Conjuntura do Agronegócio

1. PIB-AGRO/CEPEA: ramo pecuário segue pressionando PIB, que cai 0,16% em out/18

O PIB do Agronegócio Brasileiro recuou 0,16% em outubro/18, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). No acumulado de janeiro a outubro, o cenário seguiu negativo para a renda do setor, com queda de 0,62%. A pressão segue vindo do ramo pecuário.

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o desempenho negativo da renda gerada no agronegócio em 2018 está ligado à elevação de custos de produção nos segmentos primários agrícola e pecuário e às quedas principalmente relacionas à demanda verificadas em diversas atividades do ramo pecuário.

De acordo com levantamentos do Cepea/CNA, o ramo pecuário registrou queda de 1,18% em outubro, enquanto o agrícola cresceu 0,26% no mês. No ano (de janeiro a outubro), os movimentos são na mesma direção, com recuo de 10,90% para o pecuário e alta de 3,85% para o agrícola.

No ramo pecuário, a demanda interna enfraquecida e o fechamento de importantes mercados externos destinos da carne – bovina, suína e de aves – do Brasil influenciaram os preços com maior intensidade ao longo do ano. Porém, a disputa comercial entre China e Estados Unidos, além do câmbio favorável à elevação da competitividade da proteína brasileira no mercado externo, surtiu efeitos favoráveis às exportações da carne brasileira desde setembro, notadamente com destinação a mercados asiáticos, o que resultou em certa sustentação de preços de outubro (no acumulado, porém, o resultado segue negativo). O segmento primário do ramo pecuário também sofreu impactos do incremento de custos de produção, com destaque para a elevação do preço do milho no período.

Quanto ao ramo agrícola, apesar da recuperação dos preços ao longo de 2018, a esperada elevação na produção e o incremento nos custos, com destaque para os preços dos fertilizantes e do diesel, ainda mantêm o segmento primário com renda baixa no ano.

PIB-VOLUME – As projeções para 2018 do PIB-volume do agronegócio, calculado pelo critério de preços constantes, seguem apontando crescimento, em todos os segmentos. O PIB-volume do agronegócio deve crescer 2,21% em 2018, com altas de 5,31% para insumos, de 0,97% para o segmento primário, de 2,33% para a agroindústria e de 2,56% para os agrosserviços.

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Fonte: CEpea/ESALQ/Agrolink

2. Entidade baiana se posiciona contra a sobretaxação de impostos para o setor agrícola

Em alerta com a proposta do governo de Mato Grosso em aumentar impostos para o setor agrícola, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) acompanha o posicionamento das demais entidades, que divulgaram nesta quarta-feira (23) um manifesto contrário à sobretaxação. A entidade baiana manifesta a preocupação com os agricultores em campo, que somente a partir da última safra agrícola, vem recuperando gradualmente a rentabilidade dos seus negócios, prejudicada pela estiagem e pragas, além de impactos financeiros com a comercialização e variação cambial.

Para o presidente da entidade, Júlio Busato, é inadmissível aumentar a carga de impostos para o setor agrícola. “Não somos formadores de preços de nossos produtos e competimos com agricultores americanos e europeus fortemente subsidiados por seus governos, afirma. Busato acredita que os governantes devem olhar para a História e avaliar o que aconteceu, por exemplo, com o estado do Maranhão. “O aumento de impostos para resolver os problemas do estado, dizimaram a cultura do algodão, que poderia ter proporcionado ao estado uma economia mais forte do que possui hoje”, exemplifica.

Busato é contundente ao criticar os estados que aumentam os impostos para o setor agrícola. “Colocar a conta no agronegócio para pagar a conta do endividamento dos estados é uma irresponsabilidade”, garante. O agricultor acredita que o aumento de imposto assusta novos investimentos e encarece os alimentos para os consumidores. “O produtor rural, o setor agrícola e a própria população estão cansados e não aceitam mais o aumento abusivo de impostos, que somente impacta negativamente a economia brasileira, e nos enfraquece diante da concorrência internacional”, afirma.

Busato endossa o conteúdo do manifesto, assinado também pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), no qual ocupa a função de vice-presidente da entidade, e que teve como signatárias instituições de âmbito nacional como Abag, Abiec, OCB e as entidades do Mato Grosso, como Ampa, Aprosoja MS e Famato. O documento cita que toda a cadeia produtiva nacional sofre com a sobretaxação, desde os produtores, empresas, agroindústrias, e exportadores. “O cenário para o empreendedor rural se agrava devido à variação cambial, que elevou os custos de produção, tirando a rentabilidade do produtor. O tabelamento do frete, instituído pelo governo federal no ano passado, atrasou a comercialização de grãos e impediu produtores e exportadores de aproveitarem melhor momento para venda de seus produtos no mercado internacional”, reforçaram as entidades em comunicado.

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Fonte: Agrolink

3. Produtor rural deve escolher forma de pagamento do FUNRURAL até 31 de janeiro

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) orienta os produtores rurais catarinenses a escolherem a forma com que desejam recolher o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (FUNRURAL) para o exercício de 2019, de acordo com as mudanças estabelecidas na Lei Federal 13.606/2018. O prazo para escolha é até o dia 31 de janeiro.

O assessor jurídico da Faesc, Clemerson José Argenton Pedrozo, explica que existem duas opções de recolhimento: a que calcula sobre o valor da folha de pagamento dos empregados, inclusive quanto aos avulsos, e a outra sobre o valor da comercialização dos produtos agropecuários.

“A nossa orientação é que os produtores procurem o Sindicato Rural mais próximo, contador ou advogado para fazer a análise de qual opção de recolhimento é mais vantajosa, de acordo com cada caso específico. Estamos preparados para ajudar nessa escolha”, destaca o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo.

A Secretaria da Receita Federal deve publicar, nos próximos dias, uma Instrução Normativa estabelecendo os procedimentos que o produtor rural deve adotar para fazer a escolha da modalidade de recolhimento do FUNRURAL. “Apesar da lei que estabelece as opções de pagamento ter sido publicada em janeiro de 2018, até agora a Receita Federal ainda não disciplinou como as opções serão manifestadas, em que pese toda a pressão exercida pela CNA e por outras entidades do agro no sentido de que tal normativa já deveria ter sido publicada há muito tempo” destaca Pedrozo.

CONHEÇA AS OPÇÕES

Opção 1: Cálculo sobre a folha de pagamento (art. 22 da lei 8.212/91)

- O produtor rural deve fazer uma projeção, em reais, do valor total da folha de pagamentos para o ano de 2019 (de 1º de janeiro a 31 de dezembro), inclusive quanto aos avulsos e incluindo o valor do 13º salário, gratificações, etc.

- O resultado deve ser multiplicado por:

a) 20% (inciso I do art. 22 da Lei 8.212/91);

b) 1% a 3% de acordo com o risco de acidente de trabalho da atividade (inciso II do art. 22 da Lei 8.212/91);

- O produtor deve somar os dois resultados das multiplicações acima, sendo o valor encontrado a estimativa do FUNRURAL para o exercício de 2019, se optar pelo cálculo sobre a folha de pagamentos.

Opção 2: Cálculo sobre a comercialização da produção rural (art. 25 da Lei 8.212/91)

- O produtor rural deve fazer uma projeção, em reais, da expectativa de receita com a comercialização da produção rural no ano de 2019 (de 1º de janeiro a 31 de dezembro);

- O produtor deve subtrair os valores referentes às expectativas de receitas, no mesmo período, da venda de animais a outros produtores rurais pessoa física;

- O produtor deve subtrair, ainda, os valores referentes às expectativas de receitas, no mesmo período, da venda de mudas e sementes a outros produtores (essa isenção é condicionada à inscrição do estabelecimento vendedor como produtor de sementes e mudas junto ao MAPA);

- O resultado da conta acima deve ser multiplicado por 1,3% (alíquotas previstas nos incisos I e II do art. 25 da Lei 8.212/91). O valor alcançado será a estimativa do FUNRURAL para o exercício de 2019, se optar pelo cálculo sobre o valor da comercialização da produção.

Após fazer as estimativas com base nas duas opções elencadas na legislação, conforme acima explicitado, a opção que resultar menor valor de pagamento será a melhor para o produtor referente ao exercício de 2019.

No caso de o produtor não fazer a escolha até o dia 31 de janeiro corrente, caso nada mude em termos de regramento, o desconto do FUNRURAL será com base no valor da comercialização de sua produção agropecuária, somente podendo tal situação ser alterada no mês de janeiro de 2020, cuja opção valerá para aquele exercício.

IMPORTANTE

CONTRIBUIÇÃO SENAR – O valor da contribuição de 0,2% sobre a comercialização, destinado ao SENAR, continua vigente e não se altera, qualquer que seja a opção do produtor (pela folha ou pela comercialização).

PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA – O produtor rural pessoa jurídica também tem o direito de optar por qualquer das formas de contribuição descritas (art. 25, §7º da Lei 8.870/94).

NUNCA OPTAR SEM ANTES SIMULAR – A Faesc aconselha que nenhum produtor faça opção, por uma ou por outra forma de recolhimento do FUNRURAL, sem antes fazer uma simulação muito próxima de sua realidade.

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Fonte: Agrolink

Insumos

4. Seguro rural deverá ser ampliado

Com reunião marcada para tratar das cheias na região de Uruguaiana (RS), no fim do dia, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, esteve pela manhã no Paraná, participando da colheita nacional de soja. A autoridades, parlamentares e produtores locais adiantou que tem discutido mudanças no seguro rural para aumentar seu calor e reduzir juros.

“Quando estão com a produção segurada, os produtores não perdem o sono e nem precisam pedir renegociação de dívida com o pires não”, disse a ministra, informando que tem feito várias reuniões para tratar do assunto. Inclusive com o atual presidente do banco Central, Ilan Goldfajn e com Roberto Campos Neto, que deverá sucedê-lo no cargo, além do vice presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Ivandré Montiel da Silva.

“O seguro rural precisa ter alcance, ser amplo, democrático”, defendeu. Disse ainda que estuda uma forma para que o seguro seja barato.

Tereza Cristina lembrou que está realizando sua primeira viagem oficial depois de assumir o cargo no Mapa e que não pode visitar seu estado de origem (Mato Grosso do Sul), onde teve recentemente compromisso agendado, em razão da coincidência que houve com a visita de comitiva argentina ao país.

Na conversa durante o evento, no município de Londrina, a ministra observou que está alterando o funcionamento das Câmara Setoriais do ministério, unificando os temas de interesse para dar-lhes mais funcionalidade.

A mesma lógica, informou, funciona no governo na atual gestão, havendo integração entre as pastas para que seja dada solução a assuntos que são comuns. “A orientação do presidente Bolsonaro é para que caminhemos juntos”. Isso melhora a governança, a transparência e diminui custos, afirmou.

Sobre terem esgotado os recursos para financiar a safrinha, declarou que foi colocado mais crédito à disposição para atender, até o próximo plano safra (PAP), senão todos, pelo menos pequenos e médios produtores”.

Quanto aos créditos para a safra 2019/2020, comentou que o Plano Agrícola e Pecuário deverá ser modernizado e que os recursos deverão vir de diversas fontes, como as cooperativas, por exemplo.

Adiantou também que no próximo dia 28 deverá ser anunciado um plano na área de infraestrutura que vai atender demandas urgentes para o escoamento da produção. Serão adotadas medidas emergenciais que impedirão caminhões carregados de ficarem presos em atoleiros em locais críticos.

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Fonte: MAPA/Agrolink

5. Defensivos aprovados são essenciais para controle de pragas na agricultura brasileira

O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União de 10 de janeiro o registro de 28 agrotóxicos e princípios ativos. Já na edição desta sexta-feira (18.01) do Diário Oficial, a Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério Agricultura publicou lista com mais 131 pedidos de registro de agrotóxicos solicitados nos últimos três meses de 2018. Eles ainda passarão por avaliações técnicas de três órgãos do governo.

As aprovações vêm causando polêmica quanto à agilidade no processo de liberação. O argumento que determinado produto tem autorização no Brasil e não na Europa ou Estados Unidos é usado com frequência para questionar a segurança de determinado ingrediente ativo. Entretanto, o uso e autorização de determinados ingredientes ativos está ligado ao perfil de culturas e alvos que são importantes no país.

Por exemplo, os Estados Unidos não tem uma pressão de uso de inseticidas como o Brasil por ser um país com a agricultura localizada em regiões temperadas, onde as baixas temperaturas diminuem o ataque de insetos. Já o Brasil, as regiões de agricultura tropicais com sucessões de cultivos na mesma safra favorece maior infestação de insetos e assim a importância de uma maior disponibilidade de ingredientes ativos para controlar os insetos e permitir a rotação de ingredientes ativos que são importantes tanto para o sucesso no controle de pragas quanto no manejo de resistência.

Em relação ao Sulfoxaflor tem o mesmo modo de ação de produtos registrados no Brasil e são indispensáveis ao controle de insetos sugadores. As restrições de aplicação estão baseadas em estudos científicos que visam a segurança das populações de abelhas.

Os outros produtos os herbicidas sulfentrazone e imazetapir tem uso focado em culturas que não são de importância na Europa, como: soja , cana-de-açúcar e café, por esse motivo as empresa de defensivos não tem interesse em investir nos produtos.

O agrônomo e consultor do Portal Agrolink, Josué Verba, ressalta que outro ponto que está sendo levado em consideração é o aumento do número de registros de defensivos. O processo de registro no Brasil é extremante demorado e as melhorias dos processos de gestão por parte das autoridades públicas estão dinamizando a análise dos processos. O Brasil é o país como um dos processos mais exigentes no mundo e garante segurança, tanto para o agricultor, trabalhadores envolvidos nos processos de manejo da produção agrícola quanto para a segurança alimentar da população, que está alinhado com as peculiaridades e necessidades da agricultura brasileira.

Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que as análises técnicas dos agrotóxicos registrados no país são realizadas por "servidores altamente capacitados nas áreas de e ciência agronômica, toxicologia humana e ecotoxicologia, com as práticas alinhadas as legislações internacionais mais modernas e exigentes":

"Os agrotóxicos são ferramentas essenciais para o controle efetivo das pragas na agricultura brasileira e garantia da sanidade das plantações brasileiras", acrescenta a pasta. "Seu uso é fundamental na agricultura, onde as altas médias de umidade e temperatura, aliados aos cultivos extensivos, favorecem a multiplicação e disseminação de pragas."

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Fonte: Agrolink

6. INTA avalia novo design para horticultura

Uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) e do Comitê Argentino de Plásticos para a Produção Agrícola (Cappa) está estudando um sistema de cobertura para horticultura, que diminui em até 40% o tempo de preparo do solo e gera menos impacto ambiental. De acordo com eles, o objetivo é otimizar os processos em áreas onde a natureza não é favorável para determinado tipo de cultivo.

"Essas posições de trabalho, avaliadas durante o tempo de abertura e fechamento de túneis de lona tradicionais, são os fatores de risco mais importantes para doenças músculo-esqueléticas", disse Sergio Justianovich, especialista em design industrial INTA região da IPAF Pampas.

Projetado pelo Instituto Técnico de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Agricultura Familiar do INTA, o novo sistema de cobertura melhora as condições de trabalho nas propriedades frutihortícolas, porque utiliza menos plástico, o que implica em um menor impacto ambiental e diminui o tempo necessário para abrir e fechar o sistema.

"O design é bom para o meio ambiente, requer menos tempo para o produtor trabalhar e reduz o esforço físico", disse Justianovich. “É uma alternativa válida e sustentável para o trabalho manual funcionar mais e em menos tempo”, acrescenta ele.

Neste sentido, Fernando Ocampo, especialista do INTA, disse que durante a avaliação de campo foi registrado que o tempo de abertura e fechamento do sistema proposto é significativamente reduzido: "No sistema tradicional, duas pessoas precisam 130 minutos de trabalho, enquanto, em alternativa, o tempo consumido é reduzido para 76 minutos". Ele acrescentou: "É até 40% menos tempo e esforço físico do trabalhador", conclui.

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Fonte: Agrolink

Proteína Animal

7. Exportações à Arábia Saudita vão se normalizar em três meses, diz BRF

Maior exportadora de carne de frango para a Arábia Saudita, a BRF informou hoje que oito de seus abatedouros de aves seguem autorizados a exportar para os árabes. Ontem, os sauditas vetaram 33 frigoríficos brasileiros, incluindo alguns da BRF.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a BRF informou que dois de seus abatedouros - em Lajeado (RS) e Jataí (GO) - foram embargados pela Autoridade Saudita de Alimentação e Medicamentos (SFDA, na sigla em inglês). No entanto, apenas a planta de Lajeado vinha exportando carne de frango para a Arábia Saudita, ressaltou a companhia.

Segundo a BRF, é possível atender a demanda saudita com os oito abatedouros habilitados. Para tanto, a empresa terá de fazer ajustes na cadeia produtiva. O prazo para esses ajustes é de três meses.

A empresa não forneceu detalhes dos ajustes, mas três meses é o período necessário para adaptar uma de suas plantas que estão autorizadas ao “non stunning” (abate sem insensibilização por choque elétrico). No ano passado, os árabes vetaram o "stunning".

Pelos cálculos da BRF, a suspensão das vendas à Arábia Saudita da carne de frango produzida em Lajeado causará uma perda de R$ 45 milhões até que os ajustes sejam feitos. Esse montante representa apenas 0,1% da receita líquida dos últimos 12 meses encerrados em setembro.

Notícia na ítnegra

Fonte: Valor Econômico

8. BRF conclui venda de unidade de hambúguer para a Marfrig

A BRF informou hoje ao mercado que concluiu ontem a venda de sua unidade de produção de hambúrguer em Várzea Grande (MT) para a Marfrig Global Foods. A operação foi fechada por R$ 100 milhões.

Também ontem entrou em vigor o acordo de fornecimento acertado entre as duas companhias que prevê que a Marfrig deverá fornecer à BRF produtos acabados, como hambúrgueres, almondegas, quibes, dentre outros, pelo prazo de 60 meses.

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Fonte: Valor Econômico

9. Ministra anuncia criação da Câmara Setorial de Carnes

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou a representantes do segmento de proteína animal que criará a Câmara Setorial de Carnes e um sistema de autocontrole na inspeção nos frigoríficos. “O processo inicial é de vocês, vocês é quem têm que cuidar, que são os responsáveis. Mas se a gente chegar na unidade em uma auditoria e comprovar que há coisas erradas, as punições serão mais fortes, caneta pesada. Isso vai valer para peixe, para boi, enfim, para todos os produtos de origem animal”, alertou em reunião com o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar.

Segundo comunicado do ministério, temas como melhora no diálogo e transparência também foram abordados na reunião. “Nesse sistema de inspeção mais moderno, cada um terá a sua responsabilidade e assumirá as suas decisões e seus atos”, explicou a ministra. Para isso, a defesa agropecuária vai cobrar a responsabilidade da qualidade e da segurança alimentar exigidas pela sociedade”, completou.

A aproximação será intensificada com a unificação de todas as câmaras setoriais (carnes, aves e suínos) em uma só: a Câmara Setorial de Carnes, para centralizar os pleitos do setor.

Na visão da ministra, para a abertura de novos mercados o papel dos adidos será fundamental. “Eles deverão estar muito perto de nós e queremos dar uma missão para eles: receber as demandas do setor privado, que já estudou os mercados de interesse e sabe as particularidades de cada importador. “Vocês têm a missão interna para as auditorias nas plantas industriais e nós vamos trabalhar o mercado para vocês”, concluiu.

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Fonte: Valor Econômico

Agroenergia

10. Cresce a concentração no comércio de açúcar

É quase uma questão física: muitos gigantes não conseguem mais ocupar, ao mesmo tempo, um espaço que tem encolhido. É o que está acontecendo no mercado mundial de açúcar. Mesmo com poucas grandes companhias atuando na comercialização da commodity, os baixos preços intensificaram uma tendência já observada em outros segmentos, como grãos: a concentração.

O valor das vendas globais de açúcar recuou 25% na safra internacional 2017/18 ante o ciclo anterior, para cerca de US$ 8,8 bilhões, consideradas as estimativas da Organização Internacional do Açúcar para as exportações de açúcar bruto e branco e os preços médios de cada um deles nas bolsas de Nova York e Londres.

O tombo foi grande porque em 2016/17 as cotações estavam atipicamente elevadas, em razão das intempéries que prejudicaram a oferta no Brasil. Ou seja, voltou a prevalecer, em 2017/18, o cenário de cotações - e margens - mais baixas que tem marcado a última década.

Nesse contexto, grupos importantes abandonaram a comercialização de açúcar e estimativas de mercado indicam que as três maiores tradings - Alvean (joint venture entre Cargill e Copersucar), RaW (joint venture entre Raízen e Wilmar) e Sucden - já respondem por 60% do volume movimentado.

No início do ano, uma das maiores companhias de agronegócios da Ásia, a Olam, sediada em Cingapura, comunicou suas mesas de operação que as negociações de açúcar seriam encerradas e que os operadores poderiam ser realocados para outras commodities. Meses antes, a americana Bunge, terceira maior companhia do agronegócios do planeta, havia vendido seu livro de contratos de açúcar para a asiática Wilmar - que tem a americana ADM como acionista e é sócia da Raízen na RaW.

Para justificar suas decisões, Olam e Bunge lembraram do longo período de preços baixos do açúcar, que comprimem os ganhos dos produtores e não oferecem a volatilidade que as tradings precisam para garantir margens. Se essa situação persistir, executivos e analistas dizem que a concentração vai continuar.

"A relação entre estoques e consumo nunca esteve tão ruim. Quando uma situação como essa dura anos e há oferta estressada, a consolidação toma lugar em qualquer mercado de commodity", afirmou Gareth Griffiths, CEO da Alvean, ao Valor. A companhia lidera a comercialização global de açúcar, com uma fatia de 30% do volume de açúcar bruto negociado na safra 2017/18 (encerrada em setembro). É a principal fornecedora para o Oriente Médio e a segunda maior para o Sudeste Asiático.

Também pesa nessa tendência o fato de o mercado de açúcar ser particularmente sensível a decisões políticas de países produtores como as da Índia, onde o governo tem aberto os cofres públicos para subsidiar produção e exportação.

"Nesse mercado, uma canetada muda tudo - tanto preços como fluxos, de onde vai e para onde. Isso dificulta a vida da empresa que precisa de estabilidade e estrutura institucional estável", diz João Paulo Botelho, da consultoria INTL FCStone.

A velocidade e o acesso à informação por cada vez mais agentes tornam a concorrência mais acirrada e também exigem ajustes estratégicos. "Antigamente, a informação vinha mais devagar, dava tempo de especular. Hoje, se não tiver uma atividade especulativa muito bem ajustada, não é possível sobreviver nesse mercado. Tem que ter investimento em análise de oferta e demanda", afirma Luiz Silvestre, diretor comercial da francesa Sucden no Brasil.

Essa maior facilidade no acesso à informação também enfraqueceu as tradings que trabalhavam como meras intermediárias. "As origens conhecem os destinos e os compradores. O papel da trading passou a ser mais de coordenação e contratação de grandes volumes de serviço de logística, seja de terminal ou de navio. As que se mantêm dependem da construção de confiança e relacionamento e se apoiando em contratos de logística", diz Plinio Nastari, presidente da consultoria Datagro.

No ano passado, por exemplo, a Alvean firmou contrato de longo prazo para fornecer açúcar bruto à Al Khaleej Sugar, dona da maior refinaria de açúcar do mundo, em Dubai. Esse tipo de relação estreita com produtores e compradores pode garantir às tradings a escala necessária para superar as baixas margens atuais e obter retorno.

Para Griffiths, da Alvean, o apoio financeiro e material dos acionistas contribui para que a trading tenha "um forte portfólio de ativos de logística" para operar e uma ampla cobertura de mercados. "É mais fácil de se mover para reduzir custos e proteger margens", afirma ele.

Silvestre, da Sucden, não vê a propriedade de ativos de logística como um fator determinante. O que importa, avalia, é mirar não em volumes - ainda que eles façam diferença -, mas em resultados. "O negócio hoje não tem mais o glamour de antigamente, quando os traders viajavam de primeira classe. As coisas mudaram. Em um mercado de margens pequenas, o que faz a diferença é a gestão de custo", afirma.

Outro fator de pressão foi a reorganização da atividade de refino, com o surgimento de refinarias independentes de produtores de açúcar bruto. "Elas conseguiram criar estoques de açúcar bruto consideráveis e hoje determinam a intensidade da demanda, o que também influencia o mercado", avalia Nastari.

Para um executivo que preferiu não se identificar, as características dos países que dominam o mercado de açúcar também não ajudam. "O açúcar é um produto que vai do terceiro para o quarto mundo. Muitos países tem risco de crédito", observa.

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Fonte: Valor Econômico

11. Em reunião com ministro, Unica defende importância da biomassa canavieira para o sistema elétrico

Representantes de aproximadamente 20 associações do setor elétrico nacional estiveram reunidos na quarta (23), em Brasília, com o novo ministro de Minas e Energia (MME), Almirante Bento Albuquerque, para discutir o futuro da matriz elétrica do País. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) esteve presente no encontro enfatizando a sustentabilidade da bioeletricidade sucroenergética e os principais pontos para o avanço desta fonte no Sistema Interligado Nacional (SIN).

A presidente da Unica, Elizabeth Farina, acompanhada pelo gerente em bioeletricidade da entidade, Zilmar de Souza, apresentou dados que reforçam o papel da biomassa canavieira para a segurança energética do Brasil.

Segundo a entidade, em 2018, o bagaço e a palha da cana ofertaram aproximadamente 21,5 mil GWh para a rede, o suficiente para abastecer 11,4 milhões de residências, evitando a emissão de 6,4 milhões de toneladas de CO2. Esse valor seria equivalente a uma mitigação proporcional ao cultivo de 45 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.

“A eletricidade gerada nas caldeiras das usinas sucroenergéticas ajudou a poupar 15% da energia armazenada capaz de ser armazenada nos reservatórios das hidrelétricas do submercado Sudeste/Centro-Oeste – justamente no período seco do ano”, reforça a Unica em comunicado enviado à imprensa.

Durante o encontro, Bento Albuquerque prometeu apoio prioritário à solução para a judicialização no Mercado de Curto Prazo (MCP), por conta de liminares de hidrelétricas questionando o conceito de risco hidrológico e o pagamento de débitos no MCP, que soma uma dívida acumulada de quase R$ 7 bilhões.

O ministro ainda informou que o governo deve apoiar a solução para os débitos referentes ao risco hidrológico no MCP prevista no Projeto de Lei 10.985, que tramita na Câmara, estimando um prazo de 30 dias para solução do tema, contado a partir do retorno do Congresso às atividades legislativas.

A Unica alega que desde 2015, por conta da judicialização no MCP, os produtores à biomassa não conseguem receber adequadamente pela geração excedente à comprometida em seus contratos. A entidade estima que as usinas sucroenergéticas tenham R$ 500 milhões retidos no MCP, afetados por decisões judiciais em processos dos quais nem sequer são parte.

“Na última liquidação no MCP, as usinas à biomassa sem proteção de liminar receberam apenas 2% de seus créditos naquele mercado. Temos oportunidades de produzir excedentes de geração à garantia física das usinas em 2019, mas a judicialização é uma grande barreira a ser resolvida para destravar a produção. Por isto, a importância do comprometimento do Ministério em dar prioridade a esta questão”, afirma Elizabeth Farina.

Durante a reunião, outros pontos importantes abordados foram: a renegociação com a Paraguai das bases financeiras do Tratado de Itaipu; a reforma do setor elétrico brasileiro, que terá por base as propostas discutidas na Consulta Pública MME 33/2017; a necessidade de avaliar os descontos aplicados nas tarifas de uso da rede (TUSD/T) aos consumidores que migram para o ambiente livre e se beneficiam do incentivo dado às fontes renováveis; e a integração no planejamento entre os setores energético e elétrico, citando nominalmente gás, biocombustíveis e a energia elétrica.

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Fonte: Unica/NovaCana

12. Moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul acumula 562,7 milhões de toneladas

O volume total de etanol comercializado pelas unidades produtoras do Centro-Sul somou 1,26 bilhão de litros de etanol nos primeiros quinze dias de 2019, crescimento de 20,78% em relação à mesma quinzena do ano anterior (1,04 bilhão de litros), sendo 66,15 milhões destinados à exportação e 1,19 bilhão ao mercado doméstico.

A expansão das vendas do etanol hidratado no mercado interno continua intensa no início deste ano, somando 866,82 milhões de litros. Esse volume representa um expressivo aumento de 32,10% em relação ao valor registrado em igual período de 2018 (656,16 milhões de litros).

Informações preliminares permitem estimar que o mercado de combustíveis do ciclo Otto (sem GNV) apresentou queda próxima a 3% em 2018 quando comparado ao ano anterior. Contudo, a participação do hidratado deve apresentar significativo crescimento, atingindo aproximadamente 26% em 2018 contra 17,8% em 2017. Essa ampliação da relevância do biocombustível decorre do aumento superior a 40% no consumo de etanol, com uma redução de 13% no mercado de gasolina C.

Com efeito dessa expansão e da alta competitividade do etanol nos postos revendedores, o uso do hidratado propiciou aos consumidores brasileiros uma economia de R$ 6,5 bilhões em 2018. A considerar somente os Estados com uma política tributária que reconhece os benefícios do biocombustível, como São Paulo, Goiás, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso, o montante somou R$ 6,2 bilhões.

De acordo com o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, "nos últimos três meses de 2018, o hidratado registrou uma participação próxima a 30% no mercado de combustíveis leves, em gasolina equivalente, situação que reflete a elevada competitividade do renovável frente a gasolina no período e que deve se manter durante toda entressafra".

As vendas acumuladas de etanol pelas usinas desde o início da safra 2018/2019 até 16 de janeiro somaram 24,34 bilhões de litros, com 1,29 bilhão de litros exportados e 23,05 bilhões de litros comercializados internamente – crescimento acumulado de 16,63% na comparação com o ciclo 2017/2018. Esse volume inclui o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e milho.

Moagem e produção

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades no Centro-Sul somou 523,5 mil toneladas na primeira metade de janeiro. No acumulado da safra 2018/2019, a moagem alcançou 562,67 milhões de toneladas, configurando queda de 3,55% sobre o valor observado em igual período do ciclo anterior (583,40 milhões de toneladas).

Levantamento atualizado junto às empresas indicam que nesta entressafra sete unidades processadoras de cana e oito de milho permanecem em operação no Centro-Sul.

Com a baixa moagem entre 1º e 16 de janeiro, as produções de etanol e açúcar também foram residuais. A quantidade fabricada de açúcar atingiu 11,3 mil toneladas no período, enquanto o volume produzido de etanol totalizou 70,35 milhões de litros (35,44 milhões de litros de etanol hidratado e 34,91 milhão de litros de etanol anidro).

"Parcela majoritária da produção do renovável observada na primeira metade de janeiro se refere ao etanol de milho", destacou Rodrigues. Segundo levantamento da Unica, dos 70,35 milhões de litros fabricados naquela quinzena, 45,82 milhões de litros (65%) foram etanol de milho.

No acumulado desde o início da safra 2018/2019 até 16 de janeiro de 2018, a produção de açúcar somou 26,35 milhões de toneladas, contra 35,83 milhões de toneladas em idêntico período do ciclo passado. Em relação ao etanol, o volume fabricado totalizou 30,20 bilhões de litros, dos quais 9,14 bilhões de litros de etanol anidro e 21,06 bilhões de litros de etanol hidratado.

Este volume superior a 30 bilhões de litros corresponde a um crescimento de 19,54% sobre 2017/2018 (25,26 bilhões de litros), sendo que o etanol produzido a partir do milho alcançou 562,80 milhões de litros no ciclo corrente.

Do total de matéria-prima processada nos primeiros 15 dias de janeiro, 78,11% destinaram-se à produção do renovável. No acumulado da safra, esse percentual atingiu 64,54%.

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Fonte: Unica/Agrolink

Grãos e Grandes Culturas

13. Produção de soja deverá diminuir quase 12% no PR

Mais uma vez a região oeste do Paraná será responsável por uma quebra da produção de grãos no Estado.

O clima quente e seco de novembro e dezembro fez com que o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado reduzisse em 11,9% sua estimativa para a colheita total de soja do Estado nesta safra 2018/19 em relação ao cenário traçado anteriormente, que previa estabilidade em relação a 2017/18. Ou seja, as 16,9 milhões de toneladas agora calculadas representam quedas de 11,9% sobre a temporada anterior e de 14% na comparação com as primeiras projeções para o ciclo corrente.

Na temporada 2017/18, a região oeste do Paraná sofreu com perdas de produção na segunda safra de milho - a safrinha. Houve redução de 25,6% em relação às primeiras projeções para a safra, que ficou em 9,1 milhões de toneladas.

"A gente está colhendo as piores áreas de soja agora. Foram as lavouras mais precoces do oeste e do centro-oeste do Estado que sofreram com o clima seco e quente", explicou Marcelo Garrido, economista do Deral. A produtividade da safra 2018/19 foi revisada de 3.503 quilos por hectare para 3.108 quilos.

Até o momento, 15% dos 5,4 milhões de hectares estimados para a safra paranaense foram colhidos. Cerca de 70% das lavouras que ainda estão nos campos apresentam condições boas de desenvolvimento, mas o Deral aponta que 23% das lavouras estão em condições médias e 7%, em condições ruins.

"Ainda assim, eu posso dizer que não teremos uma produção maior que 16,9 milhões de toneladas. Se houver revisão, será para baixo", disse Garrido.

O levantamento do Deral mostrou que 29% das lavouras estão em fase de maturação, 46% em frutificação, 21% em floração e 4% em desenvolvimento vegetativo. O Deral também apontou que as vendas de soja ainda caminham a passos lentos no Estado. Segundo dados divulgados ontem, chegaram a 3,7 milhões de toneladas, apenas 22% da colheita estimada.

Para a primeira safra de milho, o Deral reduziu em 3,3% sua estimativa em relação ao previsto em dezembro, para 3,1 milhões de toneladas, com produtividade média de 8.707 quilos por hectare. A colheita está em 3% dos 356 mil hectares estimados para a safra de verão.

Com relação à safra de inverno do cereal, o Deral elevou a área estimada em 0,2%, para 2,192 milhões de hectares, 4% a mais que no ciclo 2017/18. "A colheita acelerada da soja pode até estimular que o agricultor aumente mais a área de milho de segunda safra em detrimento do trigo", afirmou Edmar Gervásio, economista do Deral.

Segundo ele, até o momento as previsões apontam para boas condições de desenvolvimento do cereal. A produção da segunda safra está estimada em 12,7 milhões de toneladas no Paraná, avanço de 39% ante a temporada de inverno de 2017/18. As vendas antecipadas de milho já chegam a 5% da produção projetada.

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Fonte: Valor Econômico

14. Clima em outros Estados também preocupa

Depois de um início avassalador, com clima favorável ao plantio e trabalhos de campo surpreendentemente acelerados, a atual safra de soja (2018/19) dava todos os sinais de que poderia quebrar o recorde da temporada 2017/18, considerada "excepcional" por analistas.

Mas depois que os primeiros talhões foram colhidos em Mato Grosso e no Paraná, que lideram a produção brasileira do grão, o recorde passou a ser um sonho distante. Isso não significa que o volume total será muito menor que o da temporada passada, mas certamente muitos agricultores enfrentarão problemas.

A falta de chuvas, combinada com o excesso de nebulosidade e o calor intenso, reduziu a produtividade das lavouras de plantio precoce e as perspectivas já não são tão positivas, num cenário que afeta também Mato Grosso do Sul.

Ao mesmo tempo, no Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor do país, é o excesso de precipitações que deverá afetar o rendimento nas regiões da Campanha e da Fronteira Oeste, onde têm havido alagamentos e enchentes, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater/RS-Ascar).

Conforme a Emater, perdas estão sendo avaliadas nos polos de Dom Pedrito, Santa Maria, São Pedro do Sul, Mata e São Vicente do Sul, entre outras, e as perdas tendem a ser significativas. Por enquanto o problema é menor que o dos Estados ao norte, mas haverá quebras individuais significativas.

"A chave desta safra será o peso do grão", afirmou Valmir Assarice, analista da Agroconsult. Segundo ele, amostras de grãos de lavouras precoces de Mato Grosso apresentaram peso abaixo da média em decorrência de problemas climáticos.

Caso São Pedro fique um pouco mais bem humorado, em Mato Grosso ainda é possível minimizar as perdas. Tanto que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda projeta a colheita estadual em 32,2 milhões de toneladas, apenas 0,4% menor que a do ciclo 2017/18.

"As chuvas deverão continuar irregulares até o fim da semana que vem. Da primeira semana de fevereiro em diante, começarão a ficar mais frequentes e poderá haver inclusive alguns períodos de invernadas", disse Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima.

Segundo ele, em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais as chuvas irregulares agravam as condicoes das lavouras. "Se chover neste fim de semana como está previsto, as perdas serão estancadas e poderá haver pouca mudança nas estimativas de safra para a soja. Mas se não chover a produção final vai despencar", disse.

"No mesmo talhão a gente pega uma reboleira que está boa e outras que estão ruins. Parece que passou uma nuvem no meio do campo e só", afirmou Marcelo Ferrari, produtor de Nova Mutum (MT). Essas chuvas "manchadas" têm sido comuns em todo o médio-norte de Mato Grosso nas áreas de plantio de variedades de sementes precoces.

Quebras mais significativas deverão ser percebidas no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Segundo a consultoria Agroconsult, no Paraná as perdas deverão chegar a 2,4 milhões de toneladas, e em Mato Grosso do Sul, a 1 milhão de toneladas.

No Matopiba (confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), também há preocupação. A previsão ainda é de poucas chuvas para os próximos dias e o quadro só deverá melhorar de fato em fevereiro.

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Fonte: Valor Econômico

15. IGC eleva previsão de safra global 2018/19 para 2,089 bilhões de toneladas

O Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou nesta quinta-feira (24/01), sua estimativa para a produção global de grãos em 2018/2019, para 2,089 bilhões de toneladas, de 2,079 bilhões em sua projeção anterior, divulgada em 22 de novembro. A nova previsão representa queda de 13 milhões de toneladas ante a temporada 2017/2018. A estimativa para a produção de grãos em 2017/2018 foi reduzida em 1 milhão de toneladas, para 2,102 bilhões de toneladas.

O IGC aumentou sua estimativa para a produção de trigo em 2018/19, de 729 milhões para 737 milhões de toneladas. A previsão para a colheita de soja 2018/19 foi cortada em 4 milhões de toneladas, para 363 milhões, refletindo principalmente o clima quente e seco no Brasil. O IGC elevou sua projeção para a safra global de milho, de 1,073 bilhão para 1,076 bilhão de toneladas.

Quanto aos estoques globais de soja ao fim da temporada 2018/19, a previsão foi aumentada de 51 milhões para 54 milhões de toneladas. A projeção para o comércio mundial da oleaginosa permaneceu inalterada em 152 milhões de toneladas.

A estimativa para estoques finais de milho foi elevada de 266 milhões para 271 milhões de toneladas. Já a previsão para estoques de trigo passou de 262 milhões para 263 milhões de toneladas.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Globo Rural

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