À espera de uma antecipação de parte do empréstimo no valor de US$ 50 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Argentina vive o pior momento da gestão do presidente Maurício Macri, deixando aceso o sinal de alerta no Brasil, já que o país vizinho é o terceiro maior parceiro comercial atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

A crise econômica bateu na porta da Argentina. A inflação neste ano deve chegar a 3%, e a moeda se desvalorizou. A Argentina passa por tantas dificuldades que o país recorreu ao Fundo Monetário Internacional. O FMI vai emprestar US$ 50 bilhões caso o país cumpra algumas metas para diminuir investimentos públicos, o que deve reduzir ainda mais o crescimento do país.

O pacote de medidas anunciado pelo presidente argentino Maurício Macri tenta recuperar a confiança dos investidores internacionais no país. A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil e a crise econômica do vizinho pode ter impactos aqui. Argentina importa principalmente eletrodomésticos e veículos.

A crise na Argentina já causa reflexos no Brasil que vão além do câmbio. As exportações para o país sofreram abalo com o agravamento da recessão por lá, e a tendência é que a situação piore se o governo não conseguir recuperar a confiança do mercado financeiro.

O Podcast Rio Bravo conversa o economista Roberto Luis Troster. Em pauta, uma análise da crise econômica na Argentina, que, nos últimos meses, se agravou fortemente. Na avaliação do entrevistado, o atual contexto econômico argentino tem, sim, a ver com o passivo deixado pela administração de Cristina Kirchner, mas também está relacionado ao fato de que o governo Macri optou pelo gradualismo ao implementar os ajustes necessários no início de sua gestão. “Maquiavel já dizia: faça o mal de uma vez e o bem aos poucos. Esse foi o pecado original de Macri, que foi corrigido rapidamente”. Nesse sentido, em que pese o fato de a Argentina ter buscado socorro junto ao FMI, Roberto Luis Troster observa que o presidente da Argentina deverá agora buscar o apoio da população, uma vez que o mercado tem reagido bem às saídas encontradas por sua administração. “Macri ganhou a batalha com os mercados, mas tem de ganhar a batalha com a população.

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