.

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Fonte: Financial Times/Valor Econômico

15. Lucro global da Cargill subiu 61% no 2º trimestre do exercício

A americana Cargill, uma das maiores companhias de agronegócios do mundo, encerrou o segundo trimestre de seu ano fiscal de 2020, em 30 de novembro de 2019, com lucro líquido global de US$ 1,19 bilhão. O resultado foi 61% maior que o registrado no mesmo trimestre do exercício anterior, turbinado pela venda da participação da empresa no fundo CarVal Investors.

O lucro operacional ajustado cresceu 19% na mesma comparação, para US$ 1,02 bilhão, e a receita teve incremento de 4%, para US$ 29,2 bilhões.

A melhora dos resultados operacionais foi garantida pelo crescimento das vendas nos negócios de proteína e nutrição animal e de serviços industriais e financeiros. No primeiro caso, o desempenho foi favorecido pelo momento positivo para o mercado de carnes com o surto de peste suína africana na Ásia.

A Cargill beneficiou-se deste momento após recentes aquisições, investimentos e transformações internas no negócio de nutrição animal e de aves.

“Nós vimos uma execução muito boa de nossas equipes globais ao longo do trimestre, dado que eles se focaram em entregar o que importa para nossos clientes”, ressaltou Dave MacLennan, CEO e presidente do conselho da Cargill, em nota.

A companhia informou que se antecipou às mudanças de regras para a navegação marítima internacional que começam a valer neste ano, o que beneficiou o negócio de transportes.

Por outro lado, a Cargill continuou a sentir os impactos negativos das incertezas comerciais entre Estados Unidos e China e problemas climáticos na América do Norte em alguns negócios de originação e processamento.

A multinacional também destacou que várias linhas de produtos globais de ingredientes alimentares tiveram resultados mais fracos, como adoçantes e amidos na Europa e no Brasil e óleos comestíveis na América do Sul. No caso das vendas de cacau e chocolate, os resultados ficaram estáveis.

Em novembro, a Cargill começou a produzir em escala comercial, por meio de sua joint venture com a holandesa DSM, o adoçante feito a partir da planta estévia EverSweet, sem calorias, na fábrica da companhia em Nebraska. A produção é feita com fermentação de moléculas específicas da folha de estévia e demanda muito menos matéria-prima. O adoçante é voltado para a indústria de alimentos e bebidas.

A companhia também aproveitou a divulgação dos resultados para anunciar que, em dezembro, adotou a meta de reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 30% até 2030, mantendo a meta anterior de reduzir as emissões em 10% até 2025.

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Fonte: Valor Econômico

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