28 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Controladora da 99 firma parceria com a Baic para carros elétricos

Didi Chuxing e Baic terão joint venture para desenvolver veículos com novas fontes de energia

REDAÇÃO AB

A Didi Chuxing, plataforma chinesa de transporte que detém o controle da brasileira 99, estabeleceu parceria com a BEV (Beijing Electric Vehicle), empresa focada em carros elétricos que integra o grupo Baic, a 19ª maior montadora do mundo em volume de vendas, com quase 1 milhão de veículos emplacados no ano passado. As duas companhias fundaram a joint venture JingJu, que nasce para desenvolver automóveis que combinem novas fontes de energia com soluções de inteligência artificial.

Desde 2016 a Didi trabalha no desenvolvimento de parcerias para criar uma rede de serviços e soluções para os clientes. Na China, em um só aplicativo, a empresa já entrega recursos como locação de carros, vendas, abastecimento e manutenção, além do serviços de transporte sob demanda.

A parceria combina os interesses das duas empresas. Enquanto a Didi garante já possuir a maior rede de carros elétricos do mundo, com 400 mil unidades, a Baic anunciou o plano de deixar de produzir veículos movidos a combustíveis fósseis a partir de 2025.

28 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Honda PCX 150 passa a ter opção de ABS

Scooter mais vendido do País traz esta e outras mudanças importantes na linha 2019

REDAÇÃO AB

A Honda fez uma série de mudanças no PCX 150 modelo 2019. A principal delas foi a opção de ABS. O sistema antitravamento inclui disco de freio também na roda traseira e está disponível nas versões DLX e Sport, tabeladas em R$ 12.990. Essas duas opções recebem ainda chave presencial Smart Key, que destrava o guidão e libera a partida do scooter.

O PCX 150 de entrada tem preço sugerido de R$ 11.272. Manteve o tambor traseiro e a chave convencional. Em toda a linha 2019 do scooter a Honda adotou novos faróis com iluminação por LED e um painel de instrumentos digital. O assento foi modificado para aumentar o conforto. A Honda também modificou a calibragem e os pontos de fixação dos amortecedores traseiros.

Os pneus do PCX agora são mais largos, 100/80-14 na dianteira e 120/70-14 na traseira (anteriormente, 90/90-14 e 100/90-14). Segundo a fabricante, essa mudança aumentou a resistência dos pneus a impactos e também a estabilidade do scooter.

O motor do PCX foi mantido. Tem 149,3 cc e produz 13,2 cavalos. Também permanecem os recursos Idling Stop System (para desligamento automático do motor em situações cotidianas, como nos carros com start-stop) e Enhanced Smart Power, capaz de reduzir o consumo porque faz o motor trabalhar em rotações mais baixas quando o piloto se mantém em velocidade constante e piso plano.

O PCX 150 foi lançado em 2013. Já superou as 130 mil unidades e é o scooter mais vendido do Brasil desde 2014.

28 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Mercedes vende 500 ônibus ao Chile

Veículos com carrocerias Marcopolo e Caio vão renovar a frota do sistema Transantiago

REDAÇÃO AB

A Mercedes do Brasil vendeu 500 ônibus urbanos para empresas operadoras do Transantiago, sistema BRT (Bus Rapid Transit) da capital chilena. O lote se dividiu em 400 unidades do modelo O 500 U e 100 do O 500 UA articulado, todos na versão Low Entry, para facilitar a entrada dos passageiros.

Para a companhia Buses Vule foram cerca de 150 ônibus, montados com carroceria Caio. Os demais, encarroçados pela Marcopolo, foram comprados por Metbus, STP Santiago e Redbus Urbano. Os novos veículos fazem parte do programa de renovação de frota e a venda resulta de uma parceria da Mercedes-Benz do Brasil com o Regional Center Daimler Latina e a Comercial Kaufmann, representante chilena da Mercedes-Benz.

O mercado chileno é bastante representativo para os ônibus brasileiros. No caso da Mercedes o país é o segundo maior destino de seus chassis, atrás somente da Argentina. Desde 2007, ano de inauguração do Transantiago, a montadora vendeu cerca de 3,5 mil modelos urbanos ao País e detém mais de 50% de participação apenas nesse sistema de transporte. Em 2018 a Mercedes enviou 1,9 mil unidades para o Chile, 27% a mais do que no ano anterior.

O mercado chileno também é importante para a Marcopolo. Respondeu em 2018 por cerca de 20% de suas vendas ao exterior. A encarroçadora deve negociar em breve algo entre 120 e 160 novas unidades para o sistema Transantiago.

A fabricante chinesa BYD também está atenta ao Chile e em dezembro de 2018 entregou 100 ônibus totalmente elétricos para o sistema Transantiago.

28 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Volkswagen vai montar veículos na Etiópia

Memorando de entendimento também prevê compartilhamento de carros e um centro de treinamento

REDAÇÃO AB

A Volkswagen assinou na segunda-feira, 28, um memorando de entendimento para a instalação de uma fábrica de veículos na Etiópia. A ação é parte do plano de desenvolvimento da montadora em nações da África Subsaariana. Nos últimos dez anos o PIB etíope teve uma taxa de crescimento superior a 8%.

Além da montagem local a Volkswagen pretende promover a localização de componentes e introduzir conceitos de mobilidade como o compartilhamento de veículos. A abertura de um centro de treinamento com a cooperação de instituições de ensino também integra os planos da montadora.

A Etiópia tem a segunda maior população do continente africano e se torna o terceiro país da África Subsaariana a assinar um memorando de entendimento após Gana e Nigéria, que firmaram acordos semelhantes em agosto de 2018.

Em Gana a Volkswagen vai erguer uma linha de montagem e fará um estudo de viabilidade para um conceito integrado de soluções de mobilidade. E a Nigéria se tornará em longo prazo um centro automotivo para a VW na África Ocidental.

A Volkswagen fabrica veículos na África do Sul desde 1951. Na África, a empresa também tem operações de montagem de veículos na Argélia, Quênia e Ruanda

28 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Chile lidera eletromobilidade na América do Sul

País vira palco para testes de tecnologias de um futuro nada distante

SUELI REIS, AB | De Santiago (Chile)

No último sábado, 26 de janeiro, Santiago, capital do Chile, recebeu a terceira etapa da temporada 2018-2019 da Fórmula E, competição automobilística organizada pela FIA com carros movidos exclusivamente a energia elétrica – a primeira temporada da categoria foi em 2014. Conhecida por ser realizada em circuitos de rua, a corrida deu notoriedade à cidade por ser a única da América do Sul a sediar uma de um total de treze etapas que começaram em dezembro de 2018 e vão até julho deste ano em locais selecionados nos cinco continentes. A competição vem ganhando cada vez mais adeptos e fãs – as arenas estavam lotadas, mesmo com uma sensação térmica próxima aos 40⁰ – mas o evento também contribui para a disseminação massiva dos conceitos de eletromobilidade para a população.

“A Fórmula E é uma plataforma de desenvolvimento para a eletromobilidade. É um ambiente perfeito para isso”, afirma o presidente da ABB Américas, Greg Sheu. A empresa, com sede em Zurique, Suíça, é a principal patrocinadora da competição e aproveita o evento para apresentar ao público todo o seu portfólio, que abrange desde soluções de automação para a indústria, concessionárias, transporte e infraestrutura, tais como carregadores para carros elétricos e robôs até produtos e sistemas de gestão digital em empresas e residências, entre outros.

Para o executivo, é fato a megatendência global do avanço da sustentabilidade e a eletromobilidade é uma ferramenta fundamental para reduzir de forma gradativa, mas significativa, as emissões de gases poluentes. Neste sentido, há exemplos de cidades, como Paris e Xangai, que incentivam proprietários de carros elétricos com isenção de impostos ou redução deles. “A China se mostra como o grande impulsionador do mercado elétrico global, com a massificação de carros 100% elétricos. Há grandes oportunidades em diversas áreas e países, como o próprio Chile, onde estamos crescendo com nossos carregadores e agora com os de de nível quatro [ultrarrápido] para automóveis. Também vemos aqui a possibilidade de no futuro atuar também com carregadores para ônibus elétricos, como os que já fornecemos na Suíça”, afirma Sheu.

Sobre o Brasil, onde a ABB atua fortemente com seu portfólio de automação e indústria 4.0, inclusive para o setor automotivo, ele diz que há grandes oportunidades na introdução de novas tecnologias, incluindo as dedicadas a veículos elétricos. “É um processo e isso inclui adaptações dos sistemas, além do que é necessário parcerias público-privadas para a continuidade do avanço.”

No Chile, as coisas acontecem de forma mais acelerada. O brasileiro e presidente da ABB no país, Marcelo Schumaker, comemora a ampliação da rede de recarga rápida de carros elétricos com tecnologia fornecida pela empresa e anunciada pela Copec, tradicional rede chilena de postos de combustível. São vinte novos eletropostos que se unem aos três já existentes e que estão sendo instalados ao longo de uma extensão de 700 quilômetros. Eles cobrem duas regiões do país. “Esse é o primeiro passo, a Copec já planeja estender ainda mais a rede para mil quilômetros”, afirma Schumaker.

Entre os novos eletropostos, dezenove são do tipo de recarga rápida, que carregam a bateria do carro em 20 minutos (54 kW) e que suporta uma grande variedade de veículos elétricos com diferentes sistemas de entrada; além de uma unidade com recarga ultrarrápida, com capacidade para uma carga completa em apenas oito minutos (175 kW). É a primeira do tipo no mercado sul-americano e é indicada para modelos elétricos mais modernos. A Copec também planeja expandir a rede não só nas estradas, mas em locais públicos com outros tipos de carregadores em parques e estacionamentos.

“Começamos em 2012, com três carregadores sem cobrança pelo uso, que foi um período de aprendizagem. Atualmente, o Chile possui uma frota de 400 a 500 veículos elétricos, mas não estamos nos concentrando só na frota atual, estamos pensando mais adiante, com estimativa de que ela cresça em torno de 20% a 25% por ano”, estima o diretor da área de New Mobility da Copec, Francisco Larrondo.

FÓRMULA E, UM LABORATÓRIO ELÉTRICO

Assim como a Fórmula 1 é laboratório para a indústria automotiva, as montadoras, equipes, parceiros e fornecedores se desdobram para fazer dos carros elétricos de competição a máquina perfeita para os quesitos da Fórmula E e aproveitar a tecnologia para veículos projetados para venda futuramente. Para o piloto brasileiro Lucas Di Grassi, da equipe Audi Sport ABT Schaeffler, houve uma evolução importante nos veículos, mas para ele a etapa de Santiago traz um desafio ainda maior por conta da alta temperatura.

“É a segunda vez que a corrida acontece em Santiago. Para ajudar no desenvolvimento, utilizamos muito o simulador da Audi em Ingolstadt [Alemanha], porque aqui o critério temperatura é muito importante: a bateria não pode passar de 72⁰, se não ela perde performance”, conta. “É também um carro novo, com mais potência: faz de zero a 100 km/h em 2,8 segundos. E a bateria dobrou de capacidade: saiu de 300Kg e 26 kW/h para 330 kg, um pouquinho a mais, e com 52 kW/h. Então agora conseguimos fazer a corrida inteira com uma bateria só”, explica Di Grassi poucas horas antes do treino de classificação. Ele lembra que na temporada anterior era necessário utilizar dois carros e fazer uma parada no pitstop para a troca de carro com bateria carregada.

“Hoje o carro é muito controlado por computador: freios, cabos de energia; antigamente era tudo feito manualmente, quando o carro começava a ter recuperação traseira, você precisava mudar mecanicamente a distribuição de freio, saber quando tinha que tirar o pé, quando tinha que acelerar. Então tudo ficou mais fácil e o carro ficou mais rápido.”

Di Grassi, que é um defensor e porta-voz da eletromobilidade mundial, concorda que a Fórmula E é vitrine para as novas tecnologias. “A tendência é de que haja cada vez mais carros elétricos nas ruas e a Fórmula E é sim um laboratório: é aqui que as montadoras e suas fornecedoras testam os melhores softwares de controle, o melhor magneto e outras possibilidades. O preço ainda é muito desproporcional, mas o custo benefício compensa e fará sentido em alguns anos. Isso vai depender muito de como as cidades se comportarão para adotar essas tecnologias.”

Ele comenta que o Brasil tem grande potencial para uma verdadeira eletromobilidade limpa, porque produz a maior parte de sua energia a partir de fontes renováveis e limpas, como hidrelétricas. “Existe a mobilidade elétrica ‘fake’, que é aquela que queima carvão para abastecer o carro movido a bateria. No Brasil isso é uma vantagem, embora, claro, ainda há vários desafios, como a criação de redes e postos de recarga e toda a infraestrutura.”

O piloto fala ainda sobre o desafio global dos custos e preços finais dos veículos elétricos e avalia o Brasil na corrida pela eletromobilidade: “Em termos globais, a massificação dos veículos 100% elétricos vai deixar a tecnologia cada vez mais barata e vai ajudar a democratizar a eletromobilidade. No futuro, essa democratização fará cair em 80% o custo por quilômetro rodado, barateando manutenção e até mesmo o custo do transporte público. O mundo está passando por uma transição muito importante e o Brasil já está ficando para trás. Precisa deixar o incentivo para carro 1.0 de lado e focar na indústria local para elevar a mobilidade elétrica. Infelizmente, o Rota 2030 determinou que só vai começar a conversar sobre logística envolvendo mobilidade elétrica em 2035. Entendemos que o Brasil está quebrado, ainda assim há planos de levar a Fórmula E para lá: a ideia inicial é fazer sem dinheiro público, tem que ter parcerias, porque há potencial local.”

Fórmula E etapa Santiago: corrida é vitrine de novas tecnologias para carros elétricos

28 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Corte trabalhista da GM chega a Gravataí

Assim como em São José e São Caetano, empresa propõe reduções de piso e reajustes

PEDRO KUTNEY, AB

As propostas de cortes de custos trabalhistas da GM Brasil chegaram também a Gravataí (RS), onde a empresa mantém sua mais produtiva fábrica da América do Sul para produzir o hatch Onix – carro mais vendido do mercado brasileiro nos últimos três anos – e o sedã compacto Prisma, dois modelos que juntos atualmente respondem por cerca de 65% das vendas da montadora no País. Foi apresentada ao sindicato local dos metalúrgicos no sábado passado, 26, uma lista de 21 cláusulas para reduções de piso e reajustes salariais, suspensão da participação em lucros e resultados (PLR) e eliminação de alguns benefícios, o que na prática anula o acordo atual firmado com os funcionários da planta gaúcha para o período 2017-2020.

As propostas apresentadas pela GM a representantes dos 2,6 mil empregados da planta de Gravataí – onde também trabalham cerca de 4 mil funcionários de fornecedores que integram o condomínio industrial da empresa na cidade – seguem as mesmas linhas gerais dos cortes de custos trabalhistas já introduzidos em reuniões anteriores com os sindicatos das duas fábricas paulistas da empresa, em São José dos Campos e São Caetano do Sul. Assim como essas duas representações sindicais, a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí (Sinmgra) considera as exigências “inaceitáveis”. Segundo Edson Dorneles, diretor de assuntos jurídicos da entidade, as propostas serão apresentadas em assembleias com os trabalhadores da unidade na terça-feira, 29, com a sugestão de “completa rejeição”. Também foi convocado um protesto na gente da fábrica gaúcha.

“Somos contra essa reestruturação da GM nos moldes propostos, porque é prejudicial aos trabalhadores. A fábrica de Gravataí é uma das mais produtivas do mundo, produz os carros mais vendidos da GM aqui e já está preparada para fazer novos produtos a partir de julho. Foi para isso que fizemos um acordo em 2017, válido até 2020. Essas propostas de cortes anulam tudo que conseguimos e que iríamos só agora começar a usufruir. Não aceitamos e se insistirem vamos à Justiça fazer valer o acordo em andamento”, afirmou Edson Dorneles, do Sinmgra.

REVOGAÇÃO DE ACORDOS

Incluídos no atual programa de investimentos da GM no Brasil de R$ 13 bilhões para o período 2015-2019, anunciado em 2015 e várias vezes requentado, há dois anos a GM fechou acordos parecidos com os trabalhadores de Gravataí e São Caetano. Em troca, prometeu aporte de R$ 1,4 bilhão na fábrica gaúcha, que desde o fim de 2017 opera em três turnos e em julho começa a produzir a nova geração de Onix e Prisma. No ABC paulista, investe R$ 1,2 bilhão em sua mais antiga unidade fabril em operação no País para ampliar a capacidade de 250 mil para 330 mil veículos/ano, com produção da nova geração do SUV Tracker a partir de dezembro. A companhia também confirmou R$ 1,9 bilhão para quadruplicar a capacidade da planta de motores e transmissões de Joinville (SC). Sem entendimento com o sindicato local desde 2013, quando prometeu investimentos que não foram adiante, a fábrica de São José dos Campos ficou de fora dos planos.

Justamente no momento em que os investimentos estão tomando forma e os trabalhadores de Gravataí e São Caetano esperavam usufruir seus maiores ganhos, a GM propõe cortar quase tudo que foi combinado. Dorneles afirma que a fábrica gaúcha conseguiu no acordo celebrado em 2017 “chegar mais perto” da remuneração paga nas fábricas paulistas da companhia. “O piso aqui deve passar dos R$ 1,6 mil”, informa o diretor, ao destacar que a empresa quer reduzir este valor a R$ 1,3 mil para novas contratações, “o que pode incentivar demissões para contratações mais baratas”. Em São José a proposta de redução do piso é de R$ 2,3 mil para R$ 1,6 mil e em São Caetano de R$ 1,78 mil para R$ 1,6 mil.

Outro ponto sensível das propostas da GM é reduzir os reajustes salariais para um valor fixo e zerar o pagamento de participação de lucros e resultados este ano, pagar 50% em 2020 e voltar a 100% em 2021. “A PLR deste ano em Gravataí tem potencial de chegar a R$ 16 mil (por trabalhador), mas a GM quer simplesmente não pagar o que combinou no acordo de 2017, quando estávamos em um cenário de crise muito pior que o atual”, informa Dorneles. “Não podemos aceitar isso”, ressalta.

Também estão sob a mesa outros pontos considerados “inaceitáveis” por todos os sindicatos, como terceirização de funções em todos os níveis, adoção de jornada de trabalho intermitente, fim de estabilidade para afastados por doença laboral ou acidente e interrupção de promoções por tempo de trabalho ou mérito.

NEGOCIAÇÕES TENSAS

As negociações com os trabalhadores têm sido diárias dentro da estratégia da GM de cortar custos rapidamente em todas as frentes, incluindo concessionários e fornecedores, além de tentar obter mais benefícios de governos municipais, estaduais e federal. O estopim da atual crise começou com um e-mail enviado aos funcionários no dia 18 (calculadamente vazado à imprensa) pelo presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, em que o executivo destaca que a empresa acumula prejuízos substanciais na região nos últimos três anos que precisam, necessariamente, ser estancados já a partir deste ano para garantir a sobrevivência das operações no País, o que exigiria “sacrifícios de todos”, sob risco de fechar fábricas e até mesmo deixar a América do Sul.

Segundo Dorneles, nas reuniões os representantes da GM destacaram esse risco para forçar a aceitação da reestruturação do acordo coletivo. “Não disseram diretamente que devemos aceitar o novo acordo ou vão fechar a fábrica (de Gravataí), mas citaram o tempo todo a necessidade de sacrifícios para evitar que isso possa acontecer no futuro”, conta.

“A verdade é que esses cortes podem ser feitos e a GM pode continuar no prejuízo, porque escolheu estratégias erradas e os trabalhadores não têm nada a ver com isso. Também é possível não fazer nada e a empresa voltar a dar lucro”, avalia Dorneles.

Ainda de acordo com o diretor do Sinmgra, a GM não apresentou nenhum plano de novo investimento em troca da aceitação dos cortes de custos trabalhistas, como sugeriu Zarlenga em encontro na semana passada em São José dos Campos com sindicalistas e prefeitos .

Representantes do Sinmgra devem se encontrar com a direção da GM em São Caetano nesta terça-feira, 29. Segundo a imprensa gaúcha, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também pediu o agendamento de reunião com representantes da montadora para explicação da atual situação.

28 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

GM pressiona fornecedores por redução de preços

No plano de cortes de custos, montadora exige descontos extras dos fabricantes de autopeças

PEDRO KUTNEY, AB

Desde a semana passada e no decorrer desta fornecedores da GM Brasil estão sendo pressionados a reduzir preços dos componentes, dentro do pesado plano de cortes de custos da montadora no País, que também envolve a renegociação de acordos trabalhistas, redução de comissões a concessionários e tentativa de obter benefícios de governos municipais, estaduais e federal.

Segundo fontes envolvidas nas negociações ouvidas por Automotive Business, a General Motors quer a aplicação de descontos adicionais aos já negociados nos contratos de fornecimento, que usualmente preveem “ganhos de produtividade anuais” (eufemismo para reajustes negativos obrigatórios), com aplicação de porcentuais que variam de acordo com a empresa e o produto fornecido. Alguns fornecedores que já participaram dessas reuniões citam pedidos de reduções de preços de 3% a 5% para já, que seriam aplicados em cima das diminuições contratuais.

O problema é que boa parte dos descontos extras pedidos agora seria aplicada nos contratos antigos, de componentes para os produtos da linha atual de carros e motores da GM, que em alguns casos são frutos de projetos com 20 a 30 anos de idade, o que torna muito difícil reduzir ainda mais preços que já foram significativamente reduzidos ao longo de tanto tempo. “É impossível manter qualquer margem em cima de contratos assim”, destaca uma fonte.

“Posso negar o desconto agora e me apegar ao contrato, mas sei que nas próximas negociações de fornecimento posso ser excluído de novos fornecimentos”, explica outro fornecedor.

ANTECIPAÇÃO DE NACIONALIZAÇÃO

Outra pressão exercida pela GM sobre os fornecedores é pela antecipação de nacionalização de autopeças e sistemas. A partir de julho a montadora vai começar a produzir novas gerações de veículos e motores no Brasil, incluindo propulsores tricilíndricos 1.0 e 1.2 aspirados e turboalimentados que serão feitos em Joinville (SC), além dos novos Onix e Prisma em Gravataí (RS) e Tracker em São Caetano (SP). Muitos componentes desses produtos serão inicialmente importados e seriam nacionalizados gradualmente, com o aumento da produção local, no espaço em torno de um ano.

Contudo, compras em dólares e real desvalorizado afetam negativamente os resultados na região, o que fez a GM pedir o adiantamento do fornecimento local de algumas peças, em alguns casos reduzindo pela metade o prazo para o início das entregas de peças.

29 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Ford lança canal de peças e acessórios no Mercado Livre

Consumidor já encontra mais de 650 ofertas de itens Ford, Motorcraft e Omnicraft

Redação AB

A Ford lançou seu canal de venda de peças e acessórios no site de comércio eletrônico Mercado Livre (https://loja.mercadolivre.com.br/ford). Pelo novo endereço o consumidor encontra produtos das marcas Ford, Motorcraft e Ominicraft com garantia e preços competitivos. O canal entra no ar com mais de 650 ofertas.

“Algumas concessionárias Ford já anunciavam itens no Mercado Livre como pastilhas de freio, filtros de óleo, óleo para motor, amortecedores e pneus. Com este novo canal oficial de vendas on-line estamos ampliando a visibilidade e o acesso às ofertas para os clientes”, afirma o supervisor de tecnologias emergentes de serviço ao cliente da Ford, Elton Miraveti.

Essa nova área foi criada pela empresa há cerca de um ano e é voltada à inteligência de mercado e estratégia de operações de pós-venda por meio do uso de novas tecnologias. “Eles (os clientes) vão se beneficiar da maior concorrência e possibilidade de negociação pelas ferramentas do site”, estima o executivo.

O canal da Ford no Mercado Livre traz entre as funcionalidades a visualização dos produtos por categorias, relevância e preço. Ao mesmo tempo, as concessionárias participantes ganharão maior relevância de busca e reputação dentro do site com a concentração de suas ofertas no novo canal.

Segundo a montadora, o segmento de peças e acessórios para automóveis é hoje a categoria mais importante do Mercado Livre e responde por cerca de 15% do seu faturamento total. O site vende aproximadamente 360 produtos por minuto, com mais de 4 mil buscas por segundo.

29 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Cummins Filtration amplia oferta da linha Fleetguard

Lista de filtros ecológicos tem 15 novos itens para óleo, combustível e também separadores de água

Redação AB

A Cummins Filtration está ampliando sua linha de filtros ecológicos Fleetguard fornecidos para as montadoras e ao mercado de reposição. A empresa criou 15 novos itens entre filtros de óleo, combustível e separadores de água, todos com pegada mais ecológica porque utilizam cartuchos feitos de papel e plástico e por isso são incineráveis.

“É a nossa estratégia para iniciar 2019 com maior disponibilidade, atendendo o segmento que está mais exigente quando se trata de produtos de qualidade e ecologicamente corretos”, afirma o gestor de vendas da Cummins Filtration, Marcos Azambuja.

Ainda de acordo com o gestor, a divisão de filtros da Cummins melhorou a cobertura em aplicações da linha pesada, reposicionou preços, nacionalizou itens e introduziu mais cartuchos ecológicos no portfólio.

29 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Massey Ferguson e Valtra lançam pulverizadores

Novos equipamentos prometem 50% de economia de combustível em relação aos concorrentes

Redação AB

As fabricantes de máquinas agrícolas Massey Ferguson e Valtra, pertencentes à AGCO, estão lançando pulverizadores para 3 mil litros. Os novos equipamentos serão apresentados no Show Rural Copavel, importante feira agrícola do calendário nacional que ocorre entre os dias 4 e 8 de fevereiro em Cascavel (PR).

O novo Massey Ferguson é o MF 9330 e o Valtra, BS3330H. Os dois modelos recebem motorização AGCO de 200 cavalos, que promete economia de 50% no consumo de combustível na comparação com seus concorrentes.

O vão livre do solo tem 1,65 metro para o Massey Ferguson e entre 1,50 e 1,65 m no caso do Valtra. Nas duas máquinas existe a possibilidade de piloto automático. As barras de pulverização entre 24 e 30 metros permitem o uso em lavouras de cana-de-açúcar ou de grãos.

29 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Cooper Standard cresce no Brasil em ano difícil

Impacto cambial de insumos e volatilidade adiaram chegada ao ponto de equilíbrio

PEDRO KUTNEY, AB

Como já era esperado no início de 2018, foi tímido o crescimento do faturamento da Cooper Standard no Brasil, menos de 3%, para R$ 350 milhões ante os R$ 340 milhões faturados em 2017. Isso porque a maioria dos novos contratos de fornecimento de vedações, dutos e mangueiras começam a maturar este ano, quando se espera por avanço bem maior das vendas, acima de 25%, para fechar pedidos em torno de R$ 450 milhões no decorrer de 2019, segundo estima Jürgen Kneissler, diretor geral da empresa na América do Sul.

O problema maior em 2018 foi o impacto da desvalorização cambial sobre os insumos plásticos, principal matéria-prima usada pela Cooper Standard, que precisa importar a peso de dólar caro perto de 90% dos compostos usados na produção nacional. “Praticamente não existem fornecedores nacionais desses insumos”, afirma Kneissler. Com isso, não foi possível no ano passado fechar no azul suas contas no País, onde registra prejuízos desde 2013.

“Foi um ano bem difícil, principalmente por causa do câmbio que encarece nossas importações. Ainda não conseguimos atingir o ponto de equilíbrio financeiro. Essa meta ficou para 2019. Conseguimos avançar nas operações e este ano deve ser melhor, com aumento da produção de veículos no País e novos contratos”, resume Jürgen Kneissler.

A principal ampliação das operações em 2018 foi a inauguração de uma nova planta em São Bento do Sul (SC), que entra em operação plena no primeiro semestre para a partir de setembro enviar à GM em Gravataí (RS) mangueiras de turbocompressores para nova família de motores da montadora, que vão equipar a nova geração de Onix e Prisma, de acordo com informações de mercado. As mangueiras especiais, de plástico que suporta altas temperaturas, entraram no portfólio da Cooper Standard com a aquisição internacional, no ano passado, de uma unidade de negócios da coreana LS Mtron’s. “Aproveitamos que tinham o componente que precisávamos aqui e fizemos a nova fábrica”, conta o executivo.

Também está nos planos adicionar uma linha de guarnições à fábrica de Santa Catarina, para fornecer a clientes da Região Sul. Como está a apenas 100 km de Curitiba, estão na mira clientes do Paraná como Volkswagen e Renault. Segundo Kneissler, a unidade deve poderá empregar até 300 pessoas, fazendo o número de empregados no Brasil subir dos atuais 1,7 mil para cerca de 2 mil.

NOVA EXPANSÃO

A nova unidade em Santa Catarina se junta às três fábricas da empresa no País, de guarnições de borracha em Atibaia (SP), de dutos de fluídos de freios e combustível em Varginha (MG) e Camaçari (BA) para montagem desses itens importados em operação integrada na planta da Ford. Está nos planos a retomada da construção de uma planta em Sergipe, na cidade de Divina Pastora, que deveria ter sido iniciada no ano passado para fornecer à Ford na Bahia e FCA/Jeep em Pernambuco. Contudo, o sindicato de Camaçari não aprovou a transferência de 80 dos 150 empregos de dentro da Ford para o Estado vizinho, ameaçou com greve. Além disso, os incentivos oferecidos foram retirados na mudança do governo estadual e o projeto teve de ser interrompido. “Queremos tentar retomar este ano”, diz Kneissler.

Mas outro projeto ganhou prioridade: a construção de nova fábrica no interior de São Paulo para atender projetos de clientes no Estado (especialmente lançamentos de Hyundai e Toyota), e assim desafogar a unidade de Varginha, que ficaria mais focada em atender a FCA/Fiat em Betim (MG). “Ficou muito pequeno lá e não temos como ampliar, precisamos de um novo galpão de 8 mil a 10 mil metros quadrados para fornecer linhas de freios e combustível aos clientes paulistas. Estamos negociando a compra das instalações de uma empresa que faliu e queremos definir a operação até maio”, indica o executivo.

Apesar do cenário aparentemente otimista, Kneissler reconhece que ainda restam muitas incertezas pelo caminho em 2019 para voltar à lucratividade, a começar pela volatilidade cambial. Além disso, está no horizonte revisões de contratos com a GM, que atualmente negocia um plano de cortes de custos com empregados, concessionários e pressiona fornecedores a reduzir preços. A Cooper Standard havia assumido programas de fornecimento de componentes para novos veículos da GM a serem produzidos em São Paulo, nas plantas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, que agora estão em renegociação.

29 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Eaton agiliza orçamento de transmissões com aplicativo

Recurso desenvolvido para o mercado brasileiro contou com a ajuda de startup

REDAÇÃO AB

A fabricante de transmissões Eaton criou um aplicativo capaz de reduzir de maneira significativa o tempo de orçamentos e reparos. Chamado goECO, ele direciona o processo de avaliação de caixas de câmbio e indica a classificação do casco, que irá determinar o valor para a troca por outro componente semelhante, mas remanufaturado. O aplicativo resulta da atuação da Eaton na Liga Autotech, programa de atração de startups com propostas específicas para o setor automotivo. O goECO foi desenvolvido para o mercado brasileiro.

“Nesse projeto, realizado durante oito meses em parceria com uma empresa nascente, conseguimos viabilizar essa solução capaz de facilitar a inspeção de pontos específicos no processo de análise de transmissões”, afirma o gerente de vendas e coordenador do programa de startups, Yuri Rossi.

Disponível para download gratuito em celulares Android e IOS, o aplicativo oferece um formulário digital com os itens que precisam ser preenchidos durante a avaliação no veículo ou na bancada. Ao seguir esse passo a passo, o mecânico recebe a classificação do casco baseada em três níveis: A, B ou C, sendo A para o item em melhor condição e C o que exige a substituição de mais componentes.

Com isso ele pode passar imediatamente o orçamento. Antes era preciso enviar o casco para o distribuidor e aguardar a avaliação. No goECO os profissionais de reparo também salvam fotos do veículo, placa, documento, plaqueta do câmbio e casco que comprovam a condição do componente. Além disso eles conseguem buscar distribuidores autorizados próximos da oficina para comprar a caixa remanufaturada e fazer a substituição. As oficinas interessadas em obter a ferramenta devem entrar na Play Store ou na App Store, procurar por GoEpik e inserir o PIN “Eaton”.

29 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Dezembro teve os melhores índices para o financiamento de veículos

Liberação de crédito e saldo das carteiras sobem enquanto inadimplência e taxa média de juros fecham no menor patamar do ano

REDAÇÃO AB

Os financiamentos de veículos fecharam 2018 com os melhores índices do ano registrados em dezembro, de acordo com dados do sistema financeiro nacional divulgados na terça-feira, 29, pelo Banco Central. Todos os principais índices computados pelo relatório prévio do BC tiveram os números melhorados em dezembro com relação a qualquer outro mês do ano, refletindo o vigor do mercado de veículos.

Foi o mês com o maior volume em liberação de crédito, R$ 9,54 bilhões, representando leve alta de 0,3% sobre o mês imediatamente anterior, quando o sistema registrou a concessão de R$ 9,51 bilhões para o financiamento de veículos. Os dados se referem apenas a pessoas físicas.

Com isso, o saldo das carteiras de crédito do setor de veículos fechou acima de R$ 170,3 bilhões, aumento de 1,7% na comparação com novembro e crescimento de 13,7% sobre o fechamento de 2017, de R$ 149,8 bilhões anotados em dezembro.

A boa notícia também vem da parte contrária: os consumidores estão pagando em dia suas dívidas e com isso o índice de inadimplência recuou para o menor nível do ano ao atingir 3,3% em dezembro. O patamar ficou 0,5 ponto porcentual abaixo do registrado no ano anterior, que foi de 3,8%. O índice, que representa o atraso dos pagamentos acima de 90 dias, também é o menor entre os principais setores elencados pelo Banco Central: para se ter ideia, a inadimplência na aquisição de outros bens fechou o ano em 9,7% e nos cartões de crédito o índice ficou em 5,7% no total, considerando rotativo, parcelado e à vista.

Influências externas também ajudaram o sistema financeiro a fechar o ano com bons números, caso da menor taxa de juros da história (Selic) que ficou em 6,5%. Isso ajudou a manter os juros em patamares decrescentes desde julho de 2018. A taxa média aplicada para o financiamento de veículos começou o ano passado em 16,9%, segundo o relatório do BC. Oscilou até julho em 16% e a curva só caiu desde então, chegando a 14,8% em dezembro, uma queda de 1,8% sobre a média registrada em mesmo período do ano anterior.

29 de janeiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Dan Ioschpe deve ser reeleito à presidência do Sindipeças

Atual presidente é candidato único para a gestão 2019-2022

REDAÇÃO AB

Dan Ioschpe, atual presidente do Sindipeças na gestão 2016-2019, é candidato único e assim deverá ser reeleito para mais um triênio à frente da entidade que reúne os principais fabricantes de autopeças no País. As eleições acontecem no próximo dia 13 de fevereiro.

As empresas associadas ao Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e à Associação Brasileira da Indústria de Autopeças (Abipeças) vão eleger os integrantes da diretoria de ambas as entidades para o período entre março de 2019 e março de 2022. Ioschpe já confirmou que é candidato em chapa única à reeleição para comandar os conselhos das duas entidades.

A escolha será feita na sede do Sindipeças e da Abipeças em São Paulo e a votação também será computada a partir dos Estados onde o Sindipeças possui diretoria regional: Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

30 de Janeiro de 2019 (10:46)

Publicação: Maxpress - Releases

Logística reversa para filtros do óleo lubrificante automotivo é exigência para licença de operação

Decisão de Diretoria CETESB n°076/2018/C incluiu a logística reversa no âmbito do licenciamento ambiental. Programa Descarte Consciente Abrafiltros reduz tempo e investimentos para o cumprimento da legislação.

Desde outubro de 2018, a logística reversa em diversos segmentos, entre os quais os filtros usados do óleo lubrificante automotivo, passou a ser exigência técnica ambiental para a emissão ou renovação das licenças de operação no Estado de São Paulo, conforme determina a Decisão de Diretoria CETESB n°076/2018/C. Em paralelo, a logística reversa dos filtros usados do óleo lubrificante automotivo também é lei nos estados do Paraná, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, sendo uma tendência condicioná-la ao licenciamento ambiental.

Assim, fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores precisam se adequar e cumprir as metas gradativas de recolhimento e destinação ambientalmente adequada, tarefa que leva tempo e consome muitos recursos se realizada individualmente.

“É preciso agir para evitar multas e empecilhos ao funcionamento da empresa", afirma João Moura, presidente da Abrafiltros. “O principal impacto é que na fabricação, o filtro do óleo lubrificante automotivo não é resíduo perigoso, mas passa a ser após o uso devido ao óleo lubrificante contaminado. Por isso, necessita de tratamento adequado por empresas especializadas para ter o descarte ambientalmente correto e cumprir a legislação de logística reversa, processo alheio à finalidade das empresas fabricantes, importadoras e de comercialização", complementa.

Criado e gerenciado pela associação, o programa Descarte Consciente Abrafiltros reduz os investimentos necessários e o tempo para cumprimento da legislação pelos associados, tendo por alvos principais fabricantes, importadores e distribuidores de filtros que comercializem produtos com marcas próprias. “Através do programa, as empresas têm a vantagem de cumprir os percentuais de coleta em cada Estado com maior rapidez e economia, sendo o programa reconhecido pela eficácia e excelência junto aos órgãos ambientais. Por ser uma iniciativa de interesse de grupo, há diluição de custos, redução de pessoal e investimentos, o que beneficia todos os participantes", comenta Marco Antônio Simon, Gestor de Projetos da Abrafiltros e coordenador do programa. Ele explica que o trabalho das empresas também é reduzido, pois a Abrafiltros negocia com os governos as metas de descarte, contrata as empresas logísticas, monitora e apresenta os resultados.

“Quanto maior a participação das empresas que fabricam, importam e comercializam filtros com marca própria, maior a abrangência geográfica e o volume de coleta", complementa.

Iniciativa de sucesso

Criado em 2012, o programa Descarte Consciente Abrafiltros já reciclou mais de 12,8 milhões filtros usados de óleo lubrificante automotivo. Atualmente, 16 empresas participam do programa: Cummins Filtration do Brasil; Donaldson do Brasil Equipamentos Industriais Ltda.; Ford Motor Company; General Motors do Brasil Ltda.; Hengst Indústria de Filtros Ltda.; Magneti Marelli Cofap Fabricadora de Peças Ltda.; Mahle Metal Leve S.A.; Mann Hummel do Brasil Ltda./Filtros Wix; Parker Hannifin Indústria e Comércio Ltda. - Divisão Filtros; Poli Filtro Indústria e Comércio de Peças para Autos Ltda.; Rheinmetall Automotive - Motorservice Brazil; Robert Bosch Ltda.; Scania Latin America Ltda; Sofape Fabricante de Filtros Ltda./Tecfil; Sogefi Filtration do Brasil Ltda./Filtros Fram; e Wega Motors Ltda.

Para participar ou obter mais informações, os interessados podem acessar o site www.abrafiltros.org.br/descarteConsciente/

Sobre a Abrafiltros:

Criada em 2006, a Abrafiltros - Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas - Automotivos e Industriais - tem a missão de promover a integração entre as empresas de filtros e sistemas de filtração para os industrial e tratamento de água e efluentes - ETA e ETE, representando e defendendo de forma ética os interesses comuns e consensuais dos associados.

Para baixar imagens, basta acessar http://versoassessoriadeimprensa.com.br/logistica-reversa-para-filtros-do-oleo-lubrificante-automotivo-e-exigencia-para-licenca-de-operacao/

Mais informações:

Verso Comunicação e Assessoria de Imprensa

Majô Gonçalves - MTB 24.475

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Solange Suzigan

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(11) 4102-2000 / 99905-7008 www.versoassessoriadeimprensa.com.br https://www.facebook.com/verso.assessoria

30 de Janeiro de 2019

Publicação: Revista Amanhã

Governo do RS diz que fará o que estiver ao alcance para manter a GM

Conforme executivos da multinacional, a montadora vem enfrentando dificuldades financeiras nos últimos cinco anos Da Redação

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (na foto, à esquerda), esteve reunido com executivos da General Motors do Brasil na manhã desta quarta-feira (30), no Centro Tecnológico da empresa em São Caetano do Sul (SP). O presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga (na foto, à direita), o vice-residente da GM Brasil, Marcos Munhoz, o diretor de relações governamentais, Adriano de Barros, e a gerente de relações governamentais, Daniela Kraemer, expuseram a situação da empresa. Conforme eles, a montadora vem enfrentando dificuldades financeiras nos últimos cinco anos.

Diante desse cenário, a multinacional norte-americana repensa a atuação global, o que inclui o Brasil. No Rio Grande do Sul, a empresa monta veículos em Gravataí, unidade inaugurada em 2000. A marca também possui uma fábrica de motores em Joinville (SC). Para viabilizar a manutenção em solo brasileiro, a GM projeta ampliar a planta de São Paulo, o que depende de negociação com o governo paulista, além de acerto com sindicatos trabalhistas, inclusive gaúchos, para conseguir reduzir o custo operacional.

Essas duas questões, ressaltou Leite, não dependem diretamente do Rio Grande do Sul, mas podem afetar o estado caso as duas negociações não tenham desfecho positivo, pois poderia inviabilizar as operações da GM no país. Se os investimentos não forem viabilizados em São Paulo, a empresa ficaria com apenas dois produtos no país os dois carros fabricados em Gravataí. Da fábrica no município gaúcho saem o Prisma e o Onix, o carro mais vendido do Brasil.

Não chegamos ao ponto de fazer qualquer oferta para a empresa, porque não dependem de nós essas negociações, mas vamos juntar toda a equipe de governo para fazer o que estiver ao nosso alcance e manter a GM no Brasil e no Estado, afirmou o governador, acrescentando que nova reunião com a diretoria da empresa foi agendada para os próximos 15 dias e que será no Rio Grande do Sul. Estou muito confiante de que todas essas condições serão atendidas, chegando a um denominador que fique bom para todas as partes. O governo fará tudo que for possível, porque é uma operação que interessa à economia do RS, concluiu Leite. Também participaram do encontro o secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Dirceu Franciscon, e o prefeito de Gravataí, Marco Alba.

A unidade gaúcha integra as operações da GM Mercosul, que tem outras duas no Brasil em São Caetano do Sul e São José dos Campos, ambas em São Paulo. O braço regional da empresa ainda opera uma unidade em Rosário, na Argentina. A GM tem em andamento projeto que prevê investimento de R$ 13 bilhões no país até 2020, dos quais R$ 1,4 bilhão na fábrica no Rio Grande do Sul, para a montagem de novos modelos de veículos.

29 de Janeiro de 2019 (19:14)

Publicação: Zero Hora - Economia

SP prevê devolução de R$ 2,8 bi ao setor automotivo em créditos no ICMS | GaúchaZH

O governo do Estado de São Paulo prevê a devolução de R$ 2,8 bilhões às fabricantes de veículos e autopeças em 2019, referentes a crédito acumulados pelas empresas no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), informou nesta terça-feira, 29, ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a Secretaria da Fazenda (Sefaz).

O montante, segundo a pasta, inclui R$ 430 milhões que sobraram de 2018. O governo havia programado devolver R$ 1,2 bilhão no ano passado, mas as empresas só solicitaram R$ 770 milhões.

A Sefaz não informa os valores que estão previstos para os anos seguintes. No entanto, segundo estimativas do setor, o Estado deve às empresas algo entre

R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões.

As empresas acumulam esse crédito com o governo em decorrência da aplicação de alíquotas diferentes em operações de entrada e de saída de mercadoria.

Para receber esse dinheiro, a empresa deve solicitar o reconhecimento do crédito gerado em período específico, apresentando as informações necessárias à avaliação.

A devolução desse crédito, um debate antigo entre as empresas do setor e o governo, voltou à tona na semana passada, após a GM pedir a antecipação da sua parte dos anos seguintes para 2019, alegando que passa por dificuldades financeiras. A montadora, inclusive, chegou a sinalizar a seus funcionários que poderia deixar o Brasil se não voltasse a dar lucro este ano, depois de três anos de prejuízo.

Com o movimento da GM, outras montadoras instaladas em São Paulo pretendem seguir o seu exemplo e pedir a antecipação do crédito. No entanto, ainda aguardam para ver qual será o tratamento que o governo dará à GM.

Em entrevista ao Broadcast publicada nesta terça-feira, o secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, disse que há poucos meios para "ajudar" a GM em 2019. O que dá para fazer, afirmou, é antecipar o que já está previsto para este ano, e, não, os valores programados para os anos seguintes.

No entanto, disse que há uma discussão com a empresa para os próximos anos, com um cronograma que teria efeito a partir de 2023 e seria válido para todas as montadoras.

29 de Janeiro de 2019 (16:29)

Publicação: Maxpress - Releases

Indústria de autopeças escolhe novos dirigentes

As empresas associadas ao Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e à Associação Brasileira da Indústria de Autopeças (Abipeças) participam de eleições para os cargos diretivos na gestão que vai de março de 2019 a março de 2022. Dan Ioschpe é candidato à reeleição como presidente dos conselhos de ambas as entidades, em chapa única.

As eleições ocorrem dia 13 de fevereiro na sede das entidades, em São Paulo, e nos Estados em que o Sindipeças tem diretorias regionais: Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Saiba mais sobre o setor de autopeças em www.sindipecas.org.br.

Atenciosamente,

Helena Cristina Coelho

Assessora de Imprensa

Tel.: (11) 3848-4827

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www.sindipecas.org.br

29 de Janeiro de 2019 (00:17)

Publicação: Zero Hora - Economia

Competição cresceu e montadoras precisam buscar mais eficiência, diz especialista

Competição cresceu e montadoras precisam buscar mais eficiência, diz especialista

No ano passado, a montadora vendeu 389,5 mil unidades no país, o que garantiu à empresa 18,53% de participação no mercado. Por causa do tamanho da operação, Antônio Jorge Martins, coordenador acadêmico de cursos automotivos da Fundação Getulio Vargas (FGV), considera “difícil" a companhia deixar o Brasil.

O analista argumenta que, depois de a recessão provocar freada nos negócios, o nível de vendas ainda não retomou o patamar anterior à crise econômica. Ou seja, há espaço para crescimento.

- É difícil para uma empresa como a GM se afastar de um mercado com o potencial do brasileiro. O que as companhias precisam fazer é buscar eficiência para não gerar prejuízo. A redução de custos pode ocorrer com baixa de gastos com matérias-primas e mão de obra, além de eventual redução de impostos - menciona.

Mudanças significativas no mercado automotivo

Martins ressalta que a recente crise econômica atingiu todo o setor, e não apenas a GM. Além disso, o especialista menciona que, a partir dos anos 2000, houve elevação no grau de competitividade no país. O movimento, segundo Martins, forçou as montadoras a promoverem mudanças de maneira mais acelerada em seus modelos.

- Durante décadas, o Brasil teve apenas quatro grandes montadoras. Do final dos anos 1990 em diante, o número passou a aumentar. Houve mudanças significativas no contexto do mercado. As empresas sentiram de maneira diferente essas transformações, porque o tempo de maturação dos projetos de cada uma é diferente - avaliou Martins.

29 de Janeiro de 2019

Publicação: IDGNow! from IDG

Volvo recebe autorização para testar carros autônomos em rodovias

A Volvo obteve nesta semana a aprovação para testar em rodovias da Suécia a tecnologia de carros autônomos da Zenuity, uma joint-venture da montadora sueca em parceria com a conterrânea Veoneer. As informações são da Reuters.

Segundo a agência de notícias, a autorização do governo local permite que as empresas testem o seu software de nível 4, que é considerado o segundo mais alto em termos de direção autônoma, em veículos da Volvo.

Nesses testes, os automóveis poderão rodar de forma totalmente autônoma a uma velocidade de até 80km/h em rodovias do país, mas sempre com a presença de um motorista treinado atrás do volante, por precaução.

Para o diretor de tecnologia (CTO) da Veoneer, Nishant Batra, a liberação para testar a plataforma da Zenuity pelas ruas é essencial para reunir dados importantes e testar funções.

Formada em 2017 pela Volvo e Veoneer, a Zenuity deve começar a vender as suas primeiras soluções de assistentes para motoristas ainda neste ano, aponta a Reuters, que destaca que as tecnologias de condução autônoma da joint-venture devem chegar logo depois disso.

29 de Janeiro de 2019

Publicação: Notícias - Goiás

Mitsubishi tem interesse em expandir atividades em Goiás

O futuro secretário de Indústria, Comércio e Serviço de Goiás Wilder Morais se reuniu nesta terça-feira, dia 29, com representantes da multinacional Mitsubishi Motors. A empresa japonesa, com destaque na fabricação de carros, tem uma unidade instalada em Catalão, Região Sudeste do Estado. Durante a reunião, o chefe operacional da Mitsubichi Robert Rittscher demonstrou interesse em expandir as atividades em Goiás.

“Nós representamos duas marcas a Mitsubishi e a Suzuki e temos uma abertura muito grande de exportar veículos para toda América do Sul, temos um lançamento previsto de mais um produto nacional e estamos discutindo um 5º produto a ser produzido no Brasil", conta Robert. E complementa “quando falo Brasil me refiro a Goiás, nós não temos outra operação que não seja Goiás".

Essa é a primeira vez que Wilder ouve representantes do setor automobilístico, desde que aceitou o convite para estar à frente da pasta que ainda está sendo criada por meio da reforma administrativa do governo.

Demissões desmentidas

Os representantes da multinacional aproveitaram o momento para desmentir o boato de que a empresa estaria demitindo funcionários. “O que foi comentado há algumas semanas não é realidade. Nós não demitimos nenhum funcionário. Evidentemente qualquer indústria demanda alguns ajustes dentro das estratégias produtivas e que podem chegar a algumas alterações do quadro da empresa. Mas nós não temos nenhum objetivo de demitir, como foi dito", explica o chefe operacional. O que contradiz a informação que um parlamentar levou para tribuna da Assembleia Legislativa nos últimos dias de que a Mitsubishi teria demitido mais de 200 funcionários.

Para Wilder Morais esse é um momento de fidelizar a parceria entre o governo e os empresários. “O atual Governo de Goiás enxerga os empresários como investidores. Nós precisamos entender como funciona o negócio de vocês para poder contribuir com o crescimento da empresa. Nós somos parceiros", complementa.

O futuro secretário tem pensado em agendar visitas às grandes indústrias instaladas em Goiás. Pelo projeto, estariam entre as primeiras cidades que seriam visitadas Rio Verde, Jataí e Itumbiara. As visitas dependem de alinhar com a agenda do governador Ronaldo Caiado. Wilder disse que a prioridade é o contato com os empresários “O que eu quero é estabelecer e manter contato com todos os empresários de Goiás", arremata.

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