20 de dezembro de 2019

Publicação: Valor Economico

Tupy compra a Teksid, do grupo Fiat, por R$ 1 bilhão

Com a fabricante italiana de peças estruturais de ferro fundido, a brasileira vai deter quase 10% das vendas mundiais e terá receita combinada anual da ordem de R$ 7 bilhões

Por Ivo Ribeiro — De São Paulo

A Tupy, companhia fabricantes de peças e componentes fundidos de ferro controlada por BNDESPar e pelo fundo de pensão Previ, fechou ontem acordo de aquisição de todo o negócio de fundição de ferro da empresa italiana Teksid, pertencente à Fiat Chrysler Automobiles (FCA), por quase R$ 1 bilhão (€ 210 milhões). A transação deverá ser concluída até o fim do primeiro semestre, após as aprovações das autoridades antitrustre.

A compra envolve unidades de produção no Brasil, México, Portugal, Polônia e participação em uma joint venture na China, além de um centro de engenharia na Itália e um escritório comercial nos Estados Unidos, informou ao Valor o presidente da Tupy, Fernando Rizzo. A divisão de componentes em alumínio da Teksid - no Brasil e Itália - ficou fora do negócio.

A empresa combinada, com base em valores de 2018, terá uma receita anual de R$ 7 bilhões e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 884 milhões. “Com essa aquisição, a Tupy se consolida como uma player global nesse setor, com quase 10% do mercado”, afirmou Rizzo. Atualmente, a participação da Tupy fica em 6%.

A Teksid, informou o executivo, vai adicionar capacidade produtiva de 509 mil toneladas por anos de produtos fundidos à da Tupy. A empresa tem 6 mil funcionários. No total, a nova empresa passa a ter 20 mil.

Segundo Rizzo, o valor do negócio considerou um múltiplo de 4,9 vezes o Ebitda projetado da companhia italiana para este ano. A Teksid tem um faturamento anual de € 526 milhões. “É um passo importante, transformacional, para a Tupy, que vai absorver mais tecnologias na área de fundição (blocos e cabeçotes de motores e componentes estruturais para diversas aplicações.”

O executivo afirmou que haverá muitos ganhos de sinergias - a unidade do Brasil fica em Betim (MG) e a do México a 200km das duas plantas que a Tupy opera no país desde o início de 2012 - administrativas e em compras de matérias-primas e insumos. Além de uma melhor configuração de produtos entre as duas empresas.

No negócio, a Tupy firmou com a FCA um contrato de fornecimento exclusivo de sete anos para as montadoras de veículos - especialmente caminhões e máquinas de construção e agrícolas. Atualmente, a FCA já é um grande cliente da Tupy na Itália e nos Estados Unidos. A fabricante brasileira já faz 63% da sua receita anual (vendas a partir do Brasil e do México) na América do Norte.

A receita da empresa combinada será entre 75% e 80% gerada no exterior, somadas as operações externas mais exportações a partir do Brasil - da unidade industrial localizada em Joinville (SC).

Com a aquisição, destacou Rizzo, a Tupy coloca um pé no mercado asiático - que é enorme e em expansão - e vai poder expandir mais nos mercados de caminhões pesados nos EUA e Europa, em máquinas agrícolas e de construção e em aplicações industriais.

A operação será paga com uma estrutura de financiamento de longo prazo que, afirma o executivo, não irá afetar a estabilidade financeira da Tupy. A alavancagem atual passará de 1,2 vez o Ebitda para 2,2 vezes da empresa combinada. “Um patamar bem confortável; e ficaremos com uma empresa bem mais robusta”, afirmou Rizzo.

Depois da América do Norte, os principais mercados da Tupy, atualmente, são Américas do Sul e Central (19,7%), Europa (11,6%) e Ásia, África e Oceania, com 5,5%.

19 de dezembro de 2019

Publicação: Valor Economico

Fiat Chrysler e PSA mudam o jogo de forças no setor

Montadoras se fortalecem para enfrentar cenário de grandes mudanças

Por Michael Pooler e Joe Miller — Financial Times, de Paris e Frankfurt

A Fiat Chrysler e a francesa PSA, controladora da Peugeot, firmaram um acordo de fusão que criará a quarta maior montadora do mundo, num momento de profundas mudanças no setor automobilístico. As duas companhias disseram que assinaram um acordo vinculante de fusão que atrairá o escrutínio das autoridades reguladoras de Bruxelas.

Os acionistas da cada grupo terão 50% da nova empresa, que terá receitas de € 170 bilhões, uma força de trabalho combinada de cerca de 400 mil pessoas e capacidade para investir em novas tecnologias que deverão definir os automóveis do futuro.

Suas vendas de 8,7 milhões de veículos por ano colocarão a companhia resultante da fusão à frente da General Motors (GM) e da Hyundai-Kia. O negócio vai remodelar o setor automobilístico, que passa por um período de transformação não visto desde o advento dos primeiros automóveis produzidos em massa no começo do século XX.

Investimentos maciços são necessários para desenvolver veículos elétricos e sistemas de direção autônoma, enquanto as montadoras passam por uma pressão reguladora - especialmente na União Europeia - para reduzir as emissões de seus veículos na luta contra o aquecimento global.

A união acontece depois do colapso, neste ano, de uma proposta de fusão da FCA com a concorrente Renault, que a montadora francesa atribuiu ao governo francês.

Carlos Tavares, da PSA, será o presidente executivo com um mandato inicial de cinco anos, com John Elkann, descendente da família italiana Agnelli, que controla a FCA, assumindo como presidente do conselho de administração, segundo informaram as duas companhias.

“Esta é uma fusão entre duas companhias saudáveis e altamente lucrativas”, disse Tavares. “Temos que alavancar a força das duas para criar uma nova companhia ainda mais competitiva.”

Com base em seus atuais valores de mercado, a nova entidade será avaliada em cerca de € 41,1 bilhões. Apesar de almejar economias de custos de cerca de € 3,7 bilhões, a PSA e a FCA disseram que nenhuma fábrica será fechada como resultado da fusão. No entanto, Tavares e o presidente da FCA, Mike Manley, se recusaram a dizer onde demissões poderão ocorrer.

Ferdinand Dudenhöffer, do CAR-Center Automotive Research da Universität Duisburg-Essen, disse que a unidade Opel da PSA será a “perdedora” na fusão e prevê a perde de pelo menos 10 mil empregos na área de engenharia. “O papel da Opel no novo grupo será menor. Ela terá de lutar com marcas do mercado de massa como Fiat, Citroën e Peugeot pelos mesmos clientes”, acrescenta ele.

Com um portfólio de marcas que cobre carros de passageiros de luxo, especiais e para o mercado de massa, as novas marcas do grupo incluirão a Citroën, Opel e Vauxhall da PSA, com a FCA contribuindo com as marcas Jeep, Dodge e Alfa Romeo.

O anúncio foi feito depois que as companhias confirmaram, no fim de outubro, que estavam negociando uma fusão. A iniciativa foi no geral bem recebida pelos analistas, mas alguns chamaram atenção para seus riscos.

“Está muito claro que especialmente na Europa a entidade combinada enfrentará desafios enormes, como reduzir os custos e encolher o número de marcas, para poder conseguir eletrificar seu portfólio e cumprir com os padrões da União Europeia”, disse Arndt Ellinghorst da Evercore ISI.

Max Warburton da Bernstein disse: “Este é um setor em que as fusões e aquisições têm um histórico fraco e onde choques culturais são comuns, levando os investidores a serem cautelosos com as possibilidades de grandes negócios. Mas acreditamos que haverá menos rodeios, menos obstáculos culturais e menos jogos idiotas de poder do que os que já vimos em muitos outros negócios no setor automobilístico”.

Para equilibrar o valor das duas companhias, a FCA vai pagar um dividendo especial de € 5,5 bilhões para seus acionistas, enquanto a PSA distribuirá a participação de 46% que detém em sua fornecedora de componentes Faurecia para seus investidores. Cada empresa também pretende distribuir um dividendo de € 1,1 bilhão.

Uma vez concluído o negócio, os acionistas da PSA receberão 1,742 ação da nova empresa, enquanto os investidores da FCA receberão uma ação cada.

Haverá um período de suspensão de sete anos durante o qual os maiores investidores do grupo - a família Peugeot, a Exor, a BPI e a Dongfeng, que concordou em reduzir sua participação para 4,5% - terão de manter suas participações. Os chineses reduziram a participação para tentar reduzir a resistência das autoridades dos EUA à fusão.

A PSA e a FCA disseram esperar que a transação seja concluída em 12 a 15 meses, estando ela sujeita à aprovação dos acionistas e das autoridades reguladoras. As ações da PSA subiram 1,5% ontem, enquanto as da FCA permaneceram estáveis.

Numa carta aos funcionários da FCA, Elkann escreveu: “Estamos unindo forças para escrever um novo e ainda mais ambicioso capítulo da história do automóvel, empenhados em construir uma grande empresa ansiosa para ter um papel decisivo na formulação dessa nova era”.

19 de dezembro de 2019

Publicação: Valor Economico

No Brasil, franceses ganham com a força italiana

O grupo Fiat Chrysler tem maior presença no mercado local

Por Marli Olmos — De São Paulo

Se mundialmente o grupo Fiat Chrysler tem muito a ganhar na aliança com PSA Peugeot Citröen na área de desenvolvimento de carros elétricos e outras energias alternativas, no caso do Brasil e da América do Sul, os franceses ganham um parceiro forte para ajudar a ampliar sua tímida participação na região.

Os efeitos tendem a ser mais expressivos no Brasil, onde está a base de produção das quatro marcas e que abastece toda a região. Instalada no país desde a década de 1970, a Fiat já foi líder do mercado interno durante vários anos. Agora, ocupa o terceiro lugar, com 13,8% das vendas de carros e comerciais leves no acumulado de janeiro a novembro.

No caso da Chrysler, o investimento em uma grande e moderna fábrica em Pernambuco, há quatro anos, levou a sua marca Jeep a avançar no mercado brasileiro. Ocupa, hoje, o oitavo lugar, com fatia de quase 5% das vendas de janeiro a novembro.

Já Peugeot e Citröen sequer aparecem na lista das dez maiores. No acumulado deste ano, a Citröen ficou com 1,01% das vendas e a Peugeot com 0,83%. Há tempos as participações dessas duas marcas estão nesses patamares.

Na Argentina, Peugeot e Citröen são marcas tradicionais. A Fiat vende mais, mas a diferença em relação às duas marcas francesas é menor do que no Brasil.

As fábricas dos dois grupos no Brasil e Argentina abastecem mercados menores da região, como o Paraguai. O grupo FCA tem instalações robustas da linha Fiat em Betim (MG) e em Cordoba, na Argentina, além da unidade de Goiana, em Pernambuco.

A PSA tem uma fábrica na região metropolitana de Buenos Aires, na Argentina, e outra em Resende (RJ). Ambas produzem veículos Peugeot e Citröen.

As parcerias no setor automotivo têm efeitos distintos na América do Sul. Faz um ano que Volkswagen e Ford anunciaram uma aliança mundial e a expectativa, para a América do Sul, é que ambas usem a mesma plataforma para produzir picapes na Argentina.

Renault e Nissan, que se juntaram em 1999, já fizeram algumas experiências de compartilhamento de produção. Antes de construir sua própria fábrica em Resende (RJ), há cinco anos, a Nissan usava parte do complexo industrial Renault em São José dos Pinhais (PR).

No ano passado, o grupo fez uma tentativa para compartilhar parte da fábrica da Renault na Argentina. Mas a crise econômica no país adiou os planos.

Outro antigo exemplo de sinergia na região ocorreu quando Fiat e General Motors decidiram juntar forças mundialmente nas áreas de compras e de motores. A parceria durou entre 2000 e 2005.

Mas, no Brasil, os contratos amarraram as duas empresas por um tempo além do desejado. Dois anos depois do fim da parceria, a GM enfrentou problemas. Planejava aumentar a produção para atender ao aquecimento da demanda, mas um contrato de fornecimento de um tipo de motor produzido pela Fiat a impedia.

Outro fracasso de aliança no Brasil foi a DaimlerChrysler. A Chrysler se viu obrigada a vender uma fábrica de motores que havia erguido em Campo Largo (PR) junto com a BMW porque a principal marca da nova parceira, a Mercedes-Benz, era concorrente da outra alemã.

Para o consumidor brasileiro, são também amargas as lembranças da joint venture que uniu Volkswagen e Ford no Brasil entre 1987 e 1990, a Autolatina. O acordo integrou fábricas e operações das duas empresas. Mas o consumidor sentiu-se enganado ao perceber que as duas marcas passaram a lançar automóveis “gêmeos”, como os velhos Apollo, da Volks, e Verona, da Ford.

O maior desafio do novo grupo que se forma agora, no casamento entre Fiat Chrysler e Peugeot Citröen, na América do Sul será resolver a sobreposição de produtos. Há vários modelos de carros compactos e de veículos comerciais parecidos nas linhas dessas marcas. É o caso do modelo Argo, da Fiat, e o 208, da Peugeot. Ambos disputam a mesma faixa de mercado, a de “hatch” pequeno.

Por enquanto, porém, a América do Sul não será prioridade para esses parceiros. O objetivo maior é acelerar o desenvolvimento de novos produtos para a Europa.

19 de Dezembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Volare fecha negócio com a Vitória Transportes

São Paulo - A Volare fechou a venda de sete micro-ônibus para a Vitória Transportes, operadora da Bahia. A compra faz parte de uma expansão de frota da empresa. Todos são do modelo Fly 9 Executivo, com capacidade para transporte 31 passageiros sentados.

19 de Dezembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Grupo BMW soma mais de 180 pontos de recarga no Brasil

São Paulo - O Grupo BMW chegou a 180 pontos de recarga para veículos elétricos e híbridos instalados no País, número que deixa a empresa na liderança da instalação de infraestrutura para carregamento desses veículos. Segundo a empresa, o número de carregadores instalados até agora superou a expectativa inicial -- chegar até o final do ano com 150 unidades.

A BMW procurou instalar os pontos de recarga em locais estratégicos, como supermercados, shoppings e pontos de combustíveis, em parceria com grandes empresas e por iniciativa própria. Gleide Souza, diretora de assuntos governamentais, disse que "a empresa tem investido de forma duradoura e consistente na infraestrutura da eletromobilidade".

19 de Dezembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Transrio lançará aplicativo para compra de caminhões usados

São Paulo - A Transrio, grupo concessionário com catorze revendas de caminhões Volkswagen espalhadas pelo País e nove pontos de vendas de seminovos e usados, começará a comprar caminhões por meio de um aplicativo para smartphone. A ideia, segundo Christian Hahn, seu diretor geral, é aprimorar o abastecimento de sua rede de usados - que, em algumas épocas do ano, sofre com falta de estoque.

19 de Dezembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

OICA elege novo presidente e projeta queda em 2020

São Paulo - A OICA, a associação mundial dos fabricantes de veículos, elegeu novo presidente da entidade em novembro: Fu Bingfeng, vice-presidente da associação das fabricantes chinesas, a CAAM, sucederá a Christian Peugeot, presidente da associação de veículos da França, a partir de 2020. O anúncio foi feito em assembleia realizada em Mumbai, na Índia, onde também esteve Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

Segundo ele, além de apresentar o grupo que estará à frente da organização mundial no ano que vem, as entidades setoriais aproveitaram a oportunidade para apresentarem os números referentes aos mercados que representam e, principalmente, projeções para 2020.

“O mercado mundial de veículos está caindo. No evento mundial também se discutiu tendências para o ano que vem e as projeções apresentadas por representantes de grandes mercados como China, Estados Unidos e Europa, são preocupantes", disse o presidente da Anfavea sem citar, no entanto, qualquer porcentual de queda nos volumes apresentado durante o encontro global das associações.

De acordo com dados da OICA, foram vendidos no mundo, em 2018, 95,6 milhões de veículos, volume que representou levíssima alta de 0,2% antes os volumes vendidos no planeta ao longo de 2017.

Ainda que o levantamento de 2019 não tenha sido divulgado pela entidade, é possível considerar possibilidade de retração no comparativo das vendas realizadas no 2019-2018 quando consideradas as quedas observadas nos balanços de algumas companhias, como é o caso de Grupo Volkswagen, Grupo Renault e Grupo PSA, por exemplo.

O maior mercado de veículos do mundo, o da China, apresentou no primeiro semestre retração de 12,5% nas vendas. A retração no mercado chinês acabou refletindo nos balanços globais das montadoras.

Moraes também contou que no evento mundial da OICA foram debatidas tendências para o setor nos próximos anos. O tema mais comentado foi o da segurança de dados gerados por veículos conectados. Há preocupação a respeito de como montadoras lidarão com esse alto volume de informações:

“A agenda tocou em temas alinhados aos discutidos no Brasil, basicamente a adoção de novas tecnologias. Já estamos discutindo na Anfavea, e também foi discutida lá a lei de proteção de dados, como isso afeta o nosso setor, etc. Os veículos estão gerando muitos dados e se discute como tratá-los em termos de domínio, armazenamento e segurança".

O presidente da entidade afirmou, ainda, que a Anfavea trata do assunto internamente em comissão específica criada para o tema.

19 de Dezembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Kia Rio chega ao Brasil em janeiro

São Paulo - A Kia Motors começará a vender na segunda quinzena de janeiro o aguardado hatch Rio, a princípio em duas versões, LX e EX. Ambas, segundo a importadora, terão transmissão automática de seis velocidades e motor 1.6 16v flex, que chega a 130 cv com etanol.

Preço e demais informações serão revelados próximo ao lançamento - mas a Kia adiantou que os modelos virão com sistema multimídia compatível com Android Auto e Apple CarPlay.

19 de Dezembro de 2019 (09:43)

Publicação: Notícias - DF

Orédio Alves de Rezende, pioneiro das autopeças no DF

Parecia um domingo de sol como outro qualquer, quando o empresário Orédio Alves de Rezende decidiu levar a família para um piquenique ali nos arredores do Aeroporto Internacional de Brasília.

Era final dos anos 1960 e o lugar era ermo, como quase toda a cidade na época. A estrada que ia para o aeroporto passava pela Velhacap, hoje, Candangolândia, lembra o pioneiro.

De repente, um susto. Estaciona atrás de seu DKW-Vemaguet cinza um carro preto. Era o presidente Juscelino Kubitschek, que ia para o aeroporto pegar um avião. Só ele e o motorista. Desceu do carro, deu um beijinho nas crianças, pegou um pedaço de qualquer coisa para comer e foi embora, recorda. Nessa história pouca gente acredita, ri.

Goiano de Pires do Rio, Orédio Alves, hoje com 83 anos, é daqueles desbravadores que chegaram a Brasília quando a cidade era um enorme canteiro de obras. Ou seja, bem antes da inauguração da nova capital, em 21 de abril de 1960.

Havia poeira espalhada por toda a cidade um verdadeiro manto vermelho estendido no horizonte. A vinda foi em 1957, para a Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante, com a missão de instalar na Segunda Avenida, nº 970, a filial da Induspina Autopeças, primeira unidade da empresa fora de Goiás e a primeira loja do ramo no Distrito Federal.

O terreno foi cedido, pessoalmente, por Bernardo Sayão, engenheiro da equipe do arquiteto Oscar Niemeyer e do urbanista Lucio Costa responsáveis pela idealização e construção de Brasília.

As pessoas achavam que eu estava doido ao vir para cá sozinho. Quando cheguei, camarada, aqui era tudo isolado, não tinha ninguém conhecido, só barulho de máquina dia e noite, conta.

Eu vim para Brasília por causa do Bernardo Sayão, ele era sogro de um dos Pina, família que dominava Goiás na época, e da qual meu patrão fazia parte. Um dia, ouvi uma conversa deles assim: `se vocês, que são goianos, não se interessam por lá [Brasília], quem vai se interessar? Vocês têm que abrir uma loja lá'. Sugestão dada, seu Orédio assentiu e seguiu as dicas.

Homenageado em novembro deste ano com o título de Cidadão Honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do DF, o empresário teve sua trajetória transformada em filme. Com duração de 60 minutos, O Legado de um Pioneiro disponível apenas no Youtube -, é mais do que o resgate de uma vida é a evidência dos princípios de um homem cujo maior prazer sempre foi trabalhar.

A primeira ideia era escrever um livro, mas o filme se tornou um projeto mais viável, conta o produtor e roteirista Flávio Rezende, filho de Orédio. É a história de um homem que dedicou a vida ao trabalho, os seus valores. Sua trajetória é uma inspiração para as novas gerações, avalia.

Referência no mercado

Graças ao esforço do pioneiro, a Induspina Autopeças, uma das raras empresas nascidas antes da inauguração da cidade ainda em atividade , se tornaria, em pouco tempo, uma referência no segmento.

Sobretudo porque disputava a concorrência no mercado local com uma única empresa, a Peças Moreira. Com o sucesso do negócio, veio a expansão. O lugar escolhido para a nova sede seria a 514 na W3 Sul.

Naquele ano de 1960, mesmo com a inauguração da cidade, poucos lojistas se arriscavam a ter um empreendimento na rua comercial mais popular do DF W3. Existiam apenas a Bibabô, loja de departamentos, o restaurante Roma e a Pioneira da Borracha, essas duas ainda em funcionamento.

Todas as empreiteiras que trabalharam na construção de Brasília eram cadastradas na Induspina. O que eu tinha de peça, vendia, porque não tinha onde comprar, e as máquinas e caminhões trabalhavam dia e noite. Com isso, a empresa foi ficando muito popular, muito benquista, explica.

Eu nunca deixei de atender uma pessoa que batesse na minha porta. Podia ser qualquer hora da noite ou da madrugada, lembra, orgulhoso.

Assim, trabalhando de sol a sol, um belo dia de 1964, Orédio aceitou abrir sociedade e expandiu os negócios, totalizando, até o final dos anos 1980, cinco filiais: Núcleo Bandeirante, Asa Sul, Taguatinga Centro, SIA e Asa Norte, congregando 80 funcionários. Hoje, há apenas uma loja, na W3 Sul, com 11 empregados.

Tudo o que sei eu aprendi com o seu Orédio, se emociona Ronaldo Leite, que trabalha há mais de 20 anos na empresa.

Gosto muito de Brasília, vi essa cidade crescer, afirma o empresário, que faz questão de exibir a carteirinha da Associação dos Candangos Pioneiros de Brasília.

Afastado da empresa por motivo de saúde, ele dedica seu tempo, há mais de 20 anos, à fazenda Santa Rosa, a 78 km de Brasília. Eu sou filho de fazendeiro, trabalhei na roça, conta.

Orédio lembra ainda que, no fim dos anos 1970, quase início da década seguinte, foi considerado o maior produtor de gado Gir (raça originária do Norte da Índia) da região. Participei de tudo quanto é exposição, tenho a parede forrada de taças que ganhei com o meu gado, revela.

18 de Dezembro de 2019 (21:06)

Publicação: Agência O Globo - Notícias em Tempo Real

Peugeot e Fiat Chrysler criam gigante de US$ 50 bilhões

Empresa será a 4ª maior do setor. Anúncio ocorre após desistência de acordo entre a italiana e a francesa Renault Wed Dec 18 2019 21:12:02 GMT-030018/12/201921:06:05

PARIS e MILÃO - Os conselhos da montadora francesa PSA, dona da Peugeot, e da Fiat Chrysler (FCA) aprovaram, nesta quarta-feira, um acordo de fusão de seus negócios, que criará a quarta maior fabricante de automóveis do mundo, com valor de mercado de cerca de US$ 50 bilhões, informa um comunicado conjunto distribuído pelas duas companhias.

Atualmente, o trio que lidera o mercado mundial de automóveis, em número de vendas, é composto pelo grupo alemão Volkswagen, a aliança franco-japonesa Renault-Nissan e a japonesa Toyota, nesta ordem.

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A nova empresa, cujo nome ainda não foi definido, terá mais de 400 mil funcionários e um faturamento consolidado de cerca de 170 bilhões ( o equivalente a US$ 190 bilhões) e vendas anuais de 8,7 milhões de veículos, sob as marcas Fiat, Alfa Romeo, Chrysler Citroën, Dodge, DS, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot e Vauxhall.

A chinesa Dongfeng Motor, que tem fatia de 12,2% na PSA, terá uma participação reduzida de cerca de 4,5% no grupo resultante do acordo.

O acordo dará à PSA, fabricante da Peugeot, uma presença há muito desejada na América do Norte e deve ajudar a Fiat a ganhar terreno no desenvolvimento de tecnologia de baixa emissão de gases, segmento em que está aquém dos rivais. No entanto, a empresa ainda estará fortemente dependente do mercado de automóveis saturado da Europa e mal posicionada na China, o maior país do mundo em vendas de carros.

"Essa parceria fornecerá recursos de investimento reforçados para a nova entidade, a fim de enfrentar os desafios de uma nova era de mobilidade durável. Também irá gerar sinergias em um ano estimado de cerca de 3,7 bilhões, sem fechamento de fábricas relacionadas a essa transação", diz o comunicado das duas montadoras, que acrescenta que a conclusão da fusão deve ocorrer em 12 a 15 meses.

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A sede da empresa mãe da nova entidade ficará na Holanda, mas suas ações continuarão sendo negociadas nas bolsas de Paris, Milão e Nova York.

John Elkann, atual presidente da Fiat Chrysler Automobil (FCA) e herdeiro da família Agnelli, presidirá o novo conselho de administração, e Carlos Tavares, até agora presidente do conselho do grupo PSA, será o diretor geral do novo grupo.

As duas montadoras anunciaram em 31 de outubro que haviam chegado a um acordo sobre o princípio de uma fusão, no qual os acionistas dos dois grupos dividiriam o capital igualmente meio a meio, após várias operações financeiras, para formar uma nova gigante mundial de automóveis sem que isso implicasse no fechamento de fábricas.

O governo francês, que se opôs à fusão da Renault com a Fiat sem o acordo da Nissan, declarou-se favorável a essa aliança, que permitiria os investimentos necessários para a chegada do carro elétrico e do veículo autônomo, avaliados em dezenas de bilhões de euros.

Dividendos aos acionistas

"Nossa fusão representa uma oportunidade formidável para adquirir uma posição mais forte na indústria automobilística, quando realizamos uma transição para uma mobilidade limpa, segura e durável e queremos oferecer aos nossos clientes produtos, tecnologias e serviços do melhor nível", afirmou Tavares, em teleconferência com a imprensa.

"É a união de duas empresas de marcas emblemáticas e trabalhadores muito comprometidos. As duas empresas passaram por tempos difíceis e tornaram-se grandes grupos ágeis e inteligentes", disse Mike Manley, presidente executivo da FCA.

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A economia gerada pelas sinergias permitirá, paralelamente, "investir maciçamente nas tecnologias e serviços que irão modelar a mobilidade do futuro, respondendo ao desafio dos regulamentos sobre emissões de carbono", enfatizaram os dois grupos.

Por outro lado, e antes da efetivação da fusão, a Fiat Chrysler Automobil distribuirá aos seus acionistas um dividendo excepcional de 5,5 bilhões de euros, enquanto a PSA distribuirá aos seus acionistas os 46% que possui no capital do fornecedor de equipamentos Faurecia, segundo o comunicado.

Os dois grupos fecharam um acordo para uma fusão na qual o capital da nova entidade será compartilhado 50 a 50 entre os atuais acionistas da PSA e os da Fiat Chrysler. A fusão ocorrerá "em 12 a 15 meses".

A nova entidade se tornará o quarto fabricante mundial com um faturamento consolidado de 170 bilhões de euros e 8,7 milhões de veículos vendidos anualmente sob as marcas Fiat, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot e Vauxhall.

A fusão se beneficiará da força da Fiat Chrysler Automobil (FCA) na América do Norte e da América Latina e da forte posição do grupo PSA na Europa. Segundo as avaliações, 46% do faturamento do novo grupo será realizado na Europa e 43% na América do Norte, com base em números agregados para 2018.

Sede na Holanda

O novo grupo continuará operando nas bolsas de Paris, Milão e Nova York, mas sua empresa controladora terá sede na Holanda, como a aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.

John Elkann, atual presidente da FCA e herdeiro da família fundadora Agnelli, presidirá o novo conselho administrativo.

Carlos Tavares, atual presidente do conselho do grupo PSA, se tornará diretor-geral da nova entidade "por um mandato inicial de cinco anos".

O novo conselho administrativo será composto por onze membros: cinco nomeados pela Fiat Chrysler (incluindo John Elkann como presidente), cinco da PSA (incluindo o administrador principal e vice-presidente) e o décimo primeiro seria Carlos Tavares. "Após a conclusão da operação, o conselho será composto por dois representantes dos funcionários da FCA e pelo grupo PSA", afirmou um comunicado do grupo.

Fábricas não serão fechadas

Ao combinar seus esforços, estima-se que os dois construtores, que têm mais de 400.000 funcionários, possam criar 3.700 milhões de euros de "sinergias", que devem ser aplicadas dentro de quatro anos.

Isso acontecerá sem fechar nenhuma fábrica, segundo eles. A fusão deve permitir "economias relacionadas à tecnologia, produtos e plataformas" que "representem cerca de 40%" das sinergias, detalham os dois grupos.

A nova entidade também espera economizar nas compras (efeito de escala e alinhamento com o melhor preço, também 40% das sinergias). Os 20% restantes "virão de outras áreas, como marketing, tecnologia da informação, despesas gerais e logísticas".

Segurança sobre as ações

O acordo assinado apoia a influência dos principais acionistas atuais, pelo menos durante os primeiros anos.

Os quatro principais acionistas prometeram não aumentar sua participação por sete anos após a fusão. A única exceção é a família Peugeot, que terá a opção de reforçar sua participação, comprando ações dos outros dois atuais acionistas de referência da PSA ou no mercado. Dessa forma, poderá aumentar sua participação na nova entidade em 2,5% (ou 5% no PSA).

Também não há uma redução de três anos nas ações da FFP, Exor ou Bpifrance, embora essa última tenha uma exceção para poder separar 2,5% da nova entidade.

O acordo deixa uma porta de saída para a Dongfeng, na qual a PSA comprará 30,7 milhões de suas ações antes mesmo da fusão. O grupo chinês se compromete não apenas a transferir mais títulos de PSA antes da fusão, ao final dos quais terá 4,5% da nova entidade.

18 de Dezembro de 2019 (19:50)

Publicação: Abril - Revista Exame.COM

Como Fiat e Peugeot Citroën podem se dividir para conquistar o Brasil

O acordo de fusão entre a Fiat Chrysler (FCA) e a PSA, dona das marcas Peugeot e Citroën, deve trazer importantes sinergias para os dois grupos no Brasil. A expectativa é que a nova empresa ganhe participação em segmentos de entrada, médio e maior valor agregado, além de obter um fortalecimento das marcas francesas no país.

A FCA tem 18,9% do mercado brasileiro, com aproximadamente 500 mil unidades vendidas no ano, fruto do bom desempenho da Fiat em categorias de entrada e também da Jeep, líder absoluta em SUVs. Se somadas as duas marcas, a empresa é líder no país. Já a participação da Peugeot e da Citroën é de 1,9%, com 44 mil unidades vendidas no acumulado deste ano.

Com a fusão, abre-se uma excelente oportunidade para o grupo francês crescer no país. “A PSA pode se beneficiar da ampla capilaridade da Fiat Chrysler, resultando em maior visibilidade e vendas. No médio e longo prazo, deve haver um compartilhamento de novas plataformas, o que vai ser importante para redução de custos das empresas", afirma Milad Kalume Neto, gerente da consultoria automotiva Jato Dynamics.

A Peugeot tem 100 concessionárias no Brasil e, a Citroën, 101. A meta é dobrar o número de lojas no país até 2022, informou a PSA. Em um cenário de conclusão da fusão, o grupo francês deve se beneficiar da forte capilaridade da FCA, que tem a maior rede do Brasil, se somadas todas as suas marcas: são 524 concessionárias Fiat e 203 Jeep (incluindo as que levam as bandeiras Dodge, RAM e Chrysler).

No Brasil, a FCA tem um portfólio bem mais amplo, desde o popular Mobi até os SUVs Renegade e Compass, da Jeep. Por outro lado, a PSA sempre teve uma participação pequena por aqui, com melhor desempenho do hatch 208 e mais recentemente com os SUVs Cactus e 2008.

“Podemos esperar um reposicionamento das marcas, com a Fiat nas categorias de entrada, a PSA no segmento médio e a Jeep em maior valor agregado", diz Neto.

Confira os modelos mais vendidos das empresas no Brasil:

FCA

1º - Argo (hatch) - Fiat

2º - Strada (picape de entrada) - Fiat

3º - Toro (picape média) - Fiat

4º - Renegade (SUV de entrada) - Jeep

5º - Compass (SUV médio) - Jeep

PSA

1º - Cactus (SUV de entrada) - Citroën

2º - 2008 (SUV de entrada) - Peugeot

3º - 208 (hacth) - Peugeot

4º - C3 (hatch) - Citroën

5º - Aircross (SUV de entrada) - Citroën

Plataformas

Com a fusão, espera- se que haja sinergias importantes de custos. No Brasil, a FCA tem duas fábricas, a de Betim, Minas Gerais, considerada a maior do país, e a de Goiana, em Pernambuco, onde são produzidos os SUVs da Jeep.

A Peugeot tem uma fábrica em Porto Real, no Rio de Janeiro, onde são fabricados também motores, item mais caro de um veículo. Além da produção voltada para o mercado local, a unidade exporta para países da América do Sul, principalmente a Argentina, onde a participação da Peugeot é expressiva, além de África e Europa.

Diante de uma fusão, as possibilidades de compartilhamento são grandes. O mercado está repleto de exemplos, tanto nas linhas de produção como em produtos.

A Volkswagen aposta fortemente em sua moderna plataforma MQB, que é compartilhada entre marcas do grupo como Audi e Skoda. No início da década, a Fiat lançou o SUV Freemont, primeira tentativa de sinergia de produto da então recém criada Fiat Chrysler: um Dogde com preço “mais amigável".

“O compartilhamento de know-how poderá trazer melhorias de produtos em ambos os lados, até mesmo em conectividade. Desenvolver softwares e hardwares é extremamente complexo e caro, principalmente por conta de cybersecurity", diz Murilo Briganti, diretor de produto da consultoria automotiva Bright Consulting.

Aliança global

Os dois grupos se complementam nos mercados em que atuam. A FCA é forte nos Estados Unidos, onde vende grandes volumes de picapes e SUVs. Além disso, tem posição consolidada na América Latina com veículos menores.

Já a PSA é inquestionavelmente forte no mercado europeu, onde domina os segmentos de hatchs e crossovers, além de ter participação substancial na África e na Ásia.

Com a união, as empresas poderão também dividir os vultosos investimentos necessários para desenvolver o veículo do futuro: elétrico, autônomo e altamente conectado.

Briganti lembra que a FCA já entregou várias peruas da marca Chrysler para a WAYMO, empresa de desenvolvimento de tecnologias para carros autônomos, como parte de sua estratégia para avançar na área. O grupo francês pode se beneficiar desse know-how.

Para o grupo ítalo-americano, a PSA é uma boa oportunidade de parceria para o desenvolvimento de elétricos, uma vez que investimentos consideráveis têm sido feitos na área pela dona da Peugeot.

As sinergias se mostram evidentes em um mercado que passa por profundas transformações. No entanto, colocar em prática um novo plano ambicioso de mais uma gigante automotiva, em um cenário de mudanças também do perfil do consumidor, é um desafio cujos resultados são imprevisíveis.

18 de Dezembro de 2019 (12:34)

Publicação: Canal Executivo - Notícias

Transgrãos compra 120 caminhões Axor 2536

A Mercedes- Benz realizou a venda de 120 caminhões extrapesados Axor 2536 6×2 para a Transgrãos, da cidade de Patos de Minas (MG), para uso no transporte de milho em espiga para produção de sementes de alta tecnologia. As entregas estão previstas para início de 2020, com programação mensal até agosto. Com isso, o cliente passa a contar com 530 caminhões da marca na frota, o que significa 90% do total de veículos. Há três anos, a Transgrãos tem executado o plano de renovação de 100% de sua frota, recebendo em média 120 veículos por ano. Para Elias Caixeta, presidente da empresa, o Axor 2536 6×2 mostrou-se a melhor solução para o transporte de milho em espiga do campo para as unidades de beneficiamento, o chamado milho semente, que depois é utilizado no plantio. “Com este caminhão, utilizamos um semirreboque graneleiro de 13,60 metros de comprimento, o que nos dá uma excelente capacidade volumétrica de carga, que é o que precisamos”, diz o cliente. “Assim, o Axor 2536 6×2 oferece ótimo custo/benefício dentro do nosso modelo de operação de transporte de milho em espiga”. Com 28 anos de atuação no mercado, a Transgrãos tem como sua principal atividade o transporte de milho em espigas para beneficiamento, sementes prontas para entrega ao produtor, cereais e insumos agrícolas. Impulsionada pelo crescimento do mercado e pela demanda de clientes por terceirização de serviços na agricultura, a empresa diversificou sua atuação disponibilizando diversos serviços, entre eles a colheita mecanizada de semente de milho em espiga e em grãos, o plantio, a pulverização, a condução de campos, o despendoamento mecânico, a secagem, a classificação de sementes e a armazenagem climatizada. Além de seu estado de origem, a Transgrãos atua no Mato Grosso, maior produtor de milho do Brasil, e também em Goiás, São Paulo, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul. Essa nova venda de 120 caminhões Axor à Transgrãos envolveu o concessionário Prodoeste, com participação do Banco Mercedes-Benz.

18 de Dezembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Fras-le adquire a Nakata por R$ 457 milhões

Caxias do Sul, RS - A Fras-le anunciou na noite de terça-feira, 17, a aquisição integral das ações da Nakata Automotiva, sediada em Osasco, SP. A transação, no valor de R$ 457 milhões, envolve todas as operações e negócios, incluindo a fábrica em Diadema, SP, e os centros de distribuição em Extrema, MG, e Santo André, SP. Tanto a gestão quanto os 416 funcionários serão mantidos.

A conclusão da aquisição está condicionada à aprovação da Assembleia Geral Extraordinária de acionistas da Fras-le, que deve ocorrer em fevereiro, e do CADE, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, estimada para, no mínimo, três meses, bem como dos demais órgãos de defesa da concorrência em outras jurisdições, conforme aplicável. A expectativa da companhia é a de que o negócio seja consolidado no segundo trimestre de 2020.

Segundo Sergio de Carvalho, CEO da Fras-le e COO da Divisão Autopeças das Empresas Randon, a aquisição reflete a sinergia com os planos estratégicos de crescimento da empresa. “Com a Nakata, a Fras-le adiciona itens de suspensão, direção e powertrain aos produtos do sistema de frenagem que já integram o atual portfólio, com vistas a aumentar sua penetração no mercado de reposição nacional".

Para Carvalho os principais potenciais de sinergia se darão nos canais comerciais e na inserção dos produtos junto a montadoras, pois, atualmente, a Nakata tem 98% de sua receita atrelada ao aftermarket.

Quando adquirida pelos atuais controladores da Affinia, em 2015, a empresa teve faturamento de R$ 330 milhões e prejuízo de R$ 16 milhões. Em 2018, a receita líquida subiu para R$ 464 milhões e o lucro chegou a R$ 32,3 milhões. Para este ano é estimada receita de R$ 510 milhões.

Carvalho destacou que esta é a maior transação feita pela Fras -le nos últimos ano. As negociações, segundo ele, tiveram início há mais de dois anos. “Uma das principais motivações é a presença da Nakata no mercado de reposição, que é mais consistente e menos suscetível a variações, como ocorre no segmento original".

Também destacou que a Fras-le manterá sua estratégia de expansão por meio de aquisições. Entende que ainda existem oportunidades no Brasil, mas vê como interessante a prospecção no exterior, inclusive além da América do Sul. “Vamos estabilizar esta negociação e, posteriormente, iniciar estudos para recapitalização da empresa visando negócios futuros".

Embora atue mais focada na reposição da linha leve, a Nakata também tem opções para o segmento pesado. Seus principais produtos, dentre outros, incluem amortecedores, terminais e barras de ligação e direção, juntas homocinéticas, juntas universais, bombas, componentes de eixos, de tração leve e sistemas de direção.

A Nakata soma-se a um portfólio recente de aquisições e negócios voltados ao mercado de reposição brasileiro e exportação. Em 2018, a Fras-le comprou a Fremax, tradicional fabricante de discos de freio. No mesmo ano, assumiu o controle da Jurid do Brasil, dedicada à produção de pastilhas de freio. Em 2012, havia assumido a Controil, que fabrica componentes para sistema de freio hidráulico.

Embora sempre tenha atuado com foco no mercado externo, a Fras-le iniciou o processo de globalização, de forma mais intensa, a partir de 2017. A companhia fechou aquisições e associações envolvendo três empresas da Argentina e do Uruguai. Na Índia, por meio de uma joint venture com a ASK Automotive, criou a ASK Fras- le Friction para fornecimento aos mercados da própria Índia, Bangladesh, Nepal e Sri Lanka. Também duplicou a unidade fabril da China e instalou um escritório de vendas e um centro de distribuição na Colômbia.

A Nakata Automotiva tem quase sete décadas de presença no mercado automotivo brasileiro. Dadas as características únicas e necessidades crescentes da reposição independente, nos últimos 15 anos dedica-se exclusivamente a este mercado, com linhas completas e produtos líderes nos segmentos de suspensão, direção e transmissão, além de soluções em freios e motopeças.

Integrante das Empresas Randon desde 1996, a Fras-le tem portfólio de mais de 14 mil referências em produtos em diversas marcas. Sua estrutura contempla fábricas no Brasil, Uruguai, nos Estados Unidos, na China, Argentina e Índia, centros de distribuição na Argentina, Alemanha, Colômbia e nos Estados Unidos, e operações comerciais no Chile, México, Emirados Árabes e na África do Sul. Além do Brasil, comercializa seus produtos em mais de 126 países.

18 de Dezembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Modelos BMW auxiliam operação de aeroporto executivo

São Paulo - Dois BMW 330i estarão disponíveis aos passageiros de voos executivos que desembarcarem no recém-inaugurado SPCA, São Paulo Catarina Aeroporto, em São Roque, SP. Eles auxiliarão o embarque e desembarque dos passageiros do aeroporto privado da JHSF, que tem capacidade para 200 mil pousos e decolagens por ano - incluindo jatos executivos intercontinentais.

18 de Dezembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Expresso São José compra cem ônibus Marcopolo

São Paulo - A Marcopolo fechou uma venda de cem ônibus para a Expresso São José, operadora de transporte em Brasília - todos serão entregues até o final do ano. Segundo a Marcopolo, este foi o segundo grande negócio fechado com fornecimento a partir da unidade de São Mateus, ES, que recebeu investimentos e teve sua capacidade produtiva ampliada.

97 unidades serão do modelo Torino, mas em três configurações, com capacidade para transportar 70, 77 e 78 passageiros e três micro-ônibus Senior com capacidade para 20 passageiros sentados e 17 em pé.

18 de Dezembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Volkswagen alcança 4 milhões de unidades exportadas

São Paulo - Maior exportadora de veículos do Brasil, a Volkswagen superou a marca de 4 milhões de unidades embarcadas desde 1970, para 147 países. O primeiro lote exportado foi em fevereiro daquele ano, quando treze Kombi e Variant saíram para o México e outros países da América do Sul.

Atualmente, segundo a empresa, 25% das exportações de automóveis e comerciais leves brasileiras são de modelos Volkswagen. Os Fox, Gol, Polo, Saveiro, T-Cross, up!, Virtus e Voyage chegam a dezoito mercados diferentes da América do Sul, Central e Caribe.

Em 2019 Gol, T-Cross e Virtus foram os modelos mais exportados: 30 mil unidades do Gol, 16 mil do T-Cross 13,5 mil do Virtus. Na história o Gol é o mais exportado, com mais de 1,5 milhões de unidades embarcadas.

18 de Dezembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Nissan celebra 400 mil veículos e motores em Resende

São Paulo - A Nissan celebrou o marco de 400 mil unidades produzidas na fábrica de Resende, RJ, após cinco anos da sua inauguração. Um Kicks, seu modelo mais vendido no mercado brasileiro -- mais de 50 mil unidades neste ano -- simbolizou o volume alcançado. Também foi comemorada a produção do motor número 400 mil na unidade.

Marco Biancolini, diretor sênior de manufatura e operações da Nissan do Brasil, disse que atingir os dois marcos demonstra a capacidade técnica dos profissionais que trabalham na unidade: “Eles trabalharam os últimos cinco anos sob os mais altos padrões de qualidade. Nossa fábrica tem atendido aos objetivos propostos pela companhia e hoje tem um papel estratégico para o Brasil e para a região da América Latina".

A Nissan investiu mais de R$ 2,6 bilhões na fábrica desde 2012 e negocia um novo ciclo de investimentos para o período de 2019 a 2023.

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