Conjuntura do Agronegócio

1. Balança tem superávit de US$ 1,078 bi na quarta semana de agosto

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,078 bilhão na quarta semana de agosto, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, nesta segunda-feira (26). O valor é resultado de exportações de US$ 4,590 bilhões e importações de US$ 3,512 bilhões. Em agosto, o saldo da balança está positivo em US$ 2,488 bilhões e, no ano, em US$ 30,963 bilhões.

A média diária das exportações no mês, até a quarta semana, caiu 7,3% para US$ 868,6 milhões, na comparação com agosto do ano passado. A retração foi puxada pelos produtos manufaturados, com venda 25,6% menor. Nesse comparativo, caíram os embarques de centrifugadores e aparelhos para filtrar ou depurar, laminados planos de ferro/aço, tubos flexíveis, de ferro/aço, automóveis de passageiros e veículos de carga.

Em contrapartida, sustentando parte das exportações, cresceram as vendas de semimanufaturados (+14,9%, para US$ 105,7 milhões), por conta de semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, ouro em forma semimanufaturada e ferro fundido bruto. Também aumentaram as vendas de básicos (+4,8%, para US$ 482,1 milhões), por conta, principalmente, de milho em grãos, minério de ferro, algodão em bruto, café em grãos e petróleo em bruto.

A média diária de importações caiu 11,5% em agosto, para US$ 722,3 milhões, em comparação ao mesmo mês do ano passado. Nesse comparativo, reduziram-se os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-35,4%), cobre e suas obras (-35,0%), veículos automóveis e partes (-23,8%), adubos e fertilizantes (-4,0%) e plásticos e obras (-3,7%).

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Fonte: Valor Econômico

2. É possível produzir na Amazônia sem desmatar, diz Natura

Durante evento de comemoração dos 50 anos da Natura, realizado na quarta-feira (28) em São Paulo, o cofundador da companhia Pedro Passos disse que a proposta da fabricante vai continuar e prosperar neste momento em que "o mundo está assustado com a força do radicalismo que surgiu com as lideranças globais que dão as costas para a ciência e às mudanças climáticas".

A companhia, fundada em 1969, é conhecida por sua atuação na pesquisa e desenvolvimento de produtos de higiene pessoal e cosméticos usando ingredientes da biodiversidade da região amazônica, onde atua há 20 anos.

O governo brasileiro enfrenta fortes críticas em relação à sua política ambiental, em especial na região amazônica, onde neste ano foi registrado aumento de 83% nos focos de incêndio na floresta, na comparação anual, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Questionada sobre o tema na semana passada, a Natura afirmou que “é possível produzir na região sem desmatar, mas é preciso ir além e regenerar as áreas degradadas.”

Guilherme Leal, também cofundador da Natura, disse, ontem, que “a longevidade das empresas está ligada à capacidade de contribuir para um mundo melhor”. Ele também classificou como "delicado" o contexto atual em que os patrimônios naturais do Brasil estão ameaçados, mas lembrou que esta situação não está restrita à história recente. Ele defendeu o respeito às organizações não governamentais (ONGs) e à imprensa.

Luiz Seabra, cofundador e responsável pela abertura da primeira loja da Natura na rua Oscar Freire, em São Paulo, em 1969, afirmou que é preciso "fazer de tudo para que o mundo melhore. Vamos vencer as nuvens um pouco sombrias que estão lá fora".

Nesta semana, a marca Natura chegou ao mercado do Sudeste Asiático, com o início da operação na Malásia.

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Fonte: Valor Econômico

3. Queda na safra de soja afetou o PIB agropecuário, diz IBGE

A queda na safra de soja este ano afetou o desempenho do PIB agropecuário no segundo trimestre deste ano, que recuou 0,4% ante o primeiro trimestre.

Claudia Dionisio, gerente do Departamento de Contas Nacionais do IBGE, lembrou que a soja vem atingindo bons resultados nos últimos anos, com safra recorde e boa performance em 2018. O mesmo não ocorreu este ano. A técnica citou dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) que projeta recuo de 4% na produção de soja ante a safra anterior. “E a colheita do grão, em sua maior parte, ocorre no segundo trimestre”, acrescentou a especialista.

Além de soja, a LSPA também prevê recuo na produção de arroz (queda de 12,7%) e café (recuo de 13,1%). Mas a soja tem maior peso, e representa mais da metade da safra de grãos do país, sendo a principal responsável pela taxa negativa do PIB agropecuário.

Em contrapartida, há previsões de bom desempenho de pecuária para este ano, além de projeções de alta em algodão (32,5%) e milho (21,4%). “Mas a soja tem maior peso, então contribuiu mais [para o baixo desempenho de PIB agropecuário]”, afirmou Claudia.

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Fonte: Valor Econômico

Insumos

4. Lucro do Banco Original sobe 67,3% no 1º semestre

O conglomerado do Banco Original teve lucro líquido de R$ 3,601 milhões no primeiro semestre, uma alta de 67,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado bruto da intermediação financeira subiu 84,7%, a R$ 558,835 milhões.

As receitas de tarifas e prestação de serviços somaram R$ 27,811 milhões, com alta de 24,6%. Já as despesas de pessoal e administrativas aumentaram 17,5%, a R$ 346,773 milhões.

“Mantemos a perspectiva anteriormente compartilhada de que os resultados do conglomerado devem ainda apresentar volatilidade até a maturação da atividade de varejo, esperada para 2020, mantidas as expectativas de melhoria nos cenários, político e econômico do país”, diz o relatório da administração.

A carteira de crédito do Original teve expansão de 26,4%, a R$ 6,585 bilhões. A carteira agropecuária cresceu 28,3%, a R$ 1,788 bilhão; os créditos corporate tiveram avanço de 7,9%, a R$ 2,137 bilhões; em pessoa física houve alta de 62,1%, a R$ 539,776 milhões; e o portfólio de recebíveis avançou 41,3%, a R$ 2,118 bilhões. A inadimplência caiu para 1,31%, de 3,26%.

O Original ressalta que em maio iniciou a atuação no segmento de pequenas e médias empresas, com a abertura de contas 100% digitais para empreendedores individuais. “Esta é a primeira fase da nova atuação do Original no atendimento a empresas de menor porte. A partir de 2020, o atendimento digital será ampliado para empresas com mais de um sócio, e será feito por faixas, começando por empresas com faturamento anual entre R$ 2 milhões e R$ 20 milhões”. Mauricio Maurano, ex-vice presidente do Banco do Brasil, assumiu a recém-criada diretoria do segmento de pequenas e médias empresas.

O Original atingiu a marca de aproximadamente 1,6 milhão de clientes em junho, representando um aumento de 258% em 12 meses.

O índice de Basileia do banco era de 13,72% ao fim do primeiro semestre.

O balanço do Original foi auditado pela KPMG, que emitiu um parecer com “ênfase”, em função do acordo de colaboração premiada de executivos e ex-executivos e de leniência da JBS e J&F Investimentos, esta última atual acionista indireta do conglomerado. No balanço, o Original afirma que ainda existem investigações em andamento e que a conclusão delas “poderá tratar de fatos pertinentes a qualquer das sociedades nas quais a J&F detém participação direta ou indireta”.

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Fonte: Valor Econômico

5. Deere & Co anuncia John May como novo CEO

A americana Deere & CO, fabricante de máquinas agrícolas com a marca John Deere, anunciou que John May sucederá Samuel Allen como CEO da empresa a partir dp dia 4 de novembro.

May foi nomeado diretor de operações e presidente da Deere em abril, e agora assumirá o comando global. Ele também terá assento no conselho da companhia.

Allen, que ocupava o cargo de CEO desde 2009 e o de presidente do conselho desde 2010, continuará presidindo o conselho.

Em comunicado divulgado hoje, a companhia também afirmou que o salário base anual de May subirá de US$ 1,1 milhão para US$ 1,2 milhão por ano e que sua meta de bônus anual subirá de 110% para 150% do salário-base.

May trabalha na Deere & Co desde 1997, enquanto Allen está na companhia desde 1975.

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Fonte: Valor Econômico

6. Agricultores da Índia precisam tratar pesticidas com cuidado

Como a agricultura orgânica está criando raízes e se espalhando de forma constante, os agricultores que usam fertilizantes químicos na Índia estão sendo aconselhados a mudar para o cultivo ecológico, que também contribui consideravelmente para a saúde pública. Porém, as pragas não podem ser evitáveis e o uso de pesticidas é obrigatório, pois a perda de qualquer colheita devido a doenças está entre 20 e 25%, em média.

Embora os agricultores em geral sejam incapazes de restringir o uso de pesticidas, eles estão sendo afetados pelos produtos químicos com os quais entram em contato. Dependem da orientação de revendedores e vendedores locais, pois os agentes de extensão agrícola não estão realizando seu trabalho com eficiência.

Os agricultores que não têm conhecimento suficiente não estão cientes dos efeitos nocivos dos pesticidas - eles não sabem qual deve ser usado para qual finalidade. Também não sabem muito sobre as precauções que devem tomar ao pulverizar pesticidas ou fertilizantes com cheiro pungente.

Os especialistas em agricultura sugerem algumas precauções aos agricultores, mas estes não os seguem como de costume, influenciados por serem principalmente pelos vendedores locais. Os agricultores começam a pulverizar o pesticida sempre que encontram vermes nas lavouras.

Em vez disso, eles precisam estudá-los de perto e descobrir que tipo de praga é essa. Se eles implementarem sugestões apropriadas por especialistas em agricultura que avaliam a situação e fazem recomendações, eles podem não apenas reduzir o consumo de produtos químicos, mas também se salvar de seu impacto adverso na saúde.

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Fonte: Agrolink

Proteína Animal

7. BRF prega cautela em relação à demanda chinesa

O CEO da BRF, Lorival Luz, afirmou ontem, durante o Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura (Siavs), em São Paulo, que o momento é de "cautela na empolgação" com a demanda de carnes da China em meio ao recuo na oferta de porcos no país em virtude da epidemia de peste suína africana. Mortes e abates sanitários para tentar controlar a doença teriam reduzido o plantel local, o maior do mundo, em cerca de 30% nos últimos 12 meses.

"Somos um setor e uma empresa de cadeia longa. Ao tomar a decisão de aumentar a produção de suínos agora, a oferta será efetivamente maior daqui a quase dois anos", disse Luz. "É preciso cautela na empolgação com China". Segundo o executivo, não existe a possibilidade de atendimento pleno da demanda chinesa por carne suína no curto prazo. "A demanda será atendida com a migração de proteínas e ajuste de preços. O que existe agora é uma ruptura que vai exigir um equilíbrio de preços".

Conforme Luz, os preços estão aumentando na China e no mercado internacional. "Quando se olha o preço de leitões na China, dado que o abate das matrizes e das fêmeas, houve aumento de 104%. Internacionalmente, já houve um leve aumento, mas não na proporção do impacto que se pode ter, considerando a quebra do rebanho chinês".

Ele afirmou que ainda não é possível prever como o aumento da demanda da China se refletirá nos negócios da BRF. "Isso vai acontecer quando houver o controle da peste suína, que é quando será interrompido o abate de matrizes e de fêmeas e o país voltará a reconstruir seu rebanho. Então, efetivamente haverá uma redução do abate e da produção de matéria-prima. É algo que pode acontecer neste trimestre ou no próximo".

Para ele, a tendência de longo prazo é de crescimento da demanda por proteína animal, em taxas um pouco acima do ritmo de crescimento da população em países emergentes. "O crescimento do consumo de proteína existe e poderá ser na casa de 5% a 6% ao ano, incluindo o consumo interno e as exportações. É [esse ritmo de crescimento] que direciona nossas decisões de investimento". A BRF recentemente anunciou aportes de R$ 59 milhões até 2020 em suas unidades de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, em Mato Grosso, de olho no mercado europeu.

Para Luz, não há indicativo de embargos à proteínas brasileiras em função da crise ambiental gerada pelos incêndios na Amazônia. "Nossa leitura é que precisamos demonstrar que nossos produtos atendem todos os requisitos de sustentabilidade". Nesse sentido, Luz ponderou que o consumo de proteínas cresce e continuará crescendo no mercado global, mas que é preciso atenção nessa frente.

Notícia na ítnegra

Fonte: Valor Econômico

8. Exportações brasileiras de carne suína deverão crescer 20% em 2019

As exportações brasileiras de carne suína deverão crescer 20% neste ano em relação a 2018 diante da demanda aquecida da China pela proteína, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, em evento em São Paulo. A associação vinha trabalhando com uma estimativa de incremento de 12%, para 720 mil toneladas.

“Teremos um aumento ligeiramente maior que o projetado anteriormente, por força de que no segundo semestre, nos meses de outubro e novembro, estamos prevendo muito mais força nas exportações para a China”, afirmou Turra durante o Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura (Siavs). Segundo ele, também é preciso levar em conta que a peste suína africana está afetando diversos países da Ásia, não apenas a China.

“Hoje, o que sabemos é que a China está com uma demanda de 15 milhões de toneladas e o mundo inteiro exporta para o mundo todo 8 milhões de toneladas. Então a China terá que suprir essa demanda também com carnes bovina e de aves e com peixe. Rudo será importante para eles”.

De janeiro a julho deste ano os embarques brasileiros de carne suína somaram 414,4 mil toneladas de carne suína, 19,6% mais que no mesmo período de 2018. Turra estima que em 2020, o aumento das exportações poderá chegar “tranquilamente” a 30%.

“Esse ano a China vai se abastecer com o rebanho saudável remanescente, mas no ano que vem vai precisar efetivamente desse volume de 15 milhões de toneladas, e aí tem espaço maior para todos os exportadores”. De acordo com dados do banco holandês Rabobank, a China deverá importar 3 milhões de toneladas de carne suína neste ano e volume chegará a 4 milhões de toneladas no ano que vem.

Segundo Turra, neste ano a produção brasileira de carne suína deverá ter um crescimento modesto. Mas em 2020, disse, haverá espaço para uma ampliação maior. A perspectiva da ABPA é que produção de carne suína aumente entre 1% e 2,5% no país em 2019, para até 4,1 milhões de toneladas neste ano.

“Nós temos uma produção pequena e estável, que não cresceu muito por conta de uma crise constante. Mas agora surgiu uma boa oportunidade, então é certo que nós vamos ter uma boa oportunidade e crescimento. Não vai ser tão grade porque a nossa turma anda devagar, cautelosa, porque o setor deu muito sustos nos últimos anos".

Para Turra, as exportações de aves também deverão crescer pelo impulso da demanda chinesa. O aumento dos embarques do produto em 2019 continua estimado em 4% a 5%.

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Fonte: Valor Econômico

9. Indonésia abre mercado para carne bovina brasileira

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou na noite de ontem que foi comunicada de que a Indonésia passará a comprar carne bovina do Brasil. O país asiático habilitou dez frigoríficos e o potencial de embarques é de 25 mil toneladas.

A abertura comercial veio após visita da ministra à Indonésia em maio, como parte de uma missão comercial a países asiáticos. "Hoje recebemos a boa notícia dessa conquista. Isso é bom para o nosso PIB, é bom para o nosso produtor rural, que tenha mais gente comprando carne para exportar, é bom para os nossos frigoríficos, que podem continuar gerando emprego”, afirmou a ministra.

“É muito importante que, nesse momento de queda de consumo no mercado interno, tenhamos novos canais de escoamento dos excessos de produção. Isso ajuda a manter os preços em equilíbrio e contribui positivamente para toda a cadeia produtiva", afirmou, em nota, Péricles Salazar, presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo)

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Fonte: Valor Econômico

Agroenergia

10. Veto a queimadas afeta as usinas da região Nordeste

A proibição da realização de queimadas em todo o território nacional, que passou a valer por 60 dias desde ontem com um decreto do presidente Jair Bolsonaro, pegou de surpresa e gerou muita preocupação no segmento sucroalcooleiro do Nordeste. Na região, as usinas estão iniciando a nova safra (2019/20) neste momento e dependem da queima da matéria-prima em campo para viabilizar a colheita manual na cana.

“Nós ficamos surpresos porque essa era uma decisão voltada para a Amazônia, e a situação na zona costeira do Nordeste é completamente diferente”, protestou Renato Cunha, que preside a Associação de Produtores de Açúcar e Bioenergia — que reúne usinas das regiões Norte e Nordeste, além das unidades instaladas em Goiás e no Espírito Santo — e o Sindaçúcar/PE.

A queima dos canaviais é usada para permitir a entrada dos trabalhadores nas lavouras para a realização da colheita, evitando que eles se cortem com a palha da cana. A técnica ainda é empregada no Nordeste porque a topografia mais acidentada das áreas produtoras da região impede a entrada de máquinas colhedoras nos campos, como acontece nos Estados da região Centro-Sul como São Paulo Apenas a atividade da colheita de cana no Nordeste emprega cerca de 300 mil trabalhadores.

O decreto publicado ontem no Diário Oficial da União (9.992/19) suspende o emprego do fogo e só prevê como exceções medidas de controle fitossanitário autorizado por órgão ambiental, medidas de prevenção e combate a incêndios e práticas de agricultura de subsistência de populações tradicionais e indígenas. O emprego do fogo em canaviais não se encaixa em nenhuma dessas exceções.

Sem a garantia legal do emprego do fogo, o segmento passa a enfrentar uma situação de “insegurança jurídica”, disse o representante do segmento no Nordeste.

Neste momento, as usinas estão “em compasso de espera” enquanto as lideranças do segmento procuram o governo para rever a medida e garantir a permissão da prática na Zona da Mata, onde estão concentradas as mais de 50 usinas da região Nordeste.

Mas as usinas da região não deverão paralisar suas atividades pelos 60 dias previstos no decreto. As unidades da Paraíba já começaram a colher a cana da nova temporada (que é contabilizada na região a partir de setembro). As unidades de Pernambuco e Alagoas começando a dar início aos trabalhos na nova temporada.

De acordo com Cunha, o mais provável é que a questão seja judicializada caso não haja um entendimento em breve com o governo. Porém, ele afirmou que há receios de questionamentos por parte dos bancos financiadores da atividade, por exemplo.

O representante do segmento demonstrou insatisfação com o sinal transmitido pela medida. “São fatos sabidos por todo mundo. É preciso de um freio de arrumação e olhar mais para o Nordeste. As pessoas estão se sentindo preteridas por atos que poderiam ser mais pensados”, afirmou Cunha.

O emprego do fogo nos canaviais é uma atividade regulada pelos órgãos ambientais estaduais e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A prática, segundo Renato Cunha, tem que obedecer a uma série de regras para minimizar os impactos ambientais, como restrição das queimadas ao período noturno e análise prévia da direção do vento e das condições de umidade do ar e do solo para evitar que a fumaça se propague e alcance centros urbanos.

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Fonte: Valor Econômico

11. Brasil considera elevar cota para o etanol dos EUA

O governo brasileiro está inclinado a aceitar um pedido dos EUA e aumentar a cota de etanol livre da cobrança de tarifa de importação, que expira amanhã. Há divergências entre os ministérios da Economia e da Agricultura, mas o assunto já chegou ao Palácio do Planalto e o presidente Jair Bolsonaro deverá arbitrar a favor da equipe econômica.

Segundo assessores presidenciais, a importação de maiores volumes de etanol americano sem tarifa seria uma forma de deixar claro ao presidente Donald Trump que a parceria Brasil-Estados Unidos é para valer. E também uma maneira de agradecer, simbolicamente, pelas manifestações feitas por Trump em defesa da soberania brasileira para lidar com as queimadas na Amazônia.

Após críticas duras do francês Emmanuel Macron às vésperas da reunião do G-7 em Biarritz, o americano usou sua conta no Twitter para expressar "total apoio" a Bolsonaro. Também escreveu que a relação entre os dois países está "forte, talvez mais forte do que nunca".

O aumento das exportações de etanol de milho é um pleito importante dos EUA ao governo brasileiro. Trump, prestes a entrar na corrida pela reeleição, tem sido pressionado por agricultores para apresentar medidas de apoio ao produto. O Brasil permite atualmente a entrada de uma cota de 600 milhões de litros sem a cobrança de tarifa (hoje em 20%). Até 2017, não havia cotas.

A tendência, segundo fontes graduadas ouvidas pelo Valor, é que não haja liberalização de uma vez, para não contrariar o Ministério da Agricultura e os usineiros no Brasil. É grande a possibilidade, no entanto, de que a cota seja elevada para perto de 800 milhões de litros por ano.

Em março, durante visita à Casa Branca, Bolsonaro já havia atendido a outro pleito americano na área agrícola: a liberação de uma cota de 750 mil toneladas anuais de trigo para entrada no Brasil sem tarifa. Como no caso do etanol, o benefício vale para todos os países que tenham a intenção de fornecer ao mercado brasileiro, mas os EUA são o único com condições de mercado de aproveitar imediatamente à cota.

Nos primeiros 12 meses dos 24 meses de vigência da cota de 600 milhões de litros anuais, o Brasil importou 1,7 bilhão de litros, e nos últimos 12 meses o volume se aproximou de 1,4 bilhões de litros. A maior parte das importações é realizada por empresas brasileiras, como Copersucar - que tem uma trading de etanol nos EUA - e Raízen.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, aceita a renovação da cota por até um ano, mas quer discutir contrapartidas com os americanos, apurou o Valor. Em conversa ontem por telefone com o secretário do Departamento de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, ela pediu que Washington aceite comprar mais açúcar do Brasil. A pasta deseja dobrar a atual cota de 150 mil toneladas anuais de açúcar destinada ao Brasil.

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Fonte: Valor Econômico

12. Moagem de cana-de-açúcar atinge 28,9 milhões de toneladas em MS

A moagem de cana-de-açúcar da Safra 2019/2020 em Mato Grosso do Sul atingiu 28,9 milhões de toneladas até 15 de agosto, quantidade 6% acima da safra passada. Os dados fazem parte do Acompanhamento de Safra divulgado pela Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul).

Na primeira quinzena de agosto, foram 3,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas, quantidade 51% acima do registro feito na mesma quinzena de 2018, que teve desempenho atípico, por isso não reflete um crescimento.

Com relação à qualidade da matéria-prima, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana apresentou queda. No período acumulado da safra, o indicador foi de 130,81kg (-1,7%). Já na primeira quinzena de agosto, o ATR por tonelada de cana foi de 141,90 kg (-6%).

Para o presidente da Biosul, Roberto Hollanda Filho, a safra segue no ritmo esperado para o período do ano. "A pouca ocorrência de chuva na quinzena contribuiu para o bom ritmo de colheita", afirma.

Etanol

A produção de etanol hidratado atingiu 1,5 bilhão de litros do biocombustível, volume 12% acima da safra passada. Já na quinzena, a produção foi de 202 milhões de litros, 56% acima do mesmo período do ciclo anterior.

A produção de etanol anidro foi menor no período acumulado da safra, com 368 milhões de litros (-10%). Na quinzena, foram produzidos 51 milhões de litros (25%). Ao todo, o Estado produziu 1,9 bilhão de litros ( 7%).

Mix

O mix de produção na safra segue com 85% da cana-de-açúcar destinada para a produção de etanol e 15% para açúcar. Na quinzena, o mix para etanol atingiu 87%.

Açúcar

Após uma leve recuperação no início da safra, a produção do açúcar voltou a ter queda no comparativo com a temporada passada. Foram produzidos 368 milhões de toneladas, quantidade 8% menor. Na quinzena, a produção do alimento foi de 57 milhões de toneladas ( 9,7%).

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Fonte: Biosul/UDOP

Grãos e Grandes Culturas

13. Madeira nativa é destinada ao Sul e Sudeste do país

Apesar de ter a maior floresta do mundo, o Brasil responde por apenas 1,6% do mercado de exportação de madeira nativa. O segmento é liderado pelo Canadá, que tem participação de 22% em uma movimentação total da ordem de US$ 35 bilhões por ano, de acordo com Rafael Mason, presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem).

Ele explica que, no Brasil, a maior parte dos negócios se dá no mercado interno, sobretudo com as regiões Sul e Sudeste, e que a madeira nativa exportada pelo país, que representa apenas 2% da produção, sai serrada ou pronta para construção de pisos e decks na Ásia, nos Estados Unidos, na União Europeia e no Oriente Médio. Mason, que também é produtor, conta que protagonismo do Brasil não é maior por causa de dificuldades no processo de obtenção de licenças ambientais e de desinformação sobre a cadeia produtiva.

"Muita gente acredita que a compra de madeira da floresta Amazônica prejudia o bioma. Mas, na verdade, é o que garante que a floresta se mantenha em pé", afirma. Conforme dados da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), existe atividade florestal em 44 dos 141 municípios de Mato Grosso e o segmento é a quarta maior fonte de renda do Estado. Mato Grosso é segundo maior produtor de madeira nativa do país, atrás apenas do Pará.

A família de Mason, que é dona da SM Agro Florestal, trabalha há mais de 45 anos nesse mercado e se dedica ao manejo florestal sustentável em uma propriedade de 20 mil hectares em Aripuanã, no centro-leste mato-grossense. "Fazemos a retirada das árvores em esquema de rotação, com licença de extração válida por um ano, considerando-se o período seco. Em uma área do tamanho de um campo de futebol, temos permissão para tirar cinco árvores por ano [no período seco]. Depois, essa área precisa descansar por 25 anos até um novo manejo".

Mauren Lazzaretti, secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, informa que há duas formas de trabalhar com manejo florestal sustentável no Brasil. Uma delas é dentro de áreas de reserva legal, geralmente como atividade complementar de um produtor rural, e a outra é em fazendas com vocação florestal, como é o caso dos Mason. Nas duas situações, é feito um cálculo durante o processo de licenciamento do manejo para resguardar árvores porta-sementes, espécies vulneráveis e também protegidas de corte. Em situações como a da SM, Mauren afirma que também têm de ser verificadas a reserva legal e área de preservação permanente (APP).

Em Mato Grosso, atualmente existe manejo florestal sustentável em 3,7 milhões de hectares, e a Sema estima ser possível chegar a 6 milhões de hectares em áreas privadas. Segundo o órgão, as espécies nativas de interesse econômico, e com maior comercialização, são o cambará (18% do total), o cedrinho (15%) e a cupiúba (10%).

No que tange a exportação, o negócio rendeu R$ 90 milhões no Estado em 2018, com a venda de 86 mil metros cúbicos de produtos de madeira nativa, conforme o Cimpe, que tem cerca de 600 associados. No Pará, a Associação da Cadeia Produtiva Florestal da Amazônia (Unifloresta), que tem 165 membros, contabilizou receita de R$ 830 milhões com a exportação de madeira nativa e derivados no ano passado, correspondentes a 2,7 milhões de metros cúbicos.

Murilo Araújo, diretor e fundador da Unifloresta, afirmou que a atividade vem crescendo com os múltiplos esforços do segmento para corrigir desvios e conquistar confiabilidade. Vendo a necessidade dos importadores de checarem a origem da madeira nativa brasileira, a Unifloresta criou uma consultoria que presta serviço somente a clientes estrangeiros que querem adquirir madeira do Brasil, Bolívia e Colômbia.

Esse programa conta hoje com 40 profissionais de diversas especialidades. "O nosso Programa de Verificação Legal faz a checagem dos documentos das empresas da cadeia, verifica se elas estão ativas, se estão na lista do trabalho escravo, observa sua ação por imagens de satélite e consegue levantar até a legalidade da rota de transporte da madeira", diz Araújo. Segundo ele, o processo elimina 85% do risco de compras com qualquer irregularidade.

Além dessa iniciativa, a Unifloresta também promove o Due Diligence, programa que prevê visitas a áreas de manejo para realização de auditorias. "Nesse caso, são engenheiros que vão até o local, fazem uma avaliação e emitem um laudo, que trata das práticas de manejo, abertura de estradas etc, atendendo a padrões regulatórios americanos e europeus", afirma Araújo.

"De qualquer forma, o setor florestal no Brasil ainda gera desconfiança em razão da exploração ilegal feita por uma minoria e das acusações que nos fazem", disse. Mencionando a divulgação dos dados de aumento de 57% no desmatamento na Amazônia em junho deste ano ante o mesmo mês de 2018, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ele se queixou da associação feita por veículos de imprensa dos desmates à figura do madeireiro. "Colocam na televisão imagens de toras indiscriminadamente, sendo que muitas dessas áreas são abertas pela agricultura e pecuária".

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Fonte: Valor Econômico

14. Suíça Precious Woods estima avanço de 20% das vendas neste ano

Maior empresa de madeira tropical (nativa) certificada em operação no Brasil, a suíça Precious Woods caminha para fechar o ano com crescimento superior a 20% de suas vendas em relação a 2018, o que significará mais de € 15 milhões. Será um avanço um pouco menor que o do ano passado, quando as vendas aumentaram mais de 30% e chegaram a € 13 milhões. Ainda assim, não deixa de confirmar que a demanda internacional por madeiras certificadas continua firme.

"A demanda está crescendo e esse é um mercado que tem se tornando cada vez mais importante", disse ao Valor o CEO da companhia, Markus Brütsch. A Precious Woods explora uma área de 500 mil hectares (terras próprias e concessões privadas) na região de Itacoatiara, a 170 quilômetros de Manaus, no Amazonas. A empresa corta 45 espécies, entre elas cumaru, cedrinho, jatobá, angelim, cupiuba, louro-gamela e muiracatiara.

São madeiras certificadas com selos reconhecidos internacionalmente de manejo florestal emitidos pelo Forest Stewardship Council (FSC) e pelo Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC). No ano passado, o volume cortado foi de 154,4 mil metros cúbicos. Quase toda a produção é exportada em forma de madeira serrada e decks. Os principais destinos são para empresas na Europa (70% das vendas) e na Ásia. A maior parte é usada em construções, como pontes e portos, e também acabamentos.

Brütsch concorda que os incêndios que ocorrem nas últimas semanas na Amazônia -- e que geraram controvérsia entre o governo brasileiro e líderes europeus -- alimentaram no exterior discursos negativos sobre a madeira tropical. "A atenção que o assunto gerou nas pessoas ao redor do mundo fez com que elas passassem a falar mais agora sobre proteger a floresta e defender que não se compre nenhuma madeira da floresta tropical", afirmou ele.

"Estamos sempre numa posição defensiva porque o comércio ilegal de madeira tropical sempre foi maior do que o comércio de madeira sustentável e legal", disse. Na prática, no entanto, as chamas não chegaram perto da área da Precious Woods nem produziram qualquer impacto na operação ou nos preços da madeira tropical certificada da região, de acordo com Brütsch. "Estou seguro que nosso mercado não vai diminuir por causa disso."

Em operação no Amazonas desde 1996, a companhia continua interessada em expandir suas operações no Brasil. Por ser uma empresa estrangeira, a Precious Woods enfrenta barreiras legais para comprar terras no país. O caminho será disputar de concessões públicas de florestas.

Brütsch já havia contado ao Valor, no início do ano passado, sobre seus planos de expansão. A empresa tem em vista duas áreas de concessão: uma pertence ao Estado do Amazonas e a outra, à União. Juntas, as áreas somam cerca de 200 mil hectares. Se concretizadas as concessões, o Brasil passará a ser a principal fonte de madeira da Precious Woods, com 700 mil hectares. Hoje a empresa tem sua maior área de corte de madeira tropical no Gabão, onde explora 640 mil hectares.

No Amazonas, a Polícia Federal tenta apostar na ciência para combater o comércio ilegal de madeira. O superintendente da PF no Estado, delegado Alexandre Saraiva, afirmou que começa a testar uma técnica de análise de isótopos das árvores para identificar se toras a caminho do exterior foram cortadas em áreas autorizadas ou não. A PF também tem recorrido a um novo sistema de análise de imagens de satélite. "A inteligência artificial faz uma análise das fotografia e nos aponta onde estão acontecendo os focos de desmatamento e eu recebo as imagens no dia seguinte.", disse ele. "Precisaria de um exército de 100 mil homens para cobrir toda a Amazônia e fiscalizar isso tudo. É impossível. Temos de ser inteligentes e utilizar os nossos esforços de forma mais eficaz."

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Fonte: Valor Econômico

15. Colheita do milho na Argentina alcança 98% da área

A colheita da safra 2018/19 de milho na Argentina atingiu 98% da área prevista -- avanço semanal de 3,5% -, aponta o mais recente levantamento da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), divulgado nesta quinta-feira (29).

Em relação à estimativa para a safra, a bolsa manteve a projeção em 48 milhões de toneladas.

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Fonte: Datagro/UDOP

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