Conjuntura do Agronegócio

1. Entidades do agronegócio criticam plano de aumento de tributação em MT

Representantes do agronegócio estão preocupados com a proposta apresentada pelo governo de Mato Grosso de aumentar as alíquotas de imposto sobre produtos agropecuários como uma das medidas fiscais diante o estado de calamidade decretado na semana passada.

O aumento dos valores a serem recolhidos ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) deverá recair sobre soja, algodão, gado em pé, madeira, milho e carne desossada e com miudezas.

Uma nota conjunta assinada por 41 associações setoriais do agronegócio argumenta que “medidas como esta são danosas ao setor, tendo em vista a situação atual de endividamento dos produtores causada por problemas com a comercialização e também com a redução da produção devido ao clima e a situações adversas”.

As entidades afirmam que o setor já está convivendo com outros aumentos de custo de produção, como o derivado da variação cambial — que encarece insumos importados — e o tabelamento do frete.

Elas mencionam especificamente o efeito negativo que a taxação pode ter sobre a nascente indústria regional de etanol à base de milho, que tem recebido investimentos privados na construção de usinas para o aproveitamento do excedente de grãos.

O posicionamento, no entanto, não é homogêneo entre todos os representantes do agronegócio.

Juan Diego Ferrés, presidente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), disse que não aprova “integralmente” o projeto apresentado na Assembleia Legislativa, mas não assinou a nota conjunta e defendeu uma nova tributação do setor.

Em proposta já apresentada ao governador mato-grossense, a Ubrabio defende a criação de uma “política compensatória” que imponha uma tarifa ao produtor de soja para a criação de um fundo de estímulo à industrialização dessa cadeia no Estado.

Nessa política, as empresas esmagadoras teriam o benefício do Reintegra nas exportações de derivados de soja (farelo e óleo), o que, segundo Ferrés, pode estimular a demanda industrial local por soja no médio a longo prazo.

“As indústrias concorreriam mais pela compra de soja, que hoje está na mão das tradings. Apesar do imposto, o produtor teria o retorno em preço”, argumenta Ferrés.

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Fonte: Valor Econômico

2. Indústria de matérias-primas biológicas quer estar mais próxima do consumidor

Num momento em que emergem novas lideranças políticas ao redor do mundo que questionam as relações comprovadas entre mudanças climáticas e emissões de gases estufa derivadas de ações humanas, sobretudo a partir do uso de fontes fósseis de energia, a indústria que recorre a matérias-primas biológicas renováveis acredita que é hora de apelar ao público consumidor.

"A população ainda não sabe do que estamos falando", afirma Maurício Adade, presidente da multinacional holandesa DSM para a América Latina, em entrevista ao Valor. Ele acaba de assumir a presidência do conselho da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), que até dezembro do ano passado era chamada de Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial. O principal desafio da entidade, afirma, é coordenar esforços para convencer os consumidores sobre a importância do segmento, que atua com organismos vivos em substituição aos derivados fósseis, o que implica, também, valorizar os "bioprodutos" pelas vantagens ambientais.

"Existiram no passado muitas controvérsias sobre o benefício da biotecnologia, e ainda existe uma pequena conotação negativa", avalia Adade, que acredita que isso acontece por desinformação. "Temos que traduzir ao público que tudo o que começa com 'bio' é o que faz o mundo melhor. Quem tem uma visão mais holística do que vai acontecer com esse planeta está investindo em biotecnologia", defende.

A eleição do executivo da DSM - companhia que atua em diversos segmentos, desde alimentos humanos e rações, biocombustíveis, embalagens, cosméticos, fragrâncias, até vestimentas - para comandar pelos próximos dois anos a estratégia do segmento também denota a ampliação do escopo da ABBI, que até então estava focada em participar de debates sobre biocombustíveis.

Embora a frente de atuação junto ao público amplo seja considerada a mais desafiadora, não menos importante deve ser a articulação dessa indústria com o governo Bolsonaro. "Temos que demonstrar que o desenvolvimento econômico está intimamente ligado à bioeconomia no Brasil", indica Adade.

O executivo diz que está com um "otimismo cauteloso" quanto ao futuro do país e se identifica com algumas bandeiras levantadas pelo atual governo, como atração de investimentos estrangeiros e desburocratização. Nesse sentido, ele acredita que poderá haver maior celeridade nos processos envolvendo propriedade intelectual no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

"Isso já avançou com a criação das patentes verdes, mas pode avançar mais", diz. Criadas em 2012 (no governo Dilma), as patentes verdes garantem que pedidos relacionados a tecnologias renováveis passem na frente na fila de aprovação do INPI. Para ele, é preciso que o órgão crie critérios para a aprovação mais rápida de biotecnologias já admitidas em outros países.

Só isso, porém, não parece suficiente para fomentar mais investimentos na indústria renovável. Adade critica, por exemplo, a falta de isonomia de tratamento do poder público entre a indústria fóssil e a de renováveis. "A indústria do petróleo tem subsídios que nós não temos. Nós não queremos tirar o subsídio de um setor e trazer para outro, mas é preciso ter isonomia", defende. Essa distorção, avalia, faz parte da ausência ainda hoje existente de uma política de Estado voltada à "bioinovação".

Enquanto essa agenda não é construída, Adade acredita que o crescimento da indústria de matriz biológica renovável é um caminho sem volta. "Não tendo incentivo, não significa que não se fará nada. Mas quanto mais incentivos, maior o crescimento. Por isso temos que demonstrar os benefícios da biotecnologia", afirma.

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Fonte: Valor Econômico

3. Ruralistas pedem apoio de ministro para aprovar PLs de seu interesse

O próximo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), pediu hoje ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, apoio para a aprovação no Congresso de conhecidos projetos de lei de interesse da bancada ruralista, como o que agiliza o registro de agrotóxicos e o que flexibiliza regras para o licenciamento ambiental no país.

A pauta entregue a Salles contém 13 itens prioritários para os ruralistas, que propõem alterações ou revogação de portarias, decretos e instruções normativas que tratam de conversão de multas ambientais, criação das reservas da biosfera de todos os biomas e espécies ameaçadas de extinção. No caso do PL do licenciamento, Salles disse em entrevista recente ao Valor que não pretende propor um substitutivo do governo e que o MMA vai acatar a decisão do Congresso no assunto.

A indicação para o ministério do nome de Salles contou com o aval dos ruralistas e apoio declarado de diversas entidades do setor de agronegócios. Ele também foi diretor jurídico da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

Entre outras demandas, a FPA também pediu ao ministro a alteração na Lei 9.985/2000 e no Decreto 4.340/2002, “a fim de assegurar ao proprietário de terra dentro de UC [Unidades de Conservação Ambiental], que seja indenizado no prazo máximo de 5 anos”, de acordo com o documento.

A revisão no tempo de julgamento dos processos de auto de infração do Ibama, assim como “o desembargo de áreas de uso alternativo do solo”, e a implementação de um programa de conversão de multas lavradas antes de 22 de julho de 2008, onde não era vedado o desmatamento, também constaram do documento.

Ao Valor, Moreira disse que fez uma visita de cortesia a Salles, a quem também entregou um convite para a cerimônia de sua posse e da nova diretoria da FPA, em 19 de fevereiro. “Queremos tratar de projetos prioritários com o ministro em uma audiência futura, que ainda vai ser agendada”, afirmou.

O deputado também explicou que a FPA vem entregando pautas similares para vários ministros cujas áreas têm interface com o setor do agronegócio. Além de Salles, a bancada já levou um documento com itens prioritários à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que presidiu a FPA até o fim do ano passado e foi indicada ao cargo por seus colegas de bancada.

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Fonte: Valor Econômico

Insumos

4.Porto de Santos bate recorde de movimentação em 2018

O Porto de Santo registrou no ano passado a maior movimentação de cargas de sua história, 133,16 milhões de toneladas, 2,5% acima do resultado de 2017, informou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

A soja foi o produto com maior movimentação no Porto de Santos no ano passado - Arquivo/Agência Brasil Segundo a Codesp, a soja foi o produto de maior movimentação no porto. Os embarques, que totalizaram 94,34 milhões de toneladas, marca também recorde, tiveram aumento de 0,8% sobre 2017. O principal destaque foi a soja a granel (20,58 milhões de toneladas), a carga de maior movimentação no porto, com aumento de 24,9% sobre o ano anterior.

O segundo produto mais embarcado foi o açúcar (15,06 milhões de toneladas), seguido do milho (12,66 milhões), celulose (4,65 milhões) e sucos cítricos (2,38 milhões). Os dois últimos também registraram recorde de movimentação anual.

Os desembarques atingiram também a maior movimentação histórica: 38,82 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação a 2017. O produto com maior movimentação no período foi o adubo, com 4,58 milhões de toneladas, seguido da amônia (2,12 milhões de tonelada).

"O resultado recorde registrado em 2018 deve ser ainda mais exaltado, considerando que duas das principais cargas movimentadas no Porto de Santos tiveram grandes quedas, devido a fatores climáticos e de mercado", ressaltou o diretor de Relações com o Mercado e Comunidade da Codesp, José Alfredo de Albuquerque e Silva.

A movimentação de açúcar foi 4,5 milhões de toneladas inferior à de 2017, e a do milho, 1,6 milhão de toneladas menor.

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Fonte: Agência Brasil/UDOP

5. Syngenta leva o campo – e o futuro – até o produtor

Pela tela do celular você é convidado a fazer parte de uma experiência imersiva pelas lavouras de soja e acompanhar de perto os resultados do portfólio de fungicidas. O Dia de Campo Digital é mais uma novidade que a Syngenta preparou para levar o campo – e o futuro – até o produtor.

A apresentação dos resultados do campo já é uma prática comum da empresa e um compromisso com o agricultor. Este ano o balanço será feito em um novo formato, mais dinâmico e interativo. Direto das lavouras, especialistas irão compartilhar conteúdo com produtores de todos os cantos do país através de transmissão online com a inovadora tecnologia 360 graus.

“Por sermos uma empresa que aplica alta tecnologia no desenvolvimento de nossos produtos, enxergamos a necessidade de refletir e replicá-la na forma de apresentar os resultados dos nossos Dias de Campo”, explica o gerente de produtos Fungicidas da Syngenta, Leandro Bessa. “Sobretudo, é uma forma de levar esse conteúdo aos nossos clientes de maneira rápida, onde quer que eles estejam”.

As transmissões acontecerão entre os meses de janeiro e março nas principais regiões do Brasil. “Dentro de 3.000 áreas pelo país, escolhemos as regiões detentoras dos maiores desafios no controle de doenças na cultura da soja, como ferrugem e manchas”, conta Leandro. As duas doenças podem causar até 50% de perdas na produtividade da lavoura.

O controle de doenças vem se tornando um grande desafio. Para enfrentar o problema de forma eficiente e sustentável, a Syngenta desenvolveu o Manejo Consciente, que reúne dez princípios sobre a correta aplicação dos fungicidas.

“O manejo de doenças na cultura da soja é uma prática fundamental para alcançar altas produtividades. Escolher as melhores práticas e meios de manejar é o caminho para contribuir com a agricultura do país”, conclui Leandro.

O futuro já chegou no campo com a Syngenta.

A Syngenta tem se dedicado ao desenvolvimento de tecnologias para revolucionar o controle de pragas, plantas daninhas e doenças. Com soluções do plantio à colheita, inaugura uma nova perspectiva de produtividade e rentabilidade para o agronegócio brasileiro.

Além da tecnologia, outro grande aliado do produtor neste processo é a informação. “Os ‘Dias de Campo’ trazem conhecimento e informações valiosas confirmadas na prática sobre as maneiras mais efetivas de aplicar os produtos e a relação direta entre Investimento X Produtividade X Lucro”, informa o gerente de produtos. “Com todos estes dados à disposição, ele pode planejar de forma mais confiável e consciente as aplicações em suas lavouras”.

A primeira transmissão 360 graus do Dia de Campo Digital acontece em 25 de janeiro, direto de Deciolândia – Diamantino/MT, com a presença do pesquisador e Diretor da Agrodinâmica, Valtemir José Carlin, falando sobre as estratégias de manejo de doenças. “O produtor pode esperar uma imersão tecnológica extremamente interativa, além do alto nível de conhecimento de renomados pesquisadores”, finaliza Leandro.

Acompanhe as novidades sobre as transmissões no portal e nas redes sociais Syngenta e programe-se para experimentar o futuro com a gente: https://www.agrolink.com.br/inc/rd.aspx?cd=36763&utm_source=website&utm_medium=publieditorial-clicktag&utm_content=Dia de Campo Digital&utm_campaign=2019_jan---syngenta---webminar---pi-391

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Fonte: Agrolink

6. Pesquisadores identificam um novo vírus associado ao mosaico do trigo

Em uma entrevista exclusiva realizada pela Royal Academy of Engineering, Pilar Carbonero Professora Emérita de Bioquímica e Biologia Molecular da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Politécnica de Madri (UPM) afirmou que a situação da Europa com os transgênicos é uma “esquizofrenia intolerável”. De acordo com ela o medo dos transgênicos não se justifica.

“Eles têm os mesmos riscos que qualquer outra planta", diz. Ele acrescenta que o medo é o resultado da propaganda vendida como proteção ao agricultor local. "Pensar que vamos alimentar 10 bilhões de pessoas com agricultura orgânica menos produtiva é um absurdo”, completa a professora.

Ela explica que, se tudo ocorrer aos níveis em que estamos vendo hoje, em 2050, seremos 10 mil milhões de pessoas, o que representa um desafio muito importante de escassez de terras agrícolas e de água, com a necessidade de fazer duas colheitas por ano. Nesse cenário, Cabronero reconhece que esses desafios implicam a necessidade de fazer um esforço em todos os níveis, não só agronomicamente.

"Será necessário modificar a fisiologia das plantas com toda a tecnologia que temos à nossa disposição. A engenharia genética (biotecnologia) e a edição de genomas serão uma parte importante. O que está acontecendo agora na Europa com plantas transgênicas é uma esquizofrenia intolerável", comenta.

Ela afirma que barreiras estão sendo feitas, tornando praticamente impossível para um agricultor europeu cultivar plantas geneticamente modificadas, enquanto grandes quantidades de milho e soja vão diretamente para as fábricas de ração para alimentar o gado. Como solução, a professora defende a legislação com base científica focada no produto final e não na metodologia utilizada.

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Fonte: Agrolink

Proteína Animal

7. Ministério da Agricultura desconhece razões técnicas de veto saudita

O Ministério da Agricultura estuda enviar em breve uma missão técnica à Arábia Saudita para compreender as razões que levaram Riade a suspender as exportações de carne de frango de 33 frigoríficos brasileiros, afirmou uma fonte do governo.

Técnicos da pasta admitem que ainda há muito a se esclarecer no campo técnico sobre o motivo que levou o principal país importador de carne do frango do Brasil a barrar os frigoríficos. Os sauditas ainda não divulgaram um posicionamento oficial e a embaixada do país em Brasília vem evitando declarações.

Segundo técnicos consultados pelo Valor, não houve alegação de problemas sanitários por parte dos sauditas, como é comum em episódios de suspensões como essa. Isso reforça a tese do ministério de que a razão para as desabilitações tem fundo comercial.

No momento, fiscais do Ministério da Agricultura ainda se debruçam sobre o relatório da última auditoria realizada pelos sauditas no Brasil em outubro, quando oito plantas de aves e três de bovinos foram inspecionadas pelos sauditas.

Já se sabe que apenas uma dessas auditadas — a unidade da BRF em Lajeado (RS) — está na lista dos estabelecimentos desabilitados. Após a inspeção saudita, 25 unidades foram autorizadas a exportar.

Uma fonte a par do assunto avalia que as negociações também devem demorar a engrenar. A embaixada brasileira em Riad, capital da Arábia Saudita está em transição. Amanhã será o último dia de Flávio Marega como embaixador.

Na manhã de hoje, aliás, o perfil do jornal saudita Al Riyadh no Twitter publicou uma foto de uma audiência entre Merega e o rei Salman bin Abdul-Aziz al-Saud. A despedida de Marega era a pauta da audiência. Não está claro se as restrições à carne de frango foram abordadas na audiência.

O posto de Merega será transmitido a Marcelo Dela Nina, que está deixando a função de ministro-conselheiro na embaixada do Brasil em Pequim e tem uma trajetória ligada a comércio exterior e assuntos econômicos dentro do Itamaraty. Dela Nina, contudo, só deverá assumir no fim de fevereiro.

Além do atraso resultante do processo de transição na embaixada, o adido agrícola do Brasil na capital saudita, Marcelo Moreira, está de férias. Na semana que vem, Moreira estará de volta e deverá ter a primeira reunião com autoridades do serviço veterinário saudita.

Nas conversas com o setor privado, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, foi instada a visitar a Arábia Saudita o mais rápido possível para tratar do assunto, mas ainda não há uma previsão para tal visita.

Notícia na ítnegra

Fonte: Valor Econômico

8. Futuro das relações entre Brasil e árabes preocupa câmara de comércio

Ainda que acredite que o veto da Arábia Saudita a cinco unidades frigoríficas brasileiras que exportavam carne de frango a seu mercado tenha motivações técnicas e sanitárias, Rubens Hannum, presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), reconhece que a ameaça do governo Bolsonaro de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém complica qualquer negociação entre o Brasil e os países árabes neste momento.

“Os países árabes estão preocupados, já que uma eventual mudança da embaixada colocará as relações em risco. Mesmo nesse caso da Arábia Saudita, cujas questões são técnicas, esse “ruído” atrapalha”, disse Hannum. “E isso vale para os países árabes como um todo. A questão é sensível, subjetiva e intangível. Ou seja, é muito mais difícil de contornar do que no caso de questões técnicas como as que foram levantadas pela Operação Carne Fraca, por exemplo”.

Quando a Carne Fraca veio à tona, em março de 2017, e revelou um esquema de corrupção entre fiscais agropecuários federais e funcionários de frigoríficos, a Câmara Árabe rapidamente buscou esclarecer aos países árabes importadores de carnes brasileiras do que se tratava e ajudou a evitar que barreiras a produtos brasileiros fossem erguidas. A entidade vem tentando tranquilizar os importadores diante do imbróglio da embaixada, mas nesse caso as conversas têm sido mais difíceis.

Hannum revelou que nas próximas semanas uma missão da Câmara Árabe irá à Arábia Saudita para se reunir com o ministro responsável pelo projeto “Saudi Vision 2030”, que busca estimular avanços em diversos setores produtivos do país.

No caso da carne de frango, lembrou Hannum, a meta é que a produção local passe a representar 60% da demanda doméstica, percentual que atualmente é de cerca de 30%.

Segundo a CCAB, as exportações brasileiras para os 22 países que compõem a Liga Árabe renderam, no total, US$ 11,5 bilhões em 2018, 15,5% menos que em 2017. No caso da carne de frango, os embarques somaram US$ 2,2 bilhões, em queda de 16,1%. A Arábia Saudita liderou as compras, com US$ 808,5 milhões, e foi também o principal destino das exportações brasileiras do produto como um todo.

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Fonte: Valor Econômico

9. Cinco abatedouros de aves de SC podem exportar à Arábia Saudita

Dos 25 abatedouros de aves do Brasil que ainda podem exportar carnes para a Arábia Saudita, cinco estão localizados em Santa Catarina, informou a Associação Catarinense de Avicultura, em nota.

Ontem, a Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentos (SFDA, na sigla em inglês) proibiu 33 abatedouros de aves do Brasil de exportarem.

No caso de Santa Catarina, as cinco plantas autorizadas a vender aos sauditas pertencem à JBS (Itapiranga, Itaiópolis e Ipumirim) e à BRF (Videira e Capinzal).

Segundo a Acav, a restrição imposta pela Arábia Saudita terá um impacto “pequeno” sobre a agroindústria catarinense. De acordo com a associação, apenas duas unidades — um abatedouro de aves Vossko, em Lages, e um da BRF, em Chapecó — foram desabilitadas.

A Acav ressaltou, ainda, que o embargo ao abatedouro de Chapecó ocorreu porque quando os técnicos da Arábia Saudita visitaram o Brasil para uma missão sanitária, em outubro do ano passado, as operações da unidade estavam paralisadas temporariamente por conta da suspensão dos contratos de trabalho (lay off) dos funcionários. Essa suspensão já terminou e a planta voltou a funcionar.

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Fonte: Valor Econômico

Agroenergia

10. Cargill e Royal DSM estabelecem joint venture para levar ao mercado adoçantes com valor calórico reduzido

Atender à crescente demanda por produtos não-artificiais, com poucas calorias e sabor agradável é um dos grandes desafios atuais para produtores de alimentos e bebidas. Hoje, a Cargill e a Royal DSM, uma empresa global baseada na ciência em Nutrição, Saúde e Vida Sustentável, anunciaram uma nova joint venture, a Avansya, para ajudar a indústria a atender ao desejo de seus consumidores.

Juntas, as empresas produzirão, por meio do processo de fermentação, moléculas de sabor doce como os glicosídeos de esteviol Reb M e Reb D, dando aos fabricantes de alimentos e bebidas uma solução de maior escala e menor custo do que se as mesmas moléculas fossem extraídas da folha de stevia.

O novo empreendimento une as tecnologias de ambas as empresas para a produção de produtos glicosídicos de esteviol feitos por fermentação e comercializará seus produtos sob uma única marca, a EverSweet.

A joint venture será uma parceria de 50% entre as duas empresas. O estabelecimento da joint venture está sujeito a aprovações regulatórias e outras condições habituais, mas as companhias esperam que ele seja finalizado no primeiro trimestre de 2019.

De acordo com comunicado à imprensa, a parceria “alavanca os pontos fortes e altamente complementares” das duas empresas para trazer ao mercado glicosídeos de esteviol Reb M e Reb D derivados de fermentação. A DSM traz seu conhecimento em biotecnologia, fornecendo expertise em pesquisa e desenvolvimento, incluindo técnicas de fermentação e produção de enzimas, além de possuir relacionamento com clientes em segmentos específicos de mercado.

Já a Cargill traz sua experiência em aplicação e sua presença comercial global no mercado de adoçantes e sua capacidade de fermentação em larga escala, com acesso a fornecedores de matéria-prima localizados próximos a sua fábrica em Blair, Nebraska (EUA).

A joint venture fará uso de uma nova instalação de fermentação que está sendo construída em Blair, que deverá estar concluída e operando em meados de 2019.

“Estamos muito satisfeitos em anunciar esta joint-venture com a Cargill”, diz o presidente da DSM Food Specialties, Patrick Niels. “Uma das transformações mais significativas nos mercados globais de alimentos e bebidas é a iniciativa de reduzir o açúcar na dieta das pessoas. Esta parceria nos permitirá trazer soluções de redução de açúcar produzidas de forma sustentável, com base em glicosídeos de esteviol, de forma mais rápida, eficaz e em larga escala para gerar impacto global”.

Por sua vez, o vice-presidente de segmento de alimentos da Cargill na América do Norte, Chris Simons, ressaltou que a demanda por soluções de redução de açúcar é “urgente, global e cresce rapidamente”. “Enquanto os consumidores buscam alimentos e bebidas que ajudam a atender suas necessidades ou objetivos alimentares, seja para uma dieta diabética ou simplesmente para reduzir a ingestão de calorias e açúcar, os donos de marcas sabem que o sabor não pode ser comprometido”, completa.

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Fonte: Dinheiro Rural/NovaCana

11. GranBio retomará operações comerciais em sua usina de etanol

A produtora brasileira de biocombustíveis GranBio retomará suas operações comerciais em sua usina de etanol celulósico, a Bioflex 1, até o final de janeiro, informou a empresa nesta terça-feira.

A usina, localizada no estado de Alagoas, no nordeste do país, extrai bagaço e palha da cana-de-açúcar para produzir etanol celulósico, ou etanol de segunda geração (2G). A planta é a primeira desse tipo construída no hemisfério sul e tem capacidade para produzir 82 milhões de litros por ano.

A Bioflex 1 entrou em operação em setembro de 2014, mas foi interrompido em 2016 depois que complicações no pré-tratamento de sua carga de cana-de-açúcar forçaram o desligamento.

A planta deve produzir cerca de 30 milhões de litros de etanol este ano e 50 milhões de litros em 2020.

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Fonte: O Petróleo/NovaCana

12. Preços do açúcar sobem em Nova York e Londres

Os contratos futuros do açúcar subiram, nesta quarta-feira (23), tanto em Nova York quanto em Londres. Na bolsa americana o açúcar bruto para março/19 fechou em 12,97 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 4 pontos. Os contratos futuros para maio/19 foram comercializados a 13.08 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2 pontos.

Em Londres, os contratos com vencimento em março/19 foram firmados em US$ 350,70 a tonelada, valorização de 2,10 dólares. Na tela maio/19 os contratos fecharam em US$ 359,20 a tonelada, alta de 2 dólares.

De acordo com o jornal Valor Econômico de hoje, as cotações do açúcar se descolaram do mercado do petróleo, em meio às perspectivas de déficit global.

São Paulo

Ontem, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal, estado de São Paulo, fechou em R$ 69,05/saca de 50 kg, leve alta de 0,09

Etanol

De acordo com os índices da Esalq/BM&FBovespa, posto Paulínia, o etanol hidratado fechou em baixa ontem, negociado a R$ 1.628,50 o metro cúbico, desvalorização diária de 0,88%.

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Fonte: UDOP

Grãos e Grandes Culturas

13. Clima prejudica produção gaúcha de arroz

Prepare-se: o arroz, indispensável no prato dos brasileiros, vai ficar mais caro a partir de fevereiro. A culpa é do El Niño, fenômeno meteorológico que gera aumento de chuvas no Sul do país e que, mesmo não sendo "típico" em 2019, deverá motivar uma quebra de 15% a 20% na safra no Rio Grande do Sul, responsável por 70% da produção nacional.

Em média, os preços pagos aos agricultores até agora subiram pouco entre dezembro e janeiro, cerca de 2%, mas em alguns municípios produtores importantes, como Uruguaiana, a alta já foi maior, de 8%. A expectativa é que esse movimento comece a chegar no varejo nas próximas semanas.

Além do excesso de chuvas nas últimas semanas, que prejudicou a floração dos arrozais no oeste do Rio Grande do Sul e encharcou boa parte das lavouras em outras regiões, o céu encoberto não permite o crescimento das plantas.

De acordo com levantamento da Emater/RS-Ascar, 50,3 mil hectares estão alagados. No total, a área plantada do Estado alcança cerca de 1 milhão de hectares - 518 mil no oeste gaúcho. Conforme o órgão, os prejuízos nas lavouras da cultura até agora chegam a R$ 342 milhões.

Nesse cenário, a produção do Rio Grande do Sul deverá cair para 7,3 milhões de toneladas, ante uma perspectiva inicial de 8,2 milhões. Na temporada passada, foram colhidas 8 milhões de toneladas, de acordo com a Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). O resultado final deverá ser conhecido apenas entre o fim de fevereiro e início de março, quando acaba a colheita nas principais cidades produtoras.

Além das intempéries que afetam a colheita, os estoques de passagem desta safra, calculados em 383,1 mil toneladas, são um dos menores da história, segundo a Conab. No ciclo 2017/18, eram 675,8 mil toneladas, e em 2016/17, 711,6 mil. Há uma década, os estoques variavam de 1,5 milhão a 2 milhões de toneladas.

A indústria tem tentado se proteger da futura escassez de oferta acelerando as compras em um período normalmente marcado pelo baixo volume de negócios. "Tivemos uma procura atípica em dezembro e neste mês. Tínhamos 400 mil sacas em estoque e agora temos 200 mil. Se continuar assim, não teremos nada em fevereiro", afirma Milton Cesar Lucena Saldanha, gerente da Cooperativa Agrícola de Uruguaiana.

O preço médio da saca para os grãos de melhor qualidade na cidade passou de R$ 36, em dezembro, para R$ 39 neste mês de janeiro. O indicador Cepea/Esalq, porém, recuou - 1,4% desde o começo de dezembro, para R$ 40,12.

"Compramos normalmente cerca de 5 mil toneladas de arroz por semana. Tínhamos a intenção de elevar as negociações neste momento, mas os produtores que têm estoque estão segurando o produto e só estamos conseguindo comprar 80% disso", conta Lázaro Moreto, CEO da Broto Legal. O preço pago pela empresa a seus fornecedores subiu 6,5% nos últimos 15 dias, para R$ 41.

Apesar dessa valorização dos preços, produtores e até a indústria afirmam que a preço da saca continua abaixo dos custos de produção. De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), nesta safra o custo médio chega a R$ 48,68 por saca.

"Foi um azar para o produtor, mas quando ele comprou os insumos, o dólar estava a R$ 4, tudo ficou muito caro. Com essa quebra de safra, piorou a situação", afirma Moreto, que realça que o alta de preços poderá servir para rentabilizar o segmento como um todo e não desestimular o plantio nas próximas temporadas.

Paulo Hofer, diretor financeiro da RiceTec, empresa que vende sementes híbridas de arroz, contudo, está mais pessimista. "Quem puder substituirá o arroz por soja, mas em terrenos que não é possível a troca, como no oeste do Rio Grande do Sul, haverá casos de abandono total de área para pastagem", afirma

"Há dois anos, a saca custava R$ 50", lembra também André Ziglia, diretor de suprimentos da Camil. Ele afirma, porém, que a Camil não está entre as indústrias que intensificaram as compras neste mês. "Seguimos o cronograma porque normalmente, no arroz, é possível repassar os preços ao varejo e ao consumidor."

Por causa disso, garante o executivo, a Camil terá uma rentabilidade melhor com o produto em 2019. A tendência já havia sido sinalizada pelo CEO Luciano Quartiero na mais recente divulgação de resultados da empresa.

De acordo com os representantes das duas companhias, o consumidor leva de 40 dias a um mês para sentir o aumento dos valores no campo nas gôndolas dos supermercados. O arroz tem peso de 24,5566 no sub índice de alimentos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e de 0,5995 do indicador total medido pelo IBGE.

Apesar da previsão de oferta menor e aumento de preços, Ziglia garante que não haverá desabastecimento, porque o Brasil sempre pode importar arroz de países vizinhos. No Uruguai e em parte da Argentina, o El Niño também causou chuvas em excesso, mas esses países têm arroz para exportar. No Paraguai, não haverá quebra de safra.

"A Camil não compra arroz do Paraguai, mas muitas indústrias brasileiras o fazem", diz Ziglia. O arroz importado pela empresa normalmente é destinado a suas marcas de entrada e representa entre 5% e 10% do total ofertado.

Soja também sofre

As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul também causaram provocaram prejuízos aos produtores de soja. Enquanto em outras regiões do país o problema é a seca, na área de 1 milhão de hectares de soja na região de Campanha e na Fronteira Oeste o alagamento já comprometeu a produtividade. Segundo a Emater do Estado, 275 mil hectares em 52 municípios foram completamente comprometidos, o que representa uma perda estimada de R$ 435 milhões. Em outras regiões, a baixa luminosidade e o solo úmido têm elevado o nível de pragas e doenças fúngicas. "É cedo para uma avaliação mais consistente, mas 1.950 produtores e mais de 339 mil tonelada de soja estão perdidas", diz a Emater.

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Fonte: Valor Econômico

14. Exportações de soja do Paraguai tiveram leve queda em 2018

As exportações de soja do Paraguai recuaram 1,2% em 2018 em ao ano anterior e somaram 6,25 milhões de toneladas, informou a Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco).

O principal destino das vendas paraguaias foi a Argentina, que absorveu 67% do total, ou 4,2 milhões de toneladas. Em seguida ficou a Rússia, com fatia de 14%, ou 894 mil toneladas. Já a União Europeia comprou 5% da soja paraguaia (312 mil toneladas).

O ranking das principais tradings exportadoras de soja do país é encabeçado pela chinesa Cofco Agri, que movimentou 17% do total vendido. Em seguida aparecem Cargill (16%), Sodrugestvo Paraguay (15%), Vicentín (13%), ADM (12%), Agrofértil (6%), Louis Dereyfus Company (6%), Bunge (6%) e Trans Agro (5%).

Já as exportações paraguaias de trigo cresceram nove vezes e passando de 26 mil toneladas, em 2017, para 233 mil no ano passado, de acordo com a Capeco.

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Fonte: Valor Econômico

15. Tabaco gera US$ 2 bilhões em divisas em 2018

O Brasil embarcou 461 mil toneladas de tabaco em 2018, gerando praticamente US$ 2 bilhões em receita para o País. Só dos portos dos três estados da Região Sul, onde se concentra o cultivo de tabaco, saíram 457 mil toneladas, com receita de US$ 1,95 bilhão. O resultado mantém o País como o maior exportador de tabaco do mundo, mantendo a liderança há 26 anos (desde 1993). O destaque no cenário internacional foi novamente confirmado pelos levantamentos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (atual Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais).

Atualmente, o tabaco representa 0,8% do total de exportações brasileiras e 3,9% dos embarques da Região Sul. No Rio Grande do Sul, onde o produto é bastante representativo, foi responsável por 7,4% do total de exportações. Conforme o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, o Brasil detém de 25% a 30% dos negócios mundiais de tabaco. "Em 2018, tivemos uma pequena queda nas exportações em relação ao ano anterior, quando foram exportadas 462 mil toneladas, movimentando US$ 2,09 bilhões", conta. "Isso se deve, em grande parte, à postergação para o início deste ano do embarque de parte do tabaco adquirido pelos clientes chineses", explica.

Da produção brasileira de tabaco, mais de 85% é destinada à exportação, que vai para 100 países em todos os continentes. O principal mercado continua sendo a União Europeia, que em 2018 recebeu 41% do tabaco exportado. O segundo é o Extremo Oriente, com 24%. Depois vêm a África/Oriente Médio, com 11%; a América do Norte, com 10%; a América Latina, com 8%; e o Leste Europeu, com 6%. A principal nação importadora do tabaco brasileiro é a Bélgica, seguida pelos Estados Unidos (2º lugar), China e Indonésia. Na sequência da lista dos principais clientes estão o Egito (5º lugar), a Alemanha e a Rússia (7º).

DESTAQUE TAMBÉM EM PRODUÇÃO - O Brasil continua na segunda posição do ranking mundial de produção, atrás somente da China. Na safra 2017/2018 foram produzidas 632 mil toneladas, que renderam R$ 6,28 bilhões de receita aos produtores e R$ 13,9 bilhões em impostos. Os cerca de 150 mil produtores brasileiros cultivaram 289 mil hectares com tabaco em 556 municípios. No total, são 600 mil pessoas envolvidas na produção rural e 40 mil empregados nas indústrias.

PRINCIPAIS MERCADOS IMPORTADORES DE TABACO EM 2018 (US$)

União Europeia - 41%

Extremo Oriente - 24%

África/Oriente Médio - 11%

América do Norte - 10%

América Latina - 8%

Leste Europeu - 6%

PRINCIPAIS PAÍSES IMPORTADORES DE TABACO EM 2018 (US$)

Bélgica - US$ 446 milhões

Estados Unidos - US$ 190 milhões

China - US$ 165 milhões

Indonésia - US$ 125 milhões

Egito - US$ 112 milhões

Alemanha - US$ 80 milhões

Rússia - US$ 79 milhões

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Fonte: Sinditabaco/Agrolink

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