17 de janeiro de 2020

Publicação: Valor Economico

Vendas da Renault no Brasil crescem 11,3% em 2019

Desempenho da montadora francesa no país contrasta com o de outros mercados, como o da China e de países do Oriente Médio

Por Rita Azevedo, Valor — São Paulo

Vendas da Renault no Brasil crescem 11,3% em 2019 Vendas da Renault no Brasil crescem 11,3% em 2019

As vendas da montadora de veículos francesa Renault no Brasil cresceram 11,3% em 2019, impulsionadas pelos resultados do modelo Kwid. As informações aparecem no relatório anual de vendas da companhia, divulgado mais cedo nesta sexta-feira.

Segundo a Renault, a participação de mercado no país avançou 0,3 pontos percentuais no ano passado, alcançando 9%, o que representa um novo recorde. O mercado brasileiro é hoje o quarto mais importante para a montadora francesa, atrás apenas da França, da Rússia e da Alemanha.

Novo comando da Renault será anunciado em breve, diz governo francês

O desempenho da Renault no Brasil contrasta com o de outros mercados, como o da China e de países do Oriente Médio. Globalmente, as vendas da montadora recuaram 3,4% no ano, influenciadas pela saída do Irã, em agosto de 2018, e pelo recuo no mercado chinês, de 17,2%. Desconsiderando o Irã, a queda das vendas seria menor, de 0,8%, segundo a Renault.

16 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

IQA e reposição criam o Rota 45

São Paulo - Fora do escopo do Rota 2030, os segmentos de reposição e de varejo de autopeças criaram o seu próprio programa setorial, o Rota 45. A ideia é capacitar e certificar oficinas e lojas de componentes instaladas no Estado de São Paulo como forma de melhorar o nível de qualidade de uma base formada por cerca de 200 mil empresas, a maioria de pequeno e médio porte.

16 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Indústria da fundição estima crescer 6% em 2020

Caxias do Sul, RS - Após crescimento de 3% no ano passado com relação a 2018 a indústria brasileira da fundição projeta dobrar este índice em 2020, superando a marca de 2,5 milhões de toneladas, das quais em torno de 80% são vendidas no mercado interno. A visão otimista de Afonso Gonzaga, presidente da Abifa, Associação Brasileira de Fundição, deve-se especialmente à expectativa em torno de obras de infraestrutura, públicas e privadas, com destaque para saneamento, rodovias e ferrovias.

“Nosso setor tem envolvimento muito forte com os fornecedores de equipamentos para a realização destas obras. Acredita-se num incremento forte no mercado de veículos fora-de-estrada."

Outra atividade citada por Gonzaga é a construção civil, que também movimentará a cadeia de veículos pesados.

O resultado do ano passado é avaliado como razoável. Gonzaga reconhece que poderia ter sido melhor não fosse a demora na aprovação de reformas, como a trabalhista e a da Previdência: “O atraso inibiu a confiança dos investidores. Mas estamos no caminho certo".

A projeção da Abifa é de crescimento contínuo da produção no período de 2020-2023, ano em que a produção deve alcançar 3,2 milhões de toneladas. Ainda assim abaixo do melhor momento dos últimos dez anos, de 3,3 milhões de toneladas em 2008. O pior período do setor foi o de 2016, com produção limitada a 2,1 milhões de toneladas, equivalente a utilização de 52% da capacidade instalada.

De acordo com Gonzaga, o setor tem capacidade instalada suficiente para atender ao crescimento de mercado, sem necessidade de investimentos na ampliação. Mas alerta para possíveis problemas com o suprimento de energia: “O setor é muito dependente deste insumo. Por isto a preocupação com oferta, mas também com o custo, que é elevado".

A indústria de fundição exporta média anual de 20% de seus produtos. Em 2019 o índice deve chegar a 22%, mesmo com a crise na Argentina, um dos principais compradores. Gonzaga cita que o país vizinho era responsável por absorver cerca de 30% das carcaças de motores fabricadas no Brasil: “As relações estão meio confusas, mas a Argentina é um parceiro importante. Os governos terão de encontrar soluções".

Já antevendo demora nas discussões governamentais várias empresas prospectam novos mercados. Segundo o presidente da Abifa o Brasil tem um grande potencial principalmente por deter praticamente todos os minérios usados na fundição: “O que precisamos é de mais investimentos em tecnologia e inovação".

Em paralelo ao avanço tecnológico o setor terá de investir no quadro de funcionários. De acordo com Gonzaga várias funções hoje realizadas manualmente, como moldagem e acabamento, serão automatizadas, levando à necessidade de colaboradores mais escolarizados e qualificados. A atividade já chegou a empregar perto de 68 mil pessoas em 2011, número que caiu para 50 mil em 2016 e que, no ano passado, fechou em 56 mil.

De acordo com o estudo Modern Casting, publicado em dezembro de 2018, o Brasil ocupava a décima posição no ranking dos maiores produtores de fundidos, que é liderado pela China, com 26 mil empresas, respondendo por mais de 50% do total mundial, e produção de 49,4 milhões de toneladas. Em torno de 81% da produção brasileira é de fundidos em ferro, 11% em aço e 8% em não ferrosos. O setor automotivo responde por 50% das compras. Quando acrescidas máquinas rodoviárias e equipamentos ferroviários o índice sobe a 63%. Bens de capital participam com 11,7%. O restante se divide em infraestrutura, siderurgia, mineração e açúcar e álcool.

16 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Banco Mercedes-Benz tem 2019 recorde

São Paulo - O bom momento do mercado brasileiro de veículos comerciais contribuiu para que o Banco Mercedes- Benz registrasse no ano passado os seus melhores resultados históricos. O recorde de R$ 4,8 bilhões em novos negócios de 2014 ficou para trás: em 2019 foram R$ 5,6 bilhões em contratos fechados, crescimento de 46% na comparação com o ano anterior.

A carteira de negócios da instituição financeira do Grupo Daimler somou R$ 12,6 bilhões no ano passado, aumento de 30% sobre 2018 - e é, também, volume recorde. Segundo o presidente, e CEO, Christian Schüller o esforço conjunto de fábrica, rede e banco ajudou a impulsionar os resultados, além do agronegócio brasileiro, do segmento de bebidas e do comércio eletrônico, que demandaram especialmente caminhões e vans Sprinter.

“Esse conjunto positivo de fatores, aliado à nossa expertise em financiamentos e seguros da marca e à criação de produtos inovadores e inéditos no setor, fez com que pudéssemos atingir novos públicos e incrementar ainda mais nosso portfólio de produtos."

Com a maior demanda por contratos de CDC, crédito direto ao consumidor, o Banco Mercedes -Benz apresentou na Fenatran dois novos produtos: o CDC Flexibility, que oferece parcelas inferiores ao CDC convencional e permite revender o produto ao fim do contrato por valor previamente definido, e o CDC Decrescente, que permite ao consumidor parcelas menores no decorrer do contrato. Segundo o banco 13% dos contratos CDC fechados em novembro e dezembro foram desta modalidade.

Por segmento

- A maior parte dos novos contratos fechados no ano passado foram, naturalmente, para caminhões novos: R$ 2,8 bilhões, valor 55% superior ao apurado em 2018. Em ônibus foi R$ 1,8 bilhão, elevação de 46%, e os de vans cresceram 78%, para R$ 295 milhões. O segmento de automóveis somou R$ 290 milhões.

O Banco Mercedes -Benz registrou salto relevante, também, na negociação de veículos usados, alcançando R $ 165 milhões contratados no ano passado - desempenho justificado pelo maior esforço com a SelecTrucks, rede de usados da Mercedes-Benz.

16 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Vendas globais do Grupo PSA caem 10% em 2019

São Paulo - As vendas do Grupo PSA, em 2019, somaram 3,5 milhões de unidades em todo o mundo, queda de 10,2% na comparação com o ano anterior, quando a companhia bateu seu recorde de vendas e entregou 3,9 milhões de veículos.

Na América Latina a companhia registrou crescimento de 2% nas vendas no Brasil, de 13% no México e também cresceu em mercados menores como Colômbia, Cuba, Equador e Uruguai. Segundo a PSA o crescimento na região foi puxado pela linha de veículos comerciais e pelo novo SUV, o C4 Cactus.

Para 2020 a PSA não revelou projeção para suas vendas globais, mas seguirá apostando na eletrificação de seu portfólio, que já conta com dez modelos elétricos -- pretende eletrificar toda a sua gama de veículos até 2025.

16 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

GM nomeia seu primeiro chefe de sustentabilidade

São Paulo - A General Motors anunciou que a partir de 1º de fevereiro terá um CSO, sigla para Chief Sustainability Officer - o executivo responsável pela área de sustentabilidade global da companhia. O atual vice-presidente de locais de trabalho sustentáveis, Dane Parker, assumirá o cargo e responderá à chairman e CEO, Mary Barra.

Segundo comunicado divulgado pela companhia Parker terá que garantir o consumo e a produção responsável de materiais, liderar os esforços da GM como defensora de operações de manufatura e mobilidade ambientalmente amigáveis e será o líder do projeto de infraestrutura da implementação de veículos elétricos nas instalações da empresa.

16 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Ford Ka 2015 foi o usado mais buscado em plataforma online

São Paulo - O Ford Ka foi o veículo seminovo mais procurado nas vendas online da plataforma Auto Avaliar, que é usada atualmente em 3,2 mil concessionárias e por, aproximadamente, 30 mil revendedores multimarcas no País.

Em 2019 as concessionárias repassaram cerca de 180 mil veículos seminovos e usados aos revendedores multimarcas, utilizando a plataforma Auto Avaliar para realizar as negociações.

Veja abaixo os dez carros mais procurados pelos revendedores :

1 Ford Ka 1.0 SE 2015

2 Fiat Palio 1.0 Attractive 2013

3 Fiat Uno 1.0 EVO Vivace 2014

4 Renault Sandero 1.0 Expression 2014

5 Chevrolet Celta 1.0 LT 2012

6 Chevrolet Classic 1.0 LS 2011

7 Chevrolet Classic 1.0 LS 2012

8 Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus 2015

9 Chevrolet Onix 1.0 LT 2015

10 Honda Civic 2.0 LXR 2014

16 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Marcopolo lança Viaggio 950 no México

São Paulo - A Marcopolo lançou no mercado mexicano o Viaggio 950, desenvolvido exclusivamente para operações naquele país. Competirá no segmento de ônibus rodoviários leves - e inaugura, na companhia, a adoção de nova nomenclatura que passará a ser global.

Produzido na unidade industrial de Monterrey o novo modelo tem grade dianteira e para-choque inéditos, exclusivo para o mercado mexicano. Internamente oferece ar-condicionado, sistema de áudio e vídeo, sanitário e diversos itens que podem ser customizados. Tem capacidade para transportar de 45 a 49 passageiros e pode ser montado sobre qualquer chassi disponível - o primeiro é sobre um MAN RR3 CO 19.400, com 12 m 50 de comprimento, 2 m 60 de largura e 3 m 50 de altura.

Os produtos da Marcopolo México, que seguiam tendência diferenciada, passam, agora, a seguir a nomenclatura do Brasil. Assim, os ônibus rodoviários passam a adotar os nomes Paradiso 1800 DD, Paradiso 1600 LD, Paradiso 1350, Paradiso 1200, Paradiso 1050, Viaggio 900 e Viaggio 800. No segmento de urbanos os modelos passaram a ser identificados por Torino, Torino Express, Torino Express LE e Viale DD Sunny, além dos modelos desenvolvidos exclusivamente para o mercado mexicano, como Mega TR e Boxer.

16 de Janeiro de 2020 (07:45)

Publicação: Portal Fator Brasil - Aviação

Prime You anuncia a aquisição de um Learjet 60

Resultado de um investimento da ordem de R$ 7,4 milhões, jato fabricado pela Bombardier permitirá aos cotistas da empresa realizarem viagens para toda a América do Sul e Miami.

A Prime You " empresa pioneira de compartilhamento de aviões, helicópteros, embarcações, imóveis de luxo e carros esportivos " está ampliando a sua frota de aeronaves para compartilhamento com a aquisição de um Learjet 60, jato fabricado pela Bombardier. O investimento na aquisição da nova aeronave foi da ordem de R$ 7,4 milhões.

Incorporar uma aeronave deste porte à nossa frota de propriedade compartilhada é mais um passo importante para a consolidação do crescimento da Prime You, conta Marcus Matta, presidente da empresa, ao destacar que a chegada do novo jato se soma a outros investimentos realizados pela empresa em 2019, os quais incluem novos ativos e a diversificação das frentes de negócios.

O Learjet 60 é considerado o jato mais veloz de sua categoria, com um alcance de voo de 4.100 km, o que lhe dá a capacidade de realizar viagens para toda América do Sul, a uma velocidade de cruzeiro de ?850 km/hora. Também é possível voar para Miami, a partir de São Paulo, com apenas uma escala para abastecimento. Esta é a única aeronave deste porte disponível, no momento, para propriedade compartilhada no Brasil, explica Matta.

No sistema de operação da Prime You, o Learjet 60 poderá ser compartilhado por até três associados que adquirirem uma fração do bem. Cada cotista tem o direito de utilizá-lo por 25 horas ao mês. O valor da cota para a aquisição do Learjet 60 é de US$ 596 mil -, havendo ainda uma taxa para cobrir os custos fixos e outra por hora voada para despesas com combustível, lubrificante e provisão de manutenção. O novo jato, que já teve uma das três cotas comercializada, está apto para iniciar suas operações em 2020.

Os jatos da Prime You são compartilhados por apenas três usuários e a empresa cuida da gestão dos ativos de seus associados, como contratação de tripulação, hangaragem, administração do bem, entre outros pontos.

A Prime YOU, fundada em 2008, a Prime You atua no segmento de propriedade compartilhada de aviões, helicópteros, embarcações e carros esportivos, além de imóveis de luxo conjugado com embarcações. Também atua na gestão dos ativos para aqueles que desejam profissionalizar a administração do seu bem, assim como na compra, venda e comercialização de aeronaves de terceiros e, em breve, no segmento de táxi aéreo.

Possui duas bases operacionais estrategicamente localizadas, uma no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo e outra no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, um escritório central em Alphaville, além de operações em Paraty (RJ) e no Guarujá (SP).

16 de Janeiro de 2020 (00:18)

Publicação: Money Times - Notícias

Credit Suisse eleva preço-alvo da Usiminas, de olho em maior venda de automóveis

É apenas uma questão de tempo, para que a Usiminas (USIM5) também seja beneficiada pela retomada da economia. A avaliação é do Credit Suisse, que elevou o preço-alvo das ações de R$ 10 para R$ 11,50, além de reforçar sua recomendação de outperform (desempenho esperado acima da média do mercado).

O novo valor representa um potencial de alta de 22,5% sobre o fechamento das ações nesta quarta-feira (15). Em relatório assinado pelos analistas Caio Ribeiro e Gabriel Galvão, o Credit Suisse reconhece que a Gerdau (GGBR4) decolou antes, devido ao seu foco em aços longos, que se beneficiam diretamente do crescimento da construção civil.

Mas, o ano começa promissor para a Usiminas, que produz aços planos - matéria-prima do setor automotivo. “Acreditamos que, ao longo de 2020, as baixas taxas de juros, atreladas à retomada da confiança dos consumidores, devem se traduzir em um incremento da demanda por veículos", afirma o relatório.

“Como consequência, vemos a demanda por aços planos, no Brasil, crescendo 4% em 2020, e também enxergamos espaço para reajustes nos preços", acrescenta o Credit Suisse.

O banco suíço observa que, nos últimos meses, a Usiminas foi prejudicada também pela crise econômica da Argentina, a maior importadora de carros do Brasil. Os analistas afirmam, contudo, que os estoques argentinos já estão caindo, e é “é apenas uma questão de tempo, até a demanda doméstica crescer e compensar exportações potencialmente fracas".

O banco projeta uma geração de caixa, medida pelo ebitda, de R$ 2,7 bilhões para a companhia neste ano. O Credit Suisse alerta que as ações da Usiminas podem frustrar as expectativas, caso os preços do aço caiam, a moeda brasileira se valorize, a demanda interna seja mais fraca que a esperada ou se as tarifas de importação forem revistas.

15 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Montadoras e startups moldam o futuro do transporte de cargas

São Paulo - Da mesma forma como avançam os recursos tecnológicos nas cabines dos caminhões produzidos no Brasil segue em curso o desenvolvimento de novos modelos de negócios na distribuição de cargas. Ambos tem um mesmo objetivo: reduzir o custo operacional do frotista. Neste universo montadoras coexistem com startups na corrida para atender à demanda do mercado.

Na onda da nova economia, que popularizou a exploração de serviços na estrutura de terceiros, a Unpark, em operação desde julho, desenvolveu plataforma que agrega vagas ociosas de estacionamento. A partir da base a startup oferece o espaço a operadores de transporte instalarem contêineres de carga. O serviço é vendido como forma mais barata e rápida de distribuir produtos em grandes centros urbanos, que possuem restrições de horário de circulação.

“Nossa ideia é transformar espaços urbanos ociosos em pontos de distribuição, de forma a que empresas possam armazenar seus produtos mais perto do cliente", disse Michele Dim D'Ippolito, CEO e co-fundador da companhia. "Em termos logísticos reduz o custo operacional porque, por exemplo, diminui o número de deslocamentos em locais marcados pelo trânsito intenso."

Nas contas da empresa o seu modelo de negócio reduz o frete em 30%. Afora o barateamento do serviço de transporte a ideia da Unpark pode transformar a frota circulante das empresas que atuam na distribuição urbana. Isso porque, segundo D'Ippolito, o serviço possibilita aplicação de menor número de caminhões na operação:

“Dependendo da demanda uma empresa pode estocar sua carga na quantidade necessária próximo ao seu destino final porque ali há uma vaga ociosa, onde pode ser instalado um contâiner. Assim, deixam de ser necessárias viagens recorrentes até um centro de distribuição, de onde partem outros veículos para levar a carga até o destino final".

Diminuir o número de caminhões na operação não significa necessariamente menos caminhões nos frotistas, disse o executivo: “O que deve acontecer na prática é a melhor utilização das frotas. O veículo que deixa de ser utilizado em uma aplicação deverá ser usado em outro serviço, melhorando o fluxo na transportadora, que passa a atender mais pedidos, por exemplo".

O mercado de distribuição urbana é visto pela indústria como promissor para este ano. De acordo com Roberto Cortes, presidente da VWCO, no Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado em outubro, “os leves dependem do varejo, no qual observamos uma retomada".

Mais modelos de negócio que envolvam distribuição urbana podem, em tese, injetar ânimo nas vendas de caminhões leves. No ano passado, segundo dados da Anfavea, foram emplacadas 11 mil 242 unidades, volume que representou queda de 2,6% ante o resultados registrado pelo mercado em 2018.

A Unpark, por ora, tem 285 mil vagas de estacionamento cadastradas em sua base. Os espaços estão pulverizados em cerca de 1 mil endereços em 102 cidades de 23 estados. Este ano a meta é fechar com trinta pontos logísticos - atualmente têm ativos dois - e aumentar de vinte para cinquenta o número de vagas onde são instalados armários inteligentes que armazenam carga fracionada, os chamados Unpods.

A distribuição urbana e as startups são tema recorrente em debates nas fabricantes de veículos comerciais. Um fato que pode ser usado para ilustrar a sua importância é a parceria costurada por Volkswagen Caminhões e Ambev naquilo que foi denominado e-consórcio.

Dentre outras coisas a parceria funciona como laboratório de testes para modelos que envolvam produto-oferta, e isso mostra de certa maneira como a indústria está ocupada em acompanhar - ou criar - novas tendências de negócio, contou Marco Saltini, diretor de relações governamentais e institucionais da VWCO -- este mês a empresa sediará um programa global de aceleração de startups: “Acreditamos no grande potencial das startups na busca de soluções para situações concretas relativas ao transporte e a toda a mobilidade, de uma forma geral. Avaliamos que a indústria é parte importante desse processo de transformação e procuramos dar a nossa contribuição".

A Mercedes-Benz, empresa que encerrou 2019 na liderança das vendas no mercado interno, também mantém contato com o universo das startups como forma de manter sua oferta atualizada segundo as novas demandas. Em março, por exemplo, adquiriu o aplicativo de logística Habbl - se pronuncia hábil -, o qual deve chegar ao mercado brasileiro a partir deste mês, segundo Érico Fernandes, gerente sênior de soluções integradas da Mercedes-Benz:

“Por ora a plataforma está em fase de testes dentro da operação de transporte de cabines, em Juiz de Fora, em Minas Gerais, para São Bernardo do Campo. Passando esta etapa entra no mercado a partir de janeiro. É o primeiro país fora da Alemanha onde a plataforma estará ativa".

A ferramenta estabelece conexão do embarcador da carga com o transportador, criando padrões para procedimentos, mostrando deslocamento em tempo real da carga, dentre outras funções que são oferecidas em outras plataformas de startups que já atuam no Brasil. Na Europa são quase 220 clientes ativos da plataforma, que funciona em 4 mil caminhões conectados.

15 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Venda de usados cresce 2% em 2019

São Paulo - As vendas de veículos usados somaram 14,6 milhões de unidades em 2019, crescimento de 2,2% na comparação com o resultado do ano anterior, de acordo com os dados divulgados pela Fenauto, entidade que representa os revendedores de veículos usados e seminovos. Com o resultado o setor de seminovos chegou ao seu oitavo ano de crescimento consecutivo.

O presidente Ilídio dos Santos disse, em nota, que a expansão foi puxada pela retomada da economia: “Também ficamos muito satisfeitos pela recuperação apresentada nas vendas de veículos zero quilômetro, pois são parte essencial para o crescimento do nosso segmento".

15 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Grupo PSA muda a direção global de Citroën e DS

São Paulo - O Grupo PSA anunciou mudanças em seu corpo diretivo, com alterações na direção global das marcas Citroën e DS. Linda Jackson, que ocupava o cargo de CEO na Citroën, será sucedida por Vincent Cobee, que era seu diretor adjunto. Yves Bonnefont, que estava à frente da DS, passa o cargo para Béatrice Foucher, sua diretora adjunta.

Ambos os novos CEOs ganharam cargos no Comitê Executivo Global. Jackson e Bonnefont ganharam novas funções dentro do grupo e se reportarão diretamente a Carlos Tavares.

A ex-CEO da Citroën tem como objetivo promover o esclarecimento e a coerência das mensagens das marcas em todo o grupo, e Bonnefont deve iniciar um estudo sobre o potencial de sinergias no portfólio de marcas.

15 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Carros do Ano: Corvette, Telluride e Gladiator.

São Paulo -- O júri do Carro Estadunidense do Ano divulgou, na terça-feira, 13, em Detroit, Michigan, os vencedores de 2020, o Chevrolet Corvette Stingray, o Kia Telluride e o Jeep Gladiator. O júri reuniu jornalistas multimídia dos Estados Unidos e do Canadá.

Também concorreram Hyundai Sonata, Toyota Supra, Hyundai Palisade e Lincoln Aviator.

15 de Janeiro de 2020 (00:18)

Publicação: Money Times - Notícias

Projeto de direção autônoma da BMW e Daimler poderia atrair Fiat

O projeto de automóveis autônomos da BMW e Daimler pode atrair mais parceiros, sendo a Fiat Chrysler uma forte candidata em um momento em que as montadoras alemãs se concentram na seleção de fornecedores até o fim do ano.

Embora muitos fabricantes de componentes automotivos ainda hesitem em investir grandes quantias no desenvolvimento de direção altamente automatizada devido à incerteza regulatória, várias montadoras manifestaram interesse na aliança, disse o diretor de desenvolvimento da BMW, Klaus Froehlich, em entrevista.

A BMW tem trabalhado com a Fiat Chrysler no mesmo campo desde 2017, indicando que a fabricante ítalo-americana pode estar disposta a participar de um projeto que visa lançar a direção automatizada em rodovias já em 2024, disse Froehlich.

“A direção autônoma ainda tem o calcanhar de Aquiles de que não existe uma estrutura reguladora em todo o mundo", disse Froehlich durante a Consumer Electronics Show, em Las Vegas. “Todo mundo está trabalhando nisso, mas ninguém sabe como serão as regras."

Os veículos autônomos devem ser parte fundamental da transformação da indústria automobilística, mas o custo do desenvolvimento da tecnologia é proibitivo.

Vários projetos conseguiram que veículos não tripulados dirigissem por áreas confinadas, como minas ou portos, mas robotáxis totalmente autônomos em áreas urbanas devem demorar muito mais para se materializar, e os retornos do investimento são difíceis de prever.

A Fiat Chrysler não quis comentar sobre um possível envolvimento na cooperação entre a BMW e a Daimler. A empresa fornece minivans Chrysler para a Waymo, da Alphabet, que instala a tecnologia de direção autônoma.

A BMW trabalha em um scanner a laser com chip para carros autônomos que utiliza a tecnologia da startup israelense Innoviz Technologies e que pode gerar imagens em 3D do ambiente do veículo, permitindo que o carro desvie de obstáculos ao dirigir em velocidade de estrada, disse Froehlich.

A BMW e a Daimler também tentam expandir a parceria existente na compra de peças para incluir potencialmente células de bateria para carros elétricos, de acordo com Froehlich. Um acordo para tamanhos de célula semelhantes favorece empresas como a Contemporary Amperex Technology, que poderia fabricar um componente de bateria para ser usado por mais de uma montadora.

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