08 de janeiro de 2019

Publicação: Valor Econômico

Negócios vão crescer no país este ano, prevê grupo alemão

Thyssenkrupp está fazendo expansões em unidades de fabricação de componentes automotivos no Paraná e Minas Gerais

Por Ivo Ribeiro — De São Paulo

Em meio a um processo mundial de transformação, visando melhorar sua performance operacional e financeira, a geração de caixa e refinar seu portfólio de negócios, o grupo alemão Thyssenkrupp vê perspectivas de ampliar seu desempenho no Brasil este ano. “Vemos um cenário bem positivo no país, mas não enxergamos, nem estamos esperando, um mercado explosivo; ”, disse ao Valor o presidente da companhia na América do Sul, Paulo Alvarenga.

A economia, diz o executivo brasileiro, começou a reagir e os investimentos realizados pela empresa no país nos últimos anos em alguns negócios começaram a gerar resultados. A Thyssenkrupp construiu novas fábricas e ampliou outras, o que gerou mais capacidade na divisão automotiva e na de serviços industriais.

Na área naval, como resultado da bilionária licitação da Marinha brasileira que venceu no ano passado, o grupo espera assinar até o final de fevereiro o contrato para fornecer quatro fragatas. A Thyssen lidera o consórcio Águas Azuis, que inclui a Embraer e a Atech. O valor total das embarcações, que deverão ser entregues entre 2024 a 2028, é da ordem de US$ 2 bilhões - elas vão ser montadas em um estaleiro situado em Itajaí (SC).

Esse contrato, observa Alvarenga, abre promissoras oportunidades para fornecer a outros países da América do Sul. Segundo ele, todo o know-how de tecnologia e engenharia será transferido pela Marine Systems, da Thyssen, para a Embraer (divisão de tecnologia), conforme exigência do edital.

Além de embarcações de superfície, essa divisão do grupo desenvolve submarinos e todo sistema eletrônico de defesa naval.

No Brasil, disse Alvarenga, a Thyssen se beneficiou com a maior demanda no setor automotivo, que alavancou a venda de componentes internamente e no exterior. Ele avalia que isso vai continuar em 2020, o que levou a empresa a pensar em expansão: está investindo R$ 50 milhões na fábrica de Curitiba, que faz colunas de direção elétrica. Vai triplicar a produção até o final de 2021. O investimento se deve a fornecimento para três novas montadoras de veículos.

A empresa está ampliando também a unidade de Poços de Caldas (MG), que faz tampas de cabeçote para sistemas de injeção eletrônica. “Com isso, estamos substituindo importações desse componente”, afirmou. A unidade passa a ter capacidade para fazer 1 milhão de peças ao ano.

Segundo Alvarenga, outra área que teve bom desempenho foi a de plantas industriais, fruto da maior demanda nos setores de mineração, siderurgia e químico. A empresa tem vários contratos com a Vale, principalmente no negócio de minério de ferro na região de Carajás. Um grande contrato foi a construção de uma nova coqueria para a usina de aço da ArcelorMittal Tubarão em Serra (ES) - as obras vão durar de setembro de 2019 ao segundo semestre do próximo ano.

“O Brasil teve um desempenho forte em todas as nossas áreas de negócios, passando por automotivo, soluções industriais e elevadores, o que compensou retração em outros países da região, como Argentina, Peru e Chile”, disse o executivo. A receita na região, no ano fiscal 2018/2019, encerrado em 30 de setembro, ficou estável com o exercício anterior, em € 1,1 bilhão

Na divisão de elevadores e escadas rolantes, o que puxou o aumento de demanda foram fornecimentos para o segmento de infraestrutura - principalmente aeroportos e metrôs - e serviços de manutenção e modernização. “Pedidos do mercado imobiliário vão chegar com maior força neste ano e em 2021”, afirmou.

O executivo informou que as exportações, a partir do Brasil, responderam por 20% da receita auferida pela empresa. “A estratégia desenhada anos atrás está gerando resultados, dando cara nova ao grupo e introduzindo novas tecnologias nos negócios”, diz.

A Thyssenkrupp, desde outubro com sete divisões de negócios - aço, elevadores, tecnologia naval, automotiva, componentes industriais, soluções industriais e trading - teve vendas de € 42 bilhões no último exercício. Na reorganização do grupo, que vem sendo criticado por baixo desempenho por investidores, foi nomeado novo presidente - Martina Merz, primeira mulher a comandar uma grande companhia alemã de capital aberto na história recente.

07 de janeiro de 2019

Publicação: Valor Econômico

Volkswagen vai à Justiça para receber 100 mi de euros de empresa de autopeças

Montadora alega danos causados pelo grupo Prevent, dono de empresas do segmento no mundo todo, inclusive no Brasil, e antigo fornecedor

Por Valor, Com Dow Jones Newswires — Barcelona

Volkswagen vai à Justiça para receber 100 mi de euros de empresa de autopeças Volkswagen vai à Justiça para receber 100 mi de euros de empresa de autopeças

A Volkswagen entrou na Justiça alemã para receber mais de 100 milhões de euros em danos causados pelo grupo Prevent, dono de empresas de autopeças e antigo fornecedor da montadora alemã.

A Volkswagen alega danos causados pela suspensão de entrega de peças e equipamentos em 2016 das subsidiárias da Prevent, Prev Trim Car Trim e ES Guss, que na época forneciam à montadora várias peças de automóveis, como capas de assento.

A Volkswagen entrou com ação em nome de sua marca Skoda, mas já sinalizou que deverá entrar com ações em nome de outras subsidiárias.

A Prevent não respondeu à reportagem. No ano passado, a empresa entrou com uma ação nos Estados Unidos, alegando danos de mais de US$ 750 milhões causados pela Volkswagen.

A questão atingiu a montadora em vários países, inclusive no Brasil. Em agosto de 2016, a Volkswagen do Brasil anunciou a rescisão do contrato com a Prevent e a antecipação de férias coletivas em razão da alegada falta de peças. Dias depois, a montadora e o grupo de autopeças fecharam um acordo na Alemanha, sem efeito no Brasil. Na época, o presidente da operação brasileira da Prevent disse que o grupo ficaria conhecido como o único que tinha mudado a relação com a montadora. Em 2018, uma decisão do TJ-SP liberou a compra de empresas que forneciam peças à Volkswagen.

08 de Janeiro de 2020

Publicação: Jornal Correio Braziliense

Montadoras reforçam otimismo para 2020

Paula Pacheco

São Paulo — As montadoras tiveram uma boa notícia. Dados divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontaram para um crescimento de 2,3% na produção do setor no ano passado. Para 2020, segundo projeções, o desempenho poderá ser bem melhor, apesar das exportações estarem em trajetória de queda. Ao todo, foram produzidas 2,94 milhões de unidades em 2019 — somando os segmentos de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. Desde 2014 —ano pré-crise na economia brasileira —-, quando a indústria produziu 3,15 milhões de unidades, o setor não registrava número tão alto.

Com o resultado, 2019 marcou o terceiro ano seguido de crescimento da produção de veículos. As vendas no mercado interno garantiram a performance nos últimos dois anos. No ano passado, os emplacamentos locais responderam por um aumento de 8,9% nas vendas, com um total de 2,79 milhões de unidades comercializadas.

Com esses números, a expectativa da Anfavea é de que o Brasil tenha conseguido subir do oitavo para o sexto lugar entre os maiores mercados de veículos do mundo. Assim, o país teria deixado para trás a França e o Reino Unido, de acordo com números ainda preliminares da associação.

Segundo a Anfavea, as vendas para empresas foram as que mais impactaram nos números. Entre os principais clientes estão as locadoras de veículos, estimuladas pelo mercado crescente de transporte por aplicativo; o setor agrícola, ainda aquecido pela alta produção e preço das commodities; e os frotistas que buscam junto às montadoras condições melhores de pagamento.

A crise na Argentina, principal cliente brasileiro, pesou no desempenho do setor. Em 2019, a retração nas exportações de uma forma geral foi de 31,9%. O embarque de 482,2 mil unidades representou o menor resultado desde 2015, quando o Brasil vendeu para outros mercados um total de 428,2 mil veículos.

Horizonte

Para 2020, a Anfavea trabalha com um desempenho ainda melhor do que o registrado em 2019. A entidade espera aumento de 7,3% na produção. Se o número se confirmar, 3,16 milhões de veículos sairão das fábricas brasileirs. Apesar de parecer elevado, o volume ainda estará bem distante do que foi visto em 2012, ano de pico da indústria.

A diferença entre o que se espera para esse ano e o que as montadoras produziram em 2012 chega a 750 mil unidades. Como explica o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, esse número equivale a três meses do faturamento do setor. "Foi uma crise muito profunda e longa, e a recuperação é lenta." O pior momento foi visto em 2016, quando a produção foi de 2,18 milhões e as vendas chegaram a 2 milhões de veículos.

“Do ponto de vista econômico, entendemos que 2020 começa em condições melhores que as de 2019. Tem mais tendência de consumo, certa tendência de alta para a produção, mas não podemos permitir que este otimismo atrase a continuidade das reformas estruturais, caso contrário vamos ter mais um voo de galinha", disse Moraes.

Ainda de acordo com a associação, as vendas no mercado interno deverão atingir 3,05 milhões — alta de 9,4%. Já o cenário para as exportações é desfavorável. As montadoras deverão estar preparadas para uma queda de 11% nos embarques internacionais, chegando a 381 mil unidades. Segundo Moraes, a Argentina não dá sinais de recuperação no curto prazo. "O novo governo ainda está começando e não há nenhuma novidade que indique uma retomada em 2020", disse.

O otimismo da Anfavea está atrelada à melhora do ambiente interno. A Anfavea acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 2,5% em 2020. Também devem impactar nos números a baixa dos juros e da inflação. Para Moraes, há espaço para redução das taxas cobradas nos financiamentos. “Ainda há mais espaço para a taxa do CDC (Crédito Direto ao Consumidor) cair."

Reformas

Para o representante das montadoras, a possibilidade de o Congresso travar a partir de maio, por causa das eleições municipais, é uma ameaça à agenda de reformas como a tributária, o que poderá comprometer a previsão de crescimento do país.

Na agenda traçada para Brasília, a Anfavea espera avançar na revisão do Reintegra, mecanismo de compensação fiscal para as exportações. Hoje, essa compensação é de 0,1%, mas a entidade alega que os resíduos tributários nas vendas para o exterior chegam a 12%. Moraes sabe do problema fiscal que ainda não foi totalmente desarmado pelo governo, mas disse que espera trazer o Reintegra para as conversas em 2020.

08 de Janeiro de 2020

Publicação: D. Comércio BH - Notícias

Ancorada pelo mercado doméstico, a produção de veículos cresce 2,3%

São Paulo - O mercado interno brasileiro segurou a alta de 2,3% da produção de veículos no País em 2019, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Enquanto a crise argentina afetou as exportações, que recuaram 31,9% no ano passado, o emplacamento de automóveis no Brasil apresentou alta de 8,6%.

Com isso, nos 12 meses do ano passado foram produzidos 2,9 milhões de veículos, segundo a entidade.

Ainda que tenha fechado no azul no acumulado do ano, a produção de 170,5 mil no último mês de 2019 recuou tanto em relação a novembro do mesmo ano, queda de 25%, quando na comparação com dezembro de 2018, retração de 3,9%.

“Dezembro é sempre um mês menor de produção, porque há férias coletivas", disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

Impactadas em maior parte pela crise na Argentina, as vendas externas do ano passado despencaram. Enquanto entre janeiro de dezembro do ano passado foram vendidos 428,2 mil automóveis para outros países, nos 12 meses anteriores, as vendas chegaram a 629,2 mil.

“Os motivos são os mesmos: o impacto da Argentina. Embora tenha trocado o governo, eles ainda estão divulgando as medidas, então não têm nada que possa melhorar o cenário por enquanto", afirmou Moraes.

O movimento do mercado interno forte em contraponto à fraqueza externa ficou bastante nítida no segmento de caminhões. As exportações do ano passado tiveram um recuo de 45%, enquanto o emplacamento no País cresceu 33,3%. Com isso, a produção de caminhões fechou o ano em 113,5 mil, uma alta de 7,5% sobre 2018.

A produção de veículos projetada pela entidade para este ano é de 3,16 milhões, em uma alta de 7,3% em relação a 2019. Embora represente um crescimento, o número ainda está 550 mil unidades abaixo do pico de 2013, quando a produção chegou a 3,71 milhões.

A conta da Anfavea leva em consideração que a situação da Argentina continuará afetando as vendas para fora, derrubando as exportações novamente neste ano, em 11%.

Nessa linha, 2020 deve ser mais um ano em que o setor interno deverá segurar a produção de automóveis no País, com um crescimento de 9,4% no emplacamento no país.

Sobre o cenário econômico brasileiro, a entidade projeta uma alta do PIB de 1,2% para 2019, e um avanço de 2,5% neste ano.

Moares afirmou que o começo deste ano apresenta sinais mais propícios para um desempenho melhor da economia. Na sua avaliação, uma retomada ainda que lenta do mercado de trabalho formal, a inflação sob controle e a taxa de juros em seu patamar mais baixo da história são indicadores positivos.

“A retomada do emprego com carteira assinada ainda está lento, mas está dando sinais, e isso pode ajudar a sustentar o consumo, e obviamente o setor automotivo ser favorecido", disse.

“Com a Selic em seu patamar mais baixo, há espaço para baixar a taxa que mais nos interessa, que é o CDC (instrumento financeiro para financiamento de automóveis)."

Hoje, segundo o presidente da entidade, a média do CDC está um pouco abaixo de 19%, algo parecido com o que ocorreu em meados de 2013. A diferença, disse Moraes, é que o cenário de agora conta com a taxa básica de juros muito menor, dando espaço para uma maior redução da taxa de financiamento dos carros. (Folhapress)

07 de Janeiro de 2020 (19:43)

Publicação: Notícias - Gov. SP

Indústria automotiva lidera investimentos em São Paulo em 2019

O setor automotivo foi o que mais anunciou novos investimentos para São Paulo em 2019, de acordo com o balanço da InvestSP, a agência de promoção de investimentos e competitividade do Estado. Os aportes de R$ 13,5 bilhões informados pela indústria automobilística representaram 44% do total de R$ 30,5 bilhões em novos projetos anunciados ao longo do ano no território paulista.

O segmento se manteve como o mais ativo da economia de São Paulo no que se refere à atração de investimentos. Em 2018, a indústria automobilística também liberou o ranking dos setores que mais investiram no Estado, com uma fatia de 59% de todos os investimentos anunciados naquele ano. Apesar de uma participação menor em 2019, os R$ 13,5 bilhões representam um crescimento de quatro vezes o total de investimentos informados no ano passado.

“A atração de investimentos do setor automotivo para São Paulo se deve, em grande medida, pelo trabalho do Governo do Estado nas viagens internacionais realizados ao longo do ano", salientou o presidente da InvestSP, Wilson Mello.

IncentivAuto

Em outubro de 2019, o Governador João Doria sancionou a Lei 17.185/2019, que autoriza a concessão de financiamento especial para as empresas que contem com projeto aprovado no âmbito do IncentivAuto, programa estratégico para o setor automotivo do Estado.

Na iniciativa, os fabricantes de veículos são credenciados a obter financiamento vinculado ao programa, concedido em função do ICMS gerado por projetos de investimento previamente apresentados. São previstos descontos para pagamento antecipado das parcelas do financiamento, que podem alcançar até 25% do saldo devedor, para investimentos a partir de R$ 10 bilhões.

“O Governo não tem medo de dialogar nem de construir políticas públicas. Criamos o IncentivAuto, que começou com a General Motors e hoje já atingiu outras sete fabricantes de veículos em São Paulo", destacou o Governador João Doria, em outubro, sobre a ação que estimula a indústria automobilística.

Outros setores

O presidente da InvestSP, Wilson Mello, enfatizou as ações de incentivo do Estado para diversos segmentos da economia. “É importante destacar a busca por do Governo de São Paulo pela diversidade nos investimentos. Em maior ou menor escala, foram pelo menos 15 setores diferentes que tiveram projetos com a agência. Isso só mostra a força que o Estado tem para atrair qualquer tipo de indústria", completou Wilson Mello.

A indústria de papel e celulose aparece na segunda posição do ranking de setores que mais investiram em São Paulo em 2019. Foram anunciados R$ 7 bilhões em investimentos no segmento, que ficou responsável por 23% de todos os aportes do ano. Em terceiro lugar, aparece a indústria de alimentos e bebidas, com uma fatia de 13% do total de investimentos e R$ 4,1 bilhões anunciados.

07 de Janeiro de 2020 (18:19)

Publicação: Money Times - Notícias

Tesla inaugura era de competição na China

A Tesla deu largada à produção na China, marcando um grande passo na ambição global do CEO Elon Musk de dominar o mercado de veículos elétricos e sinalizando o início da concorrência real no maior mercado de veículos elétricos do mundo.

Na terça-feira, Musk liderou uma cerimônia na nova fábrica de bilhões de dólares nos arredores de Xangai - a primeira da empresa fora dos EUA -, onde a Tesla entregou ao público os primeiros sedãs Model 3 fabricados na China, sendo o primeiro um sedã branco para um residente da cidade vizinha de Wuxi.

Tecnicamente, as entregas começaram na semana anterior, mas foram exclusivas para funcionários.

A produção local pode ajudar Musk a aproveitar o momentum da empresa no país, que também é o maior mercado do mundo para modelos tradicionais movidos a gasolina. A Tesla pisa na China com preços não muito maiores do que os de fabricantes locais, como NIO e Xpeng Motors, enquanto aumenta a concorrência para gigantes globais como BMW e Daimler.

Musk também apresentou o crossover Model Y ao mercado chinês, dizendo que a demanda pelo veículo deve superar a dos outros modelos combinados da Tesla.

Outros planos incluem abrir um centro de design e engenharia na China para que a Tesla possa futuramente desenvolver um novo carro na unidade, disse o executivo.

A empresa carro- chefe de Musk, cujo nome foi inspirado no famoso inventor Nikola Tesla, cujo falecimento completa 77 anos nesta terça-feira, precisará evitar uma repetição das falhas experimentadas em sua primeira fábrica de automóveis na Califórnia, onde a empresa enfrentou meses de complicações ao aumentar a produção do Model 3.

Depois de constantemente ficar aquém das metas ambiciosas de Musk, a fabricante de carros elétricos queimou bilhões de dólares e quase ficou sem reservas.

As ações da Tesla subiram 26% no ano passado, enquanto o S&P 500 acumulou alta de 29%. A demanda por ações da Tesla aumentou desde que a empresa surpreendeu ao divulgar lucro trimestral no fim de outubro.

07 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Produção de veículos cresce 2% em 2019

São Paulo - As fábricas brasileiras de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus produziram, em 2019, 2 milhões 944 mil 962 unidades, volume 2,3% superior ao de 2018. Os dados foram divulgados pela Anfavea na terça-feira, 7, em conferência de imprensa em São Paulo.

O resultado ficou em linha com as projeções da entidade: “Erramos por 5 mil unidades", recordou o presidente Luiz Carlos Moraes: a estimativa era 2 milhões 940 mil. “É um resultado pior do que gostaríamos. A situação da Argentina prejudicou a programação de produção de várias empresas."

Em dezembro saíram das linhas de montagem 170,5 mil veículos, queda de 3,9% com relação ao mesmo mês do ano passado e de 25% na comparação com novembro. Resultado normal, segundo Moraes: “Dezembro é um mês em que as empresas concedem férias, aproveitam para fazer ajustes de produção. E em novembro tivemos um volume bem positivo".

Ficou negativo, porém, o saldo de empregos do setor: de dezembro de 2018 a dezembro de 2019 foram cortados cerca de 5 mil postos de trabalho. Boa parte na Ford, que fechou sua fábrica de São Bernardo do Campo, SP, mas outras empresas, segundo Moraes, precisaram encerrar turnos por causa da queda nas exportações.

Ao fim de dezembro a indústria empregava 125 mil 596 pessoas.

07 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Pesados puxam a produção de caminhões

São Paulo -- O mercado interno aquecido no segmento de pesados refletiu de forma positiva na produção de caminhões em 2019. Segundo dados da Anfavea divulgados na terça-feira, 7, saíram das linhas, até dezembro, 113 mil 476 unidades, volume 7,5% maior do que o registrado no janeiro-dezembro de 2018: "As demandas do agronegócio puxaram as vendas de caminhões pesados e a indústria tratou de responder à demanda nas linhas", disse o vice-presidente Marco Saltini.

A produção de pesados representou quase que a metade do total fabricado no ano passado, somando 61 mil 730 unidades. O volume representou alta de 25%. O resultado ficou um pouco abaixo do projetado pela Anfavea para a produção de caminhões no ano passado, 115 mil unidades. De acordo com o presidente Luiz Carlos Moraes a diferença de 2,5 mil unidades se deu em função da diminuição natural do ritmo das fábricas em dezembro.

Os semi-pesados representaram a segunda maior parcela dentro da produção total de caminhões em 2019, com 27 mil 122 unidades, resultado que indicou recuo de 1,2% sobre 2018.

A terceira maior produção foi a de caminhões leves, que somaram 18 mil 14 unidades no janeiro-dezembro. O volume produzido foi 11,5% menor do que o registrado em 2018.

A produção de caminhões médios somou 5 mil 642 unidades, queda de 11,6%. Em quinto lugar no segmento ficaram os semileves, com produção de 968 unidades, 50% a menos.

07 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Imprevisível setor de máquinas: queda em 2019.

São Paulo - A falta de previsibilidade dos recursos para financiamentos das vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias foi o principal entrave ao longo do ano e fez com que o segmento registrasse queda de 8,4% na comparação com 2018, com 43 mil 735 unidades comercializadas. Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea, disse na terça-feira, 7, que os agricultores precisam de previsibilidade para planejar suas compras e investimentos:

“O que o setor precisa é de um Plano Safra com recursos suficientes para todo o período, porque todo ano temos esse problema e faltam recursos para financiar as vendas. A clareza sobre o crédito disponível para os produtores se faz cada vez mais necessária, e o ideal seria que o planejamento para o Plano Safra fosse plurianual".

Em dezembro as vendas somaram 3 mil 330 máquinas, queda de 24,4% ante igual período de 2018, causada exatamente pela falta de previsibilidade que afetou o setor ao longo de todo o ano. Na comparação com o mês anterior a retração foi menor, 0,8%, porque em novembro o setor já sofria com a falta de recursos para os financiamentos.

A produção chegou a 65 mil 656 unidades em 2019, recuo de 19,1% na comparação com 2018, por causa do menor consumo interno. Em dezembro saíram das linhas de produção 2 mil 282 máquinas, volume 58,8% menor com relação ao mesmo mês de 2018 e, segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, a queda em dezembro aconteceu porque algumas empresas paralisaram a produção para ajustar seus estoques.

As exportações garantiram pelo menos uma notícia boa para o setor em 2019, com crescimento de 1,5% na comparação com 2018 e 12 mil 870 unidades vendidas para outros países. Segundo o presidente da Anfavea o setor sofre menos do que o de automóveis porque depende menos da Argentina e tem outros mercados importantes, como os Estados Unidos.

Projeções 2020 -

Mesmo com a queda em 2019 a Anfavea projeta alta para o setor de máquinas em 2020, puxada pelo crescimento das máquinas rodoviárias que serão usadas em obras de infraestrutura, segundo Moraes. Para as vendas a entidade projeta crescimento de 2,9%, chegando a 45 mil unidades e a produção deverá crescer 5,4%, com 56 mil máquinas fabricadas. O menor crescimento será registrado pelas exportações, que deverão crescer 1% no ano que vem.

07 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Exportações derrubam produção de ônibus

São Paulo -- As fabricantes produziram 27 mil 668 unidades de chassis de ônibus em 2019, informou balanço da Anfavea divulgado na terça-feira, 7. O volume representa retração de 3% na comparação com a produção registrada em 2018. O resultado negativo se deu em função da queda nas exportações, responsáveis por sustentar a produção em 2018, quando o setor registrou alta de 38% sobre a produção de 2017.

Afora a crise argentina os ônibus produzidos no Brasil perderam negócios em mercados onde eram cativos para veículos produzidos na China, por exemplo. Mas a indústria comemora a produção de ônibus urbanos, que somou 22 mil 288 unidades, 0,3% a menos do que o volume produzido em 2018.

Não fossem as licitações municipais o resultado poderia ser ainda mais negativo, de acordo com Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

A queda na produção de chassis de ônibus rodoviários foi maior, 12%, ainda que a indústria tenha afirmado que há retomada das vendas de veículos dessa categoria motivada pelo transporte fretado e pelo encarecimento da passagem área, o que teria levado passageiros a recorrer ao deslocamento rodoviário. Saíram das linhas no ano passado 5 mil 380 unidades de chassis de ônibus rodoviários.

07 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Brasil retoma sexta posição no ranking global

São Paulo - Com as 2 milhões 787 mil 850 unidades vendidas no mercado brasileiro no ano passado, volume 8,6% superior ao de 2018, o Brasil subiu da oitava para a sexta posição do ranking global de vendas domésticas. Superou França e Reino Unido, segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes:

“Os números globais ainda não foram fechados oficialmente, mas pelas parciais que vimos dos países que estavam à nossa frente, ocuparemos a sexta posição dentre os mercados globais".

O Brasil foi superado apenas por China, Estados Unidos, Japão, Alemanha e Índia, de acordo com o executivo.

O resultado ficou bem próximo ao projetado pela Anfavea - apenas 12 mil unidades abaixo. Dezembro registrou o melhor volume mensal de vendas desde dezembro de 2014: 262 mil 558 mil veículos emplacados. Na comparação com o último mês de 2018, houve expansão de 12%, e de 8,4% com relação a novembro.

Com a maior demanda dos consumidores por veículos no mês passado o estoque das concessionárias e das fábricas somavam 287,6 mil unidades em 31 de dezembro, volume suficiente para abastecer o mercado durante 33 dias, cinco a menos do que em novembro.

07 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Argentina segue prejudicando as exportações

São Paulo - Como indicavam todas as projeções divulgadas ao longo de 2019 as exportações de veículos produzidos no País, de fato, encerraram o ano em queda na comparação com 2018: o efeito Argentina levou a indústria nacional a exportar 32% menos, segundo dados da Anfavea divulgados na terça-feira, 7. Ao todo foram 428 mil 198 unidades embarcadas.

O resultado ficou um pouco acima das 420 mil unidades projetadas pela Anfavea para o ano - o único número positivo no balanço das exportações de veículos. O quadro negativo predomina nos indicadores e, mais grave, a expectativa da Anfavea é a de que haverá queda também no comparativo 2019-2020.

"A situação na Argentina é muito grave. Não houve nenhuma mudança significativa nos últimos meses e o atual governo, por ter acabado de assumir, ainda não mostrou qual caminho seguirá", disse o presidente Luiz Carlos Moraes. "Há algumas iniciativas, mas nada que possa mudar o cenário no curto-prazo."

Moraes deverá se reunir em breve com Gabriel López, o novo presidente da Adefa, sua contraparte na Argentina, para discutir, dentre outros temas, como governo e indústria argentinos pretendem se articular para injetar ânimo em seu mercado interno, que absorveu, até novembro, 49% das exportações brasileiras - em 2018, no mesmo período, constituía fatia de 71%.

Horizonte

- De Buenos Aires a notícia que corre é a de que o governo estuda mecanismos para controlar a inflação e o câmbio, enquanto a indústria automotiva, em paralelo, traça meios para aumentar capacidade instalada como forma de atender eventual alta da demanda e gerar postos de trabalho.

Em dezembro houve um primeiro movimento: a nova equipe da Adefa se reuniu para tratar de um plano setorial, nos moldes do Rota 2030 brasileiro. A expectativa em torno do Plano Estratégico da Indústria Automotiva 2030, apresentado em 17 de dezembro, é audaciosa e configura boa notícia em meio a tantas ruins para o setor - caso se alcancem as metas estabelecidas.

A primeira delas é a de que sejam realizados investimentos nas fabricas que, somados, cheguem a US$ 22 bilhões, até 2030. Os aportes financiariam aumento da capacidade das atuais 330 mil unidades/ano para 1,8 milhões/ano, o que abriria, em tese, portas para a criação de novos postos de trabalho.

Com mais musculatura a indústria argentina acredita que elevará a participação do setor no PIB dos atuais 6,5% para 14%, afora suportar eventual aumento das exportações: querem alcançar, com os embarques, US$ 46 bilhões. Para efeito de comparação e grandeza as exportações renderam ao Brasil no ano passado US$ 9,7 bilhões.

Números

- De janeiro a dezembro foram exportados 407 mil 510 veículos leves. O volume representa queda de 31,6% ante as exportações de 2018. As exportações de caminhões recuaram 45%, chegando a 13 mil 552 unidades, e as de ônibus somaram 7 mil 136 unidades, o que representou queda de 21,6% no mesmo período.

07 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Anfavea projeta mercado de 3 milhões de veículos

São Paulo - A Anfavea acredita em crescimento mais acentuado do mercado brasileiro em 2020 depois de crescer 8,4% no ano passado. Segundo projeções divulgadas na terça-feira, 7, as vendas domésticas deverão, este ano, retornar ao patamar das 3 milhões de unidades, com avanço de 9,4% na comparação com os 2 milhoes 790 mil alcançados em 2019.

As estimativas têm como base uma perspectiva otimista dos analistas do departamento econômico da entidade, que acreditam em avanço de 2,5% em 2020, após uma alta estimada de 1,2% em 2019. Os fundamentos estão sólidos, segundo o presidente Luiz Carlos Moraes: inflação controlada, risco- Brasil em níveis historicamente baixos, sinais de retomada do emprego e da confiança e perspectiva positiva para o crédito, importante propulsor das vendas de veículos no País:

“A taxa de juros ao consumidor final já está, em média, abaixo dos 20%. Este índice foi alcançado em 2012- 2013, com a Selic em nível superior aos atuais: era de 7,5% na época, hoje está em 4,5%. Então ainda há espaço para que a taxa de juros seja reduzida ainda mais".

Mais uma vez o segmento de veículos pesados terá crescimento superior ao de automóveis e comerciais leves. Nos cálculos da Anfavea a venda de leves subirá 9%, superando por pouco as 2,9 milhões de unidades, enquanto a de pesados registrará avanço de 16,9%, alcançando 143 mil veículos. Deste volume 120 mil caminhões e 23 mil ônibus.

A expectativa de bom desempenho interno ajuda a sustentar outra projeção de crescimento, a da produção. A Anfavea calcula que sairão das linhas de montagem 3 milhões 160 mil unidades, volume 7,3% superior ao de 2019 - embora o volume exportado, nas contas da entidade, recuará 11%, para 381 mil veículos.

“Não acreditamos em recuperação da Argentina, nosso principal cliente, ainda este ano", argumentou Moraes. “E temos problemas em outros destinos importantes, como o Chile, onde as manifestações populares não cessaram, e a Colômbia, que também está instável."

O presidente da Anfavea disse, ainda, que a busca por novos mercados segue difícil por causa do custo-Brasil, formado, segundo ele, por impostos elevados e carências logísticas, principalmente: “Queremos e podemos exportar mais. Mas seguem os entraves de competitividade".

Em valores, nos cálculos da associação, a queda nas exportações deverá ser menor: 5,9%, com receita de US$ 9,2 bilhões.

07 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Valor Econômico - Notícias

Exportação de veículos tem queda de 31,9% em 2019, aponta Anfavea

Resultado é reflexo da crise argentina, o principal mercado externo para a indústria automobilística A exportação de veículos em 2019 somou 428,2 mil veículos, queda de 31,9% na comparação com o ano anterior, indicou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta terça-feira. O resultado é reflexo da crise argentina, o principal mercado externo para a indústria automobilística. Shinji Kita/Kyodo News via AP “O impacto da crise na Argentina continua afetando nosso setor", destacou o presidente da associação, Luiz Carlos Moraes. Segundo ele, a entidade ainda avalia as medidas que têm sido tomadas pelo governo do novo presidente argentino, Alberto Fernández. Produção de veículos sobe 2,3% em 2019, aponta Anfavea Anfavea prevê alta de 9,4% em vendas de veículos no ano Em dezembro, o volume exportado registrou queda de 8,5% em relação ao mesmo mês de 2018, num total de 28,9 mil veículos. A receita obtida no mês com vendas externas somou US$ 483 milhões, elevação de 2,7% em relação a dezembro de 2018. No ano, as vendas externas somaram receita de US$ 6,9 bilhões, recuo de 37,8%.

07 de Janeiro de 2020

Publicação: Estadão Economia e Negócios

Anfavea diz que estuda propor redução de carga tributária para financiamento

As montadoras estudam propor que a reforma tributária inclua uma redução da carga que incide sobre o financiamento de veículos. Foi o que disse nesta terça-feira, 7, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, em coletiva de imprensa para apresentar os resultados de 2019.

Moraes disse que essa seria uma das alternativas para estimular a venda de veículos no varejo, destinada ao consumidor pessoa física.

Desde 2017 o mercado tem sido puxado principalmente pelo cliente pessoa jurídica, como locadoras, produtores rurais, taxistas e frotistas em geral.

Os impostos que incidem sobre o financiamento de veículos são o ISS e o IOF. A alíquota do ISS depende do município. Já o IOF varia de acordo com a modalidade de financiamento. Na mais comum, o CDC, a taxa é de 3,8%.

A Anfavea ainda não tem nenhuma estimativa sobre os impactos da medida, pois a alternativa ainda está em estudo.

07 de Janeiro de 2020

Publicação: Estadão Economia e Negócios

Anfavea prevê que produção em 2020 alcance 3,16 milhões de veículos, alta de 7,3%

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima que a produção de veículos deve alcançar 3,16 milhões de unidades em 2020, alta de 7,3% em relação ao resultado de 2019, em conta que considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Assim como em 2018 e em 2019, a produção deve ser impulsionada somente pelo mercado interno. A Anfavea projeta aumento de 9,4% nas vendas ao consumidor brasileiro, para 3,05 milhões, e recuo de 11% nas exportações, para 381 mil unidades.

Para a associação, a demanda interna será puxada pelo crescimento do PIB, estimado em 2,5%, pelo nível sob controle da inflação e pelo juros básicos no menor nível da história, que favorecem o financiamento de veículos. "Ainda há mais espaço para a taxa do CDC cair", disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

Em relação ao mercado externo, Moraes ressalta que a Argentina, principal destino das exportações de veículos, não apresenta sinais de recuperação no curto prazo. "O novo governo ainda está começando e não há nenhuma novidade que indique uma retomada em 2020", afirmou.

Caminhões

A Anfavea estima ainda que o mercado interno de caminhões deve crescer 16,9% em 2020, para 143 mil unidades. Em 2019, foram vendidas 122 mil unidades.

Para o mercado externo, contudo, as vendas devem cair 22,7%, para 16 mil unidades. No ano passado foram embarcadas 21 mil unidades.

Com isso, a produção de caminhões no Brasil deve avançar 13,4% neste ano, para 160 mil unidades, na projeção da Anfavea.

Em 2019 o volume produzido chegou a 141 mil unidades.

06 de Janeiro de 2020 (18:19)

Publicação: Money Times - Notícias

Será que a Tesla realmente virou o jogo depois de um 2019 tumultuado?

A fabricante de carros elétricos Tesla (TSLA) teve uma tremenda virada de sorte no último trimestre de 2019. Depois de registrar um surpreendente lucro no terceiro trimestre, suas ações não pararam de subir e já se valorizaram cerca de 75% desde então.

E a boa notícia para os investidores da Tesla é que esse rali ganhou um empurrãozinho a mais neste início de ano-novo. A companhia anunciou, na semana passada, que entregou o número recorde de 112.000 veículos no quarto trimestre e iniciou as operações em uma nova fábrica perto de Xangai, onde produz 1.000 sedãs Model 3 por semana.

De fato, seus papéis dispararam mais de 34% no mês passado e quase 7% somente nos últimos três pregões, fechando na sexta-feira a US$ 443,01.

Esses dois fatos ocorreram depois de um ano bastante instável para a Tesla, o que fragilizou a confiança dos investidores no fundador e CEO da empresa, Elon Musk, que pegou os acionistas de surpresa ao dizer, e depois voltar atrás, que fecharia o capital da empresa.

Esses tropeços, além de várias promessas quebradas, forçaram muitos analistas de prestígio a rebaixar a ação da Tesla e até mesmo a questionar a seriedade da missão de Musk de revolucionar a indústria automotiva tradicional.

Para os investidores da Tesla, esse ambicioso objetivo parece agora estar ao alcance da empresa após os recentes avanços. A conclusão da fábrica apelidada de “gigafactory" em Xangai em menos de um ano e o sucesso da companhia em superar seu ambicioso plano de vender 360.000 veículos no ano são um sinal veemente de que a Tesla pode rapidamente se tornar um player de destaque na indústria se continuar atingindo suas metas.

“2020 é um ano estratégico para Musk e companhia", declarou Dan Ives, analista da Wedbush Securities, em uma nota enviada aos investidores na sexta-feira.

“Este será o ano que os investidores estavam esperando, graças ao início das operações na China e ao fato de que a grandiosa visão de Musk [sobre veículos elétricos] finalmente parece estar se concretizando."

Para Ives, a China continua sendo um “fator decisivo", onde a Tesla começou a realizar a entrega local dos carros compactos Model 3 fabricados na própria China. A empresa também está se preparando para iniciar por lá a produção do novo utilitário esportivo Model Y em meados do ano.

Apesar desse otimismo, ainda não está claro se a China vai se tornar rapidamente um empreendimento lucrativo para a Tesla (NASD. As vendas de carros elétricos se enfraqueceram nos últimos trimestres no país, à medida que o governo começou a retirar os subsídios aos veículos movidos por energias alternativas.

A desaceleração do mercado automotivo chinês, a eliminação dos créditos tributários nos EUA para os clientes da Tesla e o risco de Musk deixar de cumprir novamente suas promessas são alguns dos obstáculos que podem enfraquecer o rali nos papéis da empresa em 2020.

Vale a pena lembrar que a companhia também encerrou com tudo o ano de 2018, mas gerou enormes perdas aos seus acionistas no primeiro semestre de 2019.

A fim de consolidar sua posição, a Tesla deverá mostrar, nos próximos trimestres, que consegue fazer com que todos esses ganhos se traduzam em um fluxo de caixa livre consistente e em redução de dívidas. Mas o problema é que os papéis da companhia reagem de forma muito violenta a notícias negativas, atraindo a ação de especuladores.

Sem se convencer do espetacular rali da Tesla no 4º tri, o Morgan Stanley (MS) reiterou seu preço-alvo de US$ 250 para a empresa no mês passado, dizendo que o valuation atual não é sustentável.

O analista Adam Jonas afirmou, em uma nota recente, que os investidores podem parar de ver a Tesla como uma empresa de tecnologia e fazer suas ações despencarem para níveis comparáveis aos de outras empresas do setor automotivo.

“Não estamos otimistas com a Tesla no longo prazo, pois acreditamos que, com o tempo, a empresa pode vir a ser cada vez mais percebida pelo mercado como uma fabricante automotiva convencional", escreveu Jonas.

“Estamos preparados para ver uma grande melhora no sentimento ao longo do primeiro semestre deste ano, mas questionamos sua sustentabilidade."

A última vez em que as ações da Tesla foram negociadas ao redor de US$ 250 foi em outubro do ano passado.

Não há dúvidas de que a Tesla voltou com tudo depois de elevar sua produção e construir uma fábrica na China, o que pode virar o jogo para a companhia em termos de lucratividade no longo prazo.

Mas a inovadora fabricante de automóveis precisa ser rápida em mostrar que todas essas conquistas estão ajudando a empresa a atingir uma lucratividade sustentável e que esse bom momento chegou para ficar, ao contrário dos vários ciclos passados de ascensão e queda.

06 de Janeiro de 2020 (12:34)

Publicação: Canal Executivo - Notícias

Mercedes-Benz cresce em vendas, mas Volvo tem ganho maior no mercado de caminhões

Com 30,85% de participação nas vendas de caminhões novos em 2019, a Mercedes-Benz se manteve na liderança do setor, posto que assumiu em 2014. A marca alemã foi responsável pelo emplacamento de 31.385 dos 101.735 caminhões comercializados no País no ano passado, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No total, o mercado cresceu 33,12% na comparação com 2018, quando foram vendidos apenas 76.426 veículos. A Mercedes-Benz observou um crescimento de quase 6% de participação no mercado em 2019. Mas, o que chama mais atenção no balanço da Fenabrave é o aumento da participação da Volvo, de praticamente 19%. Terceira na lista dos maiores vendedores, a marca sueca emplacou 16.847 unidades e chegou a 16,56% de participação, seu recorde histórico. No ano anterior, a Volvo tinha 13,9% do mercado. Com 24.780 caminhões vendidos, a Volkswagen ficou na segunda posição, observando um leve recuo de participação no mercado, de 0,85%, na comparação com o ano anterior. A Ford, que fechou sua fábrica no País no ano passado, perdeu metade da participação, chegando a apenas 6,3%, sendo ultrapassada pela Scania, que subiu para o quarto lugar da lista. A sueca teve um crescimento de participação de 10,8%, saindo de 11,31% para 12,53%. A Scania vendeu 12.747 caminhões em 2019. O segmento de caminhões pesados foi responsável por mais da metade das vendas de caminhões no ano passado, atingindo 50,75% do total. No ano anterior, os pesados representaram 45,5% das vendas. O caminhão mais vendido no ano foi o Volvo FH 540 (7.219 unidades), seguido do Scania R450 (5.348), e do Volvo FH 460 (4.788). Todos pesados. Depois vêm o médio Volkswagen 11.180 (4.642 unidades) e o semipesado da mesma marca, o 24.280, com 3.744 unidades vendidas.

06 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Chevrolet Onix: mais vendido por cinco anos consecutivos.

São Paulo - Pelo quinto ano consecutivo o Chevrolet Onix foi o modelo mais vendido no mercado brasileiro. Como em 2018, registrou mais do que o dobro das vendas do segundo colocado - desta vez o Ford Ka, que superou o Hyundai HB20.

As vendas do hatch da Chevrolet, que chegou à sua nova geração no último trimestre, cresceram 14,6% na comparação com 2018, alcançando 241,2 mil unidades comercializadas em 2019. O Ka, vice-líder, registou 104,3 mil licenciamentos no ano passado.

O Hyundai HB20, que também chegou à nova geração no último trimestre, perdeu uma colocação no ranking e terminou 2019 como terceiro veículo mais vendido do Brasil, com 101,6 mil licenciamentos.

Outra novidade do ranking foi o bom desempenho de vendas do Renault Kwid, que conquistou o posto de quarto automóvel mais vendido do País com 85,1 mil emplacamentos. O Volkswagen Gol, que foi o quarto colocado em 2018, perdeu a posição para o hatch da Renault: no ano passado terminou em quinto lugar, com 81 mil 285 emplacamentos.

A Jeep foi a única marca do mercado que conseguiu colocar um SUV no Top10, o Renegade, que aparece na décima colocação com 68 mil 726 unidades. Foi também, naturalmente, o SUV mais vendido do Brasil, saindo do quinto lugar no ranking do segmento em 2018 para o primeiro em 2019.

Ranking dos SUVS -

A Jeep fez dobradinha com o Renegade na liderança e o Compass, que emplacou 60 mil 362 unidades, ficou na segunda posição dentre os utilitários esportivos. Os dois modelos foram os únicos SUVs do mercado que ultrapassaram a marca de 60 mil unidades comercializadas ao longo do ano.

O terceiro SUV mais vendido foi o Hyundai Creta, 57 mil 460 unidades, seguido por Nissan Kicks e Honda HR-V, que venderam 56 mil 62 e 49 mil 488, respectivamente. Em sexto lugar aparece o recém-lançado Volkswagen T-Cross, que com menos de um ano de mercado já vendeu 37 mil 81 unidades, superando modelos como Ford Ecosport e Renault Captur.

Veja abaixo os dez modelos mais vendidos de 2019:

1 Chevrolet Onix 241 mil 214

2 Ford Ka 104 mil 331

3 Hyundai HB20 101 mil 590

4 Renault Kwid 85 mil 117

5 Volkswagen Gol 81 mil 285

6 Fiat Argo 79 mil 001

7 Fiat Strada 76 mil 223

8 Chevrolet Prisma 73 mil 721

9 Volkswagen Polo 72 mil 057

10 Jeep Renegade 68 mil 726

06 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Argentina fecha o ano com queda de 43% nas vendas

São Paulo -- As vendas de veículos no mercado argentino somaram 459 mil 592 unidades em 2019, apontaram dados divulgados pela Acara, entidade que representa os concesssionários. O volume confirma a expectativa de queda para o ano passado, 43% a menos do que o volume licenciado em 2018.

Do total vendido, 333 mil 262 unidades correspondem a automóveis, o que significa retração de 45% sobre os emplacamentos registrados em 2018. As vendas de comerciais leves chegaram a 107 mil 68 unidades, queda de 34%. As vendas de pesados, por sua vez, somaram 11 mil 711 unidades, 43% a menos.

O melhor mês de vendas na Argentina foi janeiro, quando as concessionárias emplacaram 60 mil 108 unidades, resultado, entretanto, 50% menor do que o visto em janeiro de 2018. O mês com menor volume de vendas foi dezembro, com 21 mil 190 emplacamentos registrados, 25% a menos na comparação com dezembro de 2018.

A Volkswagen foi a montadora que mais vendeu veículos na Argentina: 69 mil 625 unidades, volume 41% menor do que o registrado em 2018. O automóvel mais vendido no período, no entanto, foi o Ka, da concorrente Ford, que registrou 16 mil 630 unidades vendidas no acumulado do ano, 45% a menos do que em 2018.

06 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Vendas de automóveis caem 1% nos Estados Unidos

São Paulo - As vendas de automóveis nos Estados Unidos caíram em torno de 1% em 2019 na comparação com o ano anterior, chegando a cerca de 17,3 milhões de unidades comercializadas no período, de acordo com os dados divulgados pelo site Automotive News.

Mesmo com a leve retração na comparação anual o setor automotivo local tem alguns motivos para comemorar, porque conseguiu, pelo terceiro ano seguido, superar a marca de 17 milhões de automóveis comercializados.

06 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Tupy compra parte da Teksid da FCA

São Paulo -- No apagar das luzes de 2019 a Tupy anunciou acordo de compra de parte da Teksid, divisão de componentes de ferro fundido subsidiária da FCA. O negócio envolve instalações no Brasil, México, Polônia e Portugal, e também a participação da Teksid em joint venture na China. Está fora da transação a divisão de alumínio, que permanece sob controle da FCA.

Uma vez concretizada a venda pode chegar a 210 milhões de euros, calculam as empresas. Em comunicado divulgado ao mercado em 20 de dezembro, elas projetam que o negócio estará totalmente concluído no segundo semestre de 2020. A transação, por ora, aguarda aprovação das autoridades antitruste dos países onde estão instaladas as casas matrizes das empresas.

Segundo Scott Garberding, chefe global de manufatura da FCA, Teksid e Tupy, juntas, "continuarão a desenvolver novas tecnologias para apoiar o sucesso contínuo de nossos produtos". Para ele a transação representa "outro passo importante na implementação do plano de negócios da FCA".

A Tupy, por sua vez, afirmou que a aquisição "proporcionará oportunidades substanciais" e permitirá à companhia "expandir sua atuação e crescer frente aos desafios da indústria". Juntas as empresas tiveram aproximadamente R$ 7,2 bilhões de faturamento em 2018 e empregam cerca de 20 mil pessoas.

O negócio representa para a Tupy, ainda, a compra de uma forte concorrente: o mercado aguardava por esta transação há seis anos em função das sinergias envolvidas na aquisição -- que enfrentou, durante o período, resistência por parte da FCA.

06 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

JCB anuncia novo diretor de pós-vendas

São Paulo - Rubens Palmejan Júnior é o novo diretor de pós- vendas da JCB para o Brasil e América Latina. A ele foi passada a tarefa de fortalecer a rede de distribuidores da empresa e manter o nível de atendimento oferecido aos clientes em cada ponto de venda. O anúncio foi feito no fim do ano passado.

Palmejan trabalhou durante treze anos na Cummins, nas áreas de vendas, prospecção de mercado e atendimento de serviços. O executivo é formado em engenharia pela FEI, Faculdade de Engenharia Industrial, onde também recebeu diplomas de pós-graduação em gestão empresarial e administração para engenheiros.

06 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Citroën e Peugeot têm nova diretora de B2B

São Paulo - A Citroën e a Peugeot anunciaram Raquel Ribeiro como sua nova diretora de B2B no Brasil. Sua contratação está inserida no plano Virada Brasil, que tem como foco a sustentabilidade, o crescimento perene e a satisfação do consumidor.

Raquel Ribeiro assumiu o cargo com a missão de fortalecer as vendas B2B e a atuação das duas marcas no País. Com dezenove anos de experiência no setor automotivo ela disse que sua experiência profissional "contribuirá positivamente com os objetivos traçados pela companhia".

06 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Vendas de caminhões superam as 100 mil unidades

São Paulo -- O mercado brasileiro de caminhões terminou 2019 com as vendas em alta na comparação com 2018. Dados do Renavam divulgados pela Fenabrave mostraram que os emplacamentos no período chegaram a 101 mil 735 unidades, volume 33% maior do que o registrado em 2018.

Apenas em dezembro os licenciamentos somaram 8 mil 329 unidades, aumento de 9,5% sobre as vendas de dezembro de 2018. Na comparação com as vendas de novembro, o volume vendido no último mês do ano passado representou queda de 9%.

Os modelos pesados foram os mais vendidos no ano, chegando a representar, segundo o balanço da Fenabrave, 50,7% das vendas totais. A fatia é maior do que a observada ao fim de 2018, quando as vendas dos pesados representaram 45,5% das vendas totais.

A predominância dos pesados na vendas diz respeito às altas demandas do agronegócio observadas ao longo do ano, sobretudo as ligadas ao mercado de transporte de grãos. Neste segmento o modelo mais vendido foi o Volvo FH540: durante 2019 foram licenciadas 7 mil 219 unidades. O volume fez com que o modelo representasse 14% do mercado de pesados no período.

A montadora que mais vendeu caminhões no ano passado, segundo a Fenabrave, foi a Mercedes -Benz: em 31 mil 390 unidades produzidas pela companhia em São Bernardo do Campo, SP, e em Juiz de Fora, MG, foram licenciadas até dezembro. A montadora, com o resultado, deteve 30% do mercado total.

A segunda maior fatia no período ficou nas mãos da Volkswagen Caminhões e Ônibus, 24% de market share. A montadora encerrou o ano com vendas totais de 24 mil 783 unidades. A Volvo, por sua vez, deteve a terceira maior fatia, 16,5%, e vendeu 16 mil 844 unidades.

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