Conjuntura do Agronegócio

1. Balança tem superávit de US$ 1,069 bi nos primeiros dias de fevereiro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,069 bilhão nos primeiros 10 dias de fevereiro, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. No período, as exportações somaram US$ 4,865 bilhões e as importações totalizaram US$ 3,795 bilhões. Com o resultado dos primeiros dias do mês, o saldo comercial no ano está positivo em US$ 3,262 bilhões.

As exportações em fevereiro caíram 16,2% para US$ 810,8 milhões, pelo critério de média diária, na comparação ao mesmo mês do ano passado. A retração foi puxada pelas vendas de manufaturados (-27,5% para US$ 319 milhões), com destaque para plataforma para extração de petróleo, automóveis de passageiros, óleos combustíveis, tratores e veículos de carga. O embarque de semimanufaturados também caiu 12,1% para US$ 110,1 milhões, puxado por celulose, ferro fundido bruto e ferro spiegel, óleo de soja em bruto, açúcar de cana em bruto e semimanufaturados de ferro e aço.

A exportação de básicos, em contrapartida, subiu 0,6% para US$ 381,7 milhões, sustentada especialmente por soja em grãos, milho em grãos, algodão em bruto, café em grãos, carnes bovina e de frango e fumo em folhas.

Importações

A média diária de importações até a segunda semana de fevereiro (01 a 10) caiu 21% para US$ 632,6 milhões. Nesse comparativo, diminuíram os gastos com combustíveis e lubrificantes (-38,0%), veículos automóveis e partes (-26,6%), instrumentos médicos de ótica e precisão (-16,3%), equipamentos mecânicos (-6,2%) e equipamentos eletroeletrônicos (-4,9%).

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

2. Maia prevê votação de projeto relativo à Lei Kandir até fim de março

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira, após se reunir com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, que pretende votar até o final de março um projeto de lei que discipline os repasses da União para os Estados e o Distrito Federal referentes à compensação da chamada Lei Kandir.

Anos atrás, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia dado prazo para que o Congresso aprovasse uma metodologia de cálculo para esse repasse, conforme prevê a Constituição, mas até o momento isso não foi feito. Estados cobram um ressarcimento maior do que a União paga atualmente.

"Está faltando uma solução de forma definitiva, claro, entendo que a decisão é do parlamento, mas respeito o Supremo", disse Maia, sobre a votação da proposta que definiria essa nova metodologia.

Essa compensação da Lei Kandir, em vigor desde 1996, desonerou as exportações de pagarem pelo ICMS, com a devida compensação feita pelo governo federal a Estados e municípios. Posteriormente, essa compensação tornou-se uma emenda constitucional, mas uma lei complementar iria fixar essa fórmula - o que nunca foi feito.

Ao lado de Múcio, o presidente da Câmara admitiu ter se excedido quando ameaçara, em entrevista na véspera, que poderia cortar o orçamento do TCU --órgão auxiliar dos trabalhos do Legislativo-- por ter feito uma metodologia da compensação. Ele reconheceu que o tribunal fez esse cálculo por ordem do STF.

O presidente da Câmara disse que está dependente de julgamento no Supremo uma ação movida pela Advocacia-Geral da União que daria mais prazo para se fixar essa nova metodologia.

Maia afirmou ainda ter a "informação" de que o texto da reforma da Previdência será apresentado pelo governo ao Congresso na próxima semana.

Antes, integrantes do governo já tinham dito que essa seria a previsão para a entrega da proposta.

Notícia na íntegra

Fonte: Reuters/Notícias Agricolas

3. Exportações do agronegócio do RS iniciam 2019 com resultado positivo

O agronegócio do Rio Grande do Sul registrou US$ 927 milhões em exportações em janeiro de 2019, o resultado representa um crescimento de 16% na comparação com mesmo período de 2018. Conforme o Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio do RS, divulgado pelo Sistema Farsul nesta segunda-feira, dia 11, o setor foi responsável por 35% do total comercializado pelo estado. Os grupos Cereais, Animais Vivos, Fumo e Produtos Florestais apresentaram alta nas vendas, enquanto Complexo Soja e Carnes tiveram queda.

O trigo, com aumento de 270% no faturamento e 210% no volume, é o destaque do grupo Cereais que teve crescimento de 39,5% e 58,6%, consequentemente. No grupo Animais Vivos, a alta foi de 1.491%, totalizando US$ 9,8 milhões, impulsionado principalmente, pelos Bovinos Vivos. Já o grupo Fumo e seus Produtos também fechou o mês com resultado positivo de 14% no valor exportado e 18% no volume exportado. O principal destaque fica com o grupo Produtos Florestais, com aumento de 244% no faturamento e 208% no volume. Em caminho inverso, os grupos Complexo Soja e Carnes apresentaram queda de 46% e 25% no faturamento e 45% e 29% no volume exportado, respectivamente.

Na comparação entre os meses de janeiro de 2019 e dezembro de 2018, o Rio Grande do Sul registrou queda de 9,6% no valor e 15,6% no volume exportado pelo agronegócio. No período, o grupo Complexo Soja teve contração de 65% no valor. O grupo Carnes também fechou em baixa de 7,4% no valor, com exceção para a Carne Bovino, que cresceu 12%. A China, principal destino do agronegócio gaúcho, respondeu por 30% do total comercializado em janeiro pelo estado. Na sequência vem a Coréia do Sul, com 5,7%, e os Estados Unidos, com 5%.

Notícia na íntegra

Fonte: Farsul/Notícias Agrícolas

Insumos

4. Crédito agropecuário será, no mínimo, o valor do ano passado

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em reunião com representantes da diretoria da Contag, adiantou que o valor a ser destinado ao financiamento agropecuário na safra 2019/2020 será, no mínimo, o mesmo do ano passado. Nas negociações que tem feito com a equipe econômica do governo, o montante da safra de 2018/2019 é base para as conversas, afirmou.

Em junho do ano passado, foram anunciados R$ 194,37 bilhões para financiar e apoiar a comercialização da produção agropecuária brasileira de médios e grandes produtores e R$ 31 bilhões para a agricultura familiar. “É o mínimo, não pode diminuir disso. Queremos aumentar, mas vamos partir dessa base”. Disse ainda que “a ideia do governo é privilegiar o pequeno e o médio produtor”.

Tereza Cristina reafirmou sua disposição para o diálogo. Observou que está aberta a sugestões para priorizar a destinação dos recursos disponíveis. “Vamos ter que priorizar e centralizar algumas linhas que sejam as mais importantes, as que a gente vai dar conta. Faz de conta não é bom para ninguém, não é o meu estilo. Então vamos trabalhar, se há 19 ações e com o orçamento dá para fazer dez, vamos discutir o que que é mais importante para o segmento”.

Titulação

A ministra garantiu que a entrega dos títulos de propriedade a assentados da reforma agrária é prioridade zero de sua gestão, além do georreferenciamento dessas áreas. A afirmação foi nesta segunda-feira (11). “Quem já pode ter títulos vai ter. Acabei de falar isso na Casa Civil. Nós temos que ver como é que nós vamos arrumar recurso para fazer o georreferenciamento e ter o registro. Isso porque muitas vezes você faz o georreferenciamento e, muitas vezes, as pessoas não têm como registrar a propriedade”, explicou.

Notícia na íntegra

Fonte: Mapa/Agrolink

5. “Clonagem rápida” de genes pode proteger culturas

Um grupo de pesquisadores do John Innes Center, no Reino Unido, está desenvolvendo um novo método que lhes permite recrutar rapidamente genes de resistência a doenças em plantas selvagens e transferi-los para culturas agrícolas domesticadas. Batizado informalmente de “Clonagem rápida”, o novo método poderá acelerar a luta contra patógenos que ameaçam as culturas alimentares em todo o mundo.

Dadas as circunstâncias, ele permite que os pesquisadores encontrem uma "biblioteca" de genes de resistência descobertos em parentes silvestres das culturas modernas para, rapidamente, identificar sequências associadas à capacidade de lutar contra a doença. A partir daí eles podem usar técnicas de laboratório para clonar genes e introduzi-los em variedades de elite de culturas domesticadas para protegê-los contra patógenos e pragas, como ferrugem, oídio e a mosca de Hess.

De acordo com Dra. Brande Wulff, líder do projeto no John Innes Center, ao tornar as culturas mais resistentes a doenças, o “AgRenSeq” , seu nome oficial, ajudará a melhorar o rendimento e reduzir o uso de pesticidas. "Ter a técnica [de clonagem] rapidamente em nosso kit de ferramentas significa que as plantações de elite podem ser mais resistentes, o que significa maior rendimento e menor dependência de pesticidas para proteger as lavouras”, comenta.

"Nós encontramos uma maneira de ‘escanear’ o genoma de um parente selvagem de uma planta e selecionar os genes de resistência que precisamos, e podemos fazer isso em tempo recorde. Isso costumava ser um processo que levou dez ou quinze anos e foi como procurar uma agulha em um palheiro. Agora podemos clonar esses genes em questão de meses e milhares de libras em vez de milhões”, conclui.

Notícia na íntegra

Fonte: Agrolink

6. Governo deve aumentar áreas livres de aftosa sem vacinação

Depois de ter lutado contra a febre aftosa durante vários anos, e de ter recebido, no ano passado, o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de que todo o território nacional é área livre de aftosa com vacinação – Santa Catarina é reconhecida como livre da doença sem vacinação - o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, executa programa que visa estender a condição do estado catarinense a todo o território nacional até 2021. De acordo com a ministra Tereza Cristina, essa nova condição permitirá atender a mercados consumidores mais exigentes, para ampliar a exportação da carne brasileira.

Outros estados do Sul do país, Paraná e Rio Grande do Sul, também reivindicam o mesmo reconhecimento, antes do prazo que está previsto no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa). Há países que se recusam a importar a carne de áreas sem este selo de qualidade.

“Precisamos ter mais áreas livres de aftosa sem vacinação, pois assim a gente consegue vender melhor a carne”, disse a ministra. “Para isso acontecer, é preciso o estado interessado preencher um protocolo que dê a segurança de que vamos conseguir manter a área livre de vacinação e sem a doença. É um processo que precisa ser muito bem feito, para não nos trazer problemas no futuro”.

Tereza Cristina lembrou que os Estados Unidos, por exemplo, já compram a carne brasileira, mas depois de uma batalha de vinte anos, e o volume comercializado ainda não é significativo. “O Brasil tem um programa de liberação de áreas de aftosa sem vacinação. Hoje isso ocorre apenas em Santa Catarina, mas é preciso expandir para outros estados e melhorar as nossas exportações”, defendeu a ministra.

O objetivo do programa é criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa, estendendo a ampliação de zonas livres sem vacinação ao todo o Brasil.

A execução do Pnefa é compartilhada entre os diferentes níveis de hierarquia do serviço veterinário oficial com participação do setor privado. Os governos estaduais, representados pelas secretarias estaduais de agricultura e instituições vinculadas, responsabilizam-se pela execução no âmbito de cada estado.

Em maio deste ano, todo o rebanho dos estados do Acre, Rondônia, parte do Amazonas e parte de Mato Grosso ainda farão a vacinação, mas, já em novembro, estarão fora do calendário previsto no Pnefa.

Notícia na íntegra

Fonte: Mapa/Notícias Agrícolas

Proteína Animal

7. Bolsonaro determina compensações ao fim de antidumping ao leite em pó

O presidente da República, Jair Bolsonaro, arbitrou em favor do Ministério da Agricultura a disputa com o Ministério da Economia envolvendo o fim das tarifas antidumping que incidiam sobre as importações de leite em pó oriundo da União Europeia e Nova Zelândia.

A tendência é que o governo aumente as tarifas de importação de leite em pó, apurou o Valor. Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto informou que ainda não tem um posicionamento sobre o assunto.

No último dia 6 de fevereiro, o Ministério da Economia decidiu não renovar as tarifas antidumping, que vigoravam há 18 anos. A decisão provocou revolta no setor de lácteos, que teme que europeus e neozelandeses inundem o mercado de leite em pó, derrubando os preços.

No fim de semana, Bolsonaro conversou por telefone com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, sobre o assunto. O presidente, que está internado no Hospital Albert Einsten, teria demonstrado preocupação com o cancelamento do antidumping, segundo uma fonte.

De acordo com uma fonte do governo que participa das negociações, a simples volta das tarifas antidumping é improvável. Uma revisão na decisão do Ministério da Economia demandaria estudos. Além disso, a volta atrás também poderia suscitar questionamentos ao Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Diante disso, uma fonte do governo diz que o mais provável é que seja articulada a elevação de 28% para até 42% da tarifa de importação de leite, como o Valor informou. Essa medida teria o mesmo efeito prático da retomada das tarifas antidumping, que eram de 3,9% para o leite da Nova Zelândia e de 14,4% para o produto europeu.

Nesta segunda-feira, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi ao gabinete de Tereza Cristina para tratar do tema — em sua agenda oficial constava que o encontro seria no Palácio do Planalto.

O gesto político de Onyx foi visto como uma estratégia do Palácio do Planalto para não se indispor com a bancada ruralista, que pode render votos a favor da Reforma da Previdência, tema prioritário para o governo.

“O Paulo Guedes é um ministro entre tantos e com certeza vai ter que ouvir o setor. A FPA [Frente Parlamentar Agropecuária] não vai fazer isso de qualquer maneira a criar qualquer tipo de atrito, mas quer um tipo de relacionamento com o governo que assegure no mínimo previsibilidade. Não dá para ter um ministro que decide de acordo com a sua cabeça como bem entende”, disse ao Valor o líder da bancada ruralista, deputado Alceu Moreira (MDB-RS).

Notícia na ítnegra

Fonte: Valor Econômico

8. JBS investe US$ 20 milhões nos EUA para ampliar produção de bacon

A JBS anunciou hoje um investimento de US$ 20 milhões (cerca de R$ 75 milhões) para ampliar a produção de bacon nos Estados Unidos. Os investimentos serão feitos na unidade de Ottumwa, no Estado do Iowa.

De acordo com a companhia, os aportes visam a anteder a crescente demanda por "produtos de bacon de alta qualidade". Parte dos recursos será aplicada para ampliar a capacidade de processamento e fatiamento de bacon.

Com os investimentos, a JBS reforçará a Plumrose, especializada em alimentos processados à base de carne suína. Nos EUA, a JBS já declarou que a expansão do negócio de processados é um grande objetivo.

A partir da Plumrose, a JBS pretende construir uma empresa de produtos de marca à semelhante do que tem no Brasil, com a Seara, e na Austrália, com a Primo Smalgoods.

Em agosto do ano passado, o Valor visitou a sede da JBS nos Estados Unidos, em Greeley (Colorado), e entrevistou o presidente da JBS USA, André Nogueira. Na ocasião, o executivo admitiu a possibilidade de aquisições para ampliar o negócio de processados.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

9. Conselho da BRF aprova refinanciamento de linhas de crédito

A BRF informou hoje, em ata enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que o conselho de administração da companhia aprovou, por unanimidade, o refinanciamento de linhas de crédito.

Em reunião no dia 31 de janeiro, os conselheiros aprovaram o refinanciamento de linhas de crédito rural junto ao Santander no valor de R$ 700 milhões. Esse empréstimo vencerá em fevereiro de 2020.

Também foi aprovado uma linha de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) de US$ 25 milhões junto ao banco J.P. Morgan, com vencimento em até um ano.

Há pouco, as ações da BRF recuavam 1,5% na B3, cotadas as R$ 23,13.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

Agroenergia

10. Lucro da São Martinho caiu 61% no 3º trimestre

A quebra da safra 2018/19 de cana, decorrente de uma longa estiagem, e a estratégia de concentrar parte dos embarques de açúcar no fim da temporada prejudicaram os resultados do grupo sucroalcooleiro São Martinho no terceiro trimestre (encerrado em dezembro). No período, o lucro líquido da empresa caiu 60,9%, para R$ 65,9 milhões.

Dona de quatro usinas, a companhia processou 7,9% menos cana na safra atual do que na anterior, ou 20,45 milhões de toneladas. Embora a falta de umidade tenha ajudado a aumentar a concentração de sacarose, a redução da quantidade de cana processada foi maior, o que teve reflexo direto na receita. Excluídos os efeitos da contabilidade de hedge, a receita líquida da São Martinho caiu 6,3%, atingindo R$ 842,6 milhões.

Em comunicado, a companhia explicou que a queda na receita com as vendas de açúcar reflete tanto a preferência pelo etanol como a decisão de concentrar os embarques do adoçante no quarto trimestre do ano-safra 2018/19. No terceiro trimestre, as vendas de açúcar renderam R$ 269,9 milhões, redução de 34% na comparação anual.

Além disso, com a menor disponibilidade de matéria-prima, sobretudo no terceiro trimestre, a companhia não conseguiu diluir os custos fixos, que pressionaram a margem operacional. O custo operacional avançou 9,5%, para R$ 360,8 milhões. Outro fator que pesou sobre os resultados foi a menor quantidade de bagaço, o que reduziu a cogeração de energia - atividade que costuma entregar boas margens.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 417,3 milhões no trimestre, redução de 16,1%. A margem Ebitda ajustada caiu 5,8 pontos percentuais, para 49,5%.

Para o trimestre atual - que começou com preços fracos tanto de açúcar como de etanol -, a companhia carregou um volume maior do biocombustível do que um ano atrás, mas menos açúcar. Havia armazenado no fim do trimestre 439,8 milhões de litros de etanol, aumento 7,6%, e 363,5 mil toneladas de açúcar, queda de 15,5%.

A São Martinho ressaltou, em comunicado, que o etanol a ser vendido neste trimestre deve representar um custo menor, dado que o produto vendido no terceiro trimestre saiu das usinas paulistas, onde o custo é maior, enquanto, para o período atual, ficou disponível o etanol da usina de Goiás, com menor custo.

Segundo a empresa, o capital de giro empregado para manter os estoques para o trimestre teve impacto negativo na dívida líquida, que encerrou o trimestre 26,1% acima do início da safra, em R$ 1,7 bilhão. O índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) ficou em 1,8 vez no fim de dezembro, ante 1,61 vez um ano antes. O caixa disponível no fim do terceiro trimestre (R$ 1,2 bilhão) cobria a dívida de curto prazo (R$ 710 milhões).

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

11. Lucro da Usina Jacarezinho cresceu para R$ 23 milhões em 2018

A Usina Jacarezinho, do grupo paranaese Maringá e sócia da Copersucar, encerrou o exercício de 2018 com lucro líquido de R$ 23,2 milhões, 49% maior que o de 2017 diante de um alívio com despesas financeiras, já que os resultados operacionais foram pressionados pelo aumento de custos. Segundo informações publicadas no "Diário Oficial de São Paulo", a receita operacional líquida cresceu 8% na comparação, para R$ 341,9 milhões.

O custo dos produtos vendidos subiu 21%, para R$ 287,8 milhões, para R$ 287,8 milhões, mas houve redução total de despesas de R$ 11 milhões em relação ao ano anterior.

Ao longo do ano, a companhia gerou caixa de R$ 6,6 milhões, enquanto a dívida líquida cresceu 2%, para R$ 230,1 milhões. No fim do ano, a Usina Jacarezinho tinha R$ 32,9 milhões em caixa, ante uma dívida com vencimento no curto prazo que totalizada R$ 100,6 milhões.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

12. Debêntures a serviço dos canaviais

O governo prepara uma portaria para permitir que as usinas sucroalcooleiras emitam debêntures incentivadas para financiar projetos agrícolas — e não apenas industriais, como acontece atualmente. O objetivo é estimular a produção de etanol. Já há uma fila com projetos de R$ 4 bilhões que poderiam ser destravados ainda neste ano caso esses papéis sejam autorizados, segundo uma fonte.

Dentro do governo, estima-se que essas debêntures, isentas de imposto de renda, possam colocar em marcha, nos próximos três anos, R$ 16 bilhões em investimento nos canaviais — seja para renovação das lavouras, seja para expansão do cultivo de cana em novas áreas, de forma que as estimativas oficiais de aumento da produção sucroalcooleira sejam alcançados.

A medida atende a reivindicações do segmento, que busca incentivos para investir na recuperação da produtividade da cana, em retração há anos no país. Isso tem ocorrido por falta de investimentos nas lavouras, o que aumenta o tempo de vida dos canaviais e reduz seu potencial produtivo.

Na safra corrente (2018/19), que terminará em março, a produtividade agrícola da cana deverá ficar em 71,3 toneladas por hectare no país, segundo estimativa da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Se confirmada, essa média será 2% menor que a da temporada passada. Em uma década, a retração chega a 12%.

Cálculos do governo indicam que, apenas com projetos de renovação de canaviais, a produtividade agrícola teria espaço para crescer 30% se essas debêntures incentivarem aportes nas lavouras.

Mais recentemente, a área de cultivo de cana também passou a recuar no país. Em duas safras, a retração foi de 5%, para 8,6 milhões de hectares, conforme a Conab.

O governo quer garantir que os investimentos incentivados sejam voltados à ampliação da oferta de etanol, para que as usinas atendam à demanda a ser criada pelo RenovaBio, que entrará em vigor em 2020. Pelo cronograma da política, já haverá metas de descarbonização que serão atribuídas a cada distribuidora de combustíveis para 2019, mas a cobrança para seu cumprimento deverá começar só em 2020.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

Grãos e Grandes Culturas

13. Exportações brasileiras cresceram 20,8% em janeiro, diz Cecafé

As exportações brasileiras de café cresceram 20,8% em janeiro ante ao mesmo mês do ano passado e somaram 3,28 milhões de sacas, informou o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) na tarde desta segunda-feira. Conforme o Cecafé, o volume representa um recorde histórico para o período e considera a soma de café verde, solúvel e torrado e moído.

A receita com exportações foi de US$ 439 milhões, um ajuste de 0,2% na mesma base de comparação. O preço médio por saca foi de R$ 133,35, recuo de 17%.

“As exportações de café do Brasil seguem em um ritmo intenso. Registramos um recorde histórico para o mês de janeiro, confirmando as estimativas. Esse resultado é reflexo de uma boa safra e da qualidade e competência da cadeia produtiva brasileira. Nossa expectativa é que o desempenho das exportações continuará positivo durante o restante do ano cafeeiro, atendendo com excelência os importadores e, principalmente, os consumidores finais”, declarou Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé, em nota.

O café arábica representou 88,5% total negociado e registrou alta de 15,5% no volume embarcado em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado, para 2,9 milhões de sacas.

Já para o café conilon, o crescimento na mesma base de comparação foi de 986%, para 138,5 mil sacas. O produto representou 4,2% das exportações de café brasileiras no mês passado.

O café solúvel representou 7,2% do volume total exportado no primeiro mês do ano. Foram embarcadas 237 mil sacas em janeiro de 2019, incremento de 27,7%, em relação a janeiro de 2018.

No acumulado até janeiro do ano-safra 2018/2019 — que se estende de julho de 2018 a junho de 2019 —, o Brasil exportou 24,2 milhões de sacas, crescimento de 30,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando embarcou 18,5 milhões de sacas. O resultado é o melhor dos últimos 5 anos, segundo o Cecafé.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

14. Produção de soja poderá ser a menor em três anos

O clima quente e seco em janeiro nas principais regiões produtoras do país levou a consultoria AgRural a cortar novamente sua estimativa para produção de soja no país em 2018/19. Segundo números divulgados ontem, a colheita deverá somar 112,5 milhões de toneladas, 5,7% menos que em 2018/17. Se o número for confirmado, a produção brasileira do grão será a menor em três anos.

Essa é uma das projeções mais pessimistas já divulgadas para a safra de soja em 2018/19, ficando atrás apenas da estimativa da INTL FCStone, de 112,2 milhões de toneladas. A consultoria Safras & Mercado ainda prevê 115,7 milhões de toneladas e a Agroconsult avalia que serão produzidas 117,6 milhões de toneladas. Hoje, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgará atualização nas estimativas. O último número divulgado pela estatal apontou para 118,8 milhões de toneladas.

"O clima continuou muito quente e seco em vários Estados, principalmente Mato Grosso do Sul, Goiás e também no Matopiba [confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia]", afirmou Adriano Gomes, analista da AgRural.

De acordo com o boletim a Rural Clima, as chuvas voltam com mais força à região central do Brasil nesta semana, o que deve melhorar a umidade do solo na região.

"Na Argentina, uma nova frente fria já avança e leva chuvas para grande parte da região norte do país e essa frente está aos poucos avançando sobre o Uruguai", afirmou Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima.

Segundo ele, há previsões de chuvas em grande parte da região Centro-Sul do Brasil a partir de hoje.

Ao longo desta semana, novas áreas de instabilidade associadas à passagem de uma frente fria pela região Sudeste, deverão manter o tempo instável e com chuvas a qualquer hora em parte da região central do país. "Principalmente, sobre as regiões produtoras de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Paraná", avaliou Santos.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

15. Fundecitrus revisa para cima estimativa para colheita de laranja em SP

A colheita de laranja no cinturão distribuído por São Paulo e Minas Gerais deverá somar 284,9 milhões de caixas de 40,8 quilos nesta safra 2018/19, conforme nova estimativa divulgada hoje pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido com contribuições de produtores e indústrias exportadoras de suco.

O volume previsto agora é 3,3% maior que o estimado em dezembro e, se confirmado, representará uma queda da ordem de 20% em relação ao calculado para o ciclo 2017/18. Como já informou o Valor, a expectativa para 2019/20 é de crescimento, ainda que a magnitude desse avanço ainda seja incerta.

“A precipitação média no cinturão citrícola, de acordo com dados da Somar Meteorologia, nos meses de dezembro e janeiro, foi de 169 milímetros e 116 milímetros, respectivamente. Essas precipitações, somadas aos índices de chuva desde maio de 2018, totalizam 896 milímetros, 3% abaixo da média histórica (1981-2010). O período mais seco dessa temporada, com precipitação bem abaixo da média, ficou concentrado no início da safra e provocou a diminuição do peso das laranjas das variedades precoces, que foram revisados em setembro”, informou o Fundecitrus em comunicado.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

Siga nossas Redes Sociais

Receba nossas Notícias