Conjuntura do Agronegócio

1. A reforma agrária está mantida, diz secretário de Assuntos Fundiários

O secretário especial de Assuntos Fundiários, Nabhan Garcia garante: “A reforma agrária está mantida no governo”. Na manhã desta quarta-feira, dia 9, ele esteve na presidência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para esclarecer o memorando que suspendia a reforma agrária. Dali, falou com exclusividade ao Canal Rural.

“Isso não existe! É um equívoco. O documento trata da criação da Secretaria de Assuntos Fundiários no Ministério da Agricultura. Ela deve operar a partir do dia 25 de janeiro. Foi um equívoco. A reforma continua no governo”, afirma Nabhan Garcia.

Nesta terça-feira, dia 8, o jornal Folha de S. Paulo publicou em seu site uma notícia afirmando que Jair Bolsonaro teria determinado que os servidores do Incra paralisassem todos os processos de aquisição, desapropriação ou outras formas de obtenção de terras para o programa nacional de reforma agrária no Brasil.

Além disso, desde a semana passada, circula pela internet a imagem de um memorando atribuído ao Incra que determina o sobrestamento (interrupção do andamento) de todos os processos de aquisição e desapropriação.

O secretário de Assuntos Fundiários se reúne no Incra na tarde desta quarta para elaborar a nota que vai corrigir a informação e vai ser veiculada no site do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

Nabhan manifestou ainda que esse tipo de situação no Incra está ligada com as exonerações que estão sendo promovidas pelo governo Bolsonaro.

“Tem muita gente dentro do Incra que está preocupada com o cargo. Eu não tenho dúvida que isso aqui [o vaivém sobre a reforma agrária] foi fogo amigo. Alguém tentou explorar isso aqui de forma errada, de forma maldosa, para tentar denegrir a imagem do Incra. Isso não existe. Estou aqui com presidente do Incra na minha frente e vamos emitir uma nota oficial”, declarou o secretário.

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Fonte: Canal Rural

2. Galvan diz que governo precisa cortar gastos públicos em vez de taxar o agronegócio

O presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) em Mato Grosso, Antônio Galvan, criticou duramente o posicionamento do governador Mauro Mendes e do presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho, ambos do DEM, que no discurso de posse no parlamento citaram o agronegócio dizendo que a tributação do setor precisa ser revista e fizeram uma relação com a desigualdade social no estado. Nas redes sociais, Galvan publicou um textão dizendo que “jamais o trabalho duro de um setor, seja qual for, será responsável pela desigualdade social”.

Direto como sempre, Galvan rebateu dizendo que o problema do Estado é a má administração dos políticos e a corrupção. “Contra essas práticas não vemos políticos levantarem bandeira. Culpar um setor por injustiças sociais é jogar contra a sociedade que se beneficia – seja por meio de emprego e renda, seja por meio dos produtos gerados -, de determinada cadeia produtiva”, completou.

Como exemplo de desigualdade, o ruralista apontou o valor do duodécimo repassado à Assembleia Legislativa e ao Tribunal de Costas do Estado, que em 2019 está estimado em 896 milhões. O valor é maior que o orçamento anual de Várzea Grande, a segunda maior cidade de Mato Grosso com 280 mil habitantes. “Ou seja, 24 deputados estaduais e os 11 conselheiros custam aproximadamente R$ 2,5 milhões, por mês, cada um, aos cofres públicos. Enquanto para a infraestrutura – essencial para o desenvolvimento -, o valor mal chega a R$ 170 milhões, e a iniciativa privada segue contribuindo, pagando impostos e, muitas vezes, investindo recursos onde o Estado que deveria aplicar”, criticou Galvan.

“Antes de apontar o dedo para quem planta, produz, gera emprego, renda, leva alimento à mesa, e convive diariamente com as incertezas climáticas, econômicas, jurídicas, devia-se olhar para dentro da ‘própria casa’ e fazer as mudanças que a sociedade tanto anseia, como o corte no excesso de gastos públicos”, concluiu.

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Fonte: Agronotícias MT

3. Cooperativas levam demandas ao Ministério da Agricultura

As demandas das cooperativas agropecuárias foram a pauta da reunião entre o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, realizada nesta quarta-feira (09/01), em Brasília.

A gerente geral da OCB, Tânia Zanella, também participou da audiência que discutiu, dentre outros assuntos, aspectos do crédito e seguro rural e, ainda, da política de preços mínimos do transporte rodoviário de cargas. Para Márcio Freitas a reunião foi bastante proveitosa. “O secretário Marcos Montes já conhece bem a pauta do cooperativismo e, por isso, se comprometeu em analisar os pedidos das cooperativas e em atendê-los na medida do possível”, avalia o presidente do Sistema OCB.

A respeito do crédito e do seguro rural, a liderança cooperativista destacou como prioridades a classificação dos produtores rurais nos Programas Pronaf, Pronamp e demais para contratação de recursos do crédito rural; o direcionamento dos recursos livres em detrimento ao tradicional direcionamento de recursos controlados, provocando a escassez de oferta de crédito rural, a partir de dezembro de 2018; e, ainda, a garantia de recurso orçamentário adequado e previsibilidade no cronograma de liberação do Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Com relação à política de preços mínimos do transporte rodoviário de cargas, o presidente do Sistema OCB explicou que a proposta do cooperativismo é priorizar a solução da atual situação da tabela de frete, inclusive a questão de sua possível inconstitucionalidade, em discussão perante o Supremo Tribunal Federal. “Enquanto a definição judicial não ocorre, é indispensável e urgente a correção por parte da ANTT das distorções do atual tabelamento, sendo necessária a divulgação de um piso mais condizente com a realidade dos tomadores de serviços logísticos, sem prejuízo aos transportadores de cargas do país”, explica a liderança.

Márcio Freitas também aproveitou a audiência para falar sobre assuntos como o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, o Selo Combustível Social, a DAP Jurídica para cooperativas centrais, bem como seus prazos de validade, limite individual por produtor associado a cooperativa para acesso aos recursos do Pronaf Agroindústria Custeio, melhoria de normas e procedimentos de inspeção e clareza no entendimento das normas estrangeiras para produtos de origem animal, manutenção do programa Mais Leite Saudável e outros.

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Fonte: Suinocultura Industrial

Insumos

4. Contratação de crédito rural chega a R$ 87,9 bilhões na safra 2018/19

As liberações de crédito do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) nos seis primeiros meses da safra 2018/19 alcançaram a marca de R$ 87,9 bilhões. O número apresenta um incremento de 14% em relação ao volume de recursos liberados em mesmo período da safra passada, informou hoje (09) o Ministério da Agricultura.

Do total de recursos contratados, R$ 51,2 bilhões foram pelas linhas de financiamento de custeio, alta de 15%. A industrialização cresceu 6%, totalizando R$ 3,7 bilhões, e a comercialização teve alta de 1% em relação à safra passada, somando R$ 14,7 bilhões. Os investimentos tiveram incremento de 28%, alcançando R$ 18,3 bilhões.

De acordo com o ministério, o Moderagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais) teve destaque no período analisado, com alta de 193%, representando aplicação de R$ 744 milhões. O Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para agregação de valor à produção agropecuária) também tem incremento favorável de 178%, com R$ 622 milhões.

Quanto às fontes de recursos, a poupança rural controlada representou R$ 28,6 bilhões, com participação de 33% nas contratações do crédito rural. Em seguida, vem os Recursos Obrigatórios, com R$ 17,5 bilhões e participação de 20%.

Quanto aos recursos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA´s) registraram aplicação de R$ 15 bilhões, sendo que R$ 11,3 bilhões a taxas de juros favorecidas e R$ 3,7 bilhões a taxa livre de mercado.

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Fonte: Datagro/Udop

5. Após ganhar força no Brasil, Mosaic busca baixar custo logístico

Se ganhou ainda mais envergadura no Brasil após adquirir ativos da Vale por US$ 2 bilhões, a americana Mosaic, uma das maiores empresas de fertilizantes do mundo, estuda alternativas para reduzir seus custos logísticos, que aumentaram em decorrência do avanço da produção. A preocupação não é nova, mas cresceu depois da greve dos caminhoneiros que parou o país em maio do ano passado. Com a paralisação, a Mosaic, que comercializa fertilizantes à base de fosfato e potássio, informou que registrou perdas de US$ 11 milhões.

"Estamos tentando entender como vamos fazer o nosso sistema logístico, que já é bom, ficar ainda melhor. Porque os custos quando se transporta tudo por caminhão são bem elevados e estamos olhando uma alternativa ferroviária", afirmou o canadense Rick McLellan, vice-presidente sênior da Mosaic Brasil, ao Valor.

Segundo estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log/USP), a tabela de fretes mínimos rodoviários criada pelo governo após a greve ampliou os gastos do transporte dos fertilizantes intermediários (matérias-primas da indústria) importados dos portos até as unidades de mistura (onde são fabricados os produtos finais) em cerca de 80% em 2018 em relação a 2017.

"Quando olhamos para as misturas que usam enxofre e amônia, importamos 100%", afirmou McLellan. A proposta é fazer parte do transporte entre o porto de Santos (SP) e Rondonópolis (MT) por trem. Mas o modal já está com a capacidade esgotada e não há margem para negociação.

Quando concluiu a compra dos ativos da Vale, no início do ano passado, a Mosaic incorporou cinco minas de fosfato, quatro fábricas de produção de químicos e fertilizantes e uma unidade de potássio, que inclui o projeto de Carnalita. A transação contemplou, ainda, a venda da participação de 40% da mineradora brasileira na mina de fosfato Miski Mayo, no Peru - o que elevou a fatia da Mosaic no negócio para 75% - e um projeto de potássio em Kronau, no Canadá.

"A expectativa era chegar, no primeiro ano, a US$ 100 milhões em sinergias com os ativos da Vale. Mas já no fim do terceiro trimestre chegamos a US$ 102 milhões", disse o executivo. McLellan veio morar no Brasil após a aquisição para trabalhar na consolidação. Com os resultados acima do esperado, ele avalia que as sinergias podem ter alcançado entre US$ 140 milhões e US$ 160 milhões em 2018.

Com o negócio, a capacidade de produção anual da Mosaic cresceu de 20 milhões para 27,2 milhões de toneladas de fosfato concentrado e potássio, o que representa 16,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados e 10,4 milhões de toneladas de potássio. Hoje, a americana é a maior produtora de fosfatados do mundo e a quarta de potássicos.

Segundo McLellan, a produtividade dos ativos que vieram da Vale já cresceu cerca de 15%. "E vemos espaço para melhorar ainda mais".

De janeiro a setembro de 2018, a Mosaic registrou receita líquida global de US$ 7 bilhões, crescimento de 33% em relação ao mesmo período de 2017. O lucro líquido cresceu 10%, para US$ 358 milhões.

"Os resultados do Brasil foram melhores que o esperado. As margens foram boas, mas não as que a gente gostaria que fossem. Tivemos de gastar um tempo tentando deixar as operações mais eficientes", destacou McLellan. No acumulado dos três primeiros trimestres do ano, as vendas no Brasil geraram receita de cerca de US$ 2,9 bilhões, afirmou.

"Mas ainda há espaço para crescer. O Brasil é um grande mercado para a venda de fosfato e potássio e a Mosaic é uma importante empresa de fosfato e potássio. É um casamento perfeito", brincou.

No ano passado, a Mosaic abriu a produção da mina localizada em Patrocínio (MG), com capacidade estimada em 2,2 milhões de toneladas de rocha fosfática por ano. Para 2019, o vice-presidente não espera grandes oscilações de preços dos adubos no mercado internacional como foi observado no ano passado. O aumento das cotações de potássio contribuiu para os resultados da multinacional.

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Fonte: Valor Econômico

6. Cresce número de registros de produtos biológicos para uso agrícola

Em 2018 o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) bateu o recorde no registro de defensivos de baixa toxicidade: 52 novos produtos de um total de 450 registrados. Estes agrotóxicos de baixa toxicidade - menos nocivos à saúde humana - são aqueles que contém organismos biológicos, microbiológicos, bioquímicos, semioquímicos ou extratos vegetais, e podem até mesmo ser usados na agricultura orgânica.

Em 2017 foram registrados 40 produtos de baixa toxicidade somando 405 registrados; em 2016 foram 39 biológicos e 277 no total. “A variedade de produtos beneficia muitas culturas, pois a maior parte deles são registrados para um ou mais alvos biológicos, independente da cultivar onde estas pragas são encontradas”, explica o chefe da Divisão de Registro de Produtos Formulados da Secretaria de Defesa Agropecuária, Bruno Cavalheiro Breitenbach.

Segundo Breitenbach “o recorde de registro de produtos menos tóxicos é resultado da política adotada pelo governo federal de priorizar a análise dos processos de registro destes produtos”. Ele disse ainda que há uma maior demanda dos produtores rurais brasileiros por alternativas menos agressivas ao meio ambiente e ao consumidor.

Com a nova política de priorizar os produtos biológicos, a demora para o registro destes produtos foi reduzida drasticamente. Atualmente o tempo médio entre o pedido de registro pelo interessado e a conclusão do processo varia de três a seis meses.

Atualmente existem 1.345 pedidos de registro de agrotóxicos em análise no Mapa. Além do Ministério também analisam os pedidos os Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Vespas

Exemplos de defensivo biológico são algumas espécies de vespas ou fungos que ao serem liberados nas lavouras atacam unicamente as lagartas que causam danos às culturas. O produtor brasileiro pode então dispensar o uso de produtos químicos para travar uma guerra biológica com as pragas, onde quem ganha é o bolso do produtor, a sociedade e o meio-ambiente.

Na avaliação de Breitenbach o mercado dos produtos biológicos tende a aumentar pois têm sido observados volumes cada vez maiores de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, bem como um aumento do número de empresas que atuam neste segmento.

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Fonte: Reuters/Notícias Agrícolas

Proteína Animal

7. Custo de produção do leite subiu 6,6% em dezembro/18, na comparação anual

Os custos de produção da atividade leiteira ficaram praticamente estáveis em dezembro/18, na comparação mensal. Segundo o Índice Scot Consultoria, houve ligeiro recuo de 0,1% em relação a novembro último. O recuo nos preços dos combustíveis e dos fertilizantes contrapuseram as altas nas cotações dos alimentos concentrados (destaque para o milho) e produtos para sanidade.

Apesar do recuo, em relação a dezembro de 2017, ou seja, na comparação anual, os custos subiram 6,6% este ano. Com relação a margem para o produtor de leite, o preço pago pela produção caiu em maior proporção frente aos recuos nos custos, estreitando a margem da atividade em dezembro último. Para 2019 a expectativa é de custos de produção menores, com o aumento da oferta de milho e soja e com o câmbio pesando menos em relação a esse ano. Este fato somado a expectativa de preços melhores para o leite deverá refletir em melhoria da margem para o produtor no ano que vem, principalmente no primeiro semestre.

Notícia na ítnegra

Fonte: Scot Consultoria/Agrolink

8. Carne suína inicia 2019 com 8,1 mil toneladas embarcadas

As exportações de carne suína iniciaram 2019 com a 8,1 mil toneladas embarcadas na primeira semana de janeiro, o que representa um valor de US$ 16,1 milhões. Com apenas três dias úteis a média diária ficou em 2,7 mil toneladas, 12,3% maior que a média de dezembro e quase 30% a mais que no mesmo período de 2018.

O valor pago por tonelada foi maior em comparação a dezembro, foram pagos US$ 2000,40 por tonelada ante US$ 1983,9 no mês anterior, um crescimento de 0,8% no valor. Já em relação ao mesmo período de 2018 houve uma desvalorização de 7%, visto que o preço pago naquele período era US$ 2151,00.

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Fonte: Suinocultura Industrial/Agrolink

9. Japão reabre mercado à carne bovina britânica

Depois de quase um quarto de século, o governo do Japão levantou o veto às importações de carne britânica, nas vésperas da visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ao Reino Unido.

A proibição havia sido imposta em 1996, depois de um surto de encefalopatia espongiforme bovina no Reino Unido. Acredita-se que a mal da "vaca louca", como é conhecido popularmente, provoque em humanos a doença de Creutzfeldt-Jakob, que é fatal.

A remoção da proibição não apenas permite a Abe trazer um presente à primeira-ministra britânica, Theresa May, mas também chega no momento em que o Reino Unido está deixando a União Europeia, que impôs restrições às exportações de alimentos japoneses depois do desastre nuclear de Fukushima, em 2011.

O Ministério da Saúde do Japão informou que, após discussões com o governo britânico e de inspeções no Reino Unido, "a importação de carne e órgãos bovinos vai recomeçar". Foi mantido, porém, o veto sobre a carne de vacas com mais de 30 meses e sobre certas peças, como a medula espinhal, consideradas de alto risco para a transmissão da doença da "vaca louca".

O Reino Unido passou décadas insistindo que sua carne era segura e que a proibição não tinha justificativa científica. A UE levantou seu veto às carnes britânicas depois de dez anos, em 2006, e a China fez o mesmo em 2018.

Da mesma forma, o Japão insiste que os alimentos de Fukushima e províncias vizinhas são seguros. Em 2018, a UE abandonou a exigência de certificados para certos alimentos, incluindo o arroz de Fukushima, embora tenha mantido algumas restrições.

Apesar da proibição à carne britânica, o Reino Unido ajudou na campanha japonesa contra as restrições a suas exportações de alimentos, como em 2017, quando Boris Johnson era secretário de Comércio Exterior, e bebeu na frente das câmeras um suco de pêssegos de Fukushima.

Abe viajou para a Holanda nesta quarta-feira. Na quinta, voa para o Reino Unido, onde se espera que vai voltar a encorajar May a evitar uma saída não negociada da UE. Isso vai ser considerado como um apoio implícito ao acordo de saída que a primeira-ministra luta para aprovar no Parlamento.

"O mundo está observando a saída britânica da UE", disse Abe, antes de partir, no aeroporto de Haneda, em Tóquio. "Gostaria de dizer a May o que o Japão pensa e discutir isso com ela". Ele também disse considerar "extremamente válido" discutir com May o risco de uma saída não negociada.

O recente acordo de livre comércio entre UE e Japão vai reduzir as tarifas do país sobre a importação da carne europeia de 38,5% para 9% ao longo de um período de 15 anos, o que traz boas oportunidades de exportação para os criadores britânicos, caso consigam garantir as mesmas condições após o Brexit.

O Japão, porém, também reduziu suas tarifas de importações da Austrália, Canadá e Nova Zelândia, sob os termos da Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), e provavelmente vai oferecer concessões similares aos Estados Unidos nas negociações comerciais marcadas para começar daqui a alguns meses. (Tradução de Sabino Ahumada)

Contexto

A abertura do mercado de carne bovina do Japão ao Reino Unido foi a segunda anunciada pelo país asiático desde dezembro de 2018. Além dos britânicos, os exportadores do Uruguai conseguiram a autorização para vender carne bovina aos japoneses. Trata-se de um mercado muito cobiçado. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o Japão é o terceiro maior importador de carne bovina. Líder na exportação, com cerca de 20% do comércio global de carne, o Brasil não pode vender ao Japão. Historicamente, autoridades japoneses utilizam o status sanitário do Brasil para o vírus da febre aftosa como um argumento para evitar a abertura. Com o aval dado ao Uruguai, que possui um status semelhante ao brasileiro, o argumento perdeu força, segundo frigoríficos nacionais (LHM).

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Fonte: Valor Econômico

Agroenergia

10. Olam deixará o negócio de trading de açúcar

A Olam International, companhia de agronegócios sediada em Cingapura, vai sair do negócio de trading de açúcar, segundo notícias de agências confirmadas pelo Valor. A informação foi antecipada pela agência Bloomberg. Procurada, a companhia asiática confirmou a informação.

Trata-se da segunda trading que se retira do negócio de comercialização de açúcar, após anos de baixos preços da commodity. A primeira foi a americana Bunge, que vendeu no ano passado seu livro de contratos para a asiática Wilmar International, que opera nesse segmento em parceira com a brasileira Raízen.

A decisão da Olam foi tomada com parte da revisão do plano de negócios global da companhia, que tem capital aberto na bolsa de Cingapura e preferiu manter operações apenas nos negócios em que a companhia tem presença relevante de mercado, como na comercialização de café, algodão e cacau, apurou o Valor com fonte próxima à companhia.

A comercialização de açúcar sempre foi considerado um negócio de nicho para a Olam e, embora desse lucro, o retorno aos acionistas era considerado pequeno, segundo essa fonte. Na última safra, a companhia originou 1,5 milhão de toneladas de açúcar no Brasil.

A Olam ainda está avaliando se executará os contratos de compra e venda de açúcar já firmados, se vende o livro para outra trading ou se cancela os compromissos (washout). “Tem que ver o custo disso”, afirmou a fonte.

A maior parte dos funcionários está sendo realocada para a comercialização de outros produtos, segundo a fonte. A Olam também possui duas usinas de açúcar na Índia e uma refinaria de açúcar na Indonésia.

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Fonte: Valor Econômico

11. Zilmar de Souza: Números da bioeletricidade em 2018 e uma agenda mínima para 2019

Em 2018, a bioeletricidade ofertada para a rede foi equivalente a atender mais de duas vezes o consumo de energia elétrica do Uruguai ou do Paraguai.

Em 2018, a estimativa é que a fonte biomassa em geral (incluindo as diversas biomassas) tenha produzido 26.563 GWh para o Sistema Interligado Nacional (SIN), volume 4% superior ao mesmo período em 2017, conforme levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a partir de dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Em 2018, a estimativa é que a fonte biomassa em geral (incluindo as diversas biomassas) tenha produzido 26.563 GWh para o Sistema Interligado Nacional (SIN), volume 4% superior ao mesmo período em 2017, conforme levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a partir de dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Essa geração pela biomassa será equivalente a abastecer 14 milhões de residências ao longo do ano, evitando a emissão de quase 8 milhões de tCO2, marca que somente consegue-se com o cultivo de 55 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.

Esses 26.563 GWh são também praticamente equivalentes ao consumo anual de energia elétrica da cidade de São Paulo ou a atender mais de duas vezes o consumo anual de energia elétrica de um país do porte do Uruguai ou Paraguai.

A maior previsibilidade e disponibilidade da bioeletricidade no período seco fazem com que o volume fornecido à rede pela biomassa, ao longo de 2018, seja equivalente a ter poupado 18% da energia armazenada total nos reservatórios das hidrelétricas do submercado Sudeste/Centro-Oeste. A bioeletricidade, cujo predomínio do combustível de geração está no setor sucroenergético (mais de 80% do total), é caracterizada como sazonal, mas não uma fonte intermitente, no estrito senso da operação do SIN, revelando sua importância estratégica para o SIN.

Contudo, ainda aproveitamos apenas 15% do potencial de geração da biomassa no país. Apenas no setor sucroenergético, se houvesse o aproveitamento pleno da biomassa atualmente presente nos canaviais, a bioeletricidade teria potencial técnico para chegar a 146 mil GWh, mais de 5 vezes o volume ofertado em 2018 pela fonte biomassa em geral, o que representaria atender mais de 30% do consumo de energia no SIN.

Para diminuirmos o hiato entre a geração efetiva de bioeletricidade e seu potencial é importante uma política setorial estimulante e de longo prazo para a bioeletricidade, com diretrizes claras e de continuidade, buscando garantir o pleno uso eficiente deste recurso energético renovável na matriz de energia do país.

Tal política setorial deve primar por diretrizes gerais envolvendo o esforço conjunto de agentes públicos e privados, dentre elas:

• Esforços para uma contratação regular e crescente para a bioeletricidade e biogás, com preços adequados nos leilões regulados: 2018 foi o 3º pior ano de contratação de novos projetos nos leilões regulados promovidos pelo Governo Federal, desde sua implantação em 2005. Precisamos promover leilões no ambiente regulado para a biomassa (e continuidade na contratação), com preços remuneradores, incorporando as externalidades da bioeletricidade e as características de cada projeto (retrofit; greenfield; aproveitamento da palha e bagaço; geração de biogás etc.).

• Fortalecimento do mercado livre e equacionamento da atual judicialização nas liquidações financeiras no Mercado de Curto Prazo (MCP): desde 2015, os geradores à biomassa não conseguem receber adequadamente pela geração excedente à comprometida em seus contratos. O mercado livre é muito importante para a bioeletricidade e seu fortalecimento somente será efetivo com o equacionamento da atual judicialização nas liquidações financeiras no MCP.

• Aprimoramento da metodologia de revisão da Garantia Física de Energia (GFE) para usinas à biomassa/biogás: a Garantia Física de Energia determina a quantidade de energia elétrica passível de contratação no mercado. A metodologia atual de revisão da GFE para usinas à biomassa/biogás não tem incentivado o gerador a produzir mais energia até o limite de sua capacidade, inibindo uma oferta potencial justamente nos momentos críticos de escassez de energia elétrica e de elevados custos para o consumidor final de energia elétrica.

Estimulada pelo RenovaBio, a Política Nacional de Biocombustíveis, e um ambiente de negócios favorável no setor elétrico, a bioeletricidade sucroenergética para a rede tem potencial para crescer mais de 50% até 2027, no horizonte do recente aprovado Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2027).

Ainda assim, passaríamos a aproveitar apenas 17% do potencial técnico dessa fonte de geração em 2027, demonstrando que existem grandes oportunidades para a bioeletricidade, sobretudo nos canaviais brasileiros.

A melhoria no ambiente de negócios para a bioeletricidade em 2019, com uma política setorial de incentivo ao investimento, é essencial para contribuir também para o desenvolvimento e sucesso do RenovaBio, que será traduzido na expansão da produção de etanol no Brasil. Etanol e bioeletricidade são produtos coirmãos e precisam de ambiente de negócios atraente para seu desenvolvimento e aproveitamento de seus incríveis potenciais disponíveis para a sociedade civil.

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Fonte: Unica/Nova Cana

12. Contratos futuros do açúcar mantêm alta nas bolsas internacionais

Os contratos futuros do açúcar seguem em alta, pelo terceiro dia consecutivo. Nessa quarta-feira (9) os contratos com vencimento para março/19, em Nova York, ficaram em 12.87 centavos de dólar por libra-peso, alta de 11 pontos. Na tela maio/19 os papéis fecharam em 13.01 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 12 pontos.

Na bolsa de Londres os contratos futuros para março/19 foram firmados em US$ 347,70 a tonelada, alta de 2,30 dólares. Os contratos para maio/19 fecharam em US$ 355,60 a tonelada, alta de 3 dólares.

De acordo com o jornal Valor Econômico de hoje, a alta da commodity foi impulsionada pela valorização do petróleo. "De maneira geral, petróleo mais caro pode tornar mais competitivo o etanol brasileiro, desestimulando a produção de açúcar", afirma a publicação.

São Paulo

Ontem, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal, estado de São Paulo, fechou em R$ 68,72/saca de 50 kg, recuo de 0,09%.

Etanol

De acordo com os índices da Esalq/BM&FBovespa, posto Paulínia, o etanol hidratado fechou em baixa ontem, negociado a R$ 1.699,50 o metro cúbico, queda diária de 0,67%.

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Fonte: Udop

Grãos e Grandes Culturas

13. Safra nacional de algodão de 2018/19 pode novamente alcançar recorde de produção

A expectativa é que a safra nacional 2018/19 de algodão em pluma alcance novamente recorde de produção, impulsionada pela elevação da área semeada. Esse crescimento, por sua vez, está associado à maior rentabilidade do algodão frente às demais culturas concorrentes em áreas e ao ambiente favorável para contratos antecipados (a serem cumpridos em 2019 e também 2020).

Nessas condições, pelo segundo ano consecutivo, o Brasil continua como o quarto maior produtor do mundo e, ultrapassando a Índia, deve se tornar o segundo principal exportador, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. No período de tomada de decisão sobre a temporada 2018/19, o algodão era uma das poucas culturas com expectativa de manutenção de preços atrativos. Com isso, produtores tradicionais consultados pelo Cepea e também aqueles com disponibilidade de crédito e possibilidade de colheita e beneficiamento terceirizados aumentaram a área e/ou passaram a cultivar algodão.

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Fonte: CEPEA/ESALQ/Agrolink

14. Exportação de soja em grão poderá render US$ 5 bi a menos

Depois de um ano particularmente forte, quando um novo recorde histórico foi batido, as exportações brasileiras de soja em grão deverão recuar em 2019, pela primeira vez desde 2016, e render cerca de US$ 5 bilhões a menos que em 2018. É o que apontam projeções privadas e do governo, que serão fortalecidas nas próximas semanas em razão dos problemas climáticos que afetam a atual colheita da oleaginosa.

Ontem foi a vez de a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reforçar o coro. Estimativas divulgadas pela entidade indicaram que os embarques deverão alcançar 73 milhões de toneladas em 2019, quase 13,6% a menos que em 2018, quando o volume chegou a 82,9 milhões de toneladas, de acordo com os cálculos da entidade.

Em comunicado, Sergio Mendes, diretor-geral da Anec, também apontou que a colheita da oleaginosa deverá diminuir nesta safra 2018/19, o que deve limitar o excedente exportável. E deixou claro que base de comparação é elevada, já que o resultado do ano passado superou com folga as expectativas em virtude das disputas comerciais entre EUA e China.

Apesar de o país ter saído ganhando em 2018, Mendes afirmou que as disputas geram incertezas perigosas no mercado. “Embora o Brasil tenha sido beneficiado com um volume estimado em 10 milhões de toneladas absorvidas pela China, esse cenário gera imprevisibilidade, o que não é desejável para um setor que já lida com variáveis, como clima, câmbio e logística”.

A estimativa da Anec está em linha, por exemplo, com o volume previsto pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Segundo a entidade, que representa as grandes tradings que atuam no país, as exportações de soja chegarão a 73,9 milhões de toneladas, ante 83,9 milhões no ano passado. A Abiove prevê que, em média, cada tonelada sairá do país por US$ 380, abaixo dos US$ 400 do ano passado, e, com isso, projeta a receita desses embarques em US$ 28,1 bilhões, uma retração de 16%, ou de cerca de US$ 5,5 bilhões.

Conforme o último levantamento divulgado pela Conab, os embarques deverão somar 75 milhões de toneladas, ante 82 milhões em 2017. Mas no início de dezembro a estatal ainda previa a produção em 120,1 milhões de toneladas em 2018/19, um novo recorde pouco superior ao volume registrado em 2017/18, o que dificilmente vai acontecer tendo em vista a escassez de chuvas atualmente na região Sul — e o novo relatório da Conab, que será divulgado hoje, deverá confirmar o problema.

O que já se sabe com certeza é que a maior parte dos embarques terá como destino novamente a China, independentemente da tensão entre Washington e Pequim, que poderá até arrefecer, e do ritmo de crescimento da economia chinesa, que poderá reduzir a demanda. Segundo o Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleos do país asiático, as importações chinesas de soja deverão somar 87 milhões neste ano-safra que terminará em setembro, e o principal fornecedor continuará sendo o Brasil.

Se o viés para os embarques brasileiros de soja é de baixa, para as exportações de milho todos os sinais disponíveis confirmam que 2019 será um ano de recuperação. Anec e Conab projetam um volume de 31 milhões de toneladas, antecerca de 23 milhões no ano passado.

Notícia na íntegra

Fonte: Valor Econômico

15. Café: Cotações do arábica encerram sessão desta 4ª feira com leve alta na Bolsa de Nova York

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta quarta-feira (09) com leve alta. O mercado do grão estendeu ganhos diante de preocupações com o Brasil e suporte do câmbio e fatores técnicos.

O vencimento março/19 fechou o dia com alta de 25 pontos, a 105,30 cents/lb e o maio/19 teve avanço de 40 pontos, a 108,50 cents/lb. O julho/19 registrou 111,40 cents/lb com valorização de 45 pontos e o setembro/19 anotou 114,30 cents/lb e 55 de ganhos.

O mercado externo do arábica chegou a avançar mais forte durante o dia acompanhando as oscilações do dólar e o Brasil. No entanto, os ganhos foram diminuindo ao longo do dia. Ainda assim, a valorização prevaleceu e o vencimento referência fechou acima de US$ 1,05/lb.

"O café arábica (março/19) subiu para uma nova alta de um mês pela manhã com preocupações do clima no Brasil. A Somar Meteorologia prevê altas temperaturas e poucas chances de chuvas até o final do mês em Minas Gerais, maior região produtora de arábica", disse o site Barchart.

O dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira (09) com queda de 0,75%, cotado a R$ 3,6878 na venda, acompanhando o otimismo com as negociações comerciais entre China e Estados Unidos, além das expectativas de anúncio da reforma da Previdência pelo governo Bolsonaro.

"O que o governo tem apresentado é positivo, mas agora precisamos de ação", disse para a agência de notícias Reuters a estrategista de câmbio do banco Ourinvest Fernanda Consorteio.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. As oscilações da moeda estrangeira impactam diretamente nas exportações da commodity. A divisa mais baixa ante o real tende a desencorajar os embarques.

Mercado interno

O mercado brasileiro de café segue com poucos negócios. "Os preços internos dos cafés arábica e robusta recuaram fortemente em dezembro e iniciam janeiro em queda, influenciados pela baixa das cotações externas de ambas as variedades", disse o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com saca a R$ 440,00 - estável. A maior oscilação foi registrada em Guaxupé (MG) com queda de 2,01% e saca a R$ 438,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 440,00 e alta de 3,53%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

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