Conjuntura do Agronegócio

1. Índice de preços de alimentos da FAO desce ao menor nível do ano

O índice de preços globais de alimentos da FAO. voltou a registrar queda em novembro. Segundo informou hoje o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, a queda em relação a outubro, a terceira consecutiva, foi de 1,3%, para 160,8 pontos.

O resultado foi determinado por baixas em quatro dos cinco grupos de produtos que compõem o indicador. A maior delas foi a dos óleos vegetais (5,7%, para 125,3 pontos), seguida pelas retrações dos lácteos (3,3%, para 175,8 pontos), dos cereais (1%, para 164 pontos) e das carnes (0,2%, para 160 pontos). Entre os grupos pesquisados, o do açúcar foi o único a subir — 4,4%, para 183,1 pontos.

Com a nova queda, o índice geral testou uma nova mínima anual. O resultado (160,8 pontos) também é mais baixo que todas as médias anuais desde 2009.

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Fonte: Valor Econômico

2. Mercosul e UE retomam negociação e expectativa é de acordo até março

Ministros das Relações Exteriores de países que formam o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (Venezuela está temporariamente suspensa) anunciaram hoje (6) que haverá uma nova rodada de negociações entre o bloco e a União Europeia para tratar de um possível acordo de livre comércio. A reunião será realizada em Montevidéu (Uruguai) na próxima semana.

Participaram da reunião, os chanceleres Aloysio Nunes Ferreira (Brasil), Rodolfo Nóvoa (Uruguai), Jorge Faurie (Argentina) e Luis Alberto Castiglioni (Paraguai).

O chanceler uruguaio, Rodolfo Nóvoa, disse que a expectativa é que as negociações sejam concluídas até março de 2019. O prazo, segundo ele, corresponde a uma “janela de oportunidade” antes das mudanças previstas no Parlamento Europeu.

Nóvoa fez a análise após a primeira etapa da reunião no Palácio do Itamaraty. As conversas irão até o fim da tarde.

O Mercosul e a UE discutem, desde 1999, um amplo acordo de associação, incluindo o tratado de livre comércio, embora as negociações tenham ficado completamente estagnadas entre 2004 e 2010 e só tenham sido retomadas em 2016.

Há divergências entre os países sobre pontos referentes à indústria automobilística e ao acesso a mercados, como o da carne bovina, o açúcar e os produtos lácteos.

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Fonte: Globo Rural

3. Marcello Brito assumirá presidência da Abag em janeiro de 2019

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) terá nova diretoria a partir de janeiro de 2019. O novo presidente é o engenheiro de alimentos Marcello Brito, formado pelo Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos, com especialização no Palm Oil Research of Malaysia de Kuala Lumpur.

Brito tem experiência de 30 anos como executivo do segmento de óleos vegetais e atualmente é diretor executivo do Grupo Agropalma. Ele vai substituir o agrônomo Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio), que nos últimos sete anos comandou a entidade.

A nova diretoria da Abag foi eleita numa assembleia realizada em 3 de dezembro de 2018 e terá um mandato de três anos, informa a associação, em comunicado.

A Abag foi idealizada por Ney Bittencourt de Araújo, cuja fundação ocorreu em 1993. Visionário e apaixonado pela agricultura brasileira, Bittencourt traçou algumas perspectivas para a entidade, lançando as bases do conceito de formação das chamadas cadeias produtivas do agronegócio.

A Abag também é responsável pela realização do Congresso Brasileiro do Agronegócio, que em sua 18ª edição ocorrerá em agosto de 2019. A associação também é uma das fundadoras e sócia da Agrishow, uma das mais importantes feiras do agronegócio.

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Fonte: Estadão/Globo Rural

Insumos

4. Com vendas em alta, produção de máquinas disparou em novembro

As vendas de máquinas agrícolas no mercado doméstico mantiveram a tendência que tem marcado este segundo semestre e voltaram a registrar, em novembro, forte crescimento em relação ao mesmo mês de 2017.

De acordo com dados divulgados na manhã de hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram comercializadas 3.754 unidades no mês, 25,5% menos que em outubro, mas número 27,5% superior ao de novembro do ano passado - o total inclui máquinas rodoviárias, que representam menos de 5%.

A queda em relação a outubro está em linha com a sazonalidade desse mercado, e o salto na comparação anual reflete o cenário positivo para os produtores rurais do país em geral em 2018 - principalmente os de soja.

Nos primeiros 11 meses do ano, as vendas somaram 43.351 unidades, 11,9% mais que em igual intervalo de 2017. Para os 12 meses de 2018, a Anfavea projeta que as vendas chegarão a 47 mil unidades, ante 42,4 mil em 2017.

O crescimento das vendas continuou a impulsionar também o aumento da produção. De acordo com os dados da Anfavea, foram montadas 6.619 máquinas agrícolas e rodoviárias no país em novembro, 11,1% menos que em outubro, mas 73,3% mais que em novembro do ano passado.

De janeiro a novembro, a produção alcançou 60.240 unidades, alta de 19,4% na comparação com o mesmo período de 2017. Até o fim do ano a produção poderá, portanto, superar as 61 mil unidades até agora estimadas pela Anfavea, Em 2017, foram 53 mil.

E esse avanço poderia ainda ser maior, não fosse o fraco desempenho das exportações, em larga medida graças à queda da demanda dos agricultores argentinos. Em novembro, as exportações atingiram 1.094 unidades, 7,3% mais que em outubro, mas número 16,7% menor que em novembro de 2017. Nos primeiros 11 meses de 2018, totalizaram 11.827 unidades, em baixa de 6,7%. Com isso, dificilmente até o fim do ano as exportações repetirão as 14 mil unidades de 2017, como ainda prevê a Anfavea.

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Fonte: Valor Econômico

5. Aqua Capital investe R$ 400 milhões e faz mais seis aquisições

Ano difícil para muitas empresas brasileiras, 2018 será encerrado em comemoração na Aqua Capital: a gestora brasileira de fundos de participações voltada ao agronegócio concluiu seis aquisições, realizadas no segundo semestre. Com isso, chega a um portfólio de 17 empresas desde o lançamento de seu primeiro fundo de investimentos no país, em 2012.

Como sempre, o foco esteve em negócios do chamado “middle market” — empresas familiares com faturamento anual de R$ 60 milhões a R$ 200 milhões, estruturas financeiras sólidas e distantes do radar da grande concorrência.

O pacote de aquisições totalizou R$ 400 milhões e envolveu duas empresas de distribuição de insumos agrícolas (a mineira Grão de Ouro, cuja aquisição ainda está em análise no Cade, e a AgroFerrari, do interior de São Paulo), uma distribuidora de peças agrícolas (a Rech Agrícola, do Mato Grosso) e uma distribuidora de produtos veterinários (a Alfa Distribuidora). Além disso, a gestora incorporou à sua carteira a Cruzília, produtora mineira de queijos premium adquirida pela catarinense Lac Lélo, cujo controle passou para a Aqua Capital no início deste ano.

Segundo Sebastian Popik, sócio-diretor da Aqua, a sexta aquisição refere-se a uma empresa de produção e distribuição de defensivos biológicos, cujo nome será tornado público apenas na próxima segunda-feira, após a formalização do comunicado aos funcionários.

Juntas, as seis empresas faturam cerca de R$ 600 milhões ao ano.

“Nossas empresas crescerão organicamente e também via aquisições, o que aumenta a nossa plataforma de negócios”, disse ao Valor Popik, referindo-se ao movimento de compra direta de outros negócios por parte de suas controladas. “Isso tende a se intensificar. Nossas empresas cresceram, em média, 20% ao ano nos últimos três anos”.

A leva de compras ocorreu dentro do fundo de investimentos lançado pela gestora em 2016, com US$ 370 milhões — mais que o dobro dos US$ 173 milhões do primeiro fundo. Conforme o executivo, ainda restam cerca de US$ 80 milhões para serem investidos e algumas empresas já prospectadas.

Diferentemente de outras gestoras, a Aqua compra o controle da companhia, mas mantém a família fundadora no dia a dia do negócio. Além da área de laticínios e insumos, onde apostou suas fichas nos últimos anos, há segmentos do agronegócio brasileiro ainda inexplorados pelos investidores estrangeiros — e que mereceriam mais atenção, afirma o executivo. “Por exemplo, o setor de frutas”.

Também não há, até o momento, dinheiro chinês à mesa. Mas isso deverá mudar em breve. Uma equipe da Aqua realizou uma visita de duas semanas ao Japão, Coreia do Sul e China, justamente para estreitar o canal de relacionamento entre possíveis compradores e empresas no Brasil. Até então, a Aqua Capital adotava uma postura passiva — apenas recebia interessados chineses em visita ao Brasil. “A China está saindo [do segmento] de commodities e indo em busca de alimentos”, afirma Popik.

O exemplo mais recente desse movimento foi a aquisição, no mês passado, da empresa chilena de salmão Australis Seafoods pelo Joyvio Group, de Pequim, por US$ 880 milhões. A Joyvio é a subsidiária de frutas e bebidas do Legend Holdings, dona da Lenovo. A Australis, por sua vez, produz cerca de 64 mil toneladas de salmão por ano, ou 9% da oferta chilena desse pescado.

Nesse sentido, investidores da China atuando diretamente no setor de alimentos no Brasil são esperados, acrescenta. O interesse chinês está em peixes, frutas, vinhos e carnes produzidos no país.

Em 2019, a Aqua deverá realizar a primeira saída de um investimento no país. A primeira empresa já está posicionada na fila de “desinvestimentos”, com a possibilidade de saída do fundo de outras duas. E as perspectivas são de continuidade na trajetória de expansão. Com “otimismo moderado”, Popik diz ver motivos para a melhora no ambiente de negócios . “Ter um presidente com mandato já é muita coisa. E com orientação pró-negócios, ajuda ainda mais”.

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Fonte: Valor Econômico

6. Contratação de crédito rural cresce 19% e alcança R$ 75 bilhões

Puxado pelas taxas de juros do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019, que estão em média 1,5 ponto percentual mais baixas, o volume de crédito rural contratado junto aos bancos pelos produtores cresceu 19%, para R$ 75,36 bilhões, nos cinco primeiros meses da atual temporada, entre julho e novembro, em relação ao mesmo período da safra passada (2017/2018). O Balanço do Financiamento Agropecuário, elaborado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi divulgado nesta quinta-feira (6).

Todas as modalidades e linhas de crédito agrícola registraram alta no período. As operações de custeio agropecuário somaram R$ 43,4 bilhões, resultado 15% superior ao registrado no mesmo intervalo do ciclo passado. Com crescimento de 19%, o desembolso com industrialização chegou a R$ 3,4 bilhões. Já os valores contratados na linha comercialização alcançaram R$ 13 bilhões no período, alta de 19%.

Os empréstimos para investimento totalizaram R$ 15,5 bilhões, 37% de incremento na mesma comparação, o que evidencia a ocorrência da recuperação dos níveis de investimentos no campo. De acordo com a SPA, a maior procura pelos recursos utilizados para investimento concentra-se na aquisição de máquinas, implementos, armazenagem e infraestrutura das propriedades em geral

Entre os programas de investimento, se destaca o desempenho do crédito rural no âmbito dos programas ABC (Agricultura de Baixo Carbono), Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária), cujas condições de financiamento são mais favoráveis.

De acordo com o balanço da SPA, o valor dos financiamentos realizados na atual safra, ao longo dos últimos cinco meses, e o aumento observado em relação a igual período da safra anterior foram de R$ 1 bilhão (+119%) para o programa ABC. Já o PCA alcançou R$ 506 milhões (+100%) e o Inovagro, R$ 563 milhões (+84%)

Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, “o desempenho favorável desses programas revela a importância e a prioridade atribuídas ao processo produtivo sustentável, a necessidade de aumentar a capacidade estática de armazenagem frente a safras cada vez maiores e, por fim, a forte demanda por tecnologia, inovação e modernização do setor agropecuário.

Outros programas de investimento que tiveram expansão nas contratações de crédito rural foram o Moderagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais) (+224%) e o Programa de Desenvolvimento Cooperativo - Prodecoop (+348%), atingindo, respectivamente, R$ 591 milhões e R$ 378 milhões.

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Fonte: MAPA/Agrolink

Proteína Animal

7. Minerva Foods levantou R$ 964,7 milhões em aumento de capital privado

A brasileira Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, informou hoje que levantou R$ 964,7 milhões com o aumento de capital privado. O montante representa mais de 90% do total de R$ 1,059 bilhões pretendido pela Minerva.

Ao todo, 150,2 milhões de novas ações ordinárias foram subscritas. O prazo de subscrição se encerrou em 30 de novembro, informo hoje a Minerva em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Cada nova ação da Minerva saiu por R$ 6,42.

Com os recursos captados no aumento de capital, a Minerva pretende pagar dívidas.

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Fonte: Valor Econômico

8. Minerva nega oferta por ativos da BRF na Argentina

A Minerva, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, divulgou comunicado nesta manhã afirmando que "desconhece as informações" divulgadas em agência de notícias de que a empresa teria feito oferta por ativos da BRF na Argentina.

Também em comunicado, a companhia reafirmou que está comprometida com o processo de desalavancagem financeira — relação entre dívida líquida e Ebitda. Em 31 de setembro, o índice de alavancagem da Minerva estava em cinco vezes. Inicialmente, a meta era chegar a 3 vezes até o fim de 2018.

A Minerva reiterou, ainda, que manterá o mercado informado sobre assuntos de interesses a acionistas.

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Fonte: Valor Econômico

9. Com menor oferta, suíno vivo atingiu maior preço do ano em novembro, diz Cepea

A menor oferta de animais , que vem sustentando o mercado do suíno vivo nos últimos meses, levou a preços recordes para o ano em algumas regiões do Brasil no mês de novembro. É o que aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

“Com as elevações nos valores do suíno vivo desde julho deste ano, devido à menor oferta de animais para abate, em novembro, a média mensal chegou ao maior patamar de 2018 na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, em termos nominais (sem descontar a inflação)”, informa a instituição, em nota divulgada nesta quinta-feira (6/12).

Em São Paulo, por exemplo, o animal posto no frigorífico foi vendido em média a R$ 3,91 o quilo no mês passado, média 2,4% maior na comparação com outubro. A região pesquisada abrange a capital paulista, Sorocaba, Campinas, Piracicaba e Bragança Paulista.

Já neste início de dezembro, o cenário tem sido de estabilidade na maior parte das praças pesquisadas. Em São Paulo, a referência medida pelo Cepea estacionou nos R$ 3,93 o quilo. No Paraná, a cotação parou nos R$ 3,78 e em Santa Catarina, nos R$ 3,24 o quilo.

Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, os primeiros dias do mês têm sido de desvalorização do animal. Para os suinocultores mineiros, a cotação acumulou baixa de 1,73% em três dias, fechando em R$ 3,97 o quilo na quarta-feira (5/12). Para os gaúchos, chegou a R$ 3,13, baixa acumulada de 1,57%.

Carne Suína

Em relação à carne suína, a avaliação é de que a demanda típica do final do ano ainda não refletiu de forma significativa nos negócios. De qualquer forma, novembro foi de alta, pelo menos no mercado atacadista da região metropolitana de São Paulo. Na comparação com outubro a carcaça comum e a especial tiveram preços médios 2,1% e 3,5% maiores, respectivamente.

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Fonte: Globo Rural

Agroenergia

10. Fitch prevê aperto nos balanços das usinas sucroalcooleiras em 2019

As usinas brasileiras deverão encerrar esta safra (2018/19), em março do ano que vem, com um balanço financeiro menos confortável do que na virada da safra passada para a atual. Além disso, a desigualdade de desempenhos, que vem crescendo no segmento, deverá aumentar ainda mais. Esse é o cenário para 2019 que a Fitch Ratings divulgou nesta quinta-feira a respeito do setor sucroalcooleiro.

Em geral, o índice de alavancagem — que mede a relação entre a dívida líquida das companhias e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em 12 meses — deve crescer para o setor em geral. Houve menor volume de cana processada, os preços do açúcar ao longo da safra foram menores e a alta do dólar ante o real observada ao longo desta temporada deve aumentar o peso da dívida denominada em moeda estrangeira, observou a agência de rating.

O índice de alavancagem médio do setor projetado pela Fitch para 2019 está na casa das 3 vezes - marginalmente acima do calculado para 2018. Para 2020, a projeção indica um leve recuo.

O desempenho operacional médio esperado para 2019, na avaliação da agência, não será robusto o suficiente para gerar fluxo de caixa positivo para a maioria das usinas. “O fluxo de caixa livre da maioria dos emissores deve continuar negativo, impedindo redução da dívida em 2019. A ausência de grandes altas dos volumes moídos, devido à disciplina dos investimentos em 2018, e o contínuo enfraquecimento do real devem impedir melhorias significativas na alavancagem da maioria das empresas”, explicou a Fitch, em relatório assinado por Claudio Miori, analista sênior da agência de rating.

Mas as companhias “bem administradas” deverão ter uma geração de fluxo de caixa “de neutra a ligeiramente positiva em 2019”, enquanto empresas consideradas “ineficientes”, “com altos custos de caixa e canaviais menos produtivos” deverão continuar a gerar fluxo de caixa negativo, sinalizou.

Em média, o custo caixa das usinas no Brasil é de 15 centavos de dólar a libra-peso do açúcar, levando em consideração uma taxa de câmbio de R$ 3, estimou. A média de preços do açúcar esperada para a safra atual é de 13 centavos de dólar a libra-peso.

Para a Fitch, poderão se beneficiar de preços atrativos do etanol as usinas com cogeração de energia, alta flexibilidade para produzir o biocombustível e com estrutura de custo competitiva. Os preços do etanol, porém, dependerão do comportamento dos preços da gasolina. Sem elevação do combustível fóssil, as usinas terão que cortar custos e deixar de investir em expansão para gerar fluxo de caixa.

Para a média do segmento, o fluxo de caixa das operações deve crescer moderadamente em 2019, aproximando-se dos R$ 1,5 bilhão, assim como os investimentos, que devem aproximar-se do R$ 1 bilhão.

A Fitch ressaltou que a situação de liquidez entre os emissores será ainda mais discrepante, e o mercado financeiro continuará “seletivo e concentrado em empresas bem geridas”, limitando a liquidez ao setor, avaliou. A Fitch previu um ligeira redução na relação entre o caixa das empresas e a dívida de curto prazo em 2019, ante quase 2 vezes em 2018. Porém, a relação entre o Ebitda e os juros pagos em 2019 deve sofrer uma redução mais expressiva no próximo ano, saindo de um patamar de mais de 5 vezes neste ano para menos de 5 vezes no próximo.

Para as empresas que a Fitch acompanha, o melhor desempenho de alavancagem deverá ser o da Raízen Energia e da Jalles Machado, que devem alcançar no próximo ano uma alavancagem de 2 vezes, estima. Para a Raízen, o índice de liquidez deve ser maior, de 2,1 vezes, enquanto o índice de liquidez da Jalles Machado deve ficar em 1 vez, projeta a Fitch.

Para a Biosev — controlada da Louis Dreyfus Company —, o índice de alavancagem projetado é de 3,5 vezes em 2019, com um índice de liquidez de 3,1 vezes. Para a USJ, que entrou em default, o índice de alavancagem esperado para o próximo ano é de 5,8 vezes, com um índice de liquidez de 0,25 vez.

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Fonte: Valor Econômico

11. Preço do açúcar bruto recua na ICE, acompanhando queda do petróleo

Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE recuaram, acompanhando o movimento do mercado de petróleo nesta quinta-feira (6), com a commodity também sendo pressionada pela queda na moeda do Brasil.

O contrato março do açúcar bruto caiu 0,08 centavo de dólar, ou 0,6 por cento, a 12,64 centavos de dólar por libra-peso.

O mercado de açúcar foi pressionado pelo declínio dos preços do petróleo, que perderam 4 por cento após a Opep e seus aliados terem terminado a reunião sem anunciar uma decisão sobre os cortes na oferta. Eles vão debater a questão na sexta-feira.

A recente queda na cotação do óleo e da gasolina minaram a competitividade do etanol, gerando receios de que as usinas no Brasil, maior produtor mundial de açúcar, voltem a produzir mais adoçante.

A desvalorização do real também pesou sobre os futuros, já que encoraja os produtores a vender por melhorar o retorno de commodities atreladas ao dólar, como o açúcar.

O açúcar branco para março cedeu 1,90 dólares, ou 0,6 por cento, a 341,60 dólares por tonelada.

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Fonte: Reuters/NovaCana

12. EUA exportaram terceiro maior volume mensal de etanol da história

As exportações de etanol dos Estados Unidos praticamente duplicaram entre setembro e outubro, para 175,4 milhões de galões, o terceiro maior volume da história em apenas um mês, de acordo com a informações da Associação de Combustíveis Renováveis americana (RFA, na sigla em inglês), compiladas a partir de dados do Departamento do Comércio dos EUA.

As vendas externas de outubro foram impulsionadas pela demanda do Brasil, destino de 54,5 milhões de galões de etanol que saíram dos portos americanos. Isso significou 31% das vendas dos EUA no mês. A RFA avaliou que essa demanda foi resultado da aproximação da entressafra no Centro-Sul do Brasil, conforme relatório assinado por Ann Lewis, analista de pesquisa da associação.

O Brasil desbancou a liderança do Canadá como principal destino dos embarques americanos, que por sua vez foi o destino de 30,7 milhões de galões em outubro — queda de 12% ante setembro. A Índia foi o terceiro principal destino do etanol americano, com 29,1 milhões de galões. A Holanda foi o destino de 10,4 milhões galões; as Filipinas, de 10,2 milhões de galões; a Coreia do Sul, de 7,7 milhões de galões; os Emirados Árabes Unidos, de 7,7 milhões de galões; o Peru, de 6,2 milhões de galões.

As importações de etanol do Brasil pelos EUA também foram historicamente elevadas, alcançando o maior volume mensal em cinco anos, com 31,6 milhões de galões. No acumulado do ano, os EUA importaram 57 milhões de galões, alta de 2%. Embora sejam os maiores produtores e exportadores de etanol do mundo, os americanos precisam importar etanol do Brasil porque o biocombustível brasileiro é mais limpo que o dos EUA e pode ser utilizado para o cumprimento do mandato federal de biocombustíveis avançados.

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Fonte: Valor Econômico

Grãos e Grandes Culturas

13. MPF denuncia Bunge por crimes ambientais no Rio Grande do Sul

O Ministério Público Federal em Rio Grande (RS) denunciou nesta quarta-feira a Bunge Alimentos e um de seus diretores em razão de delitos ambientais cometidos no distrito industrial do município. Um funcionário da empresa, responsável local pelo parque fabril, também foi denunciado.

O procurador da República, Daniel Luís Dalberto, autor da denúncia, aponta a Bunge e os dois réus — o diretor-presidente da Bunge para o Brasil, Raul Alfredo Padilla, e Fernando Chaves Monteiro Neto, responsável pelo parque fabril local —, como responsáveis por causar poluição em níveis que resultaram ou poderiam resultar em danos à saúde humana, mortandade de animais e destruição significativa de flora; por manter depósitos contendo resíduos nocivos ao meio ambiente em desacordo com as exigências estabelecidas em leis e regulamentos (depósito de cinzas e cascas de arroz); por abandonar substâncias nocivas ao meio ambiente em desacordo com as normas ambientais (efluentes que desaguavam no Saco da Mangueira); e por fazer funcionar estabelecimento potencialmente poluidor contrariando as normas legais e regulamentos pertinentes.

Segundo o MPF, trata-se de nova denúncia por crime ambiental contra a Bunge, uma vez que em fevereiro deste ano já havia denunciado a empresa e seu executivo responsável na época, por conta de infrações ambientais semelhantes verificadas em março de 2015.

A assessoria de comunicação da empresa informou que "a Bunge e seus colaboradores mencionados ainda não foram intimados para esta ação. Tão logo isso aconteça apresentaremos nossa defesa, demonstrando nossas boas práticas".

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Fonte: Valor Econômico

14. Incertezas sobre acordo entre os EUA e a China derrubam soja e algodão

Após alguns dias de otimismo, os mercados de commodities agrícolas em Chicago e Nova York voltaram a registrar quedas quase generalizadas ontem. O movimento foi desencadeado pela prisão da diretora financeira da chinesa Huawei, Meng Wanzhou. Autoridades do Canadá, a pedido dos EUA, prenderam Wanzhou no sábado. A divulgação da prisão ocorreu apenas na quarta-feira.

A detenção coloca em xeque um possível acordo entre China e Estados Unidos para pôr fim à guerra comercial, segundo analistas. As duas potências caminhavam para entendimento após encontro durante a reunião da cúpula do G-20 no último fim de semana.

A executiva é filha do fundador da gigante de tecnologia chinesa e recentemente emergiu como sua potencial sucessora. As informações são de que a prisão teria ocorrido por questões relacionadas às sanções americanas contra o Irã. Mas o grupo, com sede em Shenzhen, também tem sido foco de preocupações em temas de espionagem empresarial.

A despeito das novas tensões, segundo análise do Commerzbank, a China poderia comprar 10 milhões de toneladas de soja dos EUA no curto prazo. O banco citou a empresa de pesquisa Shanghai JC Intelligence, que afirmou que estatais como a Cofco e a Sinograin poderiam ser obrigadas a fazer as compras. Elas teriam os 25% de tarifas reembolsados posteriormente.

"Havendo acordo ou não, os fundamentos são baixistas. A safra americana não teve grandes problemas. No Brasil, o desenvolvimento das lavouras segue satisfatório e na Argentina o plantio caminha bem", afirmou o analista do Itaú BBA, Guilheme Belotti. Ele observou, ainda, que a demanda chinesa por soja está em retração em decorrência da febre suína no país.

Refletindo o mau humor do mercado, os contratos de soja com vencimento em março caíram 0,38%, a US$ 9,22 o bushel em Chicago. Os papéis chegaram a atingir a mínima de US$ 9,0975 durante a sessão de quinta. O mercado de algodão também foi afetado. O produto dos EUA sofre taxação de 25% no mercado chinês. Na bolsa de Nova York, os papéis para março caíram 2,55%, a 79,08 centavos de dólar a libra-peso. A queda foi intensificada pela baixa do petróleo, que deixa as fibras sintéticas mais competitiva.

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Fonte: Valor Econômico

15. Grupo Bom Jesus emite debêntures de R$ 400 milhões para pagar credores

O Grupo Bom Jesus, um dos maiores do setor de agronegócios de Mato Grosso, emitiu debêntures no valor de R$ 400 milhões para contemplar os valores devidos ao Bladex, ao Santander, ao BMG e ao Brasil Distress, que fazem parte do plano de recuperação judicial, informou fonte a par do processo.

Esses credores haviam escolhido a debênture quando o plano foi aprovado. Os papéis vencem em sete anos de duração.

Não haverá pagamento de juros para esses papéis e, durante esses sete anos, a empresa terá de vender ativos ou participação em seu capital para pagar as debêntures. Os debenturistas têm direito de converter em participação até 20% do valor da empresa. O escritório Muller-Altit assessora a emissão do papel.

Em agosto de 2017, os credores do grupo aprovaram o plano de recuperação da empresa. Após ajustes no plano inicial, o desconto negociado para a dívida foi de até 30%, dependendo do tipo de credor. O grupo deve em torno de R$ 2,6 bilhões, a maior parte em dólar (US$ 400 milhões). O valor patrimonial do grupo estava avaliado em R$ 2,4 bilhões.

O plano não foi aprovado por 30,9% dos credores com garantia real e foi rejeitado por 35,4% dos sem garantia. Dos bancos, que detêm 60% das dívidas com garantia real, o plano foi rejeitado pelo Rabobank, Banco do Brasil, Itaú BBA eVotorantim.

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Fonte: Valor Econômico

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