Conjuntura do Agronegócio

1. Bolsonaro critica Macron e Merkel por posição ambiental

Em reunião nesta quinta-feira pela manhã com a bancada ruralista, o presidente Jair Bolsonaro fez críticas ao presidente da França, Emmanuel Macron, e à primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, pelo fato de eles cobrarem compromisso brasileiro com o meio ambiente.

Segundo Bolsonaro, “eles não têm autoridade para vir discutir essa questão conosco”. “Mudou a maneira do Brasil se portar perante o mundo”, completou.

O presidente lembrou sua passagem recente no encontro do G-20, em Osaka, no Japão, e disse que o comportamento de Merkel e Macron confirmou sua percepção de que eles não entenderam que o governo brasileiro mudou. “Esses dois em especial achavam que estava tratando com governos anteriores, que, após reuniões como essa, vinham para cá, demarcavam dezenas de áreas indígenas, demarcavam quilombolas, ampliavam área de proteção. Ou seja, dificultavam cada vez mais nosso progresso aqui no Brasil”, disse.

Bolsonaro lembrou ainda que recusou a proposta de Macron de participar de uma reunião com ele e o líder indígena Raoni Metuktire. “Dei-lhe um rotundo não”, disse. “Não reconheço o Raoni como autoridade. Ele é um cidadão, como outro qualquer, que nós devemos respeito e consideração. Mas estar ao meu lado para tomarmos uma decisão pelo nosso Brasil… ele não é autoridade”, destacou.

O presidente disse ainda que convidou o presidente francês e a premiê alemã para sobrevoar a Amazônia e reclamou ainda que ao passar pela Europa não avistou florestas. “Se encontrassem no espaço entre Boa vista e Manaus, um quilômetro quadrado de desmatamento eu concordaria com eles”, disse. “Eu sobrevoei a Europa duas vezes e também lhes disse que não encontrei 1 km quadrado de floresta naquela região”.

Bolsonaro afirmou ainda que por décadas, “com a conivência com chefes de Estado”, o Brasil acabou criando um “péssimo conceito de meio ambiente lá fora” e destacou que a Alemanha “não vai cumprir Acordo de Paris no tocante à energia fóssil”. “O Brasil tem tudo para cumprir quase tudo o que está lá e o que for possível nós faremos”, completou.

Aos parlamentares ruralistas, Bolsonaro lembrou que desde a campanha dava importância ao segmento, citou que quis fundir o ministério do Meio Ambiente ao da Agricultura, mas que, mesmo mantendo duas pastas, houve “bom senso” na escolha de Ricardo Salles para comandar a pasta do Meio Ambiente. “Tivemos aqui a oportunidade e o bom senso de escolher um ministro que casa a questão ambiental e o desenvolvimento.”

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

2. Ministério da Agricultura anuncia medidas de apoio às cooperativas

O ministério da Agricultura informou que lançou nesta quinta-feira o programa Brasil Mais Cooperativo e que foi assinada uma portaria que amplia o acesso das cooperativas à emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e encaminhada uma proposta de decreto que cria o Selo Biocombustível Social. Com o conjunto de medidas, o objetivo é beneficiar as cerca de 1,6 mil cooperativas em atividade no país.

Segundo o ministério, “o texto que cria o Brasil Mais Cooperativo estabelece que a iniciativa apoie o cooperativismo rural brasileiro por meio da oferta de assistência especializada”, já “que muitas cooperativas e associações ainda apresentam pouca capacidade de planejamento de médio e longo prazos e baixos investimentos na modernização dos seus processos”.

O Brasil Mais Cooperativo também visa ampliar o acesso, por cooperativas e associações, aos mercados privados, como redes supermercadistas, e aos mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Para isso, serão fomentadas parcerias e articulação de iniciativas com entidades governamentais e representantes do cooperativismo.

Já a portaria assinada pela ministra Tereza Cristina altera as regras para a emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) para pessoas jurídicas. A DAP, segundo o ministério, é o documento que identifica e qualifica o público da agricultura familiar, inclusive suas organizações econômicas.

“De acordo com o texto, as cooperativas singulares e associações com quadro societário composto por mais da metade de agricultores familiares com DAP ativa terão direito à emissão do documento. Pela regra anterior, era necessário que ao menos 60% do quadro societário fosse composto por agricultores familiares com DAP ativa”, informou a Pasta.

O decreto encaminhado para a Casa Civil, finalmente, propõe a mudança do nome do Selo Combustível Social, que passará a ser chamado de Selo Biocombustível Social. Com isso, cooperativas agropecuárias que não detenham DAP Jurídica poderão ser habilitadas para comercializar matéria-prima da agricultura familiar com as empresas produtoras de biodiesel.

“Segundo a Organização das Cooperativas do Brasil, isso vai possibilitar que mais de 40 mil pequenos produtores participem do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, diz o ministério.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

3. Ruralistas esperam começar análise do acordo Mercosul-UE neste mês

Parlamentares ligados ao agronegócio pretendem começar ainda neste mês a fazer uma avaliação detalhada dos efeitos do acordo entre Mercosul e União Europeia sobre o setor. O presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS) informou, nesta quinta-feira (4/7), que está sendo organizada uma audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

De acordo com a assessoria do colegiado, ainda não há uma confirmação de data, mas a ideia da bancada ruralista é marcar a audiência para o próximo dia 16 de julho, uma terça-feira. Alceu Moreira afirmou que a intenção é fazer uma avaliação minuciosa do acordo, que, para entrar em vigor, precisará ser aprovado pelos parlamentos dos países envolvidos na negociação regional.

“Não há nenhuma possibilidade de se fazer um acordo que só tenha vantagem de um lado. Só existe quando trata dos dois. Aquilo que for ruim para o Mercosul, temos que tratar da nossa simetria, da nossa atuação como bloco. Aquilo que for dificuldade para o Brasil, temos que proteger nossos produtores”, disse Moreira, depois encontro dos ruralistas com o presidente Jair Bolsonaro.

O deputado citou como exemplo o setor do leite, que o próprio governo admite ser uma preocupação no contexto do acordo comercial. Ele lembrou que a cadeia produtiva na Argentina tem cerca de 12,8 mil produtores, que colocam no mercado cerca de 13 bilhões de litros por ano. No Brasil, o volume passa de 30 bilhões de litros, mas são cerca de 1,250 milhão de pecuaristas, a maior parte, pequenos.

“Eles não têm escala. Se trouxermos o leite de fora, vamos ter um desarranjo. Mas nós fizemos o acordo. Então, vamos fazer uma política que permita ao nosso produtor de leite ser mais competitivo”, defendeu Moreira.

O presidente da Frente Parlamentar avaliou ainda que o acordo com a União Europeia pode favorecer o comércio agropecuário do Brasil com as demais regiões do mundo. Na visão dele, o grau de exigência do bloco europeu pode servir como uma espécie de selo de qualidade para o produto brasileiro em outros mercados.

Comprometimento

Alceu Moreira explicou que o encontro com o presidente, nesta quinta-feira (4/7), serviu para a FPA reafirmar seu compromisso com o projeto do governo Bolsonaro. Ainda que os ruralistas tenham influenciado na escolha de Tereza Cristina como ministra da Agricultura, o deputado, que a sucedeu na presidência da Frente Parlamentar, garante que o apoio é “sem compromisso pessoal nem reciprocidade”.

O deputado defendeu que o governo adote uma política agrícola com inteligência estratégica e com o que chama de transversalidade. Segundo ele, se um tema envolve mais de um Ministério, deve ser tratado de forma conjunta.

“Se não houver uma política agrícola junto com a industrial e lincada com o governo, acabamos fazendo essas políticas por parcelas e nossa falta de unidade não gera os resultados desejados”, disse Moreira.

Notícia na íntegra

Fonte: Revista Globo Rural

Insumos

4. Vendas de máquinas agrícolas permaneceram estáveis no 1º semestre

As vendas de máquinas agrícolas somaram 4.351 unidades no país em junho, conforme dados divulgados hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em relação a maio, houve alta de 40,4%, mas na comparação com junho do ano passado as vendas caíram 11,7%. No primeiro semestre, as vendas somaram 19.849 unidades, recuo de 0,1% em relação a igual intervalo de 2018.

Segundo a Anfavea, as exportações de máquinas agrícolas somaram 897 unidades em junho, com quedas de 27,3% em relação a maio e de 17,1% sobre junho do ano passado. No primeiro semestre os embarques somaram 6.072 unidades, queda de 2%.

A produção também caiu. De acordo com a entidade, foram 4.473 unidades em junho, baixas de 11,8% ante maio e de 15,7% em relação a junho de 2018.

De janeiro a junho foram 24.779 unidades, queda de 7,9%. Mesmo assim o número de empregos no segmento de máquinas agrícolas cresceu para 19.715 postos de trabalho em junho, alta de 3,4% na comparação com mesmo mês do ano passado.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

5. Irrigação com pivô central cresceu 47 vezes em 32 anos no Brasil

A irrigação com pivô central cresceu 47 vezes no Brasil desde que começou a ser monitorada, em 1985. Em 2017, essa técnica de irrigação, a que mais cresce no país, abrangia 1,476 milhão de hectares, ante 30,852 mil hectares há 32 anos. Os dados foram compilados pela Agência Nacional de Águas (ANA), que divulgou hoje um estudo sobre o assunto em conjunto com a Embrapa.

Apenas entre 2014 e 2017, a área irrigada com pivô central aumentou em 98.438 hectares, ou 15,8%.

A técnica é usada em 253 municípios de 23 unidades da federação, mas está concentrada no Cerrado, região com maior déficit hídrico e com maiores propriedades. Minas Gerais é o Estado que liderava, em 2017, a área equipada com pivôs centrais, com participação de 31% da área, seguido de Goiás (18%), Bahia (15%) e São Paulo (13%), Mato Grosso (8%) e Rio Grande do Sul (8%).

Em 1985, a técnica era utilizada em oito municípios de apenas sete Estados. Em 2010, eram 17. O Centro-Oeste começou a ganhar mais pivôs centrais a partir de 2010, mas foi a região Sudeste que liderou o crescimento do uso da técnica.

No ano retrasado, metade dos dez municípios com maior área equipada com pivôs eram baianos: Barreiras (BA), São Desidério (BA), Mucugê (BA), Jaborandi (BA), e Luís Eduardo Magalhães (BA).

O estudo também identificou que o uso da irrigação por meio do pivô central é concentrado na segunda safra, que é cultivada no período de transição das chuvas para o inverno seco. Mas a técnica é usada em “dezenas de culturas”, mas mais concentradas em cana-de-açúcar, algodão, café e, principalmente, soja, milho e feijão.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

6. Nutrien promete investir US$ 1 bi no país em cinco anos

Maior produtora de potássio do mundo, a canadense Nutrien planeja investir US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos para se tornar uma das líderes na distribuição de insumos agrícolas em geral no Brasil. "Já somos grande no mundo, e a próxima jornada é investir significativamente no Brasil", disse o canadense Chuck Magro, CEO da Nutrien, ao Valor. Em 2018, o faturamento global da múlti foi de US$ 19,6 bilhões.

Segundo Magro, o "número mágico" de 30% de participação no mercado brasileiro é bom "para começar". "Se você olha o tamanho que temos nos EUA e replica o modelo aqui no Brasil, vê que oportunidades são gigantes", reforçou. A Nutrien foi formada em 2016, a partir da fusão das canadenses Agrium e Potash. E seu modelo de negócios difere do de outras companhias de fertilizantes. Da Potash veio a produção de potássio e também de nitrogênio e fosfato - elementos básicos para a produção de fertilizantes -, e da Agrium veio a distribuição, que já era maior na América do Norte.

No mercado brasileiro, a participação da Nutrien ainda é pequena. A empresa herdou no país os negócios da Agrium, que em 2012 comprou a Utilfértil, misturadora de adubos com sede em Itapetininga (SP). A Agrium também tinha unidades da Loveland Products, de fertilizantes especiais, e distribuía fertilizantes nitrogenados da Profertil. O avanço no Brasil foi acelerado no ano passado, quando a Nutrien adquiriu a produtora de fertilizantes líquidos Agrichem, de Ribeirão Preto (SP). A brasileira tinha vendas anuais de cerca de US$ 55 milhões.

A atuação da Nutrien no Brasil se concentra, hoje, no Sudeste, com uma unidade de mistura em São Paulo e revendas de insumos. "Vamos ampliar nossa participação no interior do Brasil nos próximos três anos", disse André Dias, vice-presidente de operações e diretor financeiro da Nutrien. Dias acaba de ser contratado para liderar a expansão. Antes, o executivo foi presidente da Nidera Seeds no Brasil e continuou na empresa por um ano após divisão ter sido vendida pela chinesa Cofco para a Syngenta.

Um dos motivos da visita do CEO da Nutrien ao Brasil é avaliar onde e quando serão construídas outras unidades de distribuição. A empresa já tem quatro em construção, uma em Minas Gerais e três em Goiás. "Estamos procurando áreas para construir novas unidades ou oportunidades para comprar unidades já existentes", disse Magro.

Segundo ele, o modelo de negócio a ser replicado no Brasil é ser uma distribuidora com presença em todas as regiões geográficas - algo ainda inédito - e com todos os insumos. "Os grandes do mercado brasileiro têm parceria com duas ou três empresas de químicos, e não é isso que queremos. Queremos ter todas as soluções num mesmo lugar".

Globalmente, a empresa também fornece opções de financiamento ao agricultor além do barter (troca de grão por insumo). "Algo que pode ser replicado aqui é uma espécie de banco no próprio canal", disse Magro. Dias avalia que a emissão de títulos como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) é outra opção que ganha força num momento em que as grandes tradings ameaçam reduzir financiamentos devido a risco de inadimplência.

Empresa já está construindo quatro novas unidades de distribuição e esse número deve crescer

Conforme Dias, o plano de expansão no Brasil terá como foco inicial produtores com áreas que variam de 100 a 3 mil hectares, para os quais a Nutrien também quer vender suas misturas personalizadas de fertilizantes e consultoria agronômica.

No Brasil, a canadense também tem participação de 9,5% na Fertilizantes Heringer, que está em processo de recuperação judicial. Questionado sobre uma eventual aquisição do controle da Heringer, Magro respondeu que há interesse, mas que se trata de um ativo limitado para os planos no país. "Eles não fazem nada do que fazemos ao redor do globo em distribuição. É uma boa companhia, mas muito limitada para o queremos", disse. "De todo modo estamos interessados, mas a empresa tem que sair do sistema judicial".

O plano de investimentos para o Brasil, de US$ 1 bilhão em cinco anos, equivale ao que é realizado todos os anos nos EUA, maior mercado para a companhia. "O Brasil serão segundo mercado de vendas em distribuição para a Nutrien", disse. A área de distribuição gera anualmente lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de US$ 1,3 bilhão, dos quais US$ 650 milhões nos EUA.

"Não tenho razões para não acreditar que o Ebitda de distribuição no Brasil será de algumas centenas de dólares e que a receita será de US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões", disse. "Ele é bem otimista", completou o brasileiro André Dias, cuja missão é liderar esse crescimento.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

Proteína Animal

7. Exportações de carne bovina dobraram em junho

As exportações brasileiras de carne bovina (in natura e processada) somaram 134,4 mil toneladas em junho, com receita de US$ 514,6 milhões. O volume dobrou na comparação com o mesmo mês de 2018, enquanto a receita cresceu 93%. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), baseadas em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Esse forte aumento pode ser explicado pela baixa base de comparação, já que em junho do ano passado os embarques foram prejudicados pela greve dos caminhoneiros. Naquele mês, os embarques foram de 65 mil toneladas, com receita de US$ 266,7 milhões.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil exportou 828,7 mil toneladas de carne bovina, ou US$ 3,1 bilhões. No mesmo período, em 2018, foram 655 mil toneladas, que geraram US$ 2,6 bilhões.

De acordo com nota da Abrafrigo, a China continuou sendo o principal importador de canre bovina brasileira, considerando também os volumes comprados por Hong Kong, mas diminuiu sua participação no total do semestre.

De janeiro a junho do ano passado, a fatia chinesa foi de 45,3%, mas nos seis primeiros meses de 2019 caiu para 38,4%. Ainda assim, o volume cresceu de 296,5 mil toneladas para 317,8 mil.

Contribuíram para a queda da participação da China o aumento das vendas para países como Egito, o segundo maior cliente do Brasil (12%), Emirados Árabes Unidos (443%), Irã (41,4%), Rússia (865%), Turquia (870%), Filipinas (120%) e Uruguai (62%).

Segundo a Abrafrigo, no total 105 países aumentaram suas importações no período, enquanto 50 reduziram as compras.

Notícia na ítnegra

Fonte: Valor Econômico

8. Operação de frango pesa sobre o lucro da Tyson, avalia banco

A operação de frango está pesando sobre o lucro da Tyson Foods, segundo o banco suíço de investimentos Credit Suisse. O banco estima que os preços da carne de frango ainda subirão o suficiente no verão norte-americano para compensar os US$ 250 milhões previstos em custo adicional para compra de milho para alimentação. A instituição financeira reduziu a previsão de lucro líquido da companhia para o ano fiscal de 2019 de US$ 5,91 por ação para US$ 5,83 por ação.

Segundo o banco de investimentos, o peso médio dos frangos abatidos registrou um aumento em junho neste ano. Analistas do Credit Suisse disseram que o aumento na oferta de carne de frango ocorre em um momento em que o setor de proteína dos Estados Unidos vem tentando se recuperar de um período de baixos preços de frango. "Parte da razão por trás do ganho de peso foi a fria primavera dos EUA", disse o banco, em relatório. Segundo o Credit Suisse, atualmente, a produção de frango norte-americana no acumulado do ano está 1% acima do total do ano passado.

Notícia na íntegra

Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

9. ABPA: setor proíbe comercialização de produto que apresente risco à saúde humana

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse, na última quarta-feira (3/7) que a legislação sanitária brasileira é uma das mais exigentes do mundo e que o setor é inflexível em relação a proibir a comercialização de produtos de origem animal que apresentem riscos à saúde humana.

A manifestação ocorre após o jornal inglês The Guardian ter publicado reportagem em que afirma que o Brasil exportou milhares de toneladas de frango contaminado com salmonela nos últimos dois anos.

"O Brasil é atualmente o maior exportador de carne de frango do mundo, posição conquistada não apenas pela capacidade de abastecer os mercados internacionais, mas também pela prioridade em oferecer qualidade e segurança dos alimentos", disse a entidade, em nota. "Os investimentos privados da indústria brasileira de proteína animal em qualidade e saúde somam bilhões de dólares anuais, em linha com os esforços das empresas para atender aos mais exigentes mercados."

Notícia na íntegra

Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

Agroenergia

10. Ethanol Bioenergia reafirma investimentos para etanol de milho em Mato Grosso

O grupo mato-grossense O+ Participações e a multinacional paraguaia Inpasa têm previsão de iniciar ainda este mês as obras da planta da Ethanol Bioenergia, em Nova Mutum (a 238 km de Cuiabá-MT), reafirmando os investimentos no estado após o anúncio de aumento de tributos.

Em relação ao etanol, o governo cobra atualmente 10,5% de imposto das usinas, mas essa taxação passará a ser de 12,5%. Nas operações interestaduais, o governo quer tributar em 6% já neste ano, com redutor adicional de 0,5% a cada incremento de 400 milhões de litros na produção, fixando em 5%.

Ainda assim, os dois grupos econômicos preveem dobrar a capacidade de produção da usina de etanol de milho no município, com a expectativa de atingir 800 milhões de litros por ano e de se tornarem um dos maiores players do segmento no país. A meta é que a indústria comece a operar até o fim do ano que vem.

O diretor-presidente da O+ Participações, Ramiro Azambuja, destaca que o grupo segue animado em negociação avançada com investidores para financiamento e aquisição dos equipamentos para implantar a indústria em Nova Mutum. “Somos uma empresa genuinamente mato-grossense e não abrimos mão dos investimentos no estado, inclusive, temos planos de expansão para novas plantas”, reitera.

Segundo ele, mesmo não concordando com o aumento de impostos proposto pelo governo do estado, o grupo traz no DNA o propósito não apenas financeiro, mas de também promover o crescimento de Mato Grosso. “Continuamos otimistas, com previsão de abrir milhares de empregos diretos e indiretos na região e gerar renda e movimento na economia local, sem falar que devemos arrecadar em torno de R$ 60 milhões de ICMS por ano”, afirma Azambuja, ao lembrar que o milho, cultivado em segunda safra no Mato Grosso, será praticamente todo absorvido pela usina de etanol.

Além do etanol de milho, a previsão da Ethanol Bioenergia é produzir óleo de milho, farelos com altos teores de fibra e proteína para ração animal (DDGS e DDG) e energia elétrica com a biomassa utilizada nas caldeiras.

Um dos grandes diferenciais da empresa, conforme o diretor de projetos Paulo Rangel, será a utilização do capim brachiaria como matriz energética, plantado em áreas de lavoura e pasto degradado da própria empresa. “Com isso garantimos a autossuficiência da Ethanol Bioenergia, já que a sustentabilidade é uma das nossas grandes preocupações, sem falar na utilização de matéria-prima e mão de obra locais para fomentar o desenvolvimento da região”, conclui.

Notícia na íntegra

Fonte: O Livre (MT)/Novacana

11. Biocombustível é prioridade para o governo, diz ministro de Minas e Energia

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse na segunda-feira (1º), após participar de reunião com empresários da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que o biocombustível é meta de uma política pública definida pelo governo. “Acho que está sendo muito bem conduzida e que trará bastante investimento, com expectativa de R$ 1,3 trilhão em um período de dez anos. Ou seja, será geração de empregos, movimentando a economia”.

Albuquerque informou que durante a reunião fez uma apresentação sobre atuação da pasta e reforçou que, no caso da energia, está implementando governança, estabilidade regulatória e jurídica, previsibilidade para que os investimentos possam ocorrer. “Tudo isso somado gera credibilidade e competitividade, porque teremos investimentos e certamente o beneficiado final será o consumidor”, afirma.

Sobre o modelo de capitalização da Eletrobras, que estava previsto para ser anunciado até o final de junho, Albuquerque disse acreditar que o cronograma está sendo cumprido mesmo que com algum atraso. Ele explicou que será possível concluir o processo ainda este ano.

“Estamos cumprindo o cronograma que está sendo feito com método e vamos apresentar porque são vários atores envolvidos nisso. Temos que ver aquilo que implica em alteração de legislação se for o caso. Então é um processo bastante complexo, mas estamos cumprindo o cronograma. Um atraso de 30 dias é normal e isso pode ser revertido no futuro se esse processo for bem conduzido como está sendo”, disse.

Em março deste ano o ministro explicou que a meta do governo com a capitalização é permitir que a empresa continue investindo na expansão do setor elétrico sem a utilização de recursos da União. Com a capitalização, o Estado deve reduzir sua cota de ações aumentando, assim, a presença – e a participação nas decisões – dos investidores privados.

O ministério está delineando o modelo de ingresso de capital privado na estatal junto com o Ministério da Economia e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Notícia na íntegra

Fonte: Agência Brasil/Novacana

12. Com menor receita, Usina São Manoel tem queda de 61% nos lucros em 2018/19

A diminuição nas receitas contraposta a um grande montante de custos fixos foi um desafio para as sucroenergéticas na safra 2018/19. Com a baixa remuneração do açúcar e a alta competitividade dentro do mercado de etanol – mesmo com uma demanda aquecida –, muitas unidades registraram quedas significativas em seus resultados.

A Usina São Manoel, localizada no município paulista de mesmo nome, foi uma das que conseguiu manter seus resultados no azul ao final da safra. Em 2018/19, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 19,31 milhões – queda de 60,9% no comparativo com os R$ 49,41 milhões registrados em 2017/18.

Esse é o segundo ano consecutivo de diminuição no resultado líquido da São Manoel. Em 2016/17, a usina obteve um lucro de R$ 70,14 milhões. Mesmo com essa piora, a companhia recentemente obteve um financiamento de R$ 50 milhões com o Rabobank, em parceria com o Fundo AGRI3. O objetivo é estimular projetos sustentáveis pelo mundo.

A queda no desempenho pode ser sentida desde a fase operacional da companhia. Conforme balanço financeiro divulgado no Diário Oficial de São Paulo, no comparativo anual, a São Manoel teve uma diminuição de 11,5% nas receitas líquidas, indo de R$ 548,54 milhões para R$ 485,40 milhões.

Notícia na íntegra

Fonte: NovaCana

Grãos e Grandes Culturas

13. Revés no acordo de preço mínimo para o cacau na África

A indústria de cacau e os governos de Costa do Marfim e Gana - países que produzem cerca de dois terços do cacau do mundo - não entraram em acordo sobre os detalhes do estabelecimento de um preço mínimo para a amêndoa desses países, anunciado em junho. A política seria válida a partir da safra 2020/21, que começa em outubro de 2020.

Mas, após encontro na quarta-feira em Abidjan, capital marfinense, os governos dos dois países anunciaram que criarão um mecanismo de compensação para quedas de preço que poderá garantir um pagamento de até US$ 400 por tonelada aos produtores da região.

"O sistema leva em consideração um diferencial de renda fixa de sobrevivência que poderia fornecer aos agricultores uma renda decente", afirmaram o Conselho do Cacau de Gana (Cocobod) e o Conselho do Café-Cacau da Costa do Marfim, organizações estatais que regulam o mercado da amêndoa, em comunicado conjunto. Esse mecanismo garantiria, na prática, um preço mínimo. Os órgãos disseram que o mecanismo apresentado à industria "foi compreendido".

Porém, circularam rumores no mercado ontem de que o pagamento de US$ 400 por tonelada poderia ser acrescentado ao preço mínimo acordado anteriormente, de US$ 2.600 a tonelada.

Em 12 de junho, os governos de Costa do Marfim e Gana informaram, após dois dias de reunião em Accra, que haviam acertado com a indústria em estabelecer um preço mínimo de US 2.600 a tonelada aos produtores da região. O encontro desta semana em Abidjan havia sido marcado para detalhar a implementação da política.

O instrumento, porém, vinha sendo criticado por traders, que avaliaram que o valor estabelecido poderia gerar uma sobreoferta de cacau.

Ontem, com a mudança e a incerteza sobre o novo mecanismo de pagamento aos produtores, os traders saíram do mercado, o que deu impulso aos contratos futuros em Londres (ver página B8) - a bolsa de Nova York não operou -, segundo Thomas Hartmann, diretor da TH Consultoria, de Salvador.

A venda da safra 2020/21 de Gana e Costa do Marfim ainda não começou. Esses países costumam vender sua safra com antecipação. As negociações desse ciclo, porém, foram suspensas até que o novo mecanismo fosse estabelecido.

Da safra 2019/20, que começará a ser colhida em outubro, entre 60% e 70% já foi comercializada antecipadamente, sendo 1,4 milhão de toneladas e 380 mil toneladas, segundo Hartmann. Até outubro, 80% deverá ser comercializado.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

14. Substitutos de carne à base de vegetais valorizam ervilha

A crescente popularidade dos substitutos de carne à base de vegetais colocou em evidência um novo ingrediente: a ervilha. Da Beyond Meat, que viu suas ações dispararem após abrir o capital, em maio, ao frigorífico americano Tyson e à suíça Nestlé, as companhias de alimentos estão recorrendo às proteínas da ervilha amarela para a produção de hambúrgueres, bacon, atum e iogurte feitos a partir de plantas.

O aumento na demanda já começou a gerar uma corrida para a garantia de fornecimento. Não por causa da disponibilidade da ervilha amarela - que é abundante e foi reforçada pelas restrições da China às importações canadenses, na esteira da rixa com a Huawei, e por uma decisão da Índia de impor tarifas sobre leguminosas -, mas pela falta de capacidade de processamento para produzir a proteína em pó extraída da leguminosa.

A produção da startup britânica The Meatless Farm, que recentemente assinou um acordo de distribuição nos EUA com a rede de supermercados Whole Food Markets, por exemplo, cresceu quase 30 vezes desde que ela foi criada no ano passado. No entanto, recentemente a companhia recebeu apenas 25% de uma encomenda de proteína de ervilha, uma vez que os fornecedores desviaram a entrega para outros compradores. "Começamos a formar um estoque. Todo mundo está fazendo isso", disse Morten Toft Bech, fundador da The Meatless Farm.

A ervilha amarela, que faz parte da família das leguminosas - como a soja, a lentilha e o grão-de-bico -, se transformou na proteína preferida de muitas empresas de alimentos. Embora a soja seja uma fonte de proteína vegetal abundante e barata, a maior parte da produção é transgênica e o grão tem um fitoestrogênio que pode ter efeitos adversos em alguns consumidores.

"Está havendo um desejo do consumidor por proteínas que tenham 'rótulo limpo', o que significa não ser geneticamente modificado e, em alguns casos, ser orgânico", afirmou Tyler Lorenzen, presidente-executivo da Puris, de Minneapolis, a maior produtora americana de proteína de ervilha. O consumo de proteína de ervilha quase dobrou, para 275 mil toneladas, em relação a 2015, segundo Henk Hoogenkamp, consultor de empresas de alimentos. Ele acredita que haverá avanço de 30% no ano que vem e que a demanda chegará a 580 mil toneladas em 2025.

Hoogenkamp observa que a proteína de ervilha mais barata dos de empresas chinesas, fornecida a fabricantes como a francesa Roquette e a belga Cosucra, vem impedindo o aumento dos preços. O ingrediente custa de US$ 4,2 mil a US$ 4,6 mil a tonelada, ante os US$ 3,5 mil por tonelada da proteína isolada de soja. Mesmo assim, a demanda está tão forte que os compradores vêm se digladiando para fechar acordos de fornecimento de longo prazo. "Para as empresas que querem travar preços para o resto de 2019 e para 2020, há uma relutância dos fornecedores em garantir quantidades maiores a preços menores", diz Hoogenkamp.

Ethan Brown, presidente da Beyond Meat, afirmou a analistas no mês passado que garantir o fornecimento de matérias primas de fato é algo preocupante. A companhia firmou um contrato de três anos de fornecimento de proteína de ervilha com a Puris, além de já ter um contrato de fornecimento com a Roquete que vence no fim do ano. Brown disse que o grupo está tentando ampliar seu quadro de fornecedores.

A Ripple Foods, startup da Califórnia que produz leite à base de proteína de ervilha, tem visto suas vendas dobrarem a cada ano desde sua criação, em 2016. A companhia, que tem o Goldman Sachs como um de seus investidores, contrata produtores rurais para cultivar ervilhas amarelas e produz sua própria proteína de ervilha. Conforme Adam Lowry, cofundador da Ripple, isso a protege das oscilações de preços.

Um número crescente de companhias de alimentos e ingredientes vem investindo em proteína de ervilha nos últimos anos. A americana Cargill, maior empresa de agronegócios do mundo, apoiou a Puris no começo de 2018 com uma injeção de US$ 25 milhões e o lançando uma joint venture. Novas fábricas de produção de proteína de ervilha deverão entrar em operação em 2020. A Roquete está construindo uma unidade de processamento em Manitoba, no Canadá, e a Verdient Foods, empresa apoiada pelo diretor de cinema James Cameron, planeja elevar sua capacidade no mesmo país.

Mas o mercado deverá permanecer limitado. "Planos estão sendo anunciados e passos estão sendo dados, mas será preciso algo entre seis meses a um ano para o lançamento de um produto", diz Chuck Penner, analista da LeftField Commodity Research , de Winnipeg, também no Canadá. Enquanto isso, novos produtos que usa a proteína de ervilha continuam sendo lançados, segundo afirma Pascal Leroy, vice-presidente das operações de ervilha e novas proteínas da Roquette. "O crescimento é realmente impressionante. É a proteína de escolha da próxima década."

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

15. Tereza Cristina: UE vai zerar em quatro anos tarifa para café solúvel e torrado

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse na última quarta-feira (3/7) que o Mercosul obteve vitórias significativas no acordo com União Europeia ao garantir que os cafés solúvel e torrado terão tarifas totalmente zeradas em quatro anos. Segundo ela, hoje o Brasil exporta o café em grão e países como Alemanha e Itália fazem os blends (mistura) e vendem então para todo o mundo como um café especial. "Café é um exemplo muito bom (de benefícios para o Brasil). Teremos alíquota de 9% e desgravação em quatro anos", afirmou a ministra.

Pelo acordo, os europeus também precisarão incluir nos blends um porcentual mínimo de café brasileiro para que possam exportar ao País com tarifas mais baixas, explicou o Ministério da Agricultura. Tereza Cristina destacou, ainda, que houve grandes ganhos ao Brasil em frutas como uva, que terá a tarifa eliminada imediatamente, além de abacate, que terá alíquota zerada em quatro anos.

Notícia na íntegra

Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

Siga nossas Redes Sociais

Receba nossas Notícias