Conjuntura do Agronegócio

1. Preços agropecuários em São Paulo subiram 3,6% em março

O índice que mede a variação dos preços recebidos pelos produtores agropecuários paulistas (IqPR) registrou elevação de 3,62% em março, na comparação com o mês anterior, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

“Após altas sucessivas, os indicadores apresentaram um arrefecimento entre a terceira e quarta semanas de março, o que indica uma desaceleração que pode estar dando margem para reajustes menores ou mesmo variações negativas para o mês de abril”, afirmaram, em nota, Danton Bini e Eder Pinatti, pesquisadores do IEA.

O IqPR-V (grupo de produtos de origem vegetal) contribuiu com um reajuste de 3,31% em março, e o IqPR-A (produtos de origem animal) subiu de forma mais intensa ao atingir variação positiva de 4,3%.

A maioria dos produtos que compõem o IqPR-V apresentou alta, com destaque para banana nanica (61,6%), tomate para mesa (59,6%) e ovos (6,3%). O mesmo ocorreu com o IqPR-A, com destaque para carne suína (11,3%) e carne de frango (10%).

Dos 19 produtos acompanhados, somente cinco apresentaram quedas de preços no mês: feijão (-11,7%), café (-3,6%), arroz (-2,4%), algodão (-0,3%) e cana-de-Açúcar (-0,3%).

No período de 12 meses encerrado em março, o indicador subiu 21,7%. As maiores altas no período foram: batata (319,8%), feijão (213,3%), tomate para mesa (73,1%), laranja para indústria (36,7%), carne de frango (36,6%), trigo (31,5%), carne suína (31%) e laranja para mesa (30,5%).

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Fonte: Valor Econômico

2. Especialistas apostam no crescimento do setor agropecuário

O agronegócio tem condições de manter o crescimento e sua importância na inserção do Brasil no mercado global. Mas tem desafios a enfrentar na política e na economia para continuar obtendo resultados positivos. Essa foi a avaliação feita, nesta quinta-feira (11/4), por especialistas reunidos no 8º Fórum e Exposição Abisolo, evento realizado pela entidade que representa empresas de nutrição vegetal, em Campinas (SP).

“O agronegócio vai seguir crescendo. Sou otimista em relação ao crescimento do setor. A pauta dos desafios não é muito diferente da do passado. “O agro pode falar em alto e bom som que é o único setor da economia que cresce com qualidade e produtividade”, afirmou o economista José Roberto Mendonça de Barros, diretor da MB Associados.

Ele destacou que, mesmo com o Brasil em crise, a agropecuária manteve o desempenho positivo. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 4,7% entre os anos de 2014 e 2018, o setor cresceu 10% no período. Resultado obtido, em grande parte, segundo ele, de uma aplicação sistemática de conhecimento científico em benefício da maior produtividade no campo.

Para Mendonça de Barros, continuar a ser produtivo é um dos principais desafios da agropecuária brasileira. Na visão dele, é preciso avançar na agricultura de precisão e na digitalização dos processos no campo. Atentar também para a sanidade, superando problemas como a Operação Carne Fraca, e em matéria de meio ambiente.

O diretor da MB Associados destacou ainda a necessidade de melhorar a logística do país e defendeu que o subsídio ao crédito seja trocado pelo incentivo ao seguro rural no Brasil. Ponderou, no entanto, que as mudanças no incentivo não devem ser feitas em uma “penada”, para não “machucar” o setor que está indo bem quando os demais segmentos estão mal.

Para o pesquisador Elisio Contini, da Embrapa, o agronegócio hoje é menos dependente do governo do que em anos atrás. Mas ele enxerga ser possível uma independência ainda maior. Há mais organização nas lideranças e entidades, que têm condições de influenciar e de colocar seus interesses no debate político.

“Vejo mais produtores com certa capitalização. O agro vai continuar crescendo mesmo com uma ação de governo que não seja tão positiva”, disse.

Contini, entretanto, alertou sobre possíveis efeitos da política externa nos resultados da agropecuária. Citando como exemplo o aumento da produção de soja, principal produto agrícola nacional, afirmou que o Brasil conseguiu atender bem a demanda interna, mas o “motor” do crescimento do setor nos últimos 20 ou 30 anos tem sido o comércio internacional.

“Não podemos nos esquecer disso. Objetivamente, temos um bom quadro, com a ministra Tereza Cristina, que entende do assunto e isso é positivo. Mas não caiu bem o ideológico, que poderia ser um desastre para o agronegócio”, alertou o pesquisador da Embrapa.

Pensamento semelhante tem o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Guilherme Casarões. Ele lembrou que a diplomacia brasileira sempre foi vista como pragmática, de boas relações com o mundo todo, e isso foi importante para o país se tornar um importante ator global no setor de alimentos.

“É fundamental manter princípios. Mas a gente vem observando turbulências. Quando a ministra tem que fazer um jantar com os árabes para remediar algo feito na relação com Israel, quando se cria rusga com a China por conta do alinhamento com os Estados Unidos, é prejudicial”, avaliou.

Para Casarões, o Brasil precisa unificar seu discurso. Há grupos dentro do governo mandando sinais divergentes e os outros países querem saber com “qual Brasil” estão se relacionando. Ele criticou o distanciamento do país em relação ao Mercosul em meio às negociações com a União Europeia. E destacou a necessidade de reforçar a promoção e a participação nas discussões comerciais.

Em que pese as incertezas, afirmou que o Brasil é um dos países que melhor garantem ao mundo uma situação de segurança alimentar. No entanto, pontuou que além dos concorrentes mais tradicionais, há o desafio de enfrentar novos atores tentando ocupar seu espaço no mercado global.

“O mundo vem passando por riscos importantes, mas também há oportunidades que precisam ser aproveitadas. E não há dúvidas de que o Brasil é um grande player na geopolítica dos alimentos. Mas não pode reagir ao movimento global. Tem que proativamente garantir que, nos próximos anos possa controlar esse mercado e ter prioridade no acesso a determinados parceiros”, disse.

O cientista político e professor do Insper, Carlos Melo, reforçou a necessidade do agronegócio melhorar a comunicação. Para ele, a visão da sociedade em relação à atividade agropecuária é baseada em “senso comum” e superar isso requer uma ação coordenada de valorização da imagem.

“O ambientalismo, quando radical, é prejudicial à imagem de vocês. Mas o antiambientalismo também. Quando não consegue esclarecer a sociedade, perde força porque a política não está só no Congresso Nacional”, disse Melo, que falou sobre o agronegócio diante do novo cenário político do Brasil.

Na avaliação dele, há uma discrepância entre a representatividade econômica e a força política do agronegócio. A bancada ruralista é numerosa, mas fragmentada, o que é um risco. Ele avalia que o atual momento, em que o Brasil precisa de ajustes, é do agro negociar: aderir à pauta econômica, mas colocar na discussão os interesses setoriais.

“É preciso unidade, coordenação do setor no Congresso Nacional. Perdemos a clareza e a transparência nas negociações políticas. Tudo fica mascarado em clichês que não dizem nada, como velha política e nova política”, disse ele.

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Fonte: Revista Globo Rural

3. Em jantar com embaixadores, Tereza Cristina aposta nas relações comerciais com o mundo islâmico

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) declarou nesta quarta-feira (10) que está convencida de que as relações comerciais entre o Brasil e os países árabes poderão ser intensificadas. A declaração foi feita em jantar promovido pelo Ministério em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA) com objetivo de fortalecer a parcerias comercial entre o agro brasileiro e o mundo islâmico.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a ministra Tereza Cristina destacou aos 37 embaixadores árabes presentes no jantar que “o Brasil e o mundo islâmico estão unidos por laços de amizade sólidos e longevos”. O anfitrião do jantar foi o presidente da CNA, João Martins, que deu as boas-vindas aos convidados.

Numa breve fala, o presidente Jair Bolsonaro agradeceu o convite para participar do jantar e afirmou que “esses laços comerciais cada vez mais se transformem em laços de amizade, de respeito e fraternidade”.

Bolsonaro ressaltou que no Brasil vivem pessoas do mundo todo em boa convivência e que o país “prima pela democracia e pela liberdade”. O presidente disse que pretende visitar os países árabes em breve. O nosso governo está de braços abertos a todos, sem exceção”, concluiu Bolsonaro.

A ministra sinalizou que a relação comercial, para ser duradoura e permanente, deve se basear “na complementariedade das duas economias envolvidas” e, principalmente, na confiança construída entre os países ao longo de mais de um século.

“É com base nessa confiança e no dinamismo das trocas já estabelecidas que estou convencida de que essas relações têm tudo para intensificar-se muito mais num futuro imediato”.

Em um breve discurso, Tereza Cristina citou alguns aspectos históricos e culturais que marcam a relação entre o Brasil e o mundo árabe, como a fé muçulmana, hoje professada por mais de um milhão de brasileiros.

“Hoje, os dois grupos, tanto os brasileiros de fé muçulmana, quanto os originários desse universo cultural aqui, convivem irmanados com os brasileiros de toda origem e de toda fé. E vivem orgulhosos da contribuição que prestaram e prestam para que aqui se assentasse uma sociedade plural e dinâmica, que tem na convivência pacífica um de seus valores fundamentais”.

A ministra ressaltou que a irmandade transcendeu o mundo cultural e contribuiu para o estabelecimento de uma parceria comercial intensa entre o Brasil e os países de maioria islâmica. Tereza Cristina enfatizou que as nações que compõem a Organização para Cooperação Islâmica absorvem 19% das exportações agropecuárias brasileiras.

“Em 2018, isso representou uma cifra de nada menos que US$ 16 bilhões. Neste montante, estão compreendidos 58% de nossas vendas de cana de açúcar, 37% das carnes de frango e 23% das carnes bovinas. Números assim não são frutos do acaso”, afirmou.

Tereza Cristina lembrou que essa relação se deve às condições singulares do brasil, como abundância de terras, água, capacidade tecnológica do setor agroindustrial e a credibilidade do setor produtivo brasileiro.

“Tudo isso fez do Brasil um grande produtor de alimentos que ainda está longe de esgotar todo seu potencial. Como poucos países no mundo temos condições de continuar expandindo nossa produção de maneira social, econômica e ambientalmente sustentável. Em outras palavras, contribuímos e continuaremos a contribuir para a segurança alimentar e nutricional de todo o planeta, fornecendo alimentos de qualidade a preços justos a mais de 1 bilhão de pessoas por dia”.

A ministra reiterou que o Brasil segue os princípios do mercado islâmico na expansão do agronegócio, bem como as exigências dos consumidores árabes, que conhecem e aprovam os produtos brasileiros.

Tereza Cristina também destacou que o Brasil se orgulha de ser hoje um dos maiores exportadores de proteína halal do mundo.

Por fim, a ministra elogiou o princípio do mundo islâmico “de olhar para o futuro sem perder o alicerce da tradição” e reafirmou que o legado da amizade e cooperação dos parceiros comerciais.

Para o ministro Ernesto Araújo, o jantar é “a mostra da amizade que se consolida com todos os países”. O chanceler destacou que a oportunidade de reunir representantes dos dois países serviu para mostrar que “ o agro é uma força do Brasil no mundo".

Também presente no encontro, o deputado Eduardo Bolsonaro, que preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, afirmou que a realização do jantar mostra a boa vontade de Jair Bolsonaro com a comunidade islâmica e da comunidade com o presidente.

"Há um bom relacionamento e há a esperança de que o Brasil continue a ter essa boa relação comercial. A comunidade árabe, que tem muita gente aqui, está marcada no coração do presidente", disse o deputado.

O embaixador palestino, Ibrahim Mohamed Alamin Alhussain, também se manifestou sobre a importância do evento: "O jantar foi muito importante para conversar com presidente e chanceler, a ministra e manter as relações de amizade com o Brasil. Nós apostamos no Brasil".

O presidente da CNA, João Martins, acrescentou que o encontro foi uma oportunidade para mostrar a relevância de todos os parceiros comerciais. "O jantar foi para mostrar a todos que o Brasil não distingue quem quer que seja; temos de produzir alimentos para o mundo. E seremos os maiores produtores de alimento do mundo."

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Fonte: MAPA/Notícias Agrícolas

Insumos

4. Governo quer MP do fundo garantidor de crédito no Congresso este mês

O governo pretende enviar ainda em abril ao Congresso, depois da Páscoa, a Medida Provisória que cria o “Fundo de Aval Solidário”, um fundo garantidor para facilitar a renegociação de dívidas de produtores rurais com seus credores, apurou o Valor.

Em sua conta no Twitter, o presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), comentou nesta quinta-feira que a bancada recebeu nesta semana a notícia da elaboração da MP. “Dessa forma, quem sofre prejuízos terá condições de acesso ao crédito para produção”, disse.

Na concepção da equipe econômica, o fundo envolveria consórcios de até dez produtores e, num primeiro momento, buscaria melhorar o acesso ao “BNDES Pro-CDD AGRO”. A linha foi criada em 2018 com aporte de R$ 5 bilhões, mas até hoje teve baixa adesão por causa de sua taxa de juros, considerada elevada.

Com o fundo garantidor, a ideia é fazer com que esses consórcios ofereçam aos bancos um grande “colchão” com três camadas de garantias, equivalentes a 10% do valor total do financiamento. Enquanto os agricultores depositariam 4% do valor do financiamento almejado, seus fornecedores (bancos, tradings, agroindústrias) entrariam com outros 4% e o BNDES, com 2%.

Em sua última reunião, em março, o Conselho Monetário Nacional (CMN) também chegou a programar uma discussão sobre se os bancos poderão ou não fazer aportes de recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) ao Fundo, mas o assunto foi retirado de pauta, pelo menos por ora. A ideia é incluir a questão na MP.

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Fonte: Valor Econômico

5. Indústria brasileira de nutrição vegetal faturou R$ 7,6 bi em 2018

O faturamento bruto da indústria brasileira de nutrição vegetal aumentou 19,3% em 2018, para R$ 7,6 bilhões. Pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) e apresentada no Forum Abisolo, em Campinas (SP), mostra que o segmento de fertilizante foliar representou 71% do total faturado; seguido por fertilizante organomineral, com 12% de participação, condicionadores de solo, com 10%; fertilizante orgânico, 4%; e substrato para plantas, 3% da receita global. "Foi feita ainda uma sondagem sobre perspectiva de crescimento para 2019 e a previsão é de uma expansão em torno de 21% no faturamento do setor", disse a entidade em nota. Fertilizantes organominerais foram os que registraram maior crescimento de vendas, com avanço de 21% ante 2017.

Considerando o volume de produtos vendidos, a estimativa é de que foram comercializados 815,9 milhões de litros, sendo que 54% foram de fertilizantes foliares, com um total de 441,3 milhões de litros, seguido de organomineral solo, que atingiu 373,3 milhões de litros. Já em termos de produtos sólidos, a pesquisa verificou que foram vendidos cerca de 7,4 milhões de toneladas de produtos. Nesse caso, o maior volume coube a condicionador de solo, com um total de 4,9 milhões de toneladas. Por último, no tocante a substratos para plantas, estima-se que foram vendidos 533,3 mil metros cúbicos em 2018.

O estudo da Abisolo constatou que 47% das vendas totais do setor tiveram como destino a lavoura da soja; seguida de frutas, hortaliças e legumes, com 11%; milho, 11%; café 9%; e a cana-de-açúcar, com 6%. O restante foi dividido entre citros, algodão, feijão, pastagem, arroz, reflorestamento e plantas ornamentais.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

6. São Paulo estuda conceder posse de lotes em assentamentos da reforma agrária

O governo de São Paulo estuda a possibilidade de conceder o título de posse de lotes de terra situados em assentamentos da reforma agrária no Estado. O Instituto de Terras (Itesp), ligado à Secretaria Estadual da Justiça e da Cidadania, iniciou uma série de audiências públicas com assentados no interior paulista. As primeiras foram feitas no município de Rosana, nos loteamentos Nova do Pontal e Gleba 15 de Novembro. Mais audiências estão sendo programadas para outras regiões.

A intenção da Secretaria é atualizar a lei 4.957, sancionada no governo Franco Montoro, em 1985. O texto define as regras de "valorização e aproveitamento" dos recursos fundiários em São Paulo. O Itesp explica que, na prática, essa lei permitiu ao Estado estabelecer uma política de reforma agrária com as suas próprias terras devolutas, em paralelo à da União, a quem cabe a competência constitucional de promover o assentamento de trabalhadores rurais sem terra no país.

Atualmente, São Paulo tem 140 assentamentos no âmbito da política estadual de reforma agrária. São 7.133 famílias em uma área total de 153,54 mil hectares. A maior parte está na região do Pontal do Paranapanema, no oeste paulista, região que ficou conhecida por ser cenário de conflitos pela posse de terra. O assentamento mais recente foi implantado em outubro de 2017, no município de Marabá Paulista, onde 236 famílias estão em uma área total de 4,64 mil hectares.

Em 2016, a lei 4957 passou por uma mudança significativa, permitindo a sucessão sobre o lote. Em caso de morte do assentado titular, ficou garantida a transferência de uso para o herdeiro ou herdeira. Mas, ainda assim, o dono do local onde o assentamento foi constituído é o governo estadual. Se essa nova ideia virar lei, a escritura de cada terreno será lavrada no nome do assentado, que passa a ser um proprietário rural.

No entanto, a intenção da Secretaria de Justiça é impor algumas condições para transferir a posse. De acordo com o Itesp, é para evitar, principalmente, uma nova concentração de terras nas regiões dos assentamentos. Assim, deve ser permitida apenas uma escritura por CPF. E quando o proprietário decidir vender seu lote, terá que fazer uma justificativa e prestar esclarecimentos à Procuradoria Geral do Estado (PGE).

"A medida visa a manutenção da política desenvolvida nas últimas décadas pelo governo de São Paulo, garantindo a manutenção e o desenvolvimento socioeconômico das pequenas propriedades", afirma o diretor do Itesp, Claudemir Peres, em nota divulgada pela instituição.

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Fonte: Revista Globo Rural

Proteína Animal

7. China compra maior volume semanal de carne suína dos EUA desde 2013

A China comprou 77,7 mil toneladas de carne suína dos Estados Unidos na semana encerrada em 4 de abril, informou nesta quinta-feira, 11, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em relatório semanal de vendas externas. É a maior venda em uma semana para o gigante asiático desde que o USDA começou a relatar as exportações de carne suína, em março de 2013 - o recorde anterior havia sido em 31 de julho de 2014, quando a China comprou 31,2 mil toneladas.

A negociação parece confirmar a especulação de que a peste suína africana continua a ter forte efeito negativo na população de suínos da China, com o país precisando comprar o produto norte-americano mesmo com uma tarifa retaliatória de 62% sobre ele.

Nesta quinta-feira, os futuros de suínos na Bolsa Mercantil de Chicago (CME, na sigla em inglês) abriram em alta de mais de 3%.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

8. Santa Catarina amplia em 12% as exportações de carnes em 2019

Santa Catarina encerra o primeiro trimestre de 2019 com aumento de 12% nas exportações de carne suína e de frango. O estado consolida sua presença internacional e amplia as vendas para os mercados mais competitivos. De janeiro a março, o agronegócio catarinense embarcou 325,9 mil toneladas de carnes, faturando mais de US$ 588,9 milhões.

A alta nos embarques vale tanto para carne suína quanto para carne de frango e Santa Catarina já responde por boa parte das exportações brasileiras desses produtos. “Santa Catarina se tornou referência internacional pela qualidade dos seus produtos. A excelência sanitária dos nossos rebanhos se traduz em carnes de alta qualidade, que oferecem segurança alimentar e atendem aos mercados mais exigentes do mundo. O primeiro trimestre deste ano foi muito favorável para as exportações catarinenses, estamos otimistas com o ano de 2019”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

Este ano, Santa Catarina exportou 242,8 mil toneladas de carne de frango, 10,6% a mais do que no mesmo período de 2018. Em faturamento os valores passam de US$ 431,5 milhões, um aumento de 13,5%. Os principais mercados para carne de frango produzida no estado foram: Japão, China, Arábia Saudita, Holanda e Emirados Árabes – todos ampliaram as compras.

O status sanitário diferenciado de Santa Catarina faz o estado o maior exportador nacional de carne suína, com acesso exclusivo aos mercados mais competitivos do mundo. No primeiro trimestre, o estado embarcou 83,2 mil toneladas do produto, gerando receitas de US$ 157,4 milhões. Os valores são, respectivamente, 18% e 9% maiores do que no mesmo período do último ano. Os principais destinos para carne suína produzida no estado foram: China, Hong Kong, Chile, Argentina e Rússia.

China

A China é um dos maiores mercados para as carnes catarinenses, o maior importador do mundo e com um grande potencial de crescimento. Só este ano, Santa Catarina já exportou 29,8 mil toneladas de carne suína e 26,9 mil toneladas de carne de frango para o gigante asiático, gerando um retorno de US$ 109,5 milhões.

Hoje, a China já responde por 36% das exportações catarinenses de carne suína e por 11% dos embarques de carne de frango. A tendência é de que a parceria comercial se fortaleça ainda mais este ano. “A suinocultura chinesa vem atravessando uma séria crise, decorrente da ocorrência de mais de uma centena de focos de peste suína africana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima uma queda de 5% na produção chinesa de carne suína em 2019. Com isso, alguns analistas acreditam que o país pode dobrar o volume de carne suína importada”, explica o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl.

Os problemas enfrentados pela China podem também ter impacto positivo sobre as exportações de outras carnes, como é o caso do frango, que é um substituto tradicional da carne suína.

Diferenciais do agronegócio catarinense

A sanidade agropecuária é o grande diferencial de Santa Catarina. O estado se mantém como única zona livre de febre aftosa sem vacinação do Brasil, além de zona livre de peste suína clássica, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal. É esse status sanitário que garante o acesso aos mercados mais exigentes.

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Fonte: Agrolinks

9. Frango tem o melhor “100 primeiros dias” dos últimos tempos

É provável que já tenham sido registrados períodos similares a este. Mas, considerados os últimos quatro anos, foi em 2019 que o frango obteve o melhor dos “100 primeiros dias do ano”, completados ontem, 10 de abril. Em 2016 o setor enfrentou seríssima crise no abastecimento (e nos preços) de matérias-primas, o que tornou a produção da época onerosa. Em 2017 e 2018 foi a Operação Carne Fraca e seus desdobramentos fazendo com que os preços recebidos (frango vivo e abatido) retrocedessem aos menores valores da corrente década.

Na verdade, 2019 começou de forma pouco promissora, pois as diferenças em relação aos fraquíssimos resultados do ano anterior continuavam (pelo menos para o frango vivo) muito pequenas. Ou seja: somente o frango abatido dava sinais de reação porquanto a ave viva, sujeita a grandes descontos, chegou a ser comercializada por valor inferior ao de 2018.

Tal situação começou a sofrer reversão no início de fevereiro, intensificou-se no mês de março e se estendeu até os primeiros dias de abril corrente quando a cotação do frango vivo se estabilizou nos atuais R$3,50/kg, valor nominalmente inédito para o setor.

Melhor ideia do bom desempenho de 2019 é obtida ao analisar-se a cotação do frango vivo no primeiro e no centésimo dia do ano. Em 2016 o recuo entre um valor e outro foi de 6,67%; em 2017 a queda subiu para 15,25%; e no ano passado (o pior do quadriênio) o retrocesso foi de 18,52%. Já em 2019 o que se registrou foi uma variação – positiva e, sem dúvida, rara – de 20,69%. Isto sem contar que o valor médio dos 100 primeiros dias de 2019 foi quase 25% superior ao de idêntico período do ano passado.

Com o frango abatido a retomada começou nos meses finais de 2018. Sofreu breve refluxo em janeiro, mas prosseguiu nos dois meses seguintes. Assim, em vez de fechar os 100 primeiros dias de 2019 com um valor inferior ao do início do exercício (o que, aliás, teria sido ocorrência rotineira), obteve no período valorização superior a 5%. Além disso, na média do período, alcança valor 40% superior aos dos mesmos 100 dias do ano passado.

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Fonte: Avisite/Agrolink

Agroenergia

10. Brasil deve colher 677 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2019, diz IBGE

O Brasil deve colher 677 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2019, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O montante representa um crescimento de 1,8% em relação ao previsto no mês anterior.

São Paulo aumentou sua estimativa de produção em 2,0%, refletindo o crescimento da produtividade que tem sido favorecida pelo clima e pela adoção de novas técnicas, como o revezamento de culturas, com o milho, que acaba protegendo o solo no período de renovação do canavial.

Na região Centro-Oeste, Mato Grosso espera uma produção 3,6% maior, enquanto Goiás teve elevação de 5,0%, respectivamente. Em relação a 2018, a estimativa da produção nacional de cana-de-açúcar apresenta crescimento de 0,4% em 2019.

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Fonte: Agência Estado/NovaCana

11. Unica defende linhas de crédito para o setor sucroenergético em audiência no Senado

Em audiência pública realizada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, o diretor-executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão, solicitou apoio do Legislativo a pautas do setor sucroenergético, como a transformação do ProRenova em um programa permanente.

De acordo com o executivo, a condição atual dos canaviais da região Centro-Sul indica que 35% da área de cana-de-açúcar disponível para colheita apresenta mais de cinco anos de idade, com enorme prejuízo a produtividade agrícola do setor.

“Nosso pleito aqui é tornar o ProRenova um programa permanente. Que ele tenha condições previsíveis ao longo dos anos, de forma que as usinas possam se programar adequadamente para a renovação de seus canaviais. Além disso, seria importante que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pudesse disponibilizar volumes suficientes para suprir o déficit anual de R$ 4 bilhões, o que permitiria uma renovação adicional de 500 mil hectares”, explicou o representante da Unica.

Segundo Leão, esse incremento contribuiria para o atendimento às demandas previstas no programa RenovaBio para os próximos anos.

Crédito

A audiência pública foi requerida pelo senador Luis Carlos Heinze, com o objetivo de discutir com as entidades que representam os produtores rurais e o governo federal, questões relacionadas ao crédito rural e ao seguro agrícola “Estamos juntos com os agricultores brasileiros e queremos ouvir os pleitos do setor e discutir melhores condições sobre o volume de crédito rural, taxas de juros e volumes de recurso para subvenção”, disse Heinze.

Para Eduardo Leão, linhas de financiamento para apoio a estocagem de etanol, que é produzido pelas usinas em oito meses, mas comercializado ao longo do ano todo, são de extrema importância. “O produtor de etanol é o único responsável pelo carregamento desse estoque na cadeia produtiva. Essa linha daria melhores condições para distribuir a oferta ao longo do ano, a custos mais razoáveis”, disse.

Durante a reunião, a ex-ministra da agricultura e senadora, Kátia Abreu, ressaltou que o Brasil saiu da posição de importador de alimentos e se transformou no “maior exportador de quase todos os produtos mais importantes no mundo, como a soja, carne bovina e o frango”.

O representante da Unica ressaltou que o açúcar também é um desses gigantes e, para que ele continue nesse patamar, alguns pleitos do setor precisam ser discutidos, como a inclusão da cana-de-açúcar no Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), além de uma linha de financiamento para construção de armazéns que não seja restrita aos produtores de grãos.

“Pelo fato de não ser possível estocar cana, a expansão dos armazéns de açúcar permitiria melhores oportunidades de negócios a essa commodity, benefício que seria automaticamente repassado aos fornecedores de cana, por meio do Consecana”, explicou Leão.

Também participaram da audiência pública: a presidente da comissão, senadora Soraya Thronicke; o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio Marques; o subsecretário de política agrícola e meio ambiente do Ministério da Economia, Rogério Boueri Miranda; o superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Bruno Barcelos Lucchi; o consultor de crédito rural da Organização das Cooperativas Brasileiras, Ademiro Vian; o vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, Alexandre Velho; e o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja, Bartolomeu Braz Pereira.

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Fonte: Unica/NovaCana

12. recuperação judicial Usina Itajobi, de SP, pede

A Usina Itajobi Açúcar e Álcool, localizada no município paulista de Marapoama, próximo a Catanduva, entrou ontem com pedido de recuperação judicial. O processo corre na Comarca de Itajobi e será analisado pela juíza Marina Miranda Belotti Hasmann.

Com dívida ao redor de R$ 230 milhões, a empresa, que começou a operar em 1982, alega que a crise enfrentada pelo segmento de açúcar e etanol entre 2007 e 2010 foi o principal fator gerador da incapacidade de horar os compromissos financeiros. A usina fatura atualmente R$ 270 milhões por ano.

Segundo o advogado responsável pela recuperação judicial, Julio Mandel, do escritório Mandel Associados, a maior parte da dívida é com os bancos Santander (R$ 50 milhões), BBM (R$ 26 milhões) e BTG Pactual (R$ 23 milhões). "O que antecipou o pedido [de recuperação] foi a postura do banco BTG, que não quis alongar a dívida e parou de negociar", afirmou Mandel ao Valor.

Ele explica que ainda não foi possível organizar uma lista detalhada de credores. Assim, não há dados de qual o valor da dívida que tem garantia real e quanto não tem. Foi pedido um prazo adicional de 15 dias para anexar os documentos com mais informações ao processo. A consultoria Exm Partners está assessorando a Itajobi na negociação das dívidas.

O pedido de recuperação inclui, além dos negócios da Usina Itajobi Açúcar e Álcool, os da Pastoril São Pedro, da AMSV Administração e Participações e da FCA Administração e Participações - encarregadas da gestão do patrimônio imobiliário do grupo. Todas são controladas por Mário Salles Vanni e Leda Zancaner Salles. O pedido de recuperação afirma que as empresas estão "sob único controle e sob a mesma estrutura societária".

O pedido de recuperação, conta o advogado do caso, vem como forma de reestruturação financeira. Contudo, a venda da usina sucroalcooleira não está descartada. "É bem-vinda", disse o advogado.

Atualmente, a capacidade de produção da Itajobi é de 14 mil sacas de açúcar para exportação (VHP) por dia e de 560 litros diários de etanol. De acordo com o último balanço disponibilizado no "Diário Oficial de São Paulo", a usina apresentou lucro líquido de R$ 1,7 milhão no exercício fiscal encerrado em março de 2017, uma recuperação ante o prejuízo líquido de R$ 14,1 milhões de um ano antes. Ao fim do ano fiscal 2016/17, o faturamento da usina somava R$ 246,4 milhões, avanço de 9% ante a temporada 2015/16.

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Fonte: Valor Econômico

Grãos e Grandes Culturas

13. Um ano "frustrante" para os produtores de soja

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou pela terceira vez consecutiva para baixo sua previsão para a produção de soja no país este ano. A estimativa para a colheita, que em dezembro foi de 119 milhões de toneladas, o que seria um recorde, está agora em 112,5 milhões.

“O clima era favorável no período de plantio, em outubro, mas depois vimos excesso de temperaturas altas e clima muito seco em algumas regiões como Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo”, disse Carlos Alfredo Guedes, gerente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira.

Se confirmada a estimativa do IBGE, a safra de soja será 4,5% menor que a registrada no ano passado. “É uma safra boa de soja, mas, pelo volume, foi frustrante para o produtor, principalmente nas regiões com problemas climáticos, como o Paraná”.

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Fonte: Valor Econômico

14. Conab eleva estimativa para colheita de grãos no país na safra 2018/19

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua estimativa para a colheita brasileira de grãos e fibras nesta safra 2018/19 para 235,3 milhões de toneladas, 0,9% mais que o previsto em março e volume 3,4% superior ao calculado para o ciclo 2017/18 - se confirmado, será o segundo maior da história.

A correção foi provocada sobretudo pelo melhor cenário traçado para a safra de inverno de milho, cujo volume passou a ser projetada em 68,14 milhões de toneladas, 2,3% acima do estimado em março e volume 26,4% maior que o colhido na safrinha passada, que foi castigada por problemas climáticos. Para a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, houve um ajuste para cima de 0,3%, para 113,82 milhões de toneladas - ainda 4,6% abaixo do resultado de 2017/18.

No caso do milho de verão, a Conab reduziu em 1,3% seu cálculo para a produção, para 25,87 milhões de toneladas. A estimativa para a colheita de algodão em pluma cresceu 2,8%, para 2,65 milhões de toneladas. Para as demais culturas, as mudanças foram pouco expressivas.

Em nota, Cleverton Santana, superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, destacou migrações de áreas plantadas que acabaram favorecendo o milho. “Enquanto o milho primeira safra perdeu espaço para feijão, cana-de-açúcar e pastagens, o outro [segunda safra] foi favorecido pela antecipação da colheita da soja e pela possibilidade do aproveitamento integral da janela climática, criando a expectativa de bons rendimentos na lavoura”.

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Fonte: Valor Econômico

15. Fiscalização do Trabalho interdita unidade da Camil no RS

Auditores-fiscais da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia interditaram parte da unidade de armazenamento da Camil Alimentos em Itaqui, município gaúcho localizado na fronteira com a Argentina. Foram fechados espaços como silos, moegas, túneis e poços de elevadores de grãos, além de áreas elevadas onde foi identificado o risco de queda de trabalhadores.

A ação fez parte de uma estratégia de fiscalização em empresas do setor cerealista no Estado, informou o ministério.

A ação ocorreu entre os dias 2 e 4 de abril. Desde então, as atividades relacionadas aos locais interditados estão paradas. Para retomar o trabalho, a empresa terá que comprovar o atendimento de todas as exigências formuladas no termo de interdição que foi lavrado.

“A empresa vai ter que cumprir 29 tópicos de medidas de adequação, entre eles a reformulação de escadas, plataformas e outros meios de acesso; a instalação de pontos de ancoragem para controle dos riscos de quedas de altura; e a elaboração de procedimentos de emergência e de resgate para o estabelecimento”, afirma o auditor-fiscal do Trabalho Rudy Allan da Silva, que participou da ação na empresa.

Segundo o ministério, o setor cerealista tem alta incidência de acidentes fatais no Rio Grande do Sul. Em 2017, a taxa de mortalidade foi de 13,45 trabalhadores para cada grupo de 100 mil – a média nacional, considerando todos os setores, foi de 5,24 mortes por 100 mil trabalhadores no mesmo ano.

Em 2015, um funcionário da Camil morreu soterrado ao cair dentro de um silo de armazenagem de grãos. No momento da queda, o trabalhador não estava preso a nenhuma corda de segurança individual, o que poderia ter evitado o acidente.

“Os acidentes do trabalho verificados em unidades de armazenamento de grãos são graves. Muitos resultam em óbitos. Há uma perturbadora repetição de mortes de trabalhadores nesses ambientes, decorrentes de quedas de altura, de soterramentos e de engolfamentos por massas de grãos em silos, moegas e túneis”, explica Silva.

Os auditores-fiscais planejam fiscalizar 30 estabelecimentos desse setor durante o ano de 2019, com o objetivo principal de prevenir acidentes e mortes. “São necessárias ações preventivas e uma atuação consistente da fiscalização, especialmente em épocas de safra, quando cresce o número de operários expostos aos riscos”, conclui o auditor-fiscal.

Procurada pelo Valor, a Camil esclareceu que tem duas unidades em Itaqui, uma de armazenamento de grãos e outra fabril. "A interdição parcial ocorrida no dia 3 de abril foi na unidade de armazenamento e não na unidade fabril. As demais unidades do grupo continuam operando normalmente", informou a companhia, em nota.

"A Camil Alimentos está empenhada em adequar a operação às exigências protocoladas pelo Ministério do Trabalho. A empresa reforça que investe constantemente em modernização para melhorar produtos e processos e reitera que a segurança dos trabalhadores é prioridade para a companhia. A Camil Alimentos realiza treinamentos periódicos com todos os colaboradores sobre práticas e condutas de segurança", completou a empresa.

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Fonte: Valor Econômico

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