15 de fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Vendas do grupo na Europa somaram 334,4 mil veículos, apenas 0,5% a mais que em janeiro de 2018

Balanço | 15/02/2019 | 20h36

Grupo Volkswagen começa 2019 com pequena queda de 1,8%

Resultado decorre da retração no mercado chinês e também nas Américas

REDAÇÃO AB

As vendas do Grupo Volkswagen em janeiro somaram 882,2 mil veículos, resultando em pequena queda de 1,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A retração foi especialmente puxada pela China, que sozinha compra mais veículos do grupo do que todos os países europeus juntos. Foram 387,3 mil unidades em janeiro e queda de quase 3% ante o mesmo mês do ano passado.

As vendas na Europa anotaram 334,4 mil unidades, crescendo apenas 0,5% ante janeiro do ano passado. No caso dos países que formam o bloco ocidental houve empate com janeiro de 2018 pela venda de 278,3 mil veículos.

A América do Norte comprou 64,4 mil veículos do grupo e anotou queda de 5,2%, motivada especialmente por México e Estados Unidos. A América do Sul adquiriu 45,5 mil veículos do Grupo VW e recuou 4,9% por causa da crise argentina (onde os 9,7 mil veículos entregues resultaram em queda de 34,3%). O fraco desempenho da região foi amenizado pelo Brasil, que absorveu 31,3 mil unidades e cresceu 11,5%.

As vendas por marca revelam que a retração do grupo foi puxada pelos automóveis Volkswagen, com 515,5 mil unidades entregues, 3,4% a menos que em janeiro de 2018. A Audi repassou 144,7 mil carros e caiu outros 3%. Ambos os casos refletem a dificuldade no mercado chinês. A Porsche recuou 16,1%, mas como seus volumes são menores, qualquer variação produz um efeito maior em pontos porcentuais.

A Skoda teve pequena queda nas vendas, mas se manteve acima de 100 mil unidades no mês. E a Seat cresceu 14,2% com a entrega de 44,5 mil veículos.

15 de fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Paccar apura alta de 47% do lucro líquido em 2018

Com ganhos de € 2,2 bilhões, companhia chega ao seu 80º ano seguido de lucro

REDAÇÃO AB

A Paccar encerrou 2018 com lucro líquido de US$ 2,2 bilhões, um crescimento de 47% na comparação com o resultado do ano anterior. A companhia – dona das marcas de caminhões DAF, Kenworth e da Peterbilt – também apurou faturamento recorde no ano passado ao atingir os US$ 23,5 bilhões, avanço de 21% sobre os ganhos de 2017.

“Informamos receitas anuais e lucratividade recordes em 2018 e atingimos impressionantes 80 anos consecutivos de lucro líquido”, comenta em nota o CEO da Paccar, Ron Armstrong. “Os resultados financeiros refletem os produtos e serviços de qualidade, com recorde de participação no mercado de caminhões pesados na Europa, nos fortes mercados globais de caminhões e em peças de reposição”, acrescenta.

Na Europa, a companhia registrou a venda de 319 mil caminhões DAF no período: “A atividade de transporte na Europa e a demanda por caminhões têm sido fortes devido a cinco anos consecutivos de crescimento econômico estável”, observou o presidente da DAF, Harry Wolters.

No entanto, para 2019, a companhia espera entregar entre 290 mil e 320 mil, o que pode significar desde uma leve aumento abaixo de 1% ou mesmo queda de até 9%.

Os negócios também foram favoráveis na América do Norte com as marcas Kenworth e Peterbilt, impulsionados pelo PIB, alta da produção industrial e do consumo das famílias. As vendas de caminhões nos Estados Unidos e Canadá somaram 285 mil, 30% acima dos 218 mil entregues no ano anterior. Para este ano, as projeções apontam para estabilidade ou alta de até 10%, para 315 mil veículos.

“A Paccar obteve excelente produção e participação no mercado de caminhões em 2018 na Austrália, México, Taiwan e Brasil, entregando 17,3 mil caminhões nesses mercados e regiões vizinhas”, disse o vice-presidente executivo da Paccar, Gary Moore. O executivo lembrou que a DAF Brasil foi homenageada em 2018 pela Fenabrave, a associação das concessionárias, como a marca de caminhão do ano eleita pelo terceiro ano consecutivo.

Por sua vez, a Paccar Parts, divisão de autopeças e aftermarket, anotou recorde na receita antes de impostos, chegando a US$ 768,6 milhões, aumento de 26% no comparativo anual. Também foi recorde o volume de negócios registrado pela divisão de serviços financeiros resultando em US$ 5,23 bilhões em 2018. A receita atingiu US$ 1,36 bilhão, 7% a mais do que em 2017, enquanto o lucro (antes de impostos) foi 17% superior, atingindo US$ 305,9 milhões.

“O excelente desempenho do portfólio da PFS e o aumento dos ativos lucrativos contribuíram para resultados muito bons em 2018", disse o vice-presidente sênior da Paccar, Bob Bengston. “A demanda do setor por caminhões usados nos EUA é forte. Os valores de revenda dos caminhões Kenworth e Peterbilt continuam a ter um ágio de 10% a 20% em relação aos caminhões da concorrência”.

15 de fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Thyssenkrupp investirá R$ 50 milhões para produzir direção elétrica no Brasil

Nova linha na fábrica de São José dos Pinhais tem capacidade inicial para 400 mil unidades por ano

REDAÇÃO AB

A Thyssenkrupp passa a fornecer sistemas de direção elétrica EPS (electronic power-assisted steering) também no Brasil com o início da produção em sua nova linha de montagem dedicada ao produto na fábrica de São José dos Pinhais (PR). Para o projeto, a empresa investiu inicialmente R$ 4 milhões, aporte que pode chegar a R$ 50 milhões até o fim do ano, quando a linha estiver em plena operação.

“Estamos começando a operação com uma capacidade produtiva anual de 400 mil sistemas, volume que pode chegar a 1 milhão no decorrer dos próximos anos, de acordo com a demanda do mercado”, analisa o CEO da unidade de direção da Thyssenkrupp para o Brasil, Daniel da Rosa.

A nova linha de produção foi pensada para suportar novas tecnologias de automação e manufatura baseadas nos conceitos da indústria 4.0: “A interconexão entre as etapas do processo, o monitoramento em tempo real e a automação envolvida proporcionam um alto nível de controle. Dessa forma, nos tornamos mais flexíveis e conseguimos nos adaptar mais rapidamente às mudanças nas demandas de mercado e dos clientes, ao mesmo tempo em que garantimos o máximo de qualidade.”

Os sistemas de direção elétrica já fazem parte do portfólio da empresa em outros mercados e agora estão ingressando na oferta de produtos que a empresa possui para a indústria automotiva nacional, já abastecida pela Thyssenkrupp com componentes para motor e suspensão, além de serviços de montagem de módulos de eixo. Segundo Daniel, o EPS é um produto que oferece grandes oportunidades de crescimento no Brasil, uma vez que as fabricantes de veículos estão inserindo cada vez mais a tecnologia em seus modelos de médio e grande porte. “A Thyssenkrupp é uma das líderes mundiais em componentes e sistemas de direção: mais de 20 milhões de veículos por ano saem das linhas de montagem em todo o mundo com o nosso produto”, acrescenta Rosa.

Calcula-se que o EPS possui mais de 400 peças e quase 300 mil linhas de código de software. O sistema é um pré-requisito para todos os sistemas de assistência eletrônica ao motorista, como estacionamento automatizado, assistência na mudança de faixas, aviso de distância e direção autônoma. Sua precisa na interação entre hardware e software proporciona variações de sensibilidade na direção que contribuem para melhorar a dirigibilidade do veículo e também o torna mais seguro e eficiente em termos de consumo de combustível.

“Em comparação com a direção hidráulica convencional, no sistema de direção elétrica os movimentos do motorista são suportados por um motor elétrico, que por sua vez é comandado por uma ECU. Isso aumenta a eficiência energética, pois esse motor só é ativado quando a unidade de controle avalia que o motorista realmente precisa do motor para ajudar na direção. A economia de combustível pode chegar a meio litro de combustível para cada 100 quilômetros percorridos”, explica.

A solução EPS da Thyssenkrupp foi desenhada no centro de desenvolvimento de software dedicado e que a empresa mantém em Budapeste, na Hungria, onde também já estão sendo projetadas tecnologias de direção para veículos autônomos, como o sistema steer-by-wire, que dispensa qualquer ligação mecânica direta entre o volante e as rodas do automóvel. O local conta com 600 engenheiros, inclusive vinte brasileiros.

15 de fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

VW quer neutralizar CO2 na produção dos elétricos I.D.

Outra missão da nova linha de carros é compensar o efeito negativo gerado pelo dieselgate para a marca

REDAÇÃO AB

Pela primeira vez em sua história, o Grupo Volkswagen desenha a estratégia de produção de um carro com a meta de tornar a operação neutra em emissões de carbono. Este é o plano para a fabricação do primeiro modelo da família de elétricos I.D., que deve chegar ao mercado europeu ainda em 2019. Pelas contas da empresa, o projeto vai economizar a emissão anual de 1 milhão de toneladas de CO2.

A estratégia inclui usar energia limpa para abastecer a fábrica do modelo na cidade alemã de Zwickau. Além disso, o Grupo Volkswagen criou uma nova empresa, a Elli Group, para fornecer eletricidade de fontes renováveis para os novos carros. O empreendimento contará com uma rede de postos de recarga para estes modelos – serão mais de 400 só na Europa.

Segundo a companhia, quando não for possível gerar energia a partir de uma fonte limpa, o plano é investir em projetos de compensação climática. Além de contrabalançar as emissões de carbono da operação, a iniciativa também pretende neutralizar a mancha na história do Grupo Volkswagen causada pelo dieselgate. O projeto, no entanto, passa longe de reverter a externalidade negativa gerada pela fraude em mais de 11 milhões de carros vendidos globalmente com motores programados para emitir mais do que o permitido.

O plano de reconstrução da marca Volkswagen após o escândalo prevê o lançamento de 20 carros elétricos até 2025, com investimento de € 9 bilhões.

15 de fevereiro de 2019

Publicação: Automotivebusiness

JAC Motors terá mais um ano difícil no País

Vendas da marca cresceram apenas 1,7% em 2018 e iniciaram 2019 com queda acima de 50%

MÁRIO CURCIO, AB | De Araçoiaba da Serra (SP)

A JAC Motors do Brasil e a SHC, empresas presididas pelo empresário Sérgio Habib, enfrentará mais um ano difícil. A JAC vendeu 3,9 mil veículos em 2018 e cresceu apenas 1,7% sobre 2017, enquanto o segmento de automóveis e comerciais leves importados anotou alta de 27,3% no mesmo período. E em janeiro de 2019, enquanto os importados recuaram 10,8% na comparação interanual, os licenciamentos da JAC encolheram 56,5% ao somar apenas 123 veículos.

Questionado sobre a possibilidade do mau resultado neste começo deste ano ter relação com a repercussão do pedido de recuperação judicial feito pelo Grupo SHC em novembro do ano passado, Sérgio Habib respondeu de pronto que não:

“Fomos prejudicados pela alta do dólar, que afeta nossa capacidade de negociação com os chineses”, lamenta o presidente da JAC e da SHC.

O empresário concedeu entrevista coletiva durante o lançamento do T80, novo SUV de sete lugares. Ele informa que seus acordos com a JAC permitem trazer pequenos volumes com o dólar abaixo da cotação real, mas se os pedidos aumentam passa a valer a cotação verdadeira.

Em 2019 Habib espera vender 5 mil unidades, desde que o dólar oscile entre R$ 3,40 e R$ 3,50, algo que ainda não ocorreu este ano. A cotação média até o momento supera os R$ 3,70 e a mais baixa registrada foi de R$ 3,67.

A JAC continua vendendo carros mais completos que os concorrentes nacionais, mas a desvalorização cambial impede que além de mais completos eles tenham preços mais atraentes como no passado. Como exemplo, um JAC T50 1.6 a gasolina e com câmbio automático de série parte de R$ 85.990. Seu tamanho e estilo são semelhantes aos do Ford EcoSport, que com câmbio automático começa em R$ 84.990 e tem motor flex.

Entre maio e junho Habib sentará com seus credores para negociar as dívidas da SHC, superiores a R$ 500 milhões. Ele acredita na possibilidade de contornar a situação, afirmando que “70% das empresas conseguem”, mas novamente os números reais jogam contra Habib, já que uma pesquisa divulgada pela Serasa Experian há pouco mais de dois anos indicou que a taxa de sucesso da recuperação judicial é apenas de 23%.

18 de fevereiro de 2019

Publicação: Valor Economico

Toyota quer SUV no Brasil, mas precisa ampliar capacidade

Por Bloomberg

SÃO PAULO - A unidade brasileira da Toyota Motor Corp. viveu em 2018 seu melhor ano em termos de volume de produção e vendas. Ao mesmo tempo em que comemora o feito, a montadora se vê diante do desafio de viabilizar a produção local de um SUV compacto em meio à falta de capacidade em suas fábricas no país.

SUV é o que falta na gama de produtos da Toyota no mercado brasileiro, disse Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil. “Estamos falando com a casa matriz para trazermos esse projeto tão logo possível, porque o mercado está mudando para SUV e estamos perdendo terreno”, disse Chang, em entrevista à Bloomberg em 12 de fevereiro.

O executivo destaca que, apesar da grande vontade de produzir um SUV compacto localmente, é preciso haver um minucioso estudo de viabilidade para aumento da capacidade de produção local sem comprometer o crescimento sustentável da companhia. “Para decidir esse investimento há muitos fatores, não só se o mercado tem certo volume, mas também tem a ver com a competitividade”, disse Chang.

“Nós sabemos que precisamos de um pequeno SUV no Brasil. Estamos trabalhando duro para trazê-lo”, disse Steve St. Angelo, CEO da Toyota para a América Latina e Caribe e chairman da Toyota do Brasil, Argentina e Venezuela, durante conversa com jornalistas em São Paulo em 12 de fevereiro. “Meu sonho é que cada um dos nossos carros, Etios, Yaris e Corolla, tenha um irmão SUV.”

Atualmente a marca oferece dois modelos de SUV, o SW4 feito na Argentina e que custa a partir de R$ 155.000, e o RAV4 vindo do Japão e comercializado por R$ 150.000. Os dois têm porte maior do que os SUVs compactos feitos localmente e custam quase o dobro. Em 2018 o SW4 vendeu 13.481 unidades, ocupando a 11ª posição no ranking do segmento, enquanto o RAV4 teve 4.221 unidades vendidas, marcando a 21ª colocação, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O líder nessa lista em 2018 foi o Jeep Compass, fabricado pela FCA em Pernambuco, com 60.284 unidades.

A limitação da capacidade de produção nas fábricas da empresa no país levou a Toyota a prever um crescimento de 9,5% nas vendas para 2019 em relação ao ano anterior, abaixo dos 11,4% de expansão esperados pela Fenabrave. “Estamos ficando um pouco abaixo do esperado para o mercado, sim, nossa capacidade não está atingindo a velocidade de crescimento do mercado”, disse Chang. “Mas temos de lembrar que no momento de crise nós não demitimos funcionários, não tivemos de tomar medidas drásticas.”

Em termos financeiros, Chang disse, sem revelar detalhes, que a operação brasileira “já foi melhor e pode melhorar”, acrescentando que a avaliação da matriz foi positiva, mas ele cita a filosofia japonesa “kaizen” para pontuar que “nunca ficamos 100% satisfeitos, sempre existe a oportunidade de melhorar, ainda mais a nossa competitividade, não só aqui no mercado doméstico, mas sobretudo para abrir ainda mais as portas para as exportações”, disse Chang.

Mobilidade e híbrido flex

Os mais recentes investimentos realizados pela Toyota no Brasil somaram R$ 2,6 bilhões entre 2016 e 2018. Desse total, R$ 1,6 bilhão foi direcionado ao projeto Yaris, para instalar uma nova linha de montagem na fábrica de Sorocaba e na expansão da fábrica de motores de Porto Feliz. O bilhão restante foi aplicado na modernização da fábrica de Indaiatuba. Atualmente, a capacidade instalada conjunta das plantas é de 240.000 veículos e 160.000 motores por ano.

No planejamento para 2019, Chang revela que até abril vai definir o modelo de negócio no qual a Toyota pretende iniciar sua atuação em mobilidade no Brasil e ressalta o início da produção local do primeiro veículo híbrido flex do mundo, no último trimestre.

“Acreditamos muito que a tecnologia híbrida e a combinação, sobretudo com flex, com o etanol, é a melhor solução agora, porque não negamos que a eletrificação é importante e vai chegar. Mas para eletrificação você precisa infraestrutura e, para infraestrutura, você precisa de investimento. Neste momento acho que o país tem outras prioridades e, nesse contexto, o híbrido flex é a melhor alternativa, não precisa de tomada, o motor gera energia, sobretudo a combinação com o etanol também desenvolve a indústria de cana-de-açúcar e do etanol”, afirmou Chang. “Estamos abrindo o caminho com o híbrido flex. Nossa avaliação é de que, agora, estamos no caminho certo para continuar crescendo estruturalmente forte, de forma sustentável.”

15 de fevereiro de 2019

Publicação: Valor Economico

Executivos da Nissan pediram ao Japão para evitar fusão com a Renault

Por Dow Jones Newswires

PARIS E TÓQUIO - Meses antes da prisão de Carlos Ghosn, em Tóquio, o governo do Japão interveio nas conversas sobre a possibilidade das montadoras Nissan e Renault se fundirem, segundo uma pessoa familiarizada com as deliberações.

Os executivos da Nissan pediram inicialmente ajuda ao Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão para tentar se proteger da proposta de fusão das montadoras defendida por Ghosn, segundo a fonte.

O pedido, porém, teve um efeito inesperado, porque os oficiais do governo apresentaram uma proposta de acordo que permitiria ao Estado japonês supervisionar as conversas relativas à aliança com a Renault, posição considerada invasiva pelos representantes da Nissan, de acordo com a fonte.

A informação sobre uma possível intervenção do governo do Japão demonstra as tensões internacionais que surgiram semanas antes de os executivos da Nissan começarem a investigar Ghosn, em junho, que defendia uma maior aproximação.

O envolvimento direto de Tóquio nas discussões sobre o futuro da aliança entre Renault e Nissan, como detalhado pela fonte, não era conhecido. Ela contrasta com as declarações de representantes do governo japonês de que o futuro da parceria era assunto das duas montadoras.

A participação das autoridades do Japão também demonstra as diferentes opiniões nas duas empresas sobre a parceria de duas décadas. Estas diferenças ganharam corpo nos meses que antecederam a prisão de Ghosn e sua saída da presidência das duas montadoras.

As discussões sobre uma possível fusão estremeceu o relacionamento entre Nissan e Renault, então aliados próximos, com Ghosn atuando como interlocutor não apenas entre as montadoras, mas entre os governos da França e do Japão.

O inusitado pedido dos executivos da Nissan por ajuda governamental também demonstra o quanto eles se sentiam pressionados pelo lado francês a unirem as montadoras.

Um oficial do Ministério da Economia do Japão responsável por políticas ao setor automotivo, que não quis se identificar, disse que não poderia comentar a respeito de negociações diplomáticas, mas afirmou que o governo sempre acreditou que as questões relativas à aliança deveriam ser resolvidas entre as empresas.

Procurada pela reportagem, a Nissan não quis comentar as informações.

18 de Fevereiro de 2019 (13:11)

Publicação: Agência IN - Tempo Real

MONTADORAS: Daimler Trucks bate recorde de vendas em 2018

SAO PAULO, 18 de fevereiro de 2019 - A Daimler Trucks alcançou, em 2018, recorde de vendas em veículos comerciais. A divisão de caminhões do Grupo Daimler comercializou 517.300 veículos em todo o mundo, com aproximadamente 10% de aumento em relação a 2017 (470.700 unidades). Foram registradas taxas de crescimento de vendas de dois dígitos nos maiores mercados, como Brasil, região do NAFTA e Índia.

Com 38,3 bilhões de Euros, a receita também foi significativamente maior do que no ano anterior (2017: 35,8 bilhões de Euros). O EBIT da Daimler Trucks atingiu outro nível recorde, de 2.753 milhões de Euros em 2018, superando em 16% o resultado do ano anterior, de 2.383 milhões de Euros. Seu retorno sobre vendas foi de 7,2% (2017: 6,7%), com lucro de 1,4 bilhão de Euros.

A número um da indústria de veículos comerciais está timidamente otimista para 2019. A Empresa prevê um aumento nas vendas, caso as condições gerais do mercado continuem favoráveis no mundo todo. Dessa forma, o Grupo busca alcançar um retorno sobre as vendas de 7% a 9% neste ano.

'2018 foi o ano de maior sucesso na história da Daimler Trucks. Aproveitamos os ventos favoráveis dos principais mercados e atingimos novos recordes de vendas, receita e lucro. Nossos resultados do ano passado provam que temos os produtos e serviços certos para os mais diversos mercados e regiões. Nossos clientes movimentam o mundo - e nossa tarefa compartilhada na Daimler Trucks e na Daimler Buses para 2019 será oferecer a eles o melhor suporte possível", afirma Martin Daum, membro do Conselho de Administração da Daimler AG, responsável pela Daimler Trucks & Daimler Buses.

A Daimler Trucks está preparada para atender os mercados e as regiões mais importantes do mundo em 2019. Na América do Norte, por exemplo, a empresa está prestes a lançar o novo Freightliner Cascadia, o primeiro caminhão de condução parcialmente autônoma produzido em série nos Estados Unidos.

No Brasil, a Mercedes-Benz foi novamente líder de mercado. Na Europa, a Mercedes-Benz Trucks irá fortalecer a sua posição de liderança com o lançamento do New Actros em junho de 2019.

Com a marca BharatBenz, a Daimler India Commercial Vehicles (DICV) é a única fabricante de atuação global a ter sucesso no mercado indiano. Desde o início da produção, em 2012, a DICV já entregou mais de 100.000 caminhões fabricados em Chennai. Um em cada cinco veículos foi para um dos 50 mercados de exportação. Com cerca de 22.500 unidades vendidas no ano passado, a Índia representou um dos cinco mercados mais importantes para a Daimler Trucks.

Já a Daimler Trucks Asia irá inaugurar o novo Centro de Design da FUSO em Tóquio no mês de março. Como suas marcas irmãs Mercedes-Benz e Freightliner, o FUSO Super Great poderá ser conduzido em modo parcialmente autônomo (Nível 2) a partir de novembro. Na China, o maior mercado de caminhões do mundo, a Daimler Trucks e sua parceira de joint venture Foton venderam mais de 100.000 caminhões Auman no ano passado.

A Daimler Trucks é líder no campo da eletrificação de veículos comerciais há anos. Em parceria com seus clientes, está testando possíveis aplicações nas quais a mobilidade elétrica é economicamente viável e possível sem uma infraestrutura pública. Como exemplo, a Mercedes-Benz Trucks iniciará um teste prático nesta primavera com um eActros na estrada B462 na Alemanha, próxima a Rastatt (Baden-Württemberg), em parceria com a empresa de transporte Logistik Schmitt.

O modelo Mercedes-Benz de 25 toneladas rodará diariamente cerca de 168 km em operação com três turnos, silenciosamente e sem emissões. Depois disso, testes comparativos serão realizados com o eActros, como sendo um caminhão com semirreboque de maior tonelagem e alcance no projeto com rede aérea eWayBW, que deve começar na primavera de 2020, após a instalação da infraestrutura.

Para Stefan Buchner, chefe mundial da Mercedes-Benz Trucks, 'tudo indica que estamos no rumo certo com o conceito do eActros. Estamos muito felizes com o fato de a Logistik Schmitt estar usando o eActros na área de Murgtal e esperamos receber outras notícias interessantes quanto à prática operacional também no que diz respeito a testes comparativos posteriores no projeto da rede aérea'.

A Daimler Trucks é a única fabricante global que oferece caminhões totalmente elétricos em todos os segmentos: o leve FUSO eCanter, o médio Freightliner eM2 e os modelos pesados eActros da Mercedes-Benz, eCascadia da Freightliner e E-FUSO Vision One.

Com o FUSO eCanter e o eActros da Mercedes-Benz, os veículos já estão sendo testados em operações de clientes nos Estados Unidos, Europa e Japão. Em dezembro de 2018, a Freightliner entregou o primeiro Freightliner eM2 para a Penske Truck Leasing Ltd. nos Estados Unidos.

Em junho de 2018, a Daimler Trucks colocou todas as suas atividades de eletrificação voltadas a caminhões e ônibus sob o teto do E-Mobility Group, que define a estratégia para todos os componentes e veículos elétricos completos das marcas e divisões do Grupo. Além disso, o EMG está desenvolvendo uma arquitetura globalmente uniforme, que poderá ser comparada com a estratégia de plataforma global bem-sucedida para sistemas de propulsão convencional e principais componentes.

A Daimler Trucks também levou a condução autônoma de caminhões a um nível mais alto no ano passado. Com o New Actros, ela apresentou as primeiras séries de caminhões com funções de condução semiautônoma (Nível 2) no IAA 2018, o Salão Internacional de Veículos Comerciais de Hannover, na Alemanha. Este Actros gera mais segurança para todos os usuários das estradas, aumenta a eficiência para os proprietários, graças à MirrorCam de série, e amplia significativamente o espaço de trabalho do motorista.

Outra estreia mundial ocorreu em janeiro de 2019, na feira de eletrônicos "Consumer Electronics Show - CES" de Las Vegas, nos EUA. Com o novo Cascadia da Freightliner, a Daimler Trucks North America está lançando o primeiro caminhão de produção em série parcialmente autônomo na América do Norte.

A partir deste ano, a Daimler Trucks também está disponibilizando a condução parcialmente autônoma a seus clientes da Ásia com o Super Great da FUSO. Depois da introdução da condução parcialmente autônoma (Nível 2), a empresa agora está focando no desenvolvimento de caminhões altamente autônomos (Nível 4). Nesse contexto, a Daimler Trucks anunciou na CES que vai investir 500 milhões de Euros (cerca de 570 milhões de dólares) no desenvolvimento de caminhões altamente autônomos (Nível 4) nos próximos anos.

18 de Fevereiro de 2019 (11:08)

Publicação: Zero Hora - Mundo

Relatório pode causar aumento das tarifas de carros importados nos EUA

O departamento do Comércio dos Estados Unidos anunciou ter entregado à Casa Branca um relatório sobre a indústria automotiva, que pode provocar um aumento das tarifas sobre os veículos importados e intensificar a tensão com a Europa.

"O secretário do Comércio, Wilbur Ross, entregou oficialmente ao presidente Donald Trump os resultados da investigação do Departamento do Comércio no que diz respeito aos efeitos das importações de automóveis e autopeças sobre a segurança nacional dos Estados Unidos", anunciou o Departamento, sem revelar detalhes.

O presidente Trump tem agora 90 dias para tomar a decisão de impor ou não taxas adicionais às importações de automóveis e equipamentos, uma ameaça para a indústria na Europa, principalmente a Alemanha.

A Casa Branca anunciou no ano passado a intenção de adotar tarifas adicionais de até 25% às importações de veículos, para defender o setor.

Trump encomendou ao Departamento do Comércio uma investigação para estabelecer a pertinência de aplicar as taxas com base no artigo 232 da legislação comercial americana, que se apoia em argumentos vinculados à defesa nacional para limitar a importação de produtos e bens.

De acordo com fontes consultadas pela AFP, as conclusões do relatório seriam "positivas" sobre se consideravam uma ameaça à segurança nacional a importação de veículos.

Em março de 2018, Trump citou supostas ameaças à segurança nacional para impor tarifas adicionais às importações de aço e de alumínio nos Estados Unidos, ignorando as repetidas advertências de seus aliados sobre os riscos de uma guerra comercial de consequências imprevisíveis.

Se o presidente americano decidir elevar as tarifas, as montadoras alemãs (Mercedes-Benz, Volkswagen e BMW) seriam as mais afetadas.

Em 2017, pouco mais da metade dos 17 milhões de veículos vendidos nos Estados Unidos eram importados.

Os carros importados do Canadá e México - que acabam de fechar um novo acordo de livre comércio com os Estados Unidos (T-MEC) - devem ficar isentos do aumento de tarifas.

A União Europeia (UE), por sua vez, prometeu nesta segunda-feira que responderá rapidamente se o governo dos Estados Unidos optar por elevar as tarifas de importação aos automóveis europeus.

"Se este relatório resultar em ações em detrimento das exportações europeias, a Comissão Europeia reagirá de maneira rápida e adequada", afirmou o porta-voz comunitário Margaritis Schinas.

A Comissão espera, no entanto, um resultado "positivo" das conversações entre UE e Estados Unidos iniciadas com a trégua comercial estabelecida em julho entre Trump e o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker.

O departamento do Comércio dos Estados Unidos anunciou ter entregado à Casa Branca um relatório sobre a indústria automotiva, que pode provocar um aumento das tarifas sobre os veículos importados e intensificar a tensão com a Europa.

"O secretário do Comércio, Wilbur Ross, entregou oficialmente ao presidente Donald Trump os resultados da investigação do Departamento do Comércio no que diz respeito aos efeitos das importações de automóveis e autopeças sobre a segurança nacional dos Estados Unidos", anunciou o Departamento, sem revelar detalhes.

O presidente Trump tem agora 90 dias para tomar a decisão de impor ou não taxas adicionais às importações de automóveis e equipamentos, uma ameaça para a indústria na Europa, principalmente a Alemanha.

A Casa Branca anunciou no ano passado a intenção de adotar tarifas adicionais de até 25% às importações de veículos, para defender o setor.

Trump encomendou ao Departamento do Comércio uma investigação para estabelecer a pertinência de aplicar as taxas com base no artigo 232 da legislação comercial americana, que se apoia em argumentos vinculados à defesa nacional para limitar a importação de produtos e bens.

De acordo com fontes consultadas pela AFP, as conclusões do relatório seriam "positivas" sobre se consideravam uma ameaça à segurança nacional a importação de veículos.

Em março de 2018, Trump citou supostas ameaças à segurança nacional para impor tarifas adicionais às importações de aço e de alumínio nos Estados Unidos, ignorando as repetidas advertências de seus aliados sobre os riscos de uma guerra comercial de consequências imprevisíveis.

Se o presidente americano decidir elevar as tarifas, as montadoras alemãs (Mercedes-Benz, Volkswagen e BMW) seriam as mais afetadas.

Em 2017, pouco mais da metade dos 17 milhões de veículos vendidos nos Estados Unidos eram importados.

Os carros importados do Canadá e México - que acabam de fechar um novo acordo de livre comércio com os Estados Unidos (T-MEC) - devem ficar isentos do aumento de tarifas.

A União Europeia (UE), por sua vez, prometeu nesta segunda-feira que responderá rapidamente se o governo dos Estados Unidos optar por elevar as tarifas de importação aos automóveis europeus.

"Se este relatório resultar em ações em detrimento das exportações europeias, a Comissão Europeia reagirá de maneira rápida e adequada", afirmou o porta-voz comunitário Margaritis Schinas.

A Comissão espera, no entanto, um resultado "positivo" das conversações entre UE e Estados Unidos iniciadas com a trégua comercial estabelecida em julho entre Trump e o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker.

16 de Fevereiro de 2019

Publicação: Jornal O Globo

Airbags em geral são sinônimo de proteção

RIO, 16 (AG) - Airbags, em geral, são sinônimo de proteção. Mas, no caso dos fabricados pela japonesa Takata, viraram risco de morte. Estima-se que 50 milhões de veículos foram equipadas com infladores que podem se romper ao serem acionados. Em todo o mundo, 24 pessoas morreram vítimas do equipamento. No Brasil, há notificações de 12 vítimas não fatais. Dos 3,5 milhões de carros identificados com os airbags defeituosos no país, que resultaram em 55 chamadas de recall, pouco mais de 1,5 milhão passaram pelo conserto. Ou seja, 44% da frota atingida. Um percentual pífio quando comparado ao Japão, onde 70% dos proprietários responderam aos chamados.

Já foram expedidas cerca de cem notificações com pedido de informações sobre recalls de airbags Takata pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Cerca de 80% das campanhas estão sendo monitorados para verificar o atendimento da legislação. Nove processos administrativos foram instaurados, mas a secretaria não quis comentar o teor deles.

Para retirar os dois milhões de carros que ainda trafegam com os airbags inseguros nas ruas brasileiras, a Senacon convocou uma reunião com as montadoras na qual pediu que apresentassem um plano de ação para aumento dos índices de resposta até a primeira quinzena de março. Simultaneamente, a secretaria estuda mudanças na regulamentação dos recalls para serem implementadas em 90 dias.

- Estudamos, junto com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), como permitir que as montadoras tenham acesso aos atuais proprietários dos veículos. Analisamos também a possibilidade de dificultar a transferência de carros com recall pendente. E, assim como nos EUA, pensamos em usar nudges, a chamada arquitetura de escolha (conceito da economia comportamental, ganhadora de Nobel) para incentivar a adesão dos consumidores ao recall - diz Luciano Benetti Timm, titular da Senacon, dando como exemplo o que é feito com as fotos nos maços de cigarros.

Vera Rita de Mello Ferreira, psicóloga especializada em comportamento econômico, diz que é possível aumentar a resposta dos proprietários de carros com a arquitetura de escolha, mas é preciso estar preparado para a maior demanda:

- Poderia ser enviado, pelo celular, um formulário, já preenchido com os dados do carro, que o consumidor complementaria para fazer um pré-agendamento para o conserto. Mandar alerta pelo telefone na véspera e no dia do reparo. Mas a Senacon precisa exigir que tudo esteja bem desenhado, pois não adiantam incentivos nem propagandas com histórias trágicas, o que de fato mobiliza as pessoas, se as concessionárias não estiverem prontas para o atendimento. Isso desmoralizaria tudo - alerta.

Para o consultor automotivo Raphael Galante, da Oikonomia, a solução mais efetiva é o compartilhamento de dados entre o governo e as fabricantes de automóveis.

- A montadora passa para o Denatran ou Detrans locais o número dos chassis do recall, e o órgão informa com quem e onde estão os carros - sugere Galante. - O aviso poderia vir, por exemplo, junto do carnê do IPVA.

Marco Antônio Araújo Jr, assessor-chefe do Procon-SP, defende que os chamados sejam feitos em conjunto com os Procons:

- Hoje, ficamos sabendo de muitos recalls pela imprensa. A mensagem dos chamados precisa ser menos técnica e dar a clareza do risco.

O Denatran confirmou que se estuda o compartilhamento de dados dos proprietários. E explicou que a portaria 69 do departamento já prevê a inclusão no documento do veículo da informação de recall pendente e que está providenciando o ajuste do sistema para implementá-la. Já a restrição na transferência não tem previsão normativa, diz, mas está em estudo.

Segundo Timm, há uma variação grande entre os percentuais de atendimento de recalls. Há casos com nenhuma resposta ao chamado, e outros que ultrapassam os 80%. Dos 55 recalls feitos em função da Takata, selecionamos os cinco com menor índice de resposta e procuramos as montadoras.

A BMW, que registrou recall com 5% de resposta, diz que se empenha em elevar os índices de adesão e convida os clientes a consultar os canais exclusivos destas convocações. Mitsubishi e Nissan, que tiveram chamadas com 14% e 10% de atendimento, destacaram ainda a dificuldade de localizar os veículos depois que são negociados pelo primeiro dono. Já a Fiat Chrysler, com 9% de atendimento em um de seus recalls, disse que todas as campanhas obedecem à legislação. A Caoa, que responde pela Subaru no Brasil e teve um dos recalls com zero atendimento, não respondeu.

Procurada a Anfavea, associação que reúne os fabricantes de veículos, disse não ter porta-voz disponível.

Texto de: Alyne Bittencourt e Luciana Casemiro

15 de Fevereiro de 2019 (17:16)

Publicação: Zero Hora - Economia

Anfavea aponta problemas com aumento do biodiesel na mistura do diesel

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) distribuiu nota à imprensa nesta sexta-feira, 15, na qual reafirma que entregou relatório ao governo sobre testes referentes ao aumento do biodiesel na mistura do diesel e lista os resultados obtidos que levaram à não recomendação. Segundo a associação, os testes feitos pelos fabricantes indicaram aumento da emissão de NOx; não atendimento à demanda legal para garantia de durabilidade de emissões, previsto pelo Proconve; aumento da periodicidade da troca de óleo e filtros; entupimento de filtro e injetores; aumento do consumo de combustível; desgaste dos componentes metálicos do motor; e combustível com baixa estabilidade à oxidação (forma resíduos).

"A conclusão dos testes mostrou que, caso o governo decida aumentar o teor de biodiesel no óleo diesel comercial para 15%, os veículos poderão apresentar danos ambientais, aumento de custo operacional para o transportador e impactos para a segurança do veículo. Principalmente para a frota em circulação que não está adaptada para o novo teor de biodiesel", diz a nota.

Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o diretor técnico da Anfavea, Henry Joseph Jr, disse que associação ficou surpresa com a postura do governo e dos produtores de biodiesel, que disseram que a entidade não entregou o relatório em reunião realizada na quinta-feira, um dia antes do prazo definido para a entrega.

"Nós apresentamos o relatório ontem (quinta) e não recomendamos o aumento da mistura do biodiesel de 10% para 15%, e o governo e os produtores reagiram pressionando o nosso posicionamento", disse o diretor. "Foi uma manifesta irritação com a nossa conclusão", acrescentou.

O diretor disse, ainda, que o prazo dado para a realização de testes foi curto e que, por isso, cada montadora se comprometeu a fazer um tipo de teste. Portanto, se uma montadora apresenta algum resultado insatisfatório, não quer dizer que o problema está com a empresa.

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