Conjuntura do Agronegócio

1. FAO confirma tendências de alta dos cereais e de queda do açúcar

Embora tenha permanecido praticamente estável em agosto, o índice de alimentos da FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, confirmou a tendência de alta dos cereais e de baixa das cotações do açúcar no mercado internacional.

Resultado das oscilações observadas em cinco grupos de produtos, o indicador encerrou o mês passado em 167,6 pontos, 0,4 ponto acima do resultado de julho. Manteve-se, assim, no mais baixo patamar do ano, inferior à média de 2017 (174,6 pontos).

A pequena alta foi sustentada pela valorização dos cereais. Puxado pelo trigo, que acusou os reflexos das quebras de safra na Rússia e na União Europeia e dobrou de preço, o grupo fechou agosto a 168,4 pontos, 4% acima de julho e resultado 11,1% acima da média do ano passado (151,6 pontos).

Também as carnes registram aumento médio de preços, mas modesto. O indicador que mede as variações no grupo encerrou agosto em 166,3 pontos, 0,8 ponto acima de julho mas ainda abaixo da média de 2017 (170,1 pontos). As carnes suína e ovina foram as responsáveis pela alta.

Com a proliferação de casos de febre suína africana na China, a tendência de incremento das importações de carne suína pelo país asiático ofereceu suporte aos preços — na bolsa de Chicago, a curva ascendente continuou a dar o tom esta semana.

Entre os grupos de produtos que registraram quedas, a maior foi a do açúcar, que, mesmo com a queda da produção no Brasil segue pressionado pelo aumento da oferta na Tailândia e na Índia. O indicador do grupo caiu para 157,3 pontos em agosto, em baixas de 5,4% em relação a julho e de 30,8% na comparação com a média do ano passado (227,3 pontos).

Grupo que abriga a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, os óleos vegetais fecharam agosto em queda de 2,6% sobre julho, a 138,2 pontos. Por causa de novas baixas de soja, palma e girassol, a retração em relação à média de 2017 (168,8 pontos) aumentou para 18,1%.

O índice da FAO para os produtos lácteos, finalmente, recuou 1,5% sobre julho e fechou agosto a 196,2 pontos, pouco abaixo da média do ano passado (200,2 pontos). Foi a terceira queda consecutiva, em meio a volumes sazonais relativamente baixos.

“Embora as secas possam afetar adversamente o crescimento da produção de leite em partes da Europa e da Austrália, as perspectivas de produção da Nova Zelândia estão melhorando”, informou a FAO em comunicado.

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Fonte: Valor Econômico

2. Índice Ceagesp registra alta de 5,86% em agosto com tempo frio e seco

O índice de preços da Ceagesp, que mede uma cesta de 150 alimentos, encerrou o mês de agosto com alta de 5,86% em relação ao mês anterior, puxado pelas más condições climáticas no período. Segundo a estatal, “a quantidade de chuvas no mês foi, novamente, muito abaixo da média histórica”.

A valorização foi puxada pela alta dos legumes, de 20,86%. Segundo a Ceagesp a alta foi devida ao frio. “A continuar as temperaturas frias durante este mês, os preços tendem a se manter nos patamares que estão. Se ocorrerem geadas nas áreas produtoras, podem ocasionar perdas de produção com consequentes altas pontuais nos preços”, afirma a empresa, em nota.

As principais altas foram observadas nos preços do pepino japonês (91,6%), caipira (61,7%) e comum (45,5%), alem dos pimentões vermelho (83,2%) e amarelo (59,3%), da abobrinha brasileira (55,8%) e da italiana (50,8%), do tomate cereja (47,4%) e do jiló (39,2%). No setor de verduras, a alta foi de 9,35% nos preços, com as principais valorizações observadas no preço do brócolos ramoso (35,0%), do milho verde (24,6%), da escarola (23,9%), da rúcula (15,4%), da alface crespa (15,0%) e do rabanete (14,6%).

Entre as frutas, o indicador apontou alta de 4,22% nos preços, puxados por figo (45,3%), mamão havaí (29,8%), goiaba branca (28,9%), laranja lima (25,3%), atemoia (23,3%) e caju (21,9%).

Segundo o USDA, as receitas americanas com os embarques de grãos e ração animal deverão totalizar US$ 33,1 bilhões no ano fiscal 2019, um aumento de US$ 1,5 bilhão. No cenário traçado, o aumento das vendas de trigo mais que compensarão a queda das exportações de soja.

Em relação ao volume comercializado, a Ceagesp registrou a venda de 2 milhões de toneladas de frutas, verduras, legumes e pescados em agosto. A Ceagesp lembra que os registros foram prejudicados pela greve dos funcionários entre 25 de julho e 6 de agosto.

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Fonte: Valor Econômico

3. Não falta dinheiro para agricultura de impacto

Os setores agrícola e florestal representam 72% das emissões brasileiras de gases-estufa, muito acima da média global de 21%. É uma má notícia, mas também uma oportunidade para o desenvolvimento de sistemas produtivos social e ambientalmente inteligentes, como o que é feito na Fazenda São Pedro.

O Alimi Impact Ventures, um "think-do-tank" brasileiro criado com o objetivo de escalar os investimentos de impacto na agricultura latino-americana, nomeou esses novos sistemas de "agricultura de impacto climate smart" e vê neles um importante canal de atração de investidores em busca de opções sustentáveis para a economia de baixo carbono. Isso incorpora o bom uso da terra, a inclusão do pequeno agricultor, a integração de lavouras e florestas, entre outros.

A agrofloresta é um caminho para promoção da sustentabilidade no campo que tem captado financiamento do investidor privado. Segundo o estudo "Avaliação de mercado sobre o investimento de impacto na agricultura no Brasil", produzido pelo Alimi, citando estimativa do World Resource Institute (WRI), oito projetos agroflorestais brasileiros foram beneficiados com US$ 10,2 milhões, totalizando uma área de 700 hectares.

Há mais dinheiro novo à espreita de bons projetos, além dos programas de financiamento já conhecidos, como o do IDB (Interamerican Development Bank) para Amazônia e Mata Atlântica, e as linhas públicas como o Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Recentemente, o Rabobank e a agência da ONU para o Meio Ambiente anunciaram US$ 1 bilhão para acelerar projetos de proteção às florestas, agricultura sustentável e que promovam a melhora da vida rural em larga escala nos trópicos. Em outra iniciativa, a 20+20, o WRI anunciou US$ 1,3 bilhão para restauração, com intuito de reverter a atual dinâmica de degradação da terra na America Latina.

"Por um lado existem recursos para programas de redução do desmatamento que encorajam a produção sustentável. Por outro, ainda faltam projetos maduros, com governança clara, para realizar os aportes", afirma o Alimi.

A Floresta Viva mostra que não há razões para desanimar.

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Fonte: Valor Econômico

Insumos

4. Vendas de máquinas agrícolas subiram 30,5% em agosto

A valorização dos preços dos grãos prevaleceu sobre as incertezas em torno dos fretes e sobre o temor — já dissipado — quanto a uma eventual proibição do uso de glifosato no país e foi fundamental para o aquecimento do mercado doméstico de máquinas agrícolas no mês passado.

Segundo divulgou na manhã desta quinta-feira a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas somaram pouco mais de 5 mil unidades, com altas de 5,9% em relação a julho e de 30,5% na comparação com agosto de 2017.

O levantamento da entidade inclui tratores de rodas, tratores de esteiras, colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e retroescavedeiras — estas últimas são máquinas rodoviárias e costumam representar menos de 5% do total comercializado.

Para Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea reponsável pelo segmento, o avanço confirma que o agronegócio brasileiro vive um bom momento, sobretudo com o câmbio favorável às exportações. Também e é palpável o reflexo positivo da disputa comercial entre EUA e China sobre as cotações da soja e o algodão experimenta alta de preços expressiva.

Diante do aquecimento do mercado, afirmou Antonio Megale, presidente da Anfavea, a tendência é que a entidade revise para cima sua projeção para as vendas no acumulado do ano. Até agora a entidade trabalha com uma expectativa de incremento da ordem de 7% em relação a 2017, para 45,4 mil toneladas.

De janeiro a agosto, o total se aproximou de 30 mil unidades e registrou avanço de 6,2% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

As exportações, por sua vez, estão patinando. Em agosto, as vendas a outros países atingiram cerca de 1,2 mil unidades, com quedas de 1,2% sobre julho e de 2,7% em relação a agosto de 2017. Nos primeiros oito meses de 2018, os embarques superaram 8,6 mil unidades, um aumento irrisório sobre o intervalo de janeiro a agosto de 2017.

Embalada pelos melhores perspectivas para as vendas domésticas, a produção nacional de máquinas agrícolas e rodoviária chegou a quase 6,7 mil unidades em agosto, 35,1% mais que no mesmo de 2017, e chegaram a 40,3 mil nos primeiro oito meses do ano, em alta de 5,5%. Nesse contexto, o número de empregos no segmento cresceu e se aproximou de 20 mil em agosto.

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Fonte: Valor Econômico

5. Cade aprova compra da NTC pela John Deere

Um negócio entre uma empresa americana de máquinas agrícolas, florestais e para a construção civil e uma cooperativa holandesa que também atua no Brasil nesse setor recebeu indicação para ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Trata-se da John Deere Spain (JD), que comprou a No-Till Cooperatief (NTC). Ambas atuam no Brasil e por isso o caso foi para a análise do Cade. A aprovação foi formalizada no “Diário Oficial da União”.

“A operação não altera os incentivos econômicos no mercado brasileiro”, apontou a superintendência do órgão antitruste. “Cumpre acrescentar que as partes afirmam que o foco da operação para a JD é o mercado argentino, onde a NTC é mais ativa e onde a JD pretende expandir suas atividades no segmento de máquinas agrícolas, sendo o negócio relativo ao Brasil parte da operação em virtude da venda da NTC ter sido feita de forma integral”, continuou o Cade. “Assim, não é provável a ocorrência de impactos negativos nos mercados em questão, em qualquer cenário analisado, em decorrência da operação em análise”, concluiu.

Com essa conclusão, o negócio deve ser aprovado no Brasil.

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Fonte: Valor Econômico

6. 40% das aeronaves não tripuladas no Brasil são usadas no agronegócio

Praticamente desconhecidos até meados de 2010, os drones, pequenas aeronaves sem tripulação, comandadas à distância, vêm aumentando sua presença em diversas atividades, com destaque para o avanço expressivo de seu uso nas fazendas. O ritmo de crescimento desse mercado no país tem surpreendido até mesmo os fabricantes dos equipamentos.

Há estimativas de que o Brasil se tornará, em dois anos, o terceiro maior mercado mundial de drones na agricultura. A previsão é da americana MicaSense, empresa líder no mercado mundial de câmeras e sensores para o agronegócio.

Segundo a empresa, o Brasil ocupa a décima colocação no mercado mundial de drones com aplicação na agricultura. Os primeiros colocados hoje são Estados Unidos, Europa, Canadá e Argentina.

A projeção de crescimento do mercado de drones no Brasil se baseia em estudos dos analistas da empresa e no potencial da produção agrícola brasileira. “Nosso foco total está no mercado agrícola. Desde 2013, com o forte avanço tecnológico dos drones no Brasil, nossas vendas têm crescido 30% ao ano”, afirma Tadeu Barboza, representante da companhia.

Desde que foram definidas as regras para utilização dos drones (há um ano, em maio de 2017), cerca de 40% das aeronaves não tripuladas estariam dedicadas a aplicações no agronegócio, segundo estimativas dos organizadores da feira DroneShow, realizada em meados de maio, em São Paulo. A participação é superior ao resto do mundo, que tem um percentual de 25%, segundo dados da empresa de auditoria PwC.

Além do agronegócio, outras atividades que vêm se utilizando da nova tecnologia são empresas de inspeção de obras, segurança, filmagens e fotografias profissionais, monitoramento e mapeamento, entre outras.

Uma das líderes na fabricação de drones no país, a XMobots tem cerca de 80% de suas vendas concentradas nos serviços de agricultura de precisão, que utilizam tecnologia para melhorar a produtividade no campo. “Está crescendo demais essa demanda”, diz Thatiana Miloso, diretora da empresa.

Fiscalização ambiental

Na lavoura de cana-de-açúcar, o uso do drone já está instituído como um de seus insumos”, afirma Thatiana. A segunda principal demanda é de monitoramento ambiental. “Desde o acidente em Mariana (rompimento de barragem na cidade mineira, em 2015), a procura por esse serviço experimentou um boom.”

Apesar da atual concentração dos negócios no setor agro, a empresa prevê que novos segmentos estejam começando a buscar o serviço dos drones. “Detectamos um aquecimento em setores como construção civil e fiscalização ambiental”, diz o CEO da companhia, Giovani Amianti.

A mão de obra envolvida nas atividades com os drones é um tema à parte e com diferentes ângulos. Os fabricantes de drones se queixam da dificuldade em encontrar no mercado profissionais com o perfil necessário que desejam contratar, de formação híbrida: que somem conhecimento de tecnologia e desenvolvimento de software associado à experiência na área agronômica, engenharia florestal e afins.

Por outro lado, a chegada da eficiência dos drones às lavouras tem feito “rolar cabeças” de profissionais de topografia e cartografia, que teriam perdido competitividade diante da nova eficiência tecnológica. “Houve uma quebra de paradigma de eficiência, por isso a redução de postos de trabalho”, diz Giovani.

Segundo ele, enquanto um empregado topógrafo realiza trabalho em cerca de 10 hectares por dia, utilizando o método de medição antigo (de levantamento de altitude e longitude), um drone realiza 500 hectares no mesmo tempo, resultando em um projeto digital muito preciso. “Desde então, descobriu-se que ocorriam falhas de até 30% nas colheitas devido a imprecisões”, revela Giovani.

“Onde antes havia de quatro a cinco topógrafos trabalhando, passou a haver dois. Mas é injusto falar que tecnologia traga desemprego”, afirma Fabrício Hertz, CEO da Horus Aeronaves.

“Muitas vezes, há a realocação dessas pessoas para outras áreas da fazenda e o aumento de informação de qualidade (gerada pelos drones), inclusive de dados que não existiam antes, pode até gerar novos empregos, uma vez que permite uma nova produtividade.”

Existem 41 mil equipamentos licenciados para operar no país, de acordo com os registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No entanto, entre os profissionais do setor, a percepção é de que o número de aeronaves em atividade esteja bem acima disso. “Atualmente, deve haver cerca de 120 mil equipamentos em operação no país, com ênfase nas áreas de agricultura e de serviços de filmagem e fotografia”, calcula Giovani Amianti, da XMobots. “Posso garantir que existem no Brasil mais de 100 mil drones em operação”, afirma o diretor e organizador da DroneShow, Emerson Granemann.

Mesmo entre os números subdimensionados da Anac, o crescimento de equipamentos registrados tem sido veloz: enquanto em outubro de 2017 existiam 22 mil deles cadastrados para operação no país, em abril deste ano, ou seja, cinco meses depois, esse número passou para 41 mil. Em meio à efervescência nas atividades do setor, em maio foram licenciados pela Anac os primeiros pilotos para operações acima de 400 pés em modalidades específicas de espaço aéreo.

Operadores

O mercado de drones do Brasil possui hoje 9.500 operadores registrados no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Em julho de 2018, havia 43.621 pessoas cadastradas para operação de drone na Anac (das quais 41.262 pessoas físicas e 2.359 pessoas jurídicas). No mesmo período em 2017, essa quantidade era de 12.514 pessoas cadastradas (11.693 pessoas físicas e 821 pessoas jurídicas).

Há diversas empresas fabricantes de drones que oferecem cursos livres de pilotagem, com etapas teórica e prática e preços variados. São indicados apenas para os modelos menores de aeronaves (que representam praticamente 90% do mercado), que têm limite de voo de 120 metros de altura, 25 quilos de peso limite e operação unicamente visual, ou seja, não pode ter pilotagem por instrumentos. Dentro dessas especificidades, não é necessário tirar licença nem obter habilitação legal.

Para operação de drones de maior porte, que alcançam maior velocidade e altura, além de peso superior a 25 quilos, é exigido o licenciamento junto à Anac. Nessa modalidade, foram aprovados os dois primeiros pilotos em maio. “Para passar em nossos testes, o piloto é submetido a vários exames: um dia de prova técnica, treinos e depois exames práticos”, diz o gerente técnico da Anac, Rafael Gasparini Moreira.

De forma mais abrangente, a análise é de que os principais problemas surgidos até o momento com a disseminação dos equipamentos, segundo a Anac, estão relacionados ao descumprimento das regras por desconhecimento da regulamentação. “Entre os mais frequentes estão o uso na cidade, o que é proibido a menos de 30 metros de distância de outro operador, e o risco de interferência no tráfego aéreo, como o recentemente ocorrido no Aeroporto de Congonhas, que ainda está em investigação”, afirma Rafael Gasparini.

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Fonte: Valor Econômico

Proteína animal

7. Avanço da peste suína africana preocupa continente asiático

O avanço da peste suína africana sobre a China coloca a Ásia em alerta. Só em um mês, a doença foi detectada em 18 propriedades rurais no país, que detém pelo menos metade da produção suína do mundo, com cerca de 500 milhões de cabeças. Casos foram diagnosticados em seis províncias, algumas com mais de mil quilômetros de distância entre si, ressalta a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), nesta sexta-feira (7/9).

A instituição realizou uma audiência para discutir o assunto, em Bangkok, capital da Tailândia. A avaliação é de que situação preocupa não apenas pela questão sanitária em si, mas pelo impacto sobre a cadeia produtiva, especialmente no leste e sudeste da Ásia, onde a carne suína é bastante consumida. E a migração do vírus do território chinês para outros países é dada como praticamente certa por especialistas.

“A peste suína africana foi detectada pela primeira vez no território asiático no ano passado, em uma área da Sibéria, na Rússia. Mas sua chegada à China é uma grande ameaça a essa indústria e à sobrevivência de muitos pequenos produtores rurais ao longo da cadeia produtiva”, diz a instituição.

Não há cura ou vacina contra a doença. A mortalidade dos planteis atingidos pode chegar a 100%, mas não há uma ameaça direta à saúde humana. A área pela qual a peste suína africana está se espalhando e a velocidade com que o movimento vem ocorrendo é o que mais preocupa os especialistas. Juan Lubroth, veterinário chefe da FAO, lembra que o vírus pode sobreviver por semanas, favorecendo seu deslocamento por grandes distâncias.

A agência da ONU destaca ainda que está trabalhando em conjunto com o governo da China no desenvolvimento de protocolos e planos de detecção da doença. E durante o encontro na capital tailandesa foi definida a formação de uma rede para, conforme divulgou a FAO, “responder colaborativa e agressivamente às novas ocorrências na região.”

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Fonte: Valor Econômico

8. Aftosa: autoridades do Brasil e da Venezuela vão discutir vacinação

Autoridades sanitárias brasileiras e venezuelanas reúnem-se nesta quarta-feira (5/9) em Pacaraima, município no norte de Roraima que faz fronteira com a Venezuela, para tratar de plano de erradicação da febre aftosa naquele país. Segundo o Ministério da Agricultura, a atuação conjunta está prevista na Resolução número 1 da Comissão Sul-Americana da Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), de abril deste ano, que reconheceu a "necessidade premente de os 13 países membros apoiarem a Venezuela", sob a coordenação do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa).

Em abril do ano passado foi decidida a vacinação oficial dos rebanhos bovinos e bubalinos em um raio de 15 km, traçados de ambos os lados paralelamente à linha de fronteira.

Em maio, o Brasil foi reconhecido livre de aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). "A Venezuela é o único país da América Latina declarado 'não livre' em toda a sua extensão territorial", diz a pasta em nota. Segundo dados da Cosalfa e OIE/2017, o rebanho bovino brasileiro, o maior do mundo, soma 219 milhões de cabeças. Na Venezuela, há 15,450 milhões cabeças e a última ocorrência de febre aftosa foi registrada em abril de 2013.

Conforme o comunicado da Agricultura, o chefe da delegação brasileira, Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério e delegado do Brasil na OIE, disse que as ações conjuntas começarão "a partir da fronteira do Brasil em direção ao interior da Venezuela com vacinações sucessivas, inspeções clínicas e cadastro de propriedades, sempre com apoio de autoridades venezuelanas, por intermédio do Instituto Nacional de Salud Animal Integral (INSAI)".

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Fonte: Valor Econômico

9. Egito recebe bem proposta de certificação eletrônica para exportação de carnes

Proposta de certificação eletrônica para a exportação de carnes para o Egito foi bem recebida por autoridades locais. A proposta de um piloto de certificação foi apresentada pelo secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, o que deve alavancar as exportações de carne para aquele país.

Depois de reunião realizada na segunda-feira (3) com o ministro da Agricultura do Egito, Din Abu Steet, foi acertada a criação de um Grupo de Trabalho para desenvolver o tema. O governo egípcio entendeu que o programa de certificação eletrônica vai permitir desburocratizar os processos de exportação.

O ministro do Abastecimento e Comércio Interno do Egito, Ali Al-Meselhy, considerou que a reunião contribui para fortalecer a cooperação e o comércio entre os dois países e ressaltou a importância do Brasil como um dos parceiros mais importantes, especialmente para o fornecimento de carnes, aves e milho.

As autoridades do país pediram que o Brasil faça uma visita técnica para aprovar a importação de alho, uvas de mesa e cítricos egípcios. O governo do país africano vai enviar ao Mapa as datas para a realização da visita.

A iniciativa de implantar a certificação eletrônica para a exportação de carnes, projeto desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carnes (ABIEC) e pela Universidade de São Paulo (USP), conta com apoio de entidades, como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB), Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS), Apex-Brasil e Mapa.

A missão brasileira, chefiada pelo secretário executivo do Mapa, Eumar Novacki, tem a participação de 25 empresas e entidades, além do Diretor do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Mapa, Evaldo Silva Júnior e o assessor da secretaria executiva do Mapa, Joseph Reiner.

Após o Egito, a missão seguirá para Istambul, na Turquia, onde seus integrantes participação na feira World Food Istambul.

Exportação de carne bovina

A carne bovina brasileira entrou em mais de 135 países em 2017, totalizando 1,5 milhão de toneladas e divisas de US$ 6,1 bilhões. Já no acumulado do ano, de janeiro a julho deste ano, o Brasil vendeu 844 mil toneladas, com acréscimo de 8,3% em comparação a igual período do ano passado, representando US$ 3,5 bilhões (+11,1%). Os principais importadores da proteína animal produzida pelo Brasil, até julho deste ano, foram Hong Kong, China, Egito, Chile, Irã, Estados Unidos e Alemanha, segundos dados da Secretaria de Relações Internacionais do Mapa.

O Brasil disputa com a Índia a primeira posição entre os maiores exportadores mundiais de carne bovina, com aproximadamente, 1,85 milhão de toneladas, em 2017, de acordo com relatório do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Depois vem a Austrália (1,48 milhão de toneladas e os Estados Unidos (1,3 milhão de toneladas). O Brasil possui 217 milhões de cabeças de gado bovino e bubalino.

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Fonte: Valor Econômico

Agroenergia

10. Etanol hidratado e anidro sobem 5,86% nas usinas

O preço do etanol hidratado subiu 5,86% nas usinas paulistas nesta semana. O combustível saiu de R$ 1,5897, o litro, para R$ 1,6828, o litro, em média, entre segunda-feira e esta quinta-feira, 6, de acordo com o indicador divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). Em quatro semanas, desde o início do ciclo de aumentos do biocombustível, a variação acumulada é de 20,97%.

O valor anidro teve reajuste também de 5,86% esta semana, de R$ 1,6885 o litro para R$ 1,7874 o litro, em média.

Segundo Ivelise Rasera Bragato, pesquisadora do Cepea/Esalq, a demanda aquecida segue como principal fator de sustentação dos preços do etanol. No caso do hidratado, a alta na gasolina também ajuda, já que o preço do biocombustível acompanha o do combustível de petróleo nas bombas. “Esta semana o volume de negócios foi menor, mas seguiu aquecido. A demanda sustenta os preços”, disse.

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Fonte: Valor Econômico

11. Exportação de açúcar do Brasil em 2018/19 pode cair para 22 mi t, diz especialista

As exportações brasileiras de açúcar devem cair 28,6 por cento na safra 2018/19 em relação ao ano passado, para 22 milhões de toneladas, conforme o país corta a produção do adoçante para aumentar a produção de etanol, disse um importante especialista da indústria nesta quinta-feira.

A produção de açúcar do Brasil na próxima temporada pode cair quase 25 por cento, para 31 milhões de toneladas, disse Marcos S. Jank, chefe-executivo da Asia Brazil Agro Alliance, um órgão do setor, e ex-presidente da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica).

A produção de etanol do país pode saltar de 25 bilhões de litros para 30 bilhões de litros, disse Jank.

Com os preços dos combustíveis subindo e os preços do açúcar negociados perto das mínimas de dez anos em Nova York, o incentivo para as usinas brasileiras produzirem o adoçante é baixo.

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Fonte: Valor Econômico

12. Índia deve exportar até 4 mi t de açúcar em 2018/19, prevê LMC International

A Índia deverá exportar entre 2 milhões e 4 milhões de toneladas de açúcar no ano comercial de 2018/19 que começa no próximo mês, uma vez que a produção pode atingir um recorde, afirmou uma autoridade da indústria nesta quinta-feira.

A produção do segundo maior produtor de açúcar do mundo deve alcançar entre 33 milhões e 35 milhões de toneladas, contra 32,3 milhões de toneladas produzidas em 2017/18, disse o chefe de consultoria de commodities LMC International.

"O mercado mundial de açúcar terá dificuldade de absorver mais de 2 milhões a 4 milhões de toneladas de açúcar nos próximos 12 meses, porque há açúcar razoavelmente suficiente lá fora", disse Martin Todd, diretor da LMC International, no intervalo de uma conferência do setor em Nova Délhi.

A Índia tem lutado para exportar seu enorme excedente, já que os preços no mercado mundial estão sendo negociados com grandes descontos em relação aos preços locais.

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Fonte: Valor Econômico

Grãos e grandes culturas

13. Derivados de trigo devem subir ainda mais

Quem já tomou um susto com o preço da farinha de trigo e do pãozinho no mês passado pode ir preparando o coração - e o bolso. Com o atraso da colheita nas lavouras de trigo no país, os moinhos ainda estão processando o cereal importado, que está cada vez mais caro por causa do câmbio, dos preços internacionais e do valor do frete rodoviário. Embora as indústrias já tenham repassado parte da alta dos custos ao preço da farinha nos últimos dois meses, mais repasses aos consumidores finais e às indústrias de alimentação devem vir nos próximos dias.

Os moinhos de São Paulo avaliam que, para a produção entre maio e setembro, os custos cresceram 45%, mas o repasse desse aumento para a cadeia - indústrias de biscoitos e massas, além do varejo - chegou a no máximo 25%. "Falta ao menos mais 20% para repassar", estima Christian Saigh, presidente do Sindustrigo/SP.

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) também avalia que algum repasse ainda deve acontecer, mas evita fazer estimativa. "Da forma como está o custo, deve ter repasse. Quanto, depende de cada empresa e de sua estratégia de vendas e estoque", afirma Marcelo Vosnika, presidente do conselho da Abitrigo.

Essa fatura já começou a chegar aos consumidores em junho, quando o preço da farinha de trigo subiu 6,68%, bem acima do IPCA daquele mês (1,26%). Em julho, o produto voltou a subir mais que a inflação, assim como o pão francês e o macarrão. Em agosto, enquanto o IBGE registrou deflação na economia, o preço da farinha de trigo subiu 5,21%, acumulando alta de 15,73% no ano. O pãozinho, por sua vez, acumulou valorização de 5,46% entre janeiro e agosto, e o macarrão, 5,8%, ante uma inflação de 2,85% no mesmo período.

O aumento dos custos estimado pelo moinhos paulistas para esse período de cinco meses, de maio a setembro, é resultado em parte do reajuste do frete rodoviário, que havia subido 25% para a indústria do Estado até a semana passada, antes do reajuste de cerca de 5% anunciado na última quarta-feira pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).

Outro fator de pressão sobre os custos da indústria é a valorização de cerca de 15% do trigo na bolsa de Chicago desde maio, diz Saigh. Os contratos futuros do cereal vêm subindo nos últimos meses por causa da quebra de safra na Rússia, maior exportador mundial de trigo. Segundo Vosnika, embora o país não forneça ao Brasil, a redução da oferta russa abre mercados que podem ser ocupados pela Argentina, nosso maior fornecedor.

A alta do dólar, que disparou desde maio e está oscilando próximo aos maiores patamares em três anos, aperta ainda mais o torniquete para a indústria.

Os gastos com a aquisição de trigo representam uma parcela relevante do custo total dos moinhos, em torno de 80%, segundo o presidente do Sindustrigo

Os moinhos estão pagando R$ 1.200 pela tonelada do cereal, enquanto o preço médio nessa mesma época no ano passado estava em torno dos R$ 610 a tonelada, segundo Jonathan Pinheiro, analista da Safras & Mercado.

Para dificultar, a colheita da safra no Paraná, principal Estado produtor, está atrasada, uma vez que o clima seco desde o outono postergou o plantio e o desenvolvimento das lavouras. Normalmente, a colheita começa na segunda metade de agosto, mas no Paraná só começou no início de setembro. Até o dia 3, apenas 2% da área plantada no Estado havia sido colhida, contra 16% um ano antes, segundo o Departamento Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual de Agricultura.

A demora para começar a colheita pegou muitos moinhos desprevenidos, já que a maioria costuma trabalhar com estoques baixos nesta época do ano à espera do produto nacional "fresquinho". Para garantir a moagem, as indústrias tiveram que recorrer às importações justamente em um momento em que o dólar bate os maiores valores desde 2015.

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Fonte: Valor Econômico

14. OIC eleva de novo previsão de déficit global de café na safra 2017/18

A Organização Internacional do Café (OIC) elevou novamente sua estimativa para o déficit global de café na safra internacional 2017/18, que se encerra neste mês. Em seu relatório de mercado do mês de agosto, a entidade estimou que o déficit no período deve somar 3,555 milhões de sacas, acima 2,674 milhões de sacas projetadas no relatório anterior.

A revisão para cima ocorreu porque a OIC aumentou a estimativa para o consumo global no ciclo para 162,116 milhões de sacas e manteve a previsão para a produção na safra internacional 2017/18 em 158,56 milhões de sacas. A projeção anterior para a demanda global era de 161,234 milhões de sacas de café.

Em seu relatório de mercado, a OIC também informou que, em agosto, os preços internacionais do café continuaram pressionados pelas expectativas de grandes colheitas em países produtores, pelo câmbio e por movimentos técnicos no mercado futuro. De acordo com a OIC, em agosto, o indicador mensal de preços da OIC caiu 4,5% em relação a julho, para US$ 1,0241 por libra-peso. O valor é a menor média mensal para o indicador composto desde novembro de 2013, quando bateu US$ 1,0099, e a menor média para agosto desde 2006, quando o indicador mensal ficou em 95,78 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a OIC, todos os grupos de indicadores caíram pelo terceiro mês seguido em agosto passado. A maior retração ocorreu no valor médio para os cafés naturais brasileiros, que caíram 5,5%, para US$ 1,0446 por libra-peso, seguidos por um declínio de 4,4% para o robusta, para 80,74 centavos de dólar. Outros suaves recuaram 4,1%, para US$ 1,2521 centavos de dólar e os suaves colombianos caíram 2,9%, para US$ 1,2999. Com isso, a arbitragem entre Nova York e Londres em agosto caiu 6% para 36,18 centavos de dólar.

Para a OIC, fundamentos de mercado são um dos fatores que explicam a baixa dos preços, com a expectativa de que vários países produtores colham grandes safras. A produção total no ano-safra internacional 2017/18 é estimada em 158,6 milhões de sacas. No entanto, segundo a OIC, a expectativa é de aumento de 14,2% na produção, para 78,4 milhões de sacas em 2018/19 para países com ano-safra entre abril e março.

A colheita nos países produtores restantes vem crescendo de forma estável desde 2012/13, com a produção em 2017/18 estimada 89,96 milhões de sacas, alta de 7,6% sobre as 83,59 milhões do ciclo 2016/17, observa a OIC.

A entidade destaca também que, em contraste com a produção, que flutua significativamente de safra para safra seguindo uma tendência ascendente, de forma geral, o consumo mundial de café tem crescido a uma taxa média anual de 2%, aumentando de 90,28 milhões de sacas em 1990/91 para um total estimado de 162,12 milhões de sacas em 2017/18.

Ainda segundo a OIC, a expectativa é que os maiores incrementos na demanda ocorram na América do Sul, onde o consumo é estimado em 26,97 milhões de sacas, 3,3% acima de 2016/17, com boa parte do avanço registrado no Brasil. Para Ásia e Oceania, a projeção é de alta de 3% no consumo, para 35,8 milhões de sacas, enquanto na América do Norte, a demanda deve crescer 2,6%, para 30,34 milhões de sacas.

Notícia na íntegra.

Fonte: Valor Econômico

15. Retenções podem levar Argentina a plantar menos soja, avalia consultoria

A decisão do governo da Argentina de voltar a cobrar imposto de exportação de todos os setores da economia afeta a competitividade dos grãos do país. Especialmente da soja, que pode ter redução de área, de acordo com a consultoria INTL FCStone. Como medida para aumentar a arrecadação, o presidente Maurício Macri anunciou na semana passada as retenções, que serão de 3 a 4 pesos por dólar exportado e devem permanecer até 2020.

“Este esquema de retenções de exportação é caracterizado por sua dependência das oscilações do dólar. Isso se deve ao fato de que, embora seja fixo, diante das variações da taxa de câmbio, a incidência poderia variar. Se a taxa de câmbio subir, a incidência é menor; se o dólar cair, a incidência será maior”, explica Ricardo Passero, consultor da INTL FCStone no escritório da Argentina, em nota divulgada pela empresa.

Citando dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a consultoria destaca só nas últimas três safras, a superfície semeada com soja na Argentina caiu 10,4%, o equivalente a 2,1 milhões de hectares. Com a taxação, os produtores devem ficar menos estimulados a plantar a oleaginosa. Apesar de também ficarem menos competitivos, a taxação sobre cereais tende a ser menor.

Desta forma, agricultores que teriam a intenção de plantar soja podem migrar, principalmente para o milho, mesmo com a possibilidade de perda de mercados pode conta dos impostos de exportação. Os analistas da INTL FCStone afirma que a cultura foi bastante beneficiada no governo Macri e teve um aumento de área de 40% nos ciclos agrícolas recentes. O plantio passou de 3,9 milhões na temporada 2015/2016 para 5,4 milhões na 2017/2018.

Quando anunciou as volta das retenções, na última segunda-feira (3/9), o presidente argentino Maurício Macri deixou de lado uma de suas principais promessas de campanha: a de eliminar taxas de exportação. Em seu discurso procurou passar a imagem de que estava tomando a decisão por necessidade, não por vontade. A medida desagradou o setor agropecuário argentino.

No caso do trigo, o efeito da retomada dos impostos pode ser maior que no milho, a considerar o que dizem os consultores da INTL FCStone. Com a safra nova ainda em desenvolvimento no campo, a Argentina pode ficar fora do mercado global em um ano de aumento de área. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, foram plantados 6,1 milhões de hectares.

“Caso a Argentina tenha uma grande colheita, os produtores terão que receber preços menores para compensar a taxa e conseguirem escoar a safra para fora do Mercosul”, pondera o analista de mercado João Macedo, de acordo com o divulgado pela consultoria.

Notícia na íntegra.

Fonte: Valor Econômico

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