04 de Fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Case lança trator Quadtrac em Cascavel

Modelo articulado com esteiras reduz compactação do solo se comparado às máquinas convencionais

REDAÇÃO AB

A Case IH está lançando no Show Rural Copavel o trator articulado com esteiras Quadtrac. Entre as vantagens, o equipamento reduz a compactação do solo quando comparado a tratores convencionais. Ele recebe motores FPT Cursor de seis cilindros e 12,9 litros com potência entre 507 e 629 cavalos.

Esses propulsores já se enquadram na resolução MAR-I (para redução de emissões por máquinas agrícolas e rodoviárias, daí a sigla) e, segundo a fabricante, têm baixo consumo de Arla 32.

A Case IH também leva à feira agrícola a nova linha de tratores Farmall, agora com 80, 90 e 100 cavalos. Os equipamentos passaram por mudanças na motorização que reduzem cerca de 60% da emissão de poluentes, também em atendimento à legislação MAR-I. O Show Rural Copavel é a primeira feira agrícola nacional e ocorre até 8 de fevereiro em Cascavel, no Paraná.

03 de Fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

GM explica investimentos e negocia novo ciclo de R$ 10 bilhões de 2020 a 2024

Empresa envia primeiro comunicado direto à imprensa desde que iniciou negociações de cortes com trabalhadores e fornecedores

PEDRO KUTNEY, AB

Duas semanas após ter iniciado duras negociações de cortes de custos trabalhistas e redução ou congelamento de preços com fornecedores, a GM decidiu reconhecer e explicar os investimentos de R$ 13 bilhões que afirma já ter realizado no País nos últimos quatro anos e o próximo ciclo de R$ 10 bilhões que estariam em jogo para o período 2020-2024, a depender da implantação do plano de reestruturação para conter prejuízos no País – que até agora provocou fortes reações dos sindicatos contra a montadora.

No sábado, 2, a empresa divulgou o primeiro comunicado oficial na tentativa de esclarecer os seus investimentos. O tema carecia de explicação desde o dia 18 de janeiro, quando o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlega, enviou e-mail aos funcionários (que por óbvio seria vazado à imprensa) para informar que a subsidiária dirigida por ele passava por momento delicado, com acúmulo prejuízos por três anos seguidos na região, o que exigia “sacrifícios de todos” para estancar as perdas (calculadas por fontes em cerca de R$ 1 bilhão só em 2017).

Zarlenga destacou que para garantir o futuro da companhia no Brasil os resultados financeiros negativos não poderiam mais se repetir. A interpretação foi de uma ameaça velada de deixar o País, tendo em vista a inclusão pelo signatário no e-mail de declarações da CEO global da GM, Mary Barra, afirmando ao jornal Detroit News que a companhia não iria mais investir em operações deficitárias.

O e-mail de Zarlenga foi o ponto de partida para negociações de cortes de custos com concessionários, fornecedores e trabalhadores, além de revelar conversas com o governo do Estado de São Paulo para liberação de créditos de ICMS, calculados em torno de R$ 400 milhões, devidos à companhia por operações de exportações.

Em diversas reuniões ao longo das duas últimas semanas com representantes de governos municipais e estaduais, além das partes afetadas pelos cortes propostos, o presidente da GM Mercosul negou a intenção de deixar o País e disse o risco era o próximo programa de investimento. A empresa não se pronunciava à imprensa e informações desencontradas dos interlocutores desses encontros lançaram muitas dúvidas sobre o que estava de fato sendo negociado, se eram aportes requentados ou novos.

NOVO PROGRAMA DE INVESTIMENTO

É este ponto que a montadora tenta esclarecer: “A GM está concluindo o plano de investimento de R$ 13 bilhões no período de 2014 a 2019 (...) e está negociando condições de viabilidade para o novo e adicional investimento de R$ 10 bilhões no período de 2020 a 2024”, diz o comunicado divulgado no sábado.

“Como líderes de mercado, estamos assumindo a responsabilidade de encarar os desafios de competitividade que vive a indústria para viabilizar um futuro sustentável aos nossos negócios e o devido retorno aos acionistas. Continuamos trabalhando com os sindicatos, concessionários, fornecedores e governo com o objetivo de viabilizar este novo e adicional investimento de R$ 10 bilhões nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos”, declarou Carlos Zarlenga no comunicado.

A declaração do executivo confirma que o novo programa é destinado somente às fábricas paulistas da GM, onde a empresa afirma ter custos elevados e baixa produtividade. Em São Caetano do Sul a montadora alega já ter concluído investimento de R$ 1,2 bilhão para ampliar a capacidade de 250 mil para 330 mil veículos/ano. A planta de São José dos Campos ficou fora do último ciclo e não recebe novos aportes desde o início desta década.

Fornecedores afirmaram a Automotive Business que já haviam assinado contratos para produção de componentes para dois novos SUVs a serem produzidos na antiga e já modernizada planta do ABC paulista, em projeto denominado “twins”, com dois veículos derivados da plataforma GEM (sigla em inglês para “mercados globais emergentes), desenvolvida pela companhia na China. O primeiro deles (possivelmente o novo Tracker) entraria na linha de produção em dezembro próximo. Esses contratos, contudo, foram suspensos em janeiro, na tentativa de negociar preços menores ou congelados.

Também estava em negociação o desenvolvimento e fornecimento de autopeças para a nova geração da picape S10 fabricada em São José, o que também foi congelado, ainda segundo fornecedores.

Mais maduros e com menor possibilidade de reversão, estariam mantidos os investimentos nas fábricas da Região Sul: R$ 1,4 bilhão para produzir em Gravataí (RS) a partir de julho próximo a nova geração de Onix e Prisma (seus veículos mais vendidos, agora também derivados da plataforma GEM), com novos motores tricilíndricos 1.0 e 1.2, aspirados e turboalimentados, que também nos próximos meses começam a ser fabricados em Joinville (SC), onde a GM afirma ter investido R$ 1,9 bilhão para quadruplicar a capacidade de produção de 120 mil para 450 mil unidades/ano.

No comunicado enviado no sábado, a empresa confirma que o plano de investimento atual de R$ 13 bilhões de 2014 a 2019, que está sendo concluído, contempla as expansões nas fábricas de São Caetano do Sul e Gravataí, ampliação da planta de motores de Joinville, introdução de tecnologias de manufatura 4.0 nessas três unidades, além da “renovação completa da linha de produtos Chevrolet”, incluindo o desenvolvimento “de novas tecnologias de eficiência energética dentro do programa Inovar-Auto (...) e de conectividade coma nova geração do sistema multimídia MyLink e o sistema de telemática OnStar”.

A GM também destacou que graças aos investimentos realizados “alcançou os melhores resultados” de eficiência energética do Inovar-Auto, “com média de economia de combustível de 22% na linha, muito superior à média do mercado, que foi de 15,9%”, diz a nota. Com esse porcentual de redução, a montadora pôde requerer o desconto de dois pontos porcentuais do IPI dos carros que vende no Brasil.

01 de Fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

GM consegue unir sindicatos e trabalhadores contra cortes

Empresa desiste de renegociar acordo em Gravataí e faz recuos em para São José; São Caetano recusa todas as propostas

PEDRO KUTNEY, AB

Após dezenas de reuniões, até o fim da semana a único resultado concreto que a GM conseguiu com suas imposições de cortes de custos trabalhistas foi a construção de uma rara união de trabalhadores de todos os sindicatos de metalúrgicos e centrais sindicais, de diferentes matizes ideológicos, agora unânimes contra todas as propostas da companhia de congelar bônus e reajustes salariais, reduzir pisos e eliminar benefícios em suas fábricas paulistas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, além na gaúcha Gravataí.

Provocadas pela ameaça de deixar o país por meio de e-mail aos funcionários, as reuniões entre representantes da empresa e dos sindicatos das três fábricas aconteceram quase que diariamente ao longo das duas últimas semanas, sem que a GM tivesse conseguido convencer seus empregados a aceitar “sacrifícios de todos”, como proposto no e-mail por Carlos Zarlenga, presidente da operação no Mercosul.

Muito pelo contrário, até o momento os trabalhadores rejeitaram todos os sacrifícios propostos, obrigando a companhia a fazer alguns recuos – e provocando a convocação de uma espécie de união nacional e internacional de metalúrgicos de diferentes entidades sindicais, inclusive de algumas sem envolvimento direto com a GM, para resistir ao fechamento de fábricas e replicação por outras empresas de propostas de cortes trabalhistas parecidos.

“Já ficou claro que esta luta não é só dos metalúrgicos da GM, mas de todos os setores”, afirma Renato Almeida, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

GRAVATAÍ CONSEGUE MANTER ACORDO ATÉ 2020

Até agora quem conseguiu os melhores resultados foram os metalúrgicos da GM em Gravataí, que no início desta semana também foram surpreendidos por 21 propostas de cortes nos mesmos moldes dos apresentados nas outras fábricas do grupo no País, que na prática revogavam os ganhos de acordo firmado com a montadora em 2017 e válido até 2020.

Após várias reuniões sem chegar a entendimento, na manhã da sexta-feira, 1º, os trabalhadores organizaram manifestação que paralisou toda a produção por quase quatro horas. Em assembleia organizada na frente da fábrica pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí (Sinmgra, filiado à Força Sindical), foi decidida a volta ao trabalho depois que a empresa concordou em cumprir o acordo atual até o fim do ano que vem – incluindo o pagamento de participação de lucros e resultados (PLR) que este ano pode chegar à casa de R$ 16 mil por empregado.

Não por acaso, a GM cedeu em sua fábrica mais eficiente na América do Sul, que opera hoje em três turnos para produzir os carros mais vendidos da região (Onix e Prisma), o que torna qualquer paralisação ali potencialmente mais danosa para elevar os já altos prejuízos que a companhia afirma ter acumulado nos últimos três anos no País. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, essa perda chegou a R$ 1 bilhão no ano passado.

Gravataí também abriga o investimento mais maduro da montadora, informado em R$ 1,4 bilhão, para produzir a partir de julho a nova geração de Onix e Prisma, com também novos motores tricilíndricos 1.0 e 1.2, aspirados e turboalimentados, que este ano começam a ser fabricados em Joinville (SC). A planta emprega cerca de 2 mil pessoas diretamente e outras 4 mil nos fornecedores que atuam dentro do mesmo condomínio industrial.

EM SÃO JOSÉ, SEM ACORDO E COM RECUOS

Ao contrário de Gravataí e São Caetano, os cerca de 4,8 mil empregados da fábrica de São José dos Campos não têm nenhum acordo formal em vigor com a GM. Ali a empresa sempre teve relação conflituosa com o sindicato dos metalúrgicos da cidade, filiado à central CSP-Conlutas, por isso a planta foi deixada de fora do último ciclo de investimentos, a linha de veículos leves que fabricava o antigo Corsa foi desativada e hoje a unidade produz a picape S10 e o SUV de grande porte Trailblazer, além de motores e transmissões. Assim os trabalhadores receberam a maior lista de sacrifícios, com 28 itens que incluíam redução de 30% no piso salarial (de R$ 2,3 mil para R$ 1,6 mil) e até o fim do transporte fretado dos funcionários.

De acordo com informações não confirmadas pela GM, a montadora espera “dobrar” os funcionários para definir a produção da nova geração da S10 na unidade, a partir de 2020. O sindicato afirma que a montadora quer retirar direitos adquiridos sem no entanto confirmar nenhum investimento, em uma repetição de 2013, quando houve negociações de um acordo com trabalhadores e município para a fabricação de um novo produto na unidade, que nunca se concretizou.

Segundo comunicado distribuído pelo sindicato, “depois de 10 dias desde o começo das negociações (iniciadas em 21 de janeiro), houve alguns avanços em determinados pontos, a GM recuou, por exemplo, na tentativa de aumentar a jornada de 40 para 44 horas semanais, aplicar o trabalho intermitente e contrato parcial na fábrica de São José dos Campos, mas as negociações estão longe de acabar”, afirma a entidade.

Em assembleia na porta da fábrica na manhã da sexta-feira, 1º, os trabalhadores atrasaram em uma hora e meia o início da produção e rejeitaram todas as propostas remanescentes. De acordo com o sindicato de São José, “a GM insiste em manter congelamento de salário, nova grade salarial, terceirização irrestrita e fim da estabilidade no emprego para lesionados”.

TENSÃO GRADUAL EM SÃO CAETANO

Os trabalhadores da GM em São Caetano do Sul – a mais antiga fábrica da companhia em operação no País, inaugurada em 1930 – também tinham acordo fechado até 2020, que serviu de condição para a montadora anunciar, no fim de 2017, investimento de R$ 1,2 bilhão para ampliar a capacidade de 250 mil para 330 mil veículos/ano, com a produção do primeiro SUV nacional da fabricante (possivelmente o novo Tracker). A planta emprega 9,3 mil pessoas e produz uma linha antiga de modelos (Onix Joy, Cobalt, Cobalt e Montana), mas vinha sendo preparada para fazer o novo modelo a partir de dezembro, segundo o sindicato dos metalúrgicos da cidade.

Assim como aconteceu em Gravataí, os empregados da planta de São Caetano também foram surpreendidos com uma lista de 22 itens que anulava o acordo em vigor, impondo em linhas gerais cortes de custos muito parecidos com os solicitados aos trabalhadores das outras duas plantas. Desde o fim de dezembro até a semana passada, os funcionários estavam em férias coletivas, justamente para que a linha de produção pudesse ser preparada para receber novos produtos. Desde que voltaram ao trabalho na segunda-feira, 28 de janeiro, foram realizadas diversas assembleias até a última delas, na tarde da sexta-feira, 1º de fevereiro, foram rejeitadas as propostas da empresa, que ainda não havia apresentado recuos.

“Queremos o cumprimento de todas as cláusulas do acordo que temos até o ano que vem. É o que estamos defendendo. Já falamos com todos os turnos da fábrica, horistas e mensalistas, fizemos assembleias até o fim do dia na sexta-feira e os empregados foram unânimes em rejeitar as novas propostas da GM. São eles que decidem. Até agora não vimos nenhum recuo da GM, mas vamos voltar a negociar com eles a partir da segunda-feira (4)”, afirmou José Timóteo da Silva, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, também filiado à Força Sindical.

UNIÃO DE METALÚRGICOS CONTRA A GM

As propostas de cortes de custos da GM também serviram para reativar as ações do Movimento Brasil Metalúrgico, uma agremiação intersindical que surgiu em agosto de 2017 com a proposta de lutar contra a reforma trabalhista, por iniciativa dos dirigentes de todas as centrais sindicais do País, incluindo CUT, CTB, Força Sindical, CSP-Conlutas, UGT e Intersindical. Motivados desta vez especificamente pelas ações da GM no Brasil, os representantes do movimento realizaram uma reunião plenária na manhã da sexta-feira, 1º, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Os sindicalistas avaliam os acontecimentos como uma ameaça a toda a cadeia automotiva, que pode inclusive resvalar em outras categorias profissionais.

“Quando fazemos a discussão do setor automotivo sem olhar a cadeia, não estamos olhando o setor automotivo. Quando a GM toma uma decisão como essa, é claro que isso vai afetar Osasco, Catalão, o ABC, Santa Rita, Piracicaba”, disse Mônica Veloso, vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos.

Como demonstração de força da categoria, participaram da reunião em São Paulo os dirigentes das centrais sindicais e também de diversos sindicados de metalúrgicos de todo o País, incluindo todos dos principais polos automotivos, como São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Santo André e Mauá, São José dos Campos e Curitiba. Também foram ouvidos por videoconferência integrantes de sindicatos do Canadá (Unifor) e Estados Unidos (UAW), que falaram sobre os fechamentos de fábricas anunciados pela GM em ambos os países.

“A companhia não tem sido nada além de arrogante conosco, não se importa com nada além dos lucros, não respeita os trabalhadores e os sacrifícios que fizemos por eles”, disse Dino Chiodo, representante de relações internacionais da central sindical canadense Unifor. “Fechamos fábricas, ocupamos o escritório central da empresa por três dias, colocamos outdoors nas estradas, comerciais na televisão, e estamos ganhando a opinião pública”, contou.

Entre as propostas apresentadas na reunião, os sindicalistas estabeleceram que vão promover em conjunto com entidades internacionais uma “ação sindical mundial, com protestos em concessionárias, contra as ameaças da GM de fechamento de plantas de unidades da empresa, demissões e redução dos direitos dos trabalhadores”.

A GM vem reduzindo seu tamanho globalmente, com a política de se livrar de todas as operações deficitárias, como já aconteceu na Europa, onde a empresa em 2017 vendeu a Opel à PSA. Em anúncios recentes, a GM confirmou fechamentos de quatro fábricas nos Estados Unidos e uma no Canadá que afetam cerca de 30 mil empregados. Também está em processo de encerramento de operações uma unidade na Coreia do Sul e existe a indicação de encerrar atividades de outras duas plantas fora da América do Norte.

01 de Fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Audi cria serviço de recarga elétrica

Cartão já é válido em dez mercados europeus e vai cobrir outros seis até o fim do 1º semestre

REDAÇÃO AB

A Audi criou o serviço de recarga elétrica E-Tron, que recebe o mesmo nome de seu primeiro veículo 100% elétrico. O cartão já é válido em dez mercados europeus. Dentro do primeiro semestre será lançado em mais seis nações. O serviço dá acesso a mais de 72 mil pontos de carregamento.

Segundo a montadora, 80% de todas as estações públicas de recarga no continente estão acessíveis ao plano E-tron. Em viagens mais longas os clientes da Audi podem recarregar seus carros em terminais de alta potência e se beneficiar de condições especiais.

A cobertura inclui a oferta de duas tarifas diferentes. A “City” é destinada a usuários urbanos. Está disponível por uma taxa básica de € 4,95 por mês (R$ 20,80). Para cada processo de cobrança os clientes pagam € 7,95 (R$ 33,40) em recargas até 22 quilowatts e € 9,95 (R$ 41,80) naquelas até 50 kW.

Para quem faz trajetos longos regularmente há a tarifa “Transit”, que custa € 17,95 (R$ 75,40) por mês. O serviço de recarga criado pela Audi nasceu como consequência do lançamento do E-Tron, utilitário esportivo elétrico lançado nos Estados Unidos em setembro e que chega ao Brasil no segundo semestre de 2019. Ele esteve no Salão do Automóvel de São Paulo.

01 de Fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

BYD estreia no mercado de caminhões elétricos na Europa

Empresa chinesa lança caminhão leve, van e um tipo de empilhadeira elétrica

REDAÇÃO AB

A BYD anuncia sua estreia no mercado de caminhões elétricos na Europa: pela primeira vez, a montadora chinesa apresenta modelos movidos a bateria e que passaram a ingressar no continente por meio da empresa Tomi Maquinaria, uma das principais revendedoras de empilhadeiras elétricas da BYD nas regiões de Múrcia e Almería, na Espanha. Até agora, entre os produtos de seu portfólio 100% elétricos, a BYD oferecia automóveis e ônibus na Europa, além de empilhadeiras.

Desta vez, foram apresentados o caminhão leve eT6, com PBT de 7,5 toneladas, a van eT3 e o modelo Green Tug, um tipo de veículo especificamente projetado para aeroportos, portos e centros de distribuição.

Em nota, a BYD informa que estas primeiras unidades são parte de uma gama completa de veículos comerciais leves e pesados 100% elétricos que pretende lançar em toda a Europa nos próximos anos.

“Este é um passo altamente significativo para a BYD. Estamos confiantes de que esta quarta linha de produtos - caminhões – também obterá sucesso de vendas, mesmo com o mercado europeu intensamente competitivo”, declarou o diretor administrativo da BYD Europe, Isbrand Ho.

O vice-presidente de vendas, Javier Contijoch, destaca a expansão das atividades a partir da Espanha: “A BYD estabeleceu sua divisão europeia de caminhões elétricos em 2018 e, desde então, testou dois de seus protótipos de caminhões elétricos no continente. A Espanha foi escolhida como o primeiro mercado-piloto. A estreia dos caminhões elétricos da BYD é o início do lançamento na Europa. Outras regiões europeias estão prestes a seguir o exemplo.”

01 de Fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

VW amplia autonomia de Polo e Golf movidos a gás na Europa

Modelos ganham terceiro tanque para armazenamento de gás natural

REDAÇÃO AB

A Volkswagen está lançando neste mês na Europa novas versões dos modelos Polo e Golf TGI movidos a GNV com maior capacidade de armazenamento e autonomia: isso porque a VW reformulou os modelos com a instalação de um terceiro tanque para estoque de GNV, feito de aço especialmente revestido e de alta resistência.

No caso do Golf TGI, que é equipado com novo motor 1.5 de quatro cilindros e 130 cv, o novo tanque de GNV possui capacidade para 23 litros, elevando a capacidade total do veículo para 115 litros (ou 17,3 kg). Segundo a VW, isso lhe confere uma autonomia de 443 quilômetros. Já o Polo, que vem com motor 1.0 de três cilindros e 90 cv de potência, ganhou tanque adicional de 16,5 litros, estendendo o armazenamento para um total de 91,5 litros (ou 13,8 kg), podendo com isso rodar até 368 quilômetros.

Ambos os modelos são equipados ainda com um tanque para gasolina como back-up, mas com tamanho menor do que na versão anterior.

O uso do gás natural veicular traz diferentes vantagens, uma delas é o menor grau de emissões: dirigir com GNV produz cerca de 25% menos emissões de CO2 do que com gasolina, isso porque o gás natural geralmente queima menos do que gasolina ou diesel. Ele contém significativamente menos monóxido de carbono e óxido nitroso (NOx), enquanto a fração de fuligem ou partículas finas é mínima. Uma melhora ainda maior na emissão de CO2 pode ser alcançada com o uso de biometano, extraído de compósitos vegetais.

Outra vantagem no uso do GNV é o preço baixo em muitos países da Europa, podendo chegar a uma economia de 20% a 40% quando comparado com um veículo a gasolina, por exemplo, na Alemanha.

01 de Fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Nissan de Resende chega aos 300 mil carros produzidos

Unidade inaugurada em 2014 com R$ 2,6 bi produz hatch, sedã e utilitário esportivo

REDAÇÃO AB

A Nissan alcançou os 300 mil carros produzidos em Resende (RJ). A unidade foi inaugurada em 2014 com investimento de R$ 2,6 bilhões. Depois disso recebeu outros R$ 100 milhões para a produção de motores 1.0 de três cilindros, mais R$ 750 milhões para a nacionalização do Kicks, responsável pela nova marca alcançada.

O utilitário esportivo é montado na unidade desde maio de 2017 e terminou 2018 como o terceiro SUV compacto mais vendido do Brasil, com 46,8 mil unidades, apenas 2,1 mil a menos que o líder do subsegmento, o Hyundai Creta.

Foi o hatch March que inaugurou a fábrica em 2014. Em seguida veio o sedã Versa. Mas nenhum dos dois tem vendas expressivas com as do Kicks. O March fechou 2018 com 11,9 mil unidades, abaixo do Ford Fiesta (14,5 mil), que é maior e mais caro.

O Versa terminou o ano passado em uma posição um pouco mais cômoda, com 28 mil unidades e o sexto lugar entre os sedãs pequenos, mas ainda assim muito distante do Chevrolet Prisma (71,7 mil) e do Ka sedã (39 mil), primeiro e segundo colocados do segmento.

A Nissan também produz motores no complexo de Resende. A marca de 300 mil unidades foi atingida pouco antes, em dezembro. Essa diferença de um mês se deve ao período em que Resende acelerou a fabricação de motores 1.6 flex para poder enviá-los ao México, que os instava nos Kicks vendidos no Brasil antes da nacionalização.

Além do Brasil, a fábrica do sul fluminense fornece carros para a Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Panamá, Peru, Paraguai e Uruguai. O Complexo Industrial de Resende responde por um ciclo de produção completo. As atividades na unidade vão desde a área de estamparia até as pistas de testes, passando pela chaparia, pintura, injeção de plásticos, montagem e inspeção de qualidade, além da fábrica de motores.

01 de Fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Setor automotivo impulsiona alta de 1,1% da produção industrial no Brasil em 2018

IBGE aponta que veículos, reboques e carrocerias exerceram a maior influência positiva, com alta de 12,6%

REDAÇÃO AB

A indústria automotiva exerceu a maior influência positiva no crescimento de 1,1% da produção industrial no Brasil registrada em 2018 na comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados na sexta-feira, 1º, pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística). Entre as atividades consideradas no índice, a produção de veículos, que neste caso o IBGE também computa reboques e carrocerias, cresceu 12,6% no comparativo anual.

Outras influências positivas vieram de setores como metalurgia, com alta de 4% no ano, celulose e papel (+4,9%), máquinas e equipamentos (+3,4%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (+6,1%), coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (+1%) e produtos eletrônicos e ópticos (+2,6%).

De acordo com os números do IBGE, entre as grandes categorias econômicas, houve avanço na produção de bens de consumo na ordem de 7,6% no ano passado contra o resultado de 2017, também impulsionado pela alta de 10,8% da produção de automóveis. Em bens de capital, a indústria registrou aumento de 7,4%, puxada por equipamentos de transporte (+13,8) e de construção (+25,2%).

Embora a maior parte das grandes categorias econômicas tenham apresentado balanço positivo no ano, vale lembrar que 2018 foi marcado pela greve dos caminhoneiros, fraco mercado de trabalho, crise na Argentina e instabilidade do período eleitoral, fatores que afetaram a indústria ao longo do ano.

Com isso, treze atividades apresentaram queda no ano, contendo em parte o crescimento visto em outras atividades. Os destaques negativos foram produtos alimentícios (-5,1%) com a contribuição negativa mais intensa, além de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%) e de couro, artigos para viagem e calçados (-2,3%).

A pesquisa Focus mais recente do Banco Central aponta que os economistas esperam para 2019 uma expansão da indústria de 3,04% e de 3% em 2020.

04 de Fevereiro de 2019

Publicação: OESP, p. B-6

Venda de carros cresce 10% em janeiro.

Foram 199,8 mil veículos novos comercializados no período; é o melhor desempenho para a indústria automobilística no mês desde 2015.

A indústria automobilística brasileira iniciou o ano com vendas de 199,8 mil veículos novos, o melhor desempenho para janeiro desde 2015, quando foram vendidas 253,8 mil unidades. Em relação a igual mês de 2018, o resultado foi 10% melhor. Na comparação com dezembro, foi 14,8% inferior – tradicionalmente o último mês do ano é sempre um dos melhores em vendas.

Segundo dados preliminares do mercado, o segmento de automóveis e comerciais leves teve vendas de 191,3 mil unidades, 8,7% a mais que há um ano, mas 15% inferior a dezembro. As vendas de caminhões e ônibus somaram 8,5 mil unidades, queda de 6% ante o mês anterior.

“Ainda é um mercado morno; é preciso uma melhora no nível de emprego e da massa salarial para que os consumidores fiquem mais confiantes e os bancos voltem a emprestar mais”, avalia David Wong, diretor da consultoria A.T.Kearney.

Wong acredita, contudo, que o mercado total deve crescer este ano entre 13% e 15%. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta alta de 11,4%, para 2,86 milhões de veículos.

A General Motors manteve em janeiro a liderança no mercado – posto que ocupa há três anos –, com 18,9% de participação nas vendas de automóveis e comerciais leves. O Onix continua sendo o carro mais vendido no País, com 18,8 mil unidades.

Prejuízos. Apesar do posto de líder no Brasil, a GM tem afirmado nas últimas duas semanas que opera com significativos prejuízos no País. Forçada pela matriz americana a voltar ao lucro ainda este ano, sob risco de suspensão de investimentos, a direção da montadora negocia com governos, fornecedores, revendedores e trabalhadores um plano para reduzir suas perdas.

As negociações incluem benefícios fiscais, corte da margem de lucro dos fornecedores e dos revendedores e redução de salários dos trabalhadores, entre outros itens. Se houver “sacrifícios” de todas as partes, conforme pede o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, o grupo poderá investir cerca de R$ 10 bilhões no País nos próximos cinco anos, segundo fontes do mercado. No plano quinquenal recém-concluído foram investidos R$ 13 bilhões.

A segunda colocada em vendas em janeiro foi a Volkswagen (14,6% de participação), seguida por Fiat (13,7%), Toyota (8,6%) e Renault e Ford (8,5% cada). Depois do Onix, os modelos mais vendidos foram Ford Ka (8 mil), Hyundai HB20 (7,2 mil), Chevrolet Prisma (6,9 mil) e VW Polo (5,4 mil).

04 de Fevereiro de 2019

Publicação: Valor Econômico, p. B-7

Locadoras se capitalizam e expandem negócios.

Quando as novas ações emitidas pela Localiza começarem a circular hoje, a companhia terá concluído a maior captação de recursos de seus quase 15 anos como empresa de capital aberto: R$ 1,82 bilhão. O montante levantado pela maior empresa de aluguel de veículos do país é um sinal do bom momento da bolsa brasileira e também uma amostra do que está por vir em termos de competição no setor.

Assim como a Localiza, suas principais concorrentes reforçaram seus "baús de guerra" nos últimos meses, com objetivo de acelerar a expansão das frotas e da presença pelo país. Em dezembro, a Unidas Locamérica captou R$ 1,37 bilhão também com a emissão de ações. A Movida acessou o mercado emitindo uma debênture de R$ 600 milhões.

Fora da bolsa, o grupo baiano LM, que tem uma frota de 23 mil carros e mil caminhões, lançou em dezembro uma debênture de R$ 300 milhões. O Valorapurou que o objetivo inicial da companhia era levantar R$ 200 milhões, mas a oferta foi ampliada em mais R$ 100 milhões por conta do grande interesse do mercado.

"O setor se provou durante a crise, mantendo um ritmo de crescimento constante, e agora, com a retomada da economia a expectativa é que essa expansão se mantenha", diz Edmar Lopes, diretor financeiro e de relação com investidores da Movida. De acordo com o executivo, mesmo com a retração do PIB o setor avançou com um crescimento anual na faixa de 10% e 15% no número de locações.

"O preço médio da locação caiu de R$ 150 para R$ 80 em três anos, mas a taxa de utilização da frota passou de 60% para 75%", diz.

Segundo ele, apesar de ter havido queda demanda em setores que tradicionalmente eram os grandes clientes das locadoras (como governo e empresas de construção e óleo e gás) a mudança de hábitos dos consumidores - que estão mais acostumados ao conceito de compartilhamento e menos interessados em ter um carro - e a competição criaram novas oportunidades. Um mercado que surgiu foi, por exemplo, o de motoristas de aplicativos como Uber e 99.

Também tem crescido entre as companhias o modelo de locação de longo prazo, ou de "assinatura" de um veículo pelos consumidores. Assim como ocorre com as empresas, em vez de comprar o veículo e arcar com custos de impostos e seguro, o cliente paga uma mensalidade que já inclui tudo isso.

Na Movida, o conceito de multimodal ganha força. A ideia é oferecer não só carros, mas também outros meio de transporte, como bicicletas elétricas. Por meio de um investimento na E-Moving anunciado em agosto, a companhia começou a oferecer as "magrelas" em São Paulo.

De 2019 em diante, o que se espera é que essa movimentação entre os consumidores se mantenha e que as empresas voltem a contratar. "Estamos posicionados em todos os setores e percebemos que o movimento de retomada é generalizado. Temos grandes projetos sendo trabalhados", diz Luis Fernando Porto, presidente da Unidas Locamérica. Segundo ele, 2019 será de expansão mais acelerada para a companhia porque será o primeiro ano completo desde a fusão da Unidas com a Locamérica, anunciada em dezembro de 2017. "Em 2018 tiramos seis meses de crescimento para organizar a estrutura nova. Começamos a crescer depois de junho", disse.

De acordo com ele, apesar da redução dos preços dos últimos anos, a disputa entre as empresas se mantém em um patamar "racional", sem que nenhuma precise lançar mão de táticas que podem ser consideradas nocivas para o mercado. "Existe uma disciplina financeira e uma busca por rentabilidade muito fortes", diz.

Os grandes grupos do setor têm se fortalecido com um intenso movimento de consolidação nos últimos anos. A Localiza assumiu os negócios da Hertz; a Unidas e a Locamerica uniram suas operações; a Movida e a Avis juntaram seus negócios e a Maestro comprou a Locarcity.

Para Paulo Miguel Junior, presidente do conselho gestor da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), o setor ainda tem muito a crescer no Brasil por conta da baixa penetração no uso desse tipo de serviço. "Os 700 mil carros em locação representam apenas 12% da movimentação das montadoras, um percentual muito baixo na comparação com outros países. Nos EUA só uma empresa tem um total de carros igual à frota do Brasil todo", diz.

01 de Fevereiro de 2019

Publicação: FSP, p. A-22

Volks quer dominar carros elétricos com nova plataforma.

Chamada de MEB, plataforma servirá como base para a produção de 50 modelos diferentes, em 2025.

Sempre que um novo carro elétrico é anunciado, alguém pergunta se ele é capaz de "matar a Tesla", já que a pioneira do Vale do Silício continua a ser a empresa a derrotar, em preço, estilo e poder das baterias.

A Volkswagen vem trabalhando em seu projeto para matar a Tesla desde o final de 2015. Mas o que ela propõe não é um carro elétrico, e sim o chassi ou plataforma subjacente conhecido como MEB, que servirá como base para a produção de 50 modelos diferentes, em 2025, promete a montadora alemã.

Alguns investidores e analistas acreditam que o chassi da Volkswagen, que será usado para a maioria de seus veículos elétricos, pode oferecer uma vantagem vital à companhia na nova era dos carros acionados por baterias.

"Essa plataforma é o coração e a alma de tudo que a Volkswagen está fazendo quanto ao futuro dos carros de passageiros", disse Johannes Buchman, gerente da FEV Consulting, consultoria do ramo de automóveis.

"Não é só um princípio de design ou uma base para seus novos carros. O projeto tem impacto em toda a organização, em sua cadeia de suprimento e na qualidade industrial de seus produtos --afeta praticamente tudo."

De todos os grupos automobilísticos tradicionais, a Volks está fazendo a aposta mais ousada, ao investir € 30 bilhões (R$ 126 bilhões) em carros elétricos só nos próximos cinco anos.

O foco do investimento é o MEB, um "chassi tipo skate" projetado exclusivamente para veículos elétricos, em lugar de ser uma plataforma para motor a combustão adaptada de forma a acomodar baterias.

É um projeto decisivo para fazer da Volkswagen a maior fabricante mundial de carros elétricos e repetir seu sucesso no mercado de motores a combustão, no qual há quatro anos consecutivos a montadora vem liderando as vendas de veículos no mercado mundial.

A Volkswagen fabricou mais de 50 milhões de carros, de 2012 para cá, usando a plataforma MQB para veículos com motor a combustão, distribuídos por suas 12 marcas, entre as quais Audi, ?koda e Seat.

As ambições para sua plataforma elétrica são ainda maiores, no entanto. A Volks espera que o novo chassi se torne o padrão setorial, da mesma forma que o VHS se tornou o padrão para as fitas de vídeo, de acordo com duas pessoas informadas sobre o plano.

A companhia está envolvida em negociações para fornecer o chassi a várias montadoras. Uma delas é a Ford, que confirmou a informação ao anunciar sua aliança mundial com a Volks no Salão de Detroit.

Por enquanto, essa parceria está centrada nos veículos comerciais leves. Mas analistas do banco Barclays dizem que é "evidente" e que haveria "benefícios substanciais" se a parceria fosse estendida para a construção de carros elétricos pela Ford usando o chassi da Volkswagen.

Isso poderia representar uma jogada inédita, já que, até esta década, as montadoras buscavam se distanciar de seus rivais ao desenvolver conjuntos motopropulsores próprios, abarcando o motor, transmissão e eixo de transmissão de um veículo.

Mas, na era emergente dos carros elétricos e conectados à internet, as baterias devem se tornar genéricas —como são nos celulares—, e o motorista provavelmente se interessará mais pela eletrônica e pelos recursos de informação e entretenimento do carro do que por sua potência.

"Se você não tiver de gastar tanto dinheiro na arquitetura [o chassi], pode redirecionar seus esforços para a eletrônica, para a experiência do usuário e para os sistemas autônomos", disse Chris Borroni-Bird, ex-executivo da General Motors e da Waymo.

Borroni-Bird leva o crédito pela invenção do "chassi tipo skate", no começo dos anos 2000. Foi isso que permitiu que a Tesla, a pioneira californiana dos carros elétricos, instalasse em seus carros baterias grandes com peso de até 600 quilos e oferecendo alcance de até 500 quilômetros.

Para a Volkswagen, o risco de arriscar tanto em uma aposta é muito grande. Se o carro elétrico não dominar o mercado, a Volkswagen terá de arcar com bilhões de euros em prejuízo. Se a empresa cometer um erro que precise ser consertado, o número de carros envolvidos no recall poderia ser imenso.

Licenciar o chassi elétrico a outras montadoras representa uma nova maneira de mitigar os riscos. Se a Volkswagen tiver sucesso nisso, o impacto poderia ser imenso.

Uma pessoa informada sobre o plano disse que a Volks dominaria o mercado de manutenção pós-venda, pois suas concessionárias controlariam as vendas de autopeças e serviços, caso o chassi elétrico se torne a referência do setor.

Além disso, o chassi elétrico estará acoplado a uma unidade de controle eletrônico que conecta o carro à Automotive Cloud, plataforma de computação em nuvem criada pela Volkswagen em parceria com a Microsoft, que permite que carros "conversem" uns com os outros.

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