Conjuntura do Agronegócio

1. Falta de chuva no Sul ainda ameaça a safra

A escassez de chuvas que prejudica lavouras na região Sul levou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a confirmar as expectativas de produtores e analistas e reduzir sua estimativa para a colheita de soja do país nesta safra 2018/19, o que gerou reflexos negativo sobre a previsão para a produção de grãos como um todo no ciclo. Em levantamento divulgado também ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) até ajustou para cima sua projeção para a soja, mas indicou que, em decorrência do clima, também deverá reduzir suas estimativas nos próximos meses.

Segundo a Conab, a colheita de soja, carro-chefe do agronegócio no país, deverá alcançar 118,8 milhões de toneladas, ante as 120,1 milhões previstas em dezembro. Se confirmado, o volume será pouco inferior ao recorde registrado na temporada 2017/18 (119,3 milhões de toneladas). Como a estimativa para o milho ficou praticamente estável em 91,2 milhões de toneladas - 12,9% mais que no ciclo passado -, a projeção para a colheita total de grãos caiu para 237,3 milhões de toneladas, ainda 4,2% superior ao resultado de 2017/18 e segunda melhor marca da história.

O IBGE também projetou para a colheita de soja que está em andamento um volume de 118,8 milhões de toneladas, mas depois de um pequeno ajuste para cima na comparação com o cenário traçado em dezembro, graças ao bom desenvolvimento das lavouras em Estados como Piauí e Goiás. Com isso, o instituto, que projeta aumentos de 2,6% para a primeira safra de milho (26,4 milhões de toneladas) e de 11,1% para a segunda (61,8 milhões de toneladas), elevou sua estimativa para a colheita total de grãos para 233,4 milhões de toneladas, 3,1% mais que na temporada anterior. Mas deixou clara que existe temor com a falta de chuvas no Sul.

"Houve uma piora recente do clima no Paraná, com falta de chuvas, o que pode causar uma redução [de estimativas] na próxima divulgação", afirmou Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE. Segundo Cléverton Santana, superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, os problemas enfrentados pela soja estão concentrados no Paraná e em Mato Grosso do Sul e ainda poderão ser compensados por um desempenho melhor que o esperado em Mato Grosso, Estado que lidera a produção de soja, e na região do "Matopiba" (confluência entre os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Tocantins).

Para a maior parte das consultorias privadas que fazem previsões para a safra brasileira de grãos, porém, a tendência é mesmo de queda da colheita brasileira de soja neste ano. A Agroconsult, por exemplo, divulgou ontem que espera uma colheita total de 117,6 milhões de toneladas, 1,4% menor que em 2017/18. "O oeste e o sudoeste do Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul sofreram muito com a falta de chuvas de dezembro", afirmou a jornalistas André Pessôa, sócio-diretor da consultoria, em evento em São Paulo.

Além da recuperação do milho, outro destaque positivo da atual temporada agrícola é o algodão, cujo plantio foi estimulado pela forte demanda externa e por preços mais atraentes. Conforme a Conab, a colheita da pluma somará 2,4 milhões de toneladas, 20,3% mais que o volume estimado para o ciclo passado. Para os básicos arroz e feijão, entretanto, as previsões da estatal federal sinalizam retrações.

No caso do arroz, a Conab passou a projetar a colheita em 11,2 milhões de toneladas, 7,1% menos que em 2017/18. Para o feijão, a estimativa foi ajustada para 3,1 milhões de toneladas no total (a leguminosa tem três safra por ciclo), 0,6% abaixo do resultado da temporada anterior. Mas essas quedas não são consideradas um problema, já que a demanda doméstica pela dupla tem se mantido relativamente estável nos últimos anos.

À luz das novas estimativas de Conab e IBGE e diante da possibilidade de novos ajustes para baixo nas previsões, as exportações brasileiras de grãos deverão registrar queda para a soja e reação para o milho ao longo deste ano.

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Fonte: Valor Econômico

2. Pesquisador barrado no BB assume cargo no ministério

Vetado pelo Banco do Brasil para assumir o cargo de vice-presidente de Agronegócios da instituição, o pesquisador da Embrapa Francisco Basílio já está trabalhando como assessor especial no gabinete da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, embora sua nomeação ainda não tenho sido oficializada.

O Valor apurou que, apesar de ter sido indicado por Rubem Novaes, novo presidente do BB, Basílio foi barrado por não cumprir todos os requisitos previstos na Lei das Estatais. A decisão foi tomada pelo Comitê de Recuperação e Elegibilidade do banco, departamento responsável pelas regras de governança corporativa ligado à diretoria de Relações com Investidores.

Antes de assumir o comando do BB, Novaes disse que Basílio era "um nome de confiança". Sua indicação também foi recomendada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina - o pesquisador integrou a equipe de transição e ajudou Tereza a arquitetar a nova estrutura da Pasta.

Procurados, Basílio preferiu não comentar a informação. O BB, que também não concedeu entrevista, até agora também não detalhou os motivos apontados para barrar o pesquisador. A interlocutores, Basílio tem dito que ele próprio desistiu da função, por questões familiares. Quatro fontes do banco ouvidas pela reportagem disseram, porém, que foi um imbróglio envolvendo a Embrapa que pesou na decisão.

Basílio chefiava a Secretaria de Relações Internacionais da estatal em 2012, quando houve uma polêmica envolvendo a fracassada criação da Embrapa Internacional. Houve suspeitas de que a subsidiária estava sendo criada sem o aval da equipe econômica do governo Dilma e do conselho da estatal. A Polícia Federal chegou a abrir inquérito para investigar eventuais irregularidades, mas arquivou o caso.

A Controladoria-Geral da União (CGU), por sua vez, decidiu apurar a responsabilidade administrativa dos servidores envolvidos e, nesse contexto, Basílio e outros funcionários foram exonerados por determinação do então ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. Depois disso, a criação da Embrapa Internacional foi abortada e o presidente da Embrapa na época, Pedro Arraes, que havia sido afastado, pediu demissão.

Por meio de despacho publicado em 5 de outubro de 2012 do "Diário Oficial da União", Mendes Ribeiro criou uma comissão de sindicância para analisar a constituição da Embrapa Internacional, diante da "constatação de que houve descumprimento de preceitos legais e estatutários" na criação da filial. Não houve suspeitas envolvendo recursos financeiros.

Para técnicos do BB, Basílio também não tinha a experiência necessária para assumir o cargo de VP de Agronegócios. Ele atuou por 17 anos no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, mas a instituição não é enquadrada como banco comercial ou na categoria de mercado financeiro, como preconiza o Banco do Brasil.

Diante da decisão do BB, Novaes indicou para o cargo, que vinha sendo ocupado por Tarcísio Hubner, que se aposentou, o funcionário de carreira Ivandré Montiel. E Basílio está no gabinete da ministra Tereza Cristina, que defendeu seu novo assessor. "Esse episódio [da Embrapa Internacional] foi lá atrás, já procurei saber a respeito. Houve um erro na forma de fazer, mas não teve nenhuma mácula para o gestor Basílio. Só uma questão formal".

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Fonte: Valor Econômico

3. Valor pago ao produtor paulista cresceu quase 13% em 2018, estima IEA

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) subiu 12,78% no acumulado de 2018, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA).

“A alta do índice dos vegetais chegou a 14,96%. O dos produtores de origem animal foi o que menos subiu, variando 7,14%”, comunicou a entidade.

No comparativo de dezembro e novembro do ano passado, as cotações ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,07%. Neste período, o IqPR-V subiu 0,38%, enquanto o IqPR-A recuou 0,59%

No último mês do ano passado, os produtos que apresentaram as maiores elevações foram feijão (43,23%), banana nanica (13,59%), batata (9,65%) e milho (4,87%). As principais quedas ficaram por conta do leite cru refrigerado (-13,76%), amendoim (-3,19%), café (-2,25%) e da cana-de-açúcar (-1,89%).

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Fonte: Estadão Conteúdo/Canal Rural

Insumos

4. Pátria adquire mais uma distribuidora de insumos

O Pátria Investimentos continua a ampliar sua aposta no segmento de distribuição de insumos agrícolas. Depois de assumir o controle de duas redes no ano passado, uma no Paraná e outra na Colômbia, a empresa acaba de comprar uma participação majoritária na Impacto, de Mato Grosso, e, conforme o Valor apurou, continua avaliando oportunidades para continuar a crescer no segmento.

Procurado, o Pátria preferiu não comentar a informação. A participação adquirida e o valor do negócio não foram revelados. Segundo Ânderson Galvão, CEO da consultoria Céleres, que em parceria com a LKM assessorou a Impacto na operação, a rede mato-grossense tem quatro lojas (uma delas "express") e fatura cerca de R$ 400 milhões por ano.

A Impacto foi fundada no município de Sorriso em 2008 por Nilson Bedin e Fabiano Rodrigo Fiut. Conforme Bedin, depois que a empresa fechou acordo com uma grande multinacional de sementes e defensivos foi inaugurada uma unidade em Sinop, e mais tarde a rede chegou a Matupá e depois inaugurou a loja "express" - quase sem ativos, mas onde o produtor pode fazer encomendas -, em Ipiranga do Norte.

Segundo ele, nesse processo de expansão a Impacto investiu em governança e, com a casa arrumada, passou a atrair o interesse de investidores. Mesmo assim, disse, agora passará a ter uma segurança financeira praticamente impossível de ser conquistada sem um controlador como o Pátria.

"Qual o grande risco de uma distribuidora de insumos? Vender e não receber. Com o Pátria, passamos a ter outro patamar de crédito", disse Bedin, que seguirá na Impacto com uma cadeira no conselho de administração.

Segundo Ânderson Galvão, o processo de consolidação do segmento de distribuição de insumos, impulsionado nos últimos anos por fundos de investimentos, tende a ganhar novo contornos, uma vez que as grandes redes bem administradas já foram adquiridas.

"Ainda poderemos ter mais algumas grandes transações, mas poucas. Daqui para frente, a tendência é vermos um número maior de transações de menor porte, com redes médias comprando outras menores", disse.

O Pátria fez sua estreia nesse segmento no ano passado, com a compra do controle do Grupo Pitangueiras, do Paraná. Com faturamento da ordem de R$ 250 milhões por ano, a rede paranaense contava então com 11 unidades de distribuição e vendas nas regiões de Curitiba e Campos Gerais, como informou o Valor durante o processo de negociação.

Segundo apurou a reportagem, a segunda tacada da empresa nessa área foi na Colômbia, com a compra do controle do Grupo Gral, formado por oito empresas. "O Pátria tem planos ambiciosos nesse segmento. Não é difícil que, em pouco tempo, passe a contar com uma rede nacional de distribuição, ainda que formada por empresas independentes", afirmou um analista.

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Fonte: Valor Econômico

5. Unidades de fertilizantes da Petrobras serão arrendadas

A Petrobras iniciou oficialmente tentativas para arrendar suas fábricas de fertilizantes nitrogenados (Fafens) em Sergipe e na Bahia. Com isso, a estatal quer pôr fim a um impasse que perdura desde o ano passado. O objetivo é identificar interessados em assumir a operação das "Fafens" e, assim, evitar o fechamento das plantas, que já não fazem mais parte dos planos da petroleira.

A estatal lançou ontem a etapa de pré-qualificação para habilitar eventuais interessados em arrendar as fábricas. Caso o interesse se confirme, a companhia fará uma licitação para escolher o novo operador das Fafens nordestinas.

Inicialmente, a Petrobras pretendia hibernar as Fafens de Sergipe e Bahia devido aos prejuízos com a operação das unidades. O plano de negócios da companhia prevê a saída completa da petroleira do segmento de fertilizantes.

Além de buscar uma solução para as fábricas de Sergipe e Bahia, a empresa tenta vender a Fafen de Araucária (PR) e a unidade de Três Lagoas (MS) - a companhia chegou a iniciar os desinvestimentos, mas os processos foram interrompidos em meados do ano passado depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, proibiu a alienação do controle de estatais e suas subsidiárias sem o aval do Congresso.

A companhia anunciou em março do ano passado que pretendia interromper as operações das unidades ainda no primeiro semestre. A notícia pegou as indústrias locais de surpresa e houve então uma pressão política para que a empresa voltasse atrás. De acordo com informações técnicas fornecidas pela Petrobras, as duas fábricas empregam cerca de 1,3 mil pessoas, entre funcionários próprios e terceirizados.

De um lado do impasse, estão os interesses empresariais da Petrobras, que, em 2017, acumulou um prejuízo de cerca de R$ 800 milhões com as duas unidades e não vê mais atratividade econômica em mantê-las em operação.

Por outro lado, o impacto da decisão sobre a dinâmica das economias locais levou governos estaduais e as indústrias que gravitam no entorno das Fafens a pedirem ao então presidente da estatal, Pedro Parente, mais tempo para que se buscassem medidas alternativas para garantir o suprimento de matérias-primas à indústria local. Empresas do setor químico como Braskem, Oxiteno e Unigel utilizam como matéria-prima a amônia e o gás carbônico produzidos pelas Fafens.

Diante do impasse, a data de hibernação foi então postergada para 31 de outubro. Em novembro, o estatal prorrogou o prazo por mais três meses - até janeiro.

Ao mesmo tempo em que busca interessados no arrendamento das unidades, a Petrobras trabalha em conjunto com clientes para garantir o acesso aos insumos a partir de outras regiões do país ou do exterior, caso as Fafens sejam de fato interrompidas.

A unidade de Camaçari (BA), de 1970, tem capacidade para produção de 1,3 mil toneladas por dia de ureia. Já a unidade de Laranjeiras (SE) foi inaugurada em 1982 e produz 1,8 mil toneladas diárias. As duas plantas também comercializam amônia e gás carbônico, entre outros produtos.

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Fonte: Valor Econômico

6. Americana Vanguard compra distribuidora de SP

Com os grandes movimentos de fusões e compras de empresas de agrotóxicos encerrados, a consolidação está chegando às pequenas e médias empresas do canal de distribuição de insumos.

Ontem, a American Vanguard Corporation, com ações listadas na bolsa de Nova York, anunciou a compra do grupo Defensive & Agrovant, formado por duas empresas brasileiras em 2000. Localizado em Jaboticabal, em São Paulo, o grupo fatura US$ 20 milhões por ano. O valor da transação não foi divulgado.

"[O faturamento] deve crescer cinco vezes nos próximos cinco anos, para US$ 100 milhões", disse ao Valor, Eric Wintemute, presidente do conselho e CEO da Vanguard. Em 2017, a americana registrou vendas líquidas de US$ 116,5 milhões no mundo e, de janeiro até setembro de 2018, as vendas líquidas renderam US$ 112 milhões.

Com foco em agrotóxicos e fertilizantes especiais para os segmentos de frutas e hortaliças, a proposta é expandir para as áreas de café e cana-de-açúcar. Além de crescer em soja, milho e algodão.

"Similar à nossa expansão na América Central, após a aquisição do Grupo AgriCenter, no fim de 2017, a transação oferece uma plataforma na América do Sul", afirmou.

Questionado sobre possíveis novas aquisições no país, Wintemute não descartou essa possibilidade. "Fizemos 50 aquisições nos últimos anos, então, essa é uma possibilidade. Se encontrarmos no Brasil alguma sinergia com a Agrovant, nós vamos olhar. Mas não há nada de concreto hoje", afirmou. As aquisições mencionadas foram realizadas ao longo dos últimos 15 anos - a maior parte delas foi de produtos, e não de empresas em si.

Em novembro de 2018, a Vanguard adquiriu a linha de produtos Quizalofop de herbicidas da Corteva Agriscience, divisão agrícola da DowDuPont. Os principais mercados para esses produtos são canola, soja e os pulses nos Estados Unidos e no Canadá. "Esse produto ainda não está registrado no Brasil, mas a nossa expectativa é de vender nos próximos anos aqui também", afirmou.

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Fonte: Valor Econômico

Proteína Animal

7. ABPA abrirá escritórios em Bruxelas, Pequim e Dubai para promover aves e suínos

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) abrirá escritórios para representação internacional em Bruxelas, na Bélgica, Pequim, na China, e Dubai, nos Emirados Árabes. A ideia é promover as exportações brasileiras de aves e suínos nessas regiões consideradas estratégicas.

A unidade belga deverá atender toda a União Europeia. A medida, definida nesta semana após reunião com a nova ministra da Agricultura, Tereza Cristina, faz parte do Projeto 500K anunciado pela associação em dezembro, cuja meta é alcançar o volume médio de 500 mil toneladas mensais em embarques das duas proteínas até 2020. De acordo com a entidade, o plano 500K será realizado em conjunto com companhias exportadoras e conta com a consultoria da EY.

Notícia na ítnegra

Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

8. Avança a venda de ativos da BRF

A BRF anunciou ontem a venda da Campo Austral, empresa argentina de carne suína, por US$ 35,5 milhões. Com isso, a companhia concluiu os desinvestimentos previstos para o país vizinho. Mas, além deles, a empresa ainda deve se desfazer das operações na Tailândia e Europa.

A venda da Campo Austral foi realizada em duas partes. A fábrica localizada em Florencio Varela e as marcas Bocatti e Calchaquí foram vendidas à argentina BOGS S.A. Já as fábricas de San Andrés de Giles e Pilar e a marca Campo Austral foram vendidas para a La Piamontesa. Juntas, as unidades da Campo Austral possuem capacidade para abater 2,3 mil suínos por dia e processar 2,1 mil toneladas por mês.

Ao todo, o programa de desinvestimentos da BRF prevê angariar R$ 3 bilhões com a venda de ativos operacionais. Os recursos serão utilizados para pagar dívidas.

Até agora, a companhia assegurou cerca de R$ 560 milhões. Além da CampoAustral, a empresa vendeu a também argentina Quickfood, que produz carne bovina, para a brasileira Marfrig Global Foods, por cerca de US$ 55 milhões. A venda da empresa de hambúrguer foi concluída na semana passada.

Ainda na Argentina, a BRF vendeu, em dezembro, a Avex, por US$ 50 milhões, à Granja Tres Arroyos e Fribel. A venda da processadora de frango ainda não foi concluída. A expectativa é que essa transação seja finalizada - e os recursos entrem no caixa - até o fim de março.

Também ainda não foi concluída a venda da fábrica de hambúrguer que a BRF possui em Várzea Grande (MT). A Marfrig pagará R$ 100 milhões por essa unidade.

Por fim, resta a alienação dos ativos na Tailândia e Europa, que deve ser feita conjuntamente. Para atingir a meta de R$ 3 bilhões, a BRF ainda precisa de R$ 2,5 bilhões.

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Fonte: Valor Econômico

9. Embarques de carne bovina cresceram 41,9% nos primeiros dias de 2019

Após fechar 2018 com recorde no volume de carne bovina in natura exportado, o Brasil inicia 2019 em ritmo forte.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na primeira semana do ano, o Brasil embarcou 19,2 mil toneladas de carne bovina in natura.

O volume diário embarcado foi de 6,4 mil toneladas, uma alta de 41,9% frente a média diária de janeiro do ano passado. Na comparação com dezembro, houve aumento de 1,3%.

Se o ritmo de embarque seguir, o volume exportado no primeiro mês desse ano deverá ser recorde, com 141,17 mil toneladas exportadas.

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Fonte: Scot Consultoria/Notícias Agrícolas

Agroenergia

10. Sem atualização ou preço da cana por mérito, Consecana vai esvaziando, restando acordos regionais ou bilaterais

A 2,5 meses de início da safra de cana 19/20, produtores rurais representados por algumas das mais importantes entidades regionais de São Paulo não têm nenhuma esperança de mudança na formulação de preços do Consecana. Nem na sua atualização, atrasada em mais de 5 anos e que deveria ser revista de acordo com o estatuto, e muito menos numa mudança na direção da precificação por meritocracia.

Esta segunda alternativa na verdade foi encampada e encaminhada pela Orplana, entidade que reúne as associações do Centro-Sul, antes de começar a safra 18/19. Mas o outro membro do colegiado do Consecana, a União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), mantém a recusa até agora em aceitá-la.

Sem acordo, o Consecana "seco" deverá se manter, traduzindo uma média de valor da cana, defasada em mais de 14%, de acordo com levantamento feito pelo Pecege por encomenda da Orplana.

Sem absolutamente nenhum adicional sobre a composição de preços atual, a esmagadora maioria dos canavieiros entrega cana baseado no valor (determinado mensalmente), traduzindo uma média de valor da cana.

"A proposta da Orplana está mantida, com base em preços que levem em conta qualidade e regularidade, por exemplo, mas até agora não temos nenhum posicionamento diferente da Unica", explica Bruno Rangel, presidente da Socicana, da região de Guariba, e vice da Orplana.

Dia 21 próximo haverá outro encontro do Consecana, quando novamente Rangel e os outros 10 membros participantes pelos produtores insistirão com a Unica sobre a meritocracia ou ao menos a atualização.

Referência defasada

Roberto Cestari, produtor na região de Ribeirão Preto e também em Orindiúva, na Alta Noroeste Paulista, onde inclusive preside a Oricana, dos fornecedores locais, acredita que deverá prevalecer cada vez mais os acordos regionalizados entre unidades e associações ou diretamente com fornecedores.

A rigor, negociações diretas com produtores já existem vários modelos, mas sempre "prevalecendo o grande produtor" e praticamente excluindo os pequenos, a grande maioria, afirma Apolinário Pereira da Silva, presidente da Afcop, de Valparaíso, oeste paulista, a região mais castigada pela seca de 2018. Na sua opinião, olhando a safra próxima, a pressão por mudanças no Consecana teria que ser retomada logo.

Mas mesmo que o modelo de meritocracia seja no nível unidade-fornecedores, e não no âmbito do Consecana, o preço pago do ATR pelo colegiado seria a referência. Portanto, o plus nos valores seria sobre uma cotação defasada, segundo o estudo Pecege-Orplana.

Para Nelson Peres, da Asssociação dos Fornecedores de Cana de Açúcar do Noroeste Paulista (Norplan), baseada em Penápolis, a tendência de parcerias deverá se acentuar nesta safra e do "jeito que está o Consecana deverá morrer". Na região dele praticamente cana Consecana só nos contratos mais antigos e a maioria em fase terminal.

Contratos novos, complementa Peres, só com novos parâmetros, entre os quais, por exemplo, ATR fixo e mais alguns apêndices. Algumas unidades da região em recuperação judicial como Clealco e a Revati (Grupo Renuka), mais a seca do ano passado, empurraram muitos produtores para o mercado spot.

Fornecedor X arrendatário

A questão da competência nos "acordos bilaterais" será importante nas relações contratuais e o Consecana ficará apenas como referência, mas deve haver diferenciações entre fornecedores e arrendatários parceiros, pensa Gustavo Chavaglia, presidente do Sindicato Rural de Ituverava, norte paulista.

"O Consecana, como precificador da média não está errado, o problema é que o fornecedor capricha na sua cana, mas na hora de receber por ela é jogado na média", explica o produtor e membro da comissão de cana da Faesp e também presidente da Aprosoja SP. "Para o arrendatário, o Consecana está bom“, completa o igualmente presidente da Aprosoja SP.

Outros pontos deverão permear cada vez mais os futuros acordos com as usinas, pensa Chavaglia. Um é valor do bagaço, outra reivindicação na medida que muitas usinas ganham pela cogeração de energia mas pagam a cana sem levar em conta essa terceira perna do trade da sucroenergia, depois de açúcar e etanol.

E a partir de 2020 ele entende que os ganhos com o RenovaBio precisarão chegar também porteira adentro.

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Fonte: Notícias Agrícolas

11. Usinas de açúcar da Índia lutam para exportar excedente diante de preços mais baixos

As exportações de açúcar da Índia devem ser bem menores do que a meta de 5 milhões de toneladas estabelecida por Nova Délhi, à medida que o fortalecimento da rúpia e a queda dos preços globais torna os envios pouco atraentes, apesar de um apoio do governo para vendas, disseram autoridades da indústria.

Envios menores pelo país podem sustentar os preços globais, que caíram mais de 20 por cento em 2018, mas uma redução nas exportações também pode aumentar os estoques indianos antes do próximo ano comercial e forçar o governo a dar mais apoio a uma indústria com dificuldades.

A Índia deve exportar entre 2,5 milhões e 3,5 milhões de toneladas de açúcar no ano comercial de 2018/19, iniciado em 1º de outubro, disseram distribuidores e três autoridades da indústria à Reuters.

"As usinas não estão prontas para assinar novos contratos, já que a diferença entre preços locais e internacionais se ampliou", disse um comerciante de Mumbai de uma grande companhia de comercialização que exporta açúcar da Índia.

"Seguindo a tendência atual, parece que a Índia pode exportar 2,5 milhões de toneladas", disse ele.

O açúcar está sendo vendido por cerca de 29,2 mil rúpias (414 dólares) por tonelada na Índia, enquanto os exportadores estão recebendo menos de 19 mil rúpias por tonelada, disseram os comerciantes.

Além disso, a rúpia subiu 5,5 por cento, de uma mínima recorde de 74,48 contra o dólar dos EUA registrada em outubro, reduzindo as margens das vendas no exterior.

Isso vai dificultar o cumprimento da meta de 2018/19 estabelecida em setembro, apesar dos incentivos do governo, como subsídios de transporte e pagamentos diretos aos produtores de cana, para encorajar as usinas sem recursos a embarcar o açúcar excedente para o exterior.

As exportações podem se recuperar nos próximos meses, já que as usinas estão lutando para fazer pagamentos de cana aos fazendeiros, disse Rohit Pawar, presidente da Associação de Usinas de Açúcar da Índia (Isma, na sigla em inglês).

"Espero que possamos exportar mais de 3,5 milhões de toneladas e, para isso, as usinas devem avançar de forma mais agressiva e o governo deve fornecer financiamento de ponte", disse Pawar.

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Fonte: Reuters/Nova Cana

12. Alemã Suedzucker registra prejuízo operacional diante de baixos preços do açúcar

A alemã Suedzucker, maior refinadora de açúcar da Europa, divulgou nesta quinta-feira um prejuízo operacional no terceiro trimestre, atingida pelo colapso global dos preços do adoçante.

O grupo registrou um prejuízo operacional de 23 milhões de euros (26,6 milhões de dólares) nos três meses até 30 de novembro, comparado a um lucro operacional de 103 milhões de euros um ano antes, com receita trimestral caindo 5,1 por cento, para 1,71 bilhão de euros.

A Suedzucker reiterou suas expectativas de lucro operacional do grupo de 25 milhões a 125 milhões de euros no ano financeiro de 2018/19, abaixo dos 445 milhões de euros do ano anterior.

A empresa também repetiu sua previsão para a receita do grupo no ano todo, de 6,6 bilhões a 6,9 bilhões de euros, contra os 7 bilhões de euros do ano anterior.

"A principal razão para o resultado trimestral são os baixos preços do açúcar", disse um porta-voz da Suedzucker. A liberalização do mercado (de açúcar) da UE significa que a queda dos preços mundiais também deprime os preços na Europa, afirmou a companhia.

Os contratos futuros de açúcar bruto encerraram o ano de 2018 em seu menor patamar em 10 anos, pressionados pelo forte excesso de oferta global.

A União Europeia liberalizou seu mercado de açúcar em setembro de 2017, encerrando seu sistema de preços mínimos garantidos e cotas de produção. Isso deu aos produtores mais liberdade para expandir a produção e exportar, mas o pior cenário emergiu, com os produtores europeus expostos ao colapso dos preços mundiais.

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Fonte: Reuters/Nova Cana

Grãos e Grandes Culturas

13. Conab reduz estimativa para a produção brasileira de grãos em 2018/19

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu em 1,12 milhão de toneladas sua estimativa para a produção brasileira de grãos nesta safra 2018/19, para 237,3 milhões de toneladas. Apesar do corte, se o volume for confirmado haverá crescimento de 4,2% em relação ao ciclo 2017/18 e será a segunda maior safra da história, menor apenas que a 2016/17 (237,7 milhões)

A revisão para baixo se deu sobretudo por causa de problemas gerados pela escassez em lavouras de soja, especialmente no Sul. Com isso, a projeção da Conab para a colheita do grão, carro-chefe do agronegócio no país, caiu de 120,1 milhões para 118,8 milhões de toneladas e poderá sofrer novos ajustes nos próximos meses.

Também houve correções, de menor proporção, para arroz, amendoim, girassol e outras culturas de menor importância econômica para o país.

A produtividade média das lavouras passou a ser calculada em 3.799 quilos por hectare, ante 3.815 quilos por hectare na estimativa anterior e de 3.689 em 2017/18.A área de plantio continuou estimada em 62,46 milhões de hectares, aumento de 1,2% em relação à temporada anterior.

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Fonte: Valor Econômico

14. IBGE projeta queda de 10,8% na safra de café de 2019

Depois de bater recorde histórico no ano passado, a produção brasileira de café deverá recuar 10,8% neste ano, para 3,2 milhões de toneladas, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em seu terceiro prognóstico para a safra.

Carlos Alfredo Guedes, gerente de agricultura do IBGE, lembrou que a projeção pode ser considerada positiva, devido ao impacto da bienalidade negativa da variedade arábica.“É uma boa safra de café para um ano de baixa”, disse ele.

O IBGE estima em 2,3 milhões de toneladas a produção de arábica, volume equivalente a 38,2 milhões de sacas de 60 quilos. Isso representa um declínio de 14,9% em relação ao ano passado, quando a bienalidade da safra da espécie foi positiva.

Maior produtor nacional de café, Minas Gerais poderá produzir 1,6 milhão de toneladas de café arábica em 2019, 13,4% a menos do ano anterior. Outros produtores importantes, como São Paulo e Espírito Santo, também estão apresentando estimativas de produção inferiores.

A oferta gerada pela sequência de boas safras tem pressionado os preços do produto, mas os cafeicultores têm conseguido direcionar parte da oferta para a exportação, recuperando espaço perdido no mercado internacional nos últimos anos.

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Fonte: Valor Econômico

15. Na contramão da Conab, IBGE eleva projeção para a safra de grãos

A produção brasileira de grãos deverá crescer 3,1% em 2019 em relação ao ano passado e alcançar 233,4 milhões de toneladas, projetou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seu terceiro prognóstico para a safra atual.

No segundo prognóstico, divulgado em dezembro, a estimativa era de 231,1 milhões de toneladas. A área a ser colhida foi estimada em 62,2 milhões de hectares, 2,1% maior que a do ano passado.

Segundo o IBGE, a revisão para cima reflete as boas condições climáticas observadas em dezembro em Estados como Piauí, São Paulo e Goiás, que proporcionaram impactos positivos para soja e milho. A projeção para a colheita de soja foi ajustada para 118,8 milhões de toneladas. “Existe, porém, uma recente piora do clima no Paraná, com falta de chuvas, o que pode causar redução na próxima divulgação”, disse Carlos Alfredo Guedes, gerente de agricultura do IBGE.

O problema citado já levou a Conab a reduzir sua estimativa para a colheita de soja na safra 2018/19 e, com isso, a ajustar também para baixo sua previsão para a produção total de grãos.

De acordo com o IBGE, a primeira safra de milho, por sua vez, deverá crescer 2,6%, para 26,4 milhões de toneladas, ao passo que a colheita da segunda safra deverá aumentar 11,1% em 2019, para 61,8 milhões de toneladas.

Com perspectivas de queda estão culturas como o arroz (em casca), cuja produção deverá recuar 4,8% em 2019, para 11,17 milhões de toneladas, e o feijão de primeira safra — queda de 10,8%, para 1,3 milhão de toneladas.

A safra de grãos estimada para 2019 é a segunda maior registrada pela pesquisa — o recorde histórico é de 2017. O IBGE estima que a safra de 2018 totalizou 226,5 milhões de toneladas, queda de 5,9% em relação ao ano anterior.

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Fonte: Valor Econômico

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